Notas iniciais
Atenção!!! Bom galera, estou postando com mais constância, pois já tenho planos para uma nova fanfic sobre Nárnia. Não tem nada haver com essa, com o término dessa fic, aqui se encerra a saga Além da Vida. Espero que na nova fanfic que já começarei a escrever, eu possa contar com vocês.

Depois de passar três horas lamentando sua dor com Alvaro. Susana resolveu isolar-se, precisava ficar sozinha e já não acreditava mais que algum dia encontraria a solução para o seu sofrimento. Não sofria só por ela, sofria por Caspian, sofria pela dor que ele devia estar sentindo, lamentava pela imensa dor que causou nele, chorava pelas feridas do amado que ele nunca poderia cicatrizar, mas sabia que poderia ferir o grande causador da dor de Caspian.

Voltou para o seu quarto e deitou-se de lado. Agora odiava Rabadash mais do que nunca, ultimamente apenas fortes emoções tomavam conta de seu coração: Dor, amor, saudade e ódio. Agora era o ódio que falava mais alto. Depois de 15 minutos remoendo a tristeza e refletindo, para seu desgosto Rabadash acabava de entrar no quarto. Deitou-se ao lado na cama bem ao lado de Susana, e começou a acariciá-la lentamente como se a “esposa” fosse um trofeu. Rabadash deu um leve beijo no pescoço de Susana que logo se desvincilhou das investidas do vilão.

– O que isso meu amor? Vai fugir até quando das obrigações de esposa?

– Não sou sua esposa, já tenho um marido e não é você.

– Marido? — passou a mão suavemente no ombro dela. — Acho que não mais. Agora esse Caspian te odeia – sussurrou ao pé do ouvido dela, e recebeu uma bela cotovelada na barriga.

– Você é desprezível. — Susana balançava a cabeça como se não acreditasse que estava ao lado daquele mostro. — Tão ordinário que veio do inferno pra acabar com a minha vida. Isso se chama orgulho ferido, não é mesmo? Você nunca aceitou o fato de eu ter te rejeitado.

– Amor... benzinho – segurava o queixo dela – isso se chama amor, e é só por isso que eu vim atrás de você. Mas agora eu quero o que me pertence. — Rabadash subiu em cima de Susana a deixando imóvel, a rainha tentava se contorcer com o intuito de livrar-se das carícias dele. Rabdash mais habilidoso a segurou pelo pulsos, beijava os lábios de Susana violentamente, e quando ela já desistia de lutar, teve uma ideia.

– Chega! Rabadash não quero que as coisas aconteçam dessa maneira, já que sou obrigada é melhor... me render. Não precisa me prender desse jeito eu aceito ser sua.

– Era tudo o que eu precisava ouvir – demonstrou sua satisfação com um enorme sorriso.

– Mas vai ter que ser do meu jeito. — disse Susana agora por cima dele. Teve que engolir a raiva e o nojo e o beijou para distraí-lo, enquanto Rabadsh delirava com o doce e terno beijo de Susana, que passou a mão por baixo do travesseiro onde repousava a cabeça dele, e finalmente achou o procurava: uma tesoura.

Susana levantou-se mirando seu alvo.

– O que você quer Rabadash? — perguntou ajoelhada nas canelas dele.

– Você Susan... eu quero você.

– Então se é isso que você quer, você vai ter, mas no pacote vem minha fúria. — gritou a última palavra acertando a tesoura nas genitais de Rabadash, que gritou enlouquecido de tanta dor. Perdendo as forças tentou enforcar Susana, ainda com a tesoura cravada em suas partes íntimas, mas fraco do jeito que estava, foi ele quem se deu mal. Susana deu um tapa cheio de significados no rosto dele, fazendo-o desmaiar, não pelo tapa, mas pela fraqueza que a tesourada o causou.

– É isso que você merece – falava observando os olhos de Rabadash se fecharem – isso e muito mais. — Terminou apagando a luz e fechando a porta do quarto.

Jill chegou acompanhada de Cornélio, e em menos de meia hora Edward já tinha recebido um bom tratamento. Com métodos antigos, mas eficazes, funcionou, a ferida foi fechada e Cornélio colocou vários medicamentos que teriam efeitos melhores e mais rápidos. Edmundo observava tudo abraçado a Jill, os dois choravam e riam ao mesmo tempo de felicidade e também das palhaçadas de Edward. Até que um inusitado pedido, apagou a expressão feliz de Edmundo.

– Posso te pedir uma coisa pai?

– Claro, o que você quiser! Aposto que é de comer. — disse Ed com satisfação.

– Não, não é de comer. É que eu queria ver uma pessoa que... eu gosto muito. Minha rainha.

– Quem? A sua querida prima Liliana?

– Não pai eu disse uma rainha. — se aborreceu Edward arrancando uma gostosa gargalhada de Edmundo, que ainda estava bobo com a recuperação do menino.

– Quem então meu querido? — disse Jill sentando-se ao lado dele na cama.

– A Jadis. Minha rainha Jadis, a feiticeira branca, mulher que me casarei quando for maior. — respondeu inocentemente. Mas Edmundo, Jill e Cornélio ficaram pálidos ao ouvir a declaração do menino. Tudo o que menos queriam ouvir era o nome de Jadis.

– Como? — Edmundo engoliu em seco.

– Traz ela pra me visitar pai. — E Edmundo e Jill se entreolharam.

– Não diga besteiras Ed, nem conhecemos essa senhora.

– Vou preparar um bolo para você Edward, deve estar morrendo de fome. — Jill tentou quebrar a conversa.

– Eu vou, vou avisar à todos que você está bem filho.

– Pedro, Pedro o Edward. — dizia Edmundo ofegante sentando-se na mesa do irmão junto com Lilian e Lili.

– O que foi meu irmão?

– Tio não me diga que o Ed...

– Se recuperou gente. Meu filho está a salvo. O Edward se recuperou.

– Que notícia maravilhosa meu cunhado! — a alegria de Lilian era tão evidente que ela começou a brilhar.

– Como tudo aconteceu mano?

– Ah a história é longa e complicada. Depois eu explico, tenho que avisar aos outros.

– Eu aviso a vovó e o vovô.

– Eu vou na tenda de Caspian.

– Acho que eles estão no navio Edmundo. A tenda agora é praticamente a casa exclusiva de Benjamim.

– Isso me ajudem a espalhar a boa-nova.

Alice entregou o chá nas mãos de Robert e sentou na cama de frente da cama em que ele estava sentado.

– Hum o chá está maravilhoso.

– Aprendi fazer durante esses dias, também fiz um bolo, desde que cheguei aqui parece que peguei o dom de cozinhar.

– Você está bem diferente daquela garota chata e mimada que eu conheci.

– É que aprendi com meus erros e criei maturidade para virar uma mulher de verdade.

– Me diz uma coisa, por que aqui tem duas camas?

– É que divido com ninfa, na verdade ela me acolheu aqui.

– Parece que você já se adaptou bem.

– Robert como está a Susana? Pelo o que parece vocês brigaram.

– Não, não estou mais com a Susana. — disse bebericando o chá.

– Ah não? Que pena.

– Estou com a Lúcia. Quer dizer estava. Terminamos de vez. — Largou o chá como se tivesse ficado enojado por causa da recente briga.

– Nossa que coisa. Mas a Susana está...

– Casada com Caspian X.

– Meu primo. Bom ando desatualizada, sei de poucas coisas daqui. Só se fala dessa opressão desse tal de Rabadoc.

– Rabadash, o infeliz se chama Rabadash.

– Sei também ele mantém uma lendária rainha cativa.

– A própria Susana. Rabadash voltou junto com outros inimigos de Nárnia.

– Nossa, coitada! Mas você acha que podemos fazer algo para salvar Nárnia? É que me sinto parte desse lugar, como se tivesse morado sempre aqui.

– Eu não. Não consigo salvar nem minha própria família. Sou um homem fraco... — disse cabisbaixo.

– Não é fraqueza perder o controle no casamento. Acontece com qualquer casal. Eu e o Chad por exemplo, estávamos passando por maus momentos.

– E sabe que vai conseguir consertar as coisas?

– Não sei, não quero voltar tão cedo. Tenho medo de descobrir sabe?

– Entendo. Mas por que estão em crise?

– Quando me casei com Chad, não sabia que ele era tão ciumento. Agora ele deu para ter ciúmes de mim com grande amigo de anos sabe. Isso me machuca, o Josh é como um irmão pra sim, nada mais.

– Ai ai – suspirou Bob. — Ciúmes, minha situação é idêntica a sua.

– Sei. Fico pensando como uma coisa tão boba e sem sentido pôde destruir assim um casamento tão sólido como o meu e do Chad. Será que ele não percebe o quanto eu o amo? Depois de tudo o que fiz para ficar com ele, acha que eu jogaria todo o meu amor no ralo? Até fiz crueldades terríveis com a Susana, e isso me atormenta até hoje.

– A vida anda tão difícil Alice. Ando tão perdido.

– Me fala dela então. O que aconteceu?

– Bom depois que me casei com a Lucy, tive mais dois filhos...

Sunamita cantava desanimada no rio quando Roberta chegou nadando de mansinho e abraçou suas costas.

– Lembrou que eu existo? Faz tempo que você e o Rilian não vem me visitar.

– Acho que isso se chama saudade.

– Saudade? Não sei o que é isso.

– O que você está sentindo.

– Sentir... hã... impossível. Mas que carinha é essa? — disse colocando Roberta sentada na pedra.

– Estranho. Você se importando com os outros.

– É que, eu gosto de você, ando me sentindo muito sozinha.

– Viu só, você está preocupada comigo, disse que gosta de mim e ainda por cima está solitária. Pensei que sereias não tivessem sentimentos.

– E não tenho oras. — disse alisando os cabelos.

– Eu é que queria não ter sentimentos. É tão ruim sentir essa dorzinha que estou sentindo no meu coração.

– Oh não fale assim pequena, e não chore. — Sunamita secava uma lágrima dos olhos de Roberta. O que foi?

– Não gosto mais da minha família Suna, odeio meus pais, eles só sabem brigar o tempo todo. Não quero voltar pra casa nunca mais. Tudo vai piorar, parece que o Lúcio voltou a ser o mesmo de antes, só que agora com a mamãe. E... e eu descobrir coisas horríveis do papai, eu o amava tanto. Mas agora não quero sentir mais nada, nem amor e nem raiva. Nada. — chorava agarrando-se a Sunamita, que por incrível que pareça soltou uma, duas, três lágrimas.

– Sunamita! Isso é inacreditável.

– O que meu anjo?- perguntou a sereia sem se dar conta.

– Você... você está chorando – Roberta secou as tímidas lágrimas com o dedo indicador.

– Jura? Essa coisinha escorrendo do meu rosto... não entendo. Isso não devia acontecer.

– Por que será que você está demonstrando sentimentos?

– Não sei, quando... quando estou com você e com o Rilian sinto coisas diferentes, coisas especiais que nunca senti antes.

– Que azar. — voltou a ficar triste.

– Azar? Por que? Quero que isso continue, é tão bom sentir.

– Eu faria qualquer coisa para não sentir mais nada. É muito bom amar e ser feliz, mas às vezes acabamos sofrendo, e isso é tão ruim. Estou tão confusa, tão sozinha e triste. Nem o sr. Tumnus e o Trumpkin que brigavam por mim estão me dando mais bola, eles assim como todos, andam tão estressados e preocupados.

– Pra mim não importa, seu fosse feliz ou se sofresse, eu só queria poder sentir as coisas, isso é viver, e nós sereias apenas existimos.

– Eu preferia mil vezes ser sereia.

– Você realmente quer estar no meu lugar?

– Isso é possível? Porque se for eu quero...

– Ouvi falar de alguém que pode nos ajudar.

– Quem?

– Uma tal de Tirza, a famosa feiticeira verde. Dizem que ela realiza alguns desejos.

– Não sei se devo me envolver com essa gente.

– O que é que tem? Se essa moça realiza desejos e pode nos ajudar, o que é que tem de errado com ela? Você quer ou não quer mudar?

– Quero. O que tenho que fazer?

– Vá atrás dela, e a traga aqui. — Sunamita e Roberta não imaginavam a furada em que estavam se metendo.

Tirza não realizava desejos como diziam, não de graça, mas como se tratava de uma princesinha de Nárnia, e menina dos olhos de Rilian, valia a pena investir. Quando chegou ao rio e descobriu que Sunamita era o novo amor de Rilian, Tirza pensou ter tirado sorte grande.

– Então você tem como fazer isso?

– Duvida de meus poderes?

– Não, não, mas queria saber se a senhora está disposta.

– Não costumo fazer favores, mas como simpatizei com vocês, vou fazer o que estão me pedindo.

– Mas o que vai acontecer depois?

– Bom garotinha, você não sofrerá nunca mais. Viverá livre, tranquila e sem preocupações, sua vida será um lazer.

– Eu quero saber de uma coisa.

– Pode perguntar Sunamita.

– Eu vou poder... como digo... me apaixonar pelo rapaz que me ama?

– Claro, por quem você desejar, é só me falar quem é o felizardo. Assim que você se tornar humana, o primeiro homem que olhar, será o grande amor da sua vida pra sempre.

– Jura? Você jura que Rilian será o primeiro homem que irei ver.

– Eu juro!