Nárnia Além Da Vida Parte II

7 Mentiras atiradas, Verdades ditas


Notas iniciais
Comentem por favor!

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- Você me ama? — disse Alvaro acariciando os cabelos de Anna.

- Sim Alvaro, eu te amo. — respondeu a jovem deitando a cabeça do peito do amado.

- Eu te amo tanto princesa, você é tudo pra mim. Se arrepende de ter se entregado a mim?

- Não, não, eu te quero, nunca pensei que pudesse sentir isso por alguém, sentir isso com alguém.

- Você gostou amor? — disse cinicamente.

- Eu nunca vou me esquecer Alvaro, foi o melhor dia da minha vida.

- Eu não queria te desrespeitar, me desculpe se fui vulgar...

- Não amor, você foi um verdadeiro príncipe.

- Eu prometo que te darei o mundo amor, o mundo inteiro, o que você quiser. Você merece tudo, e eu vou te fazer a mulher mais feliz desse mundo, vou te amar mais do que a mim mesmo. — disse segurando o queixo de Anna.

- O seu amor já é suficiente, é o que eu sempre quis.

- Anna você quer se casar comigo? Eu quero que você seja a mãe dos meus filhos.

- É claro que eu quero meu amor. Parece que eu estou vivendo um conto de fadas, os mesmos que meu avô Tumnus e o vovô Joseph me contavam. Eu sou a princesa, e você é meu príncipe encantado.

- Sobre seus pais, não fale nada sobre o casamento agora, nem sobre... isso que fizemos, não conte a ninguém. Eu quero que o meu pai, fale com os seus antes. Meu amor, eu te levarei para outro mundo, um mundo melhor que esse.

- É uma pena não poder contar a ninguém, mas vale a pena. Ai Alvaro, eu te conheço há tão pouco tempo e já estou perdidamente apaixonada por você.

- Eu vou te surpreender meu amor. Você vai ter uma surpresa tão grande que nem imagina, seus pais vão ficar muito orgulhosos.

Para quem não sabe, Tash já havia procurado Aslam para lhe propor um acordo. O deus calormano queria a alma de Susana, e propôs ao Grande Leão que só deixaria a rainha em paz, se Aslam fosse embora de seu país e fosse para o mundo de Susana e os Pevensie. Tash disse a Aslam que não seria para sempre, o leão aceitou a proposta de seu inimigo mesmo que devesse viver para sempre em nosso mundo. Aslam deu uma desculpa qualquer as pessoas e partiu garantindo que tudo ficaria em paz, em nosso mundo ele assumiu a forma de humano, perdeu seus poderes, e não fazia a mínima ideia de que seu mundo e seus súditos estavam correndo um grande perigo.

- Amor você saiu tão cedo da festa, senti sua falta. — disse Robert entregando uma flor a Lúcia.

- Ai Bob tira essa flor da qui, está me dando alergia. — disse a rainha espirrando.

- Você não tinha alergia a flores! Ah Lú, você não vai me perguntar como foi hoje no Peregrino com a bússola mágica?

- Ah como foi? Disse desinteressada enquanto colocava a mesa.

- Que ânimo! Bom a bússola realmente funciona, essa foi a maior aventura de minha vida. Foi tão bom compartilhar isso com o Carlinhos. Esse garoto é tão importante pra mim.

- Enquanto ele é importante para você, o Lúcio é esquecido.

- O Lúcio é um garoto mimado e rebelde, eu não tenho paciência...

- Eu também te amo pai. — disse Lúcio que escutou tudo.

- Oi filho, bom dia! — Robert que estava totalmente sem graça.

Todos se sentaram a mesa para a refeição, Lúcio estava morrendo de fome e a comida de sua mãe estava cheirando muito bem, Roberta também se ajuntou a eles na mesa. Quando os pratos já estavam servidos alguém chama do lado de fora.

- Entre Carlos! — disse Bob alegre.

- Bom dia gente. Tia Lúcia sua comida está com um cheiro maravilhoso.

- Obrigada meu amor, sente-se e coma conosco.

- Eu vou me retirar, estou sem fome. — disse Lúcio com ciúmes do primo.

- Assim sobra mais né primo?! — disse Carlos brincando.

- É... tem muita coisa sobrando nessa casa. — disse sério.

- Quer se sentar aí e comer com a gente. — disse Bob nervoso. — Será que não sabe respeitar uma visita?

- Ah é, esqueci que seu queridinho está aqui. Quer que eu sirva para ele papai?

- Não me desafie, e sente aí agora mesmo.

- Tio não brigue por minha causa. Se minha visita incomoda o Lúcio posso me retirar sem problemas. — disse Carlos.

- Você vai ficar aí Carlinhos. — disse Robert, que ainda encarava Lúcio.

- Não meu amor fique, por favor. — disse Lúcia ao sobrinho.

- Claro ele é o queridinho de vocês, por que me tiveram então? Se gostam tanto dele, por que não pediram ele a Susana?

- Cala a boca! — disse Robert vermelho de raiva.

- Acalmem-se gente. — pediu Roberta.

- Vai me dizer que você não queria que ele fosse seu filho? Mas por que será? Será que é porque eu sou um inútil, ou porque você ainda ama a mãe dele.

Robert jogou a mesa no chão e se irritou seriamente com seu filho.

- Qualquer elfo, cavalo ou árvore seria um filho melhor que você! Você só me dá desgosto Lúcio, eu sinto vergonha de ser teu pai, não por causa dessa deficiência boba da sua perna, mas por se fazer de coitadinho o tempo todo e achar que todos temos que aguentar o seu mal humor. Será que sua perna dói de verdade, ou é só uma desculpa para ser insuportável? — disse Bob gritando.

- Eu odeio você! Odeio! – gritou Lúcio chorando desenfreadamente, e logo se retirou, tentava correr, mas derrubava tudo enquanto mancava, seu calcanhar doía de forma absurda, mas ele precisava fugir de tudo isso.

- Não fica assim tio. — disse Carlos passando a mão no ombro do tio.

- Não precisava falar com ele desse jeito Bob, você foi muito severo e cruel com ele.

- Você o mima demais, e eu não tenho mais paciência com ele.

- Agora a culpa é minha?

- Só estou dizendo que...

- Eu estava muito melhor sem você! Pelo menos antes eu era feliz. — disse Lúcia séria, mas também logo se retirou.

- Lúcia, Lúcia espera! — disse bob em vão.

- Me ajuda a limpar essa bagunça Carlinhos? — perguntou Roberta com lágrimas nos olhos.

- Não chora prima. — disse Carlinhos secando as lágrimas da menina enquanto catavam os cacos de vidro.

Lúcio foi para perto de umas árvores onde sempre ficava. E lá estava Miraz espiando o rapaz.

- Parece mal alteza, beba um pouco de vinho. — disse estendendo uma taça ao jovem.

- Eu não bebo Miraz, quero ficar sozinho. Dá pra sair daqui?

- Converse comigo caro príncipe.

- Não converso com estranhos, nunca falarei da minha vida para uma pessoa que mal conheço.

- E seus conhecidos? Você conversa com eles? Eles te ouvem? Te entendem?

- Ninguém liga para o que eu penso, minha família me odeia.

- E que família meu jovem? Para vocês o que é uma família?

- Como assim?

- Pense bem meu caro, se é que dá pra entender: seu pai foi casado com sua tia e era cunhado de sua mãe, os dois tiveram um filho e ele é seu irmão. Depois seu pai se casou com sua mãe e aí nasceram você e sua irmã. Sua tia se casou com Caspian, que era casado com a estrela e com ela tinha um filho Rilian que agora é irmão de Liliana, Anna e Carlos, depois Lilian se casou com seu tio Pedro tendo a Lili como eu disse. Edmundo foi o único limpo dessa história que se casou decentemente. Veja bem, você irmão do Benjamim e da Roberta, Benjamim é irmão de Anna, Carlos, Roberta e você, Rilian é irmão de Liliana, Carlos e Anna. O único que não se envolve nessa confusão é Edward, que é apenas primo de vocês.

- É, isso é uma confusão danada, nunca entendi.

- Isso meu jovem, agora por que você acha que seu primo é tão queridinho do seu pai?

- Porque meu pai não gosta de mim.

- Não Lúcio, é porque seu pai é amante da Susana, ele ainda a ama e Carlos é filho dele, em consequência dessa relação proibida. Carlos é filho de Susana e seu pai, por isso o rei Robert gosta tanto dele.

- Não pode ser! Não pode ser!.. Mas faz todo sentido. — disse Lúcio confuso, e com mais raiva ainda de seu pai.

- É por isso que sua mãe anda tão indiferente com ele, ela com certeza já sabe e sofre por ser traída.

- Eu não vou permitir que aquele... aquele miserável brinque com a minha mãe desse jeito. Mas senhor Miraz, se eles se amam, por que meu pai a deixou para que ela se casasse com o rei Caspian?

- Ora Lúcio, porque seu pai já sabia que perderia a batalha, e é melhor ficar com uma Pevensie do que com nenhuma. Acha que seu pai se esqueceu da esposa e se apaixonou por sua mãe tão rapidamente?

Pronto agora Miraz havia conseguido espalhar a discórdia.

Edward estava sentado em sua cama comendo as trufas que ainda lhe restavam, o jovem havia passado muito mal, mas não conseguia parar de comer o presente de Jadis. Isso era tudo o que ele conseguia comer, pois se sentia muito enjoado e vomitava tudo o que comia. Quando Jill Pole chegou, ele escondeu as trufas em baixo do travesseiro.

- Eu trouxe uma sopa para você meu filho.

- Ai mãe eu não vou conseguir, tenho certeza que vou vomitar tudo.

- Tenta Edward, anda abre a boca. — Jill colocou uma colher na boca do filho e ele logo teve ânsia de vômito.

- Eu disse mãe, eu disse!

- Não sei o que fazer Ed, nem frutas você consegue comer. Deve ter sido alguma porcaria que você comeu na festa.

- Ao contrário mãe, como tanta porcaria que quando vou comer alguma coisa boa, meu estômago não aguenta.

- Vou ver se Brejeiro arruma alguma erva medicinal para você.

- Ah não mãe, o Brejeiro não! Ele come cada coisa.

- Fique nessa cama e descanse mocinho.

´´Onde é que eu vou achar essa moça que me deu os doces? Preciso dessas trufas mais do que tudo``. — pensou o jovem que já estava viciado na guloseima.

Robert estava cansado da viagem, mas mesmo assim conseguiu acompanhar Lúcia, e a pegou pelo braço.

- Lúcia pra que todo esse desentendimento?

- Eu achava que da forma que te amava, eu seria feliz com você, mas teria sido melhor se você nunca tivesse vindo pra cá.

- Eu me casei com você porque você me queria.

- Ah então quer me dizer que só se casou comigo por pena? — ironizou Lúcia.

- Não Lúcia, você sabe que me casei por amor.

- E que história é essa de você e a Susana?

- Que história Lúcia? Isso é imaginação do Lúcio, que sente inveja do Carlos.

- Carlos, Carlos, sempre o Carlos. Eu também admiro muito o meu sobrinho, mas você dá muita atenção a ele e se esquece do seu próprio filho. O que o Lúcio disse parece um absurdo, mas pensando bem, quem garante que o Carlos não é seu filho?

- Lúcia eu não acredito que estou ouvindo isso de você – disse Bob perplexo. — Como você pode pensar uma coisa dessas? Pensar isso de mim e da sua irmã? Isso é uma verdadeira falta de respeito com nós dois.

- Esse ´´nós dois`` é que me assusta. Me deixe em paz Robert Cooper.

- Pense como quiser, mas depois não vá se arrepender. — disse muito magoado.

Lúcia saiu correndo, queria fugir disso, nos últimos tempos seus sentimentos estavam confusos e desordenados, Bob estava sendo um marido maravilhoso, mas alguma coisa a afastava dele e o maior medo de Lúcia era ser a culpada por isso. De repente ela esbarra em Tumnus, e é abraçada por ele.

- De novo não, de novo não – repetia ela aos prantos.

- De novo o que Querida? — perguntou o bondoso fauno preocupado.

- As brigas, tudo de novo, como com a Susana, nossa família quase foi destruída. Eu não me casei pra isso. Por que eu não consigo mudar o Lúcio? E por que o Bob não ama o nosso filho?

- Fique calma querida. Eu não sabia que vocês estavam tendo tantos problemas, é claro que o Robert ama o Lúcio, e você não pode mudar ninguém.

- Como pude reinar tanto tempo se nem sei cuidar da minha própria família?

- Isso é só uma fase, e toda família passa por isso.

- Mas por que essas coisas não acontecem com a família da Susana, do Pedro e do Edmundo?

- Porque cada um é diferente Lu, cada casa é um caso. Se lembra de seus pais? A vida deles era difícil no começo, mas depois tudo mudou. Vamos tomar um chá em minha tenda, quando você ficar mais calma volte para casa.

Edward estava muito ansioso para rever Jadis, e também com saudade das trufas e ainda por cima com fome. Então ele resolveu sair para procurá-la e sair um pouco do quarto, já que sabia que sua mãe sempre demora quando vai visitar Brejeiro. E... bom onde mais ele poderia procurar senão atrás do castelo?

Ele ficou lá esperando por bastante tempo sentado na beira do rio, e Jadis estava entre os arbustos observando-o, quanto mais fome e ansiedade Edward tivesse melhor seria.

- Como vai meu príncipe?

- Jadis! — disse empolgado.

- Sentiu minha falta querido?

- Senti muita – disse abraçando-a.

- Sentiu falta de mim ou das trufas?

- Bom... das duas coisas. Será que a senhora poderia me dar mais?

- Com toda certeza. — disse com um sorriso enorme, pois o garoto já estava viciado. — Sabe Ed, eu trouxe essa caixinha cheia de trufas especialmente para você. — Ed pegou a caixa com as mãos tremendo de tanta vontade de comer os doces.

- Obrigado, muito obrigado. Eu tenho que ir.

- Mas já?

- Minha mãe saiu e me recomendou que ficasse em casa.

- Então adeus querido.

- Será que a verei de novo?

- Sempre aqui, nesse mesmo lugar. — ao dizer isso deu um beijo no rosto do menino que ficou vermelho de tanta vergonha.

Susana foi deitar em sua espaçosa cama de seu quarto no Peregrino, e quando Caspian chegou ela contou suas preocupações.

- Amor eu achei tão estranho essa missão repentina de Aslam.

- Susana não tem nada de estranho nisso, talvez alguém no seu mundo precise da ajuda dele.

- Quem? De repente ele ficou estranho, preocupado, um pouco esquivo, como quando ele morreu no lugar de Edmundo. Será que...

- Por favor Su, não pense nisso, está tudo bem aqui, você não precisa ter medo de nada.

- Desde que Aslam se foi, eu me sinto tão estranha. É como se algo ruim fosse acontecer, mas não só comigo, com todos.

- Anjo aqui é o paraíso e nada de ruim pode acontecer, se Aslam foi embora é porque sabia disso.

- Eu quero ficar tranquila e achar que está tudo bem, mas uma angústia toma conta do meu ser. Não sei se é coisa da minha cabeça, mas até o tempo está mais sombrio e o ar pesado.

- Impressão sua Su, o tempo continua ótimo.

- Sim, mas não está como antigamente, não está como quando eu cheguei aqui.

- Meu amor eu quero que você fique tranquila, e saiba que nada vai acontecer, e se algo der errado não permitirei que nada aconteça à você.

- Eu sei amor, mas estou muito preocupada com Anna, não sei por quê, não só com ela, mas também com Edward e Liliandill.

- O que eu devo fazer para te tranquilizar minha rainha?

- Me beije, me ame!

- Por mim eu só faria isso o dia todo... Susana – o nome dela saiu como um sussurro.

Caspian iniciou uma massagem calma e bastante prazerosa e Susana pôde esquecer seus problemas por um tempo, elas sempre esquecia seus problemas quando as mãos dele encontravam seu corpo.

- Vem amor! — pediu Caspian.

- Vamos aonde?

Caspian segurou sua mão e a conduziu até a proa do Peregrino da Alvorada.

- Alguém pode nos ver aqui! — diz Susana.

- Eu sei, mas Carlos esqueceu sua bússola aqui.

Susana entendeu tudo e Caspian usou a bússola para transportá-los de lá. Para o meio do imenso oceano, onde só estariam os dois.

- Eu vou te provar o quanto eu te desejo. — murmurou no ouvido dela.

- E quanto você me quer meu rei?

- Assim! — disse ele puxando-a para si, e lhe dando um beijo ardente e enlouquecedor, Susana não sabia o motivo, mas sabia que devia aproveitar bastante a ocasião. As mãos quentes de Caspian deslizavam pelo corpo de Susana, ele a apertava, a acariciava era uma loucura. Mas mesmo assim a rainha queria mais, em um rápido movimento Susana rasgou a camisa de Caspian, fazendo-o sentir um arrepio.

- Não me provoque! — disse ele, olhando ameaçadoramente para ela.

- Por que? O que você pode fazer meu rei? — perguntou zombando.

Caspian a virou bruscamente, e rapidamente abriu o zíper do vestido dela. Ele beijava o pescoço da jovem com um desejo voraz, um desejo que o consumia, Caspian estava ficando louco e não sabia o motivo de tanta paixão. Depois de despi-la deitou-a no chão no navio, e a amava e falava coisas absurdamente maravilhosas.

Susana tirou a calça de Caspian, e viu a reação que causou nele.

- Acho melhor não fazer isso minha rainha. — dizia ele referindo-se a mão boba dela.

- Por que não? — Susana adorava provocá-lo.

- Por que não conseguirei me conter.

- E quem disse que você precisa se conter. Eu sou sua rainha e te ordeno que me faça sua. — Caspian gemeu imediatamente quando ouviu isso tão perto de seu ouvido.

- Seu desejo é uma ordem, mas só espero que não se arrependa depois.

- É um risco que eu quero correr. Mas estou cansada de te ouvir meu senhor, quero ver você agir.

- Então veja e sinta...

Notas finais
gostaram?