Notas iniciais
Me perdoem por ter ficado tanto tempo sem postar, o capítulo já estava pronto, mas estava no netbook e ele estava com problema. Beijos

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Caspian foi rapidamente socorrido pelo povo, uns foram para casa com medo, de que levassem seus filhos e a comida. Alvaro aproveitando que Anna estava sozinha, tentou se aproximar, mas foi impedido por Carlos, Benjamim e Rilian, que o esperavam com suas espadas afiadas. Anna foi embora sem se importar com o rapaz. Rilian agarrou Alvaro pelo pescoço, enquanto Carlos dava socos violentos na cara de Alvaro, e Benjamim afiava sua espada em uma pedra.

- Sei que querem me matar, mas não façam isso por favor! — dizia quase sem folego

- Abusou de nossa irmã, e quer misericórdia? — gritava Rilian furioso

- Me deixem explicar, Susana precisa... — Rilian o apertou com mais força, e Carlos lhe acertou outro golpe

- Se dependesse de mim, você morreria por minhas próprias mãos, mas terei prazer em ver Benjamim te esquartejar.

- Isso Benjamim, amole bem essa espada, e vamos começar por onde mais dói. Vamos cortar o mal pela raiz – dizia Rilian o enforcando ainda mais.

- Rilian naquela noite, você foi enfeitiçado por Tirza... – a voz de Alvaro era quase inaudível, e sem conseguir terminar a frase, foi golpeado com um soco na barriga.

- Não fale o nome daquela desgraçada, ou vou descontar toda a minha raiva em você. Cale essa boca, se quer que sua morte seja rápida. — disse Rilian agora, na frente dele o apertando contra a árvore. Rilian puxou Alvaro pelo cabelo fazendo-o se ajoelhar no chão, Benjamim passou a espada de leve no pescoço dele, e quando esta ficou um pouco manchada de sangue, os filhos do rei Caspian se certificaram de que a espada estava bem amolada. Benjamim estendeu a espada na direção do rosto de Alvaro, e quando ia golpeá-lo Liliana pulou em cima deste, fazendo sua espada cair no chão.

- Não façam isso Vocês não tem noção da loucura que estão cometendo? Parecem uns bárbaros, agindo dessa forma. — disse Liliana afobada

- Como pôde nos impedir? Por acaso está do lado dele? — perguntava Benjamim, que estava fora de si e arfava como um lobo.

- Se faço isso é porque estou do lado de vocês, esse miserável é filho do tisroc, e ele está com a mãe de vocês. Se fizerem mal ao Alvaro, Susana pagará, e vocês também, sua família está em grande dificuldade então tentem ficar vivos. — gritava agitada

- Eu não vou ficar de braços cruzados, enquanto esses demônios destroem minha família. — gritava Rilian ainda mais alto.

- Os únicos demônios que estou vendo aqui, são vocês! E até você Carlos, que é tão pacífico está se comportando como um selvagem.

- Prefiro ser um animal, a ver a honra de minha irmã ser manchada e não fazer nada. Se vocês não fizerem nada eu mesmo farei. — Carlos sacou rapidamente a espada da bainha de Rilian, e tentou acertar Alvaro, mas foi impedido por Liliana, que foi muito mais rápida que o rapaz, e apontou a arma para o primo.

- Eu amo os três, mas esse rapaz é meu amigo, e não sei por quê ele agiu dessa forma, isso eu vou resolver com ele, mas não permitirei que o matem, e se quiserem fazer isso vão ter que lutar comigo primeiro.

- Proposta aceita! — disse Benjamim revoltado com a atitude da prima, mas Liliana via além, conhecia as pessoas por dentro, e sabia que havia algum motivo para Alvaro ter agido daquela forma, e torcia para não estar cega de amor.

- Ao combate! — bradou Liliana, mas quando iam duelar, Rilian os impediu.

- Parem com esse absurdo! Vocês são parentes, amigos, não podem se matar, ainda mais por esse verme. Estamos agindo como loucos, você tem razão, a vida de Susana e todos correrá perigo se agirmos de forma imprudente. Vamos embora Carlos e Benjamim. — disse Rilian puxando Benjamim pelo braço, este último, por mais que amasse a prima, estava indignado com a atitude dela.

- Tudo bem, mas eu quero conversar com você depois. — disse Benjamim ríspido, e depois se retirou. A sorte de Liliana, foi que os primos e o irmão, não a chamaram pelo nome. Mas Alvaro estava tão assutado que nem teria reparado, o rapaz ainda estava no chão escorado na árvore. Liliana ameaçou ir embora, mas o rapaz tentou interagir.

- William não vá, por favor! Precisamos conversar. — dizia o rapaz tentando se levantar.

- Escute aqui Alvaro, eu não estou afim de papo, devia ter deixado eles te matarem, eu no lugar deles, teria feito isso. Então é melhor eu ir embora, senão quem vai arrancar sua cabeça serei eu.

- Eu preciso explicar as coisas pra você, me escuta, é importante, sobre a Susana, todos.

- Você tem que me explicar sim, quero saber por que fez aquilo com a Anna. Pensei que fosse diferente de seu pai, mas você é muito pior.

- Foi um espírito invocado por Tirza, ele me possuiu e me controlou ontem quando Anna foi humilhada. Eu nunca faria isso com Anna, eu a amo, eu tenho certeza disso, eu amo essa princesa. — Aquilo foi um soco na barriga de Liliana, sua expressão mudou e ficou mais séria, era muito difícil ouvir seu amor dizer que amava outra pessoa.

- Acha que vou acreditar nessa historinha? — perguntou com raiva e ciúmes

- Esse mesmo espírito tomou Rilian, e por isso ele ficou com Tirza. Persuasão, esse espírito foi convocado por Tirza, e domina a pessoa por horas, quando o ser é tomado por esse espírito, fica a mercê da pessoa que o invocou, eu fui uma marionete da feiticeira verde e o Rilian também. — Era difícil para Liliana acreditar em tudo aquilo, mas fazia sentido, seu irmão Rilian, era traumatizado com a história da cadeira de prata e dessa feiticeira, só poderia ter se deitado com ela por meio de feitiço.

- De qualquer forma eu errei, esse espírito só entra na pessoa se ela deixar. Esse foi meu grande erro, meu pai e ela disseram que eu apenas, diria a Anna que não queria mais me casar, que seria cavalheiro e pediria perdão aos pais dela, que era apenas um término, mas como estou apaixonado e não tinha coragem de magoá-la em sã consciência, me deixei ser dominado por persuasão para ter mais ousadia e coragem, ela dominou meus sentidos e fez coisas que jamais imaginei. Quando estamos possuídos vemos e nos lembramos de tudo.

- Então por que meu irm... quero dizer, por que Rilian não falou sobre esse feitiço?

- Porque ele, mesmo não querendo se deitar com ela, a desejava, talvez tivesse se decepcionado, e esse desejo foi o suficiente para que o espírito o possuísse. Ele nem sabe que foi possuído, pois deve achar que ficou com ela apenas por desejo.

- Não sei se devo acreditar em você. — disse séria

- William confie em mim, uma vez eu confiei em você e você não me delatou, posso ajudar Susana, não permitirei que façam mal a ela, não deixarei que meu pai a toque. Posso te infiltrar no castelo, e para provar que estou do lado de vocês, posso devolver o elixir e a trompa.

- Então traga esse elixir depressa, e confiarei em você.

- Eu não vão deixar que façam nada a rainha. Amanhã eu volto com o elixir e a trompa.

...

Tirza desceu de seu cavalo e disse aos companheiros que tinha algo para fazer. A família Pevensie levava Caspian para casa, e uma das pessoas que ficaram em casa, foi Liliandill, ela preferiu não ver os inimigos de novo, ficando sozinha em seu lar e torcendo pela cunhada. Lilian arrumava a cama, quando uma cobra entrou na tenda deixando-a assustada.

- Saia daqui seu animal asqueroso, você fala? — perguntava a estrela que tinha pavor a cobras

- É claro que falo meu bem! — respondeu Tirza se transformando em ser humano, e Lilian descobriu de quem se travava e o risco que estava correndo.

- Você? Feiticeira maldita. — Lilian pegou a espada de Pedro, que estava na mesa ao lado da cama.

- Eu sei muito bem como usar isso, você não pode me fazer mal agora. — dizia confiante, mas trêmula.

- Sua tola não percebeu que tenho poderes? — A dama de verde tentou destroçar a espada de Pedro, mas a espada era resistente e não foi afetada pelos poderes da bruxa, deixando Tirza furiosa. Por fim, Tirza jogou a espada para longe e rapidamente se transformou em serpente, uma grande serpente, Liliandill tentou correr, mas a serpente se enroscou nela a apertando, de forma que Lilian ia sendo esmagada aos poucos. A estrela tentou usar seus poderes, queria voar, mas era impossível, Tirza se enroscou até o pescoço de Lilian e a enforcou com mais força, e quando a estrela pensou que ia desfalecer por falta de ar, foi atacada por uma série de picadas venenosas da serpente. Tirza era cruel, e enquanto se desenrolava da estrela, picava o resto do corpo, de modo que Lilian ficou cheia de sangue e manchada dos pés a cabeça.

c

Carlos se encontrou com Lúcio, que tinha uma ideia para ajudar Edward.

- Carlos tenho um plano que pode salvar a vida do Edward, mas precisarei da sua ajuda, do jeito que as coisas estão pode ser perigoso.

- Se é perigoso ou não, não importa agora, o Ed precisa de ajuda e ficarei feliz em ajudá-lo. O que tenho que fazer?

- Você é rápido e ágil, consegue pular por árvores e subir em lugares altos com facilidade. Você pode ir na árvore que fica no centro do país de Aslam e pegar uma maça dourada para que Edward fique curado.

- É muito simples, não vejo problema nisso.

- Não ouviu o que disseram hoje? Qualquer um que roubar qualquer fruto de uma árvore, será morto e perderá o direito de sua alma.

- Creio que está lei não entrará em vigor agora, eles devem comemorar, Rabadash está com minha mãe, e não tem cabeça para cometer suas atrocidades. Então é melhor eu ir agora mesmo.

- Mas toma cuidado, vai que esse lobo colocou guardas na floresta.

- Pode deixar, vou ser rápido e silencioso.

Era uma pena que os garotos não soubessem que as maçãs estavam envenenadas, se Edward comer deste fruto, morrerá imediatamente. E Carlos ainda corre o risco de ser pego.

c

Liliana não conseguia parar de pensar em Alvaro, estava muito triste por ele ter dito que amava sua prima, mas se fosse verdade ele seria inocente, o que era bom, Anna não o perdoaria e Liliana poderia conquistá-lo. A jovem chegou em casa e estranhou o silencio da mãe, Liliana viu sangue no chão e se assustou, chamou por Liliandill, mas ela não respondeu, Liliana puxou a espada e ao entrar no banheiro viu sua mãe nua dentro da banheira, que estava cheia de sangue. Liliana viu as inúmeras picadas de cobra e se desesperou ainda mais ao perceber que elas foram causadas por Tirza, e que não sabia que tipo de veneno era aquele.

- Socorro! Socorro! Pai me ajude — gritava sacudindo em Lilian. Liliana lembrou que Pedro foi levar Caspian em casa. A garota com dificuldade, tirou a mãe da banheira e ao colocá-la no chão constatou que Liliandill estava viva.

- Mãe fala comigo! Diz alguma coisa – dizia Liliana que não era muito de chorar, mas também morreria se sua mãe morresse.

- Es... está doendo muito – Liliandill falava baixinho e nem conseguia abrir os olhos.

- O que fizeram com você? — perguntava soluçando, já que infinitas lágrimas escorriam por seu rosto em segundos.

- Me perdoa Liliana, eu não sou... — Lilian não forças pra falar.

- Não precisa dizer nada mãe, não se canse.

- Eu não sei se terei tempo. — sua voz era quase inaudível

- Não fala isso, você não vai morrer, eu não vou deixar. — dizia Liliana assustada com a possibilidade

- Segura a minha mão filha. Está tão frio! — Liliana apertou as mãos de Lilian que estavam mais geladas que o inverno, e teve medo de ver sua mãe partir.

- Se for a sua hora, eu prefiro não ver. — disse Liliana se levantando, queria se retirar da tenda, pois não queria ver sua mãe morrer.

- Fique por favor! — Lilian usou todas as suas forças para segurar mais firme a mão de Liliana. — Não me abandone.

- Eu preciso pedir ajuda. — dizia angustiada e perdida.

- Não, não adianta, chame o Pedro. — Liliandill respirava com dificuldade e tinha perdido a cor, seu estado era muito pior que o de Edward.

Liliana não perdeu tempo e saiu gritando em busca do pai. A estrela tentava voar para chegar mais rápido, mas Liliana depois que cresceu, não soube mais usar seus poderes de mutação e voo. Pedro que já estava recuperando as esperanças, se assustou muitíssimo ao ver o estado de Liliana, só poderia ter acontecido algo muito grave para Liliana chegar aos prantos daquele jeito, e o coração do rei doeu ao receber a notícia. Pedro amava tanto sua esposa, se apaixonou tão fácil por ela, tinha tanto zelo e carinho, agora entendia a aflição de Caspian. Tumnus, Cornélius e os pais de Pedro correram para ver a nova enferma, o caso de Lilian era grave, e eles precisavam de uma solução rápida, Edmundo e Jill também queriam ir, mas Edward estava sozinho a muito tempo e precisava tomar umas ervas para ludibriar o estômago.

c

Alvaro foi depressa para o castelo, precisava chegar logo para impedir que seu pai fizesse algo com Susana, e também para aproveitar que os quartos estavam vazios e roubar os utensílios mágicos. Com certeza Rabadash desejaria fazer amor com Susana, e Alvaro não queria que mais uma dama da realeza fosse fosse tocada pelos imundos de sua família. Quando o jovem chegou, viu os comparsas de seu pai e Susana no salão principal, os malditos comemoravam a vitória e bebiam muito vinho. Rabadash agarrou Susana pela cintura e não a soltava de modo nenhum, as vezes dava beijos no rosto e no pescoço da rainha, que se esquivava o máximo que podia. Enquanto espiava, Alvaro viu que seu pai, mandou umas criadas calormanas darem banho, perfumar e vestir a rainha para uma excelente noite. Alvaro viu que estava na hora de agir e correu para o quarto de André, o mago, lá desesperadamente, mas com cautela, o rapaz procurava alguma coisa, alguma forma de impedir que seu pai se deitasse com Susana, Alvaro mexeu em várias poções até que encontrou um frasco que dizia assim: Aquele que deste feitiço tomar

na noite em que for com uma mulher se deitar

impotente ficará.

Alvaro achou perfeito, foi na cozinha do castelo e disse ao copeiro que entregaria o vinho pessoalmente aos convidados, ainda na cozinha o rapaz abriu o frasco e despejou todo o líquido roxo em um copo de vinho. Alvaro entrou no salão, pegou na mão a taça certa, e foi servindo os malfeitores e principais inimigos de Nárnia, quando chegou perto de seu pai, o parabenizou pela vitória e lhe deu a taça que continha a porção. Rabadash eufórico bebeu tudo para o contentamento de Alvaro.

c

Anna foi a única que ficou com Caspian, desejava melhoras para a tia, mas não queria sair, e nem deixar o pai sozinho. Anna estava sentava na cama ao lado de Caspian, e quando ele ameaçou despertar, ela ficou de pé para se retirar.

- Anna espere! — pediu Caspian calmamente. A garota parou e virou-se para o pai.

- Está se sentindo melhor? — perguntou tímida

- Impossível, nunca me senti tão mal, desmaiei como uma garotinha – disse Caspian dando um leve sorrido descontraído.

- Tempos difíceis. — disse séria e pensativa

- Mas não pode piorar – respondeu o rei

- A alguns minutos atrás, eu soube que piorou.

- O que? Tem a ver com sua mãe? — Caspian foi se sentando assustado

- Não, ainda não, a vítima da vez foi a Liliandill. Coitada da Liliana, nunca a vi tão vulnerável.

- Ninguém é de ferro. Mais um acontecimento para tirar nosso sono. E por falar em sono, parece que você não tem dormido muito. — disse Caspian encostando sua cabeça na cabeceira da cama. Caspian viu que umas lágrimas teimosas cismavam em descer pelo rosto de Anna, e ficou penalizado.

- Por que você não vem me abraçar? — disse o rei, vendo o quanto ela estava envergonhada.

- Me perdoa pai! — Anna pulou nos braços de Caspian, e ele a abraçou fortemente vendo que ela tremia, e beijou seus cabelos com devoção. — Você me odeia pai? — perguntou chorosa e desolada.

- O amor que eu sinto por você é muito superior aos seus erros, eu te amo tanto Aninha, eu queria tanto ter te protegido de toda essa maldade, e virei as costas pra você.

- Eu não queria te envergonhar e nem te decepcionar na frente de todos. Eu só queria ser feliz como você e a mamãe eram.

- Seremos Anna! Sua mãe e eu sempre seremos felizes, e você também, não abaixe sua cabeça, é isso que ele quer, te ver assim destruída, como aquele miserável foi.

- Obrigada por me desculpar, eu não estava aguentando mais. — dizia abraçada ao pai.

- Já existe muita dor em nosso meio, para que criar mais? Eu estava, estou muito confuso, estou nervoso e desamparado. Minha coroa não serve de nada, nem minha espada.

- Acho que serei vingada hoje. Vi meus irmãos cercarem ele. E juro que não sinto pena, eu o odeio tanto que poderia matá-lo apenas com as minhas mãos.

- Suas mãos não foram feitas para destruir Anna, nem para matar!

- Minha prima é princesa, estrela e não deixa de ser uma guerreira.

- Cada um nasceu com um propósito!

- O nosso é sofrer.

c

Carlos era cuidadoso e pulava de árvore em árvore silenciosamente. O rapaz viu que o lobo Maugrim, já estava de guarda e precisou dobrar a vigilância, os movimentos que o rapaz fazia lembra muito um esporte de nosso mundo, chamado gLe parkourh. Cada vez mais, Carlos se aproximava da árvore das maçãs douradas, até que conseguiu se pendurar na árvore sem ser visto. Quando Carlos pegou uma maça, um forte uivo o assustou e o fez despencar da árvore, mas o rapaz não largou o fruto, o lobo olhava para ele ferozmente e o ameaçou.

- — É uma pena que eu já tenha tomado café da manhã, mas sabe de uma coisa? — rosnava o lobo – Eu sou muito guloso e posso guardar seus ossos para o lanchinho da tarde.

Lúcio tinha sentido de ir atrás de Carlos, e o seguiu até a floresta. Quando o lobo ia pular em cima de seu primo, Lúcio em um ato de loucura, chamou a atenção do lobo para si.

- Ei ursinho de pelúcia, por que não me pega? Sou uma presa mais fácil, já que sou manco!

- O que está fazendo Lúcio? Ele vai te destroçar – gritou Carlos com medo de que a loucura de Lúcio terminasse em tragédia.

- Já que você é mais fácil, te pego depois. — Maugrim pulou em cima de Carlos e começou a rasgar seu braço com os dentes. Lúcio pegou uma pequena lança que tinha criado, e acertou Maugrim no lombo de raspão, e Carlos quando ia ser atacado de novo, em um rápido reflexo, pulou agarrando-se no tronco e mesmo com o braço ferido conseguiu subir em uma árvore, que era sua única proteção, mas já estava desistindo de fugir quando percebeu que Lúcio seria a próxima vítima. O rapaz manco que estava a poucos metros do animal, tentou correr para um pequeno buraco em uma rocha, mas o lobo que era mais rápido o alcançou, cravando seus dentes na perna manca, o que fez Lúcio e Carlos gritarem, Lúcio gritou de dor, e Carlos por perceber que seu primo estava perdido, mas no meio do rebuliço surgiu o bravo cavalo de guerra Bri, que com um forte coice jogou Maugrim para longe. Carlos gritava para que Lúcio subisse no cavalo, mas por causa de sua perna, e a enorme dor o garoto não conseguia subir, Bri abaixava-se tentando ajudar, até que Maugrim se recuperou e voltou atacar. O lobo ia pegar Lúcio de novo, quando Carlos, pulou em cima do lobo e começou uma feroz luta com ele. Com esforço Lúcio conseguiu subir em Bri, mas não queria deixar Carlos sozinho com a fera, o lobo parecia que ia engolir a mão ensanguentada de Carlos, mas o rapaz forçava suas mãos tentando abrir a boca do bicho. Bri contra a vontade de Lúcio deu a partida, e o rapaz teve que agarrar a crina do cavalo bem forte para não cair, e chorava revoltado por ter deixado Carlos para trás. Carlos por sua vez, colocou o pé na boca de Maugrim, e pegou um punhal, que por sorte tinha levado consigo, o rapaz golpeou o rosto lobo, como um animal pedindo justiça, e em seguida abriu sua barriga, derrotando assim, o chefe de polícia.

- Seu cavalo estúpido pare agora mesmo! — disse Lúcio indignado

- É melhor me tratar bem, só porque é da realeza não significa que pode tratar desse jeito, salvei sua vida.

- Se não voltarmos meu primo vai morrer – gritou ainda mais forte.

- Se retornarmos morreremos junto com ele.

- Você não sabe de nada, seu burro pangaré!

- Sou um cavalo de guerra, e sei muito bem o que estou fazendo e agora é hora de recuar.

- Seu bode velho, não tem ao menos uma sela? Vou ficar todo doído desse jeito, você é tão pobre miserável que não tem nem rédeas.

- Ninguém vai me domar. E se quer saber o que é dor de verdade, vá caminhando e morra com a hemorragia dessa perna.

- Se Carlos sobreviver ao lobo também morrerá, pois está perdendo muito sangue.

- Ele não tem chances contra um lobo policial falante.

- Conheço um rato, que já esteve em mais guerras do que meus tios.

- Se seu primo sobreviver, será morto por ter roubado um fruto precioso e por ter matado o chefe de polícia.

- Se Carlos morrer ali, ou por Tash a culpa será sua!

- É melhor calar a boca, se não quiser ver um coice de verdade.

- Acho que seremos grandes amigos... — disse Lúcio ao cavalo de mesmo gênio que o seu.

- Bri!

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Notas finais
comentem!