Notas iniciais
Aqui, temos mais uma pista do desgraçado que estuprou a Lala-chan~ ♥
Gomen, pela demora!

- ... O que você disse, Mari...? C... Como assim, sêmen...? — Elesis perguntou. Ela ainda segurava Larissa nos braços, agora inconsciente, devido ao cansaço.

- Está claro como água que Larissa foi estuprada. Olhem essas marcas, essas escoriações... Não existe modo algum de se machucar assim em menos de uma hora normalmente.

-Mas... Quem?

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Um tempo depois do ocorrido, as meninas levaram Larissa para a enfermaria da base da Grand Chase, cuidaram de seus ferimentos e a trataram. As meninas comunicaram à Lothos o ocorrido, e reuniram todos na sala de reuniões.

- ... — A sala estava silenciosa. Ninguém se atrevia a quebrar o silêncio depois de Elesis narrar todos os fatos.

- Pra quê vocês nos chamaram? Pra contar isso? — Sieghart

- Também. Queríamos que vocês ficassem sabendo para não chegarem perto da Larissa. O acontecimento está muito recente na mente dela, e talvez, só de olhar para um homem, ela se lembre e comece a chorar. — Mari

- Também? Então tem mais um?

- Enquanto ela dormia, ela murmurou algumas palavras. Algumas são desconhecidas para nós, então pensamos que vocês pudessem ajudar.

- E quais são?

- DK-Mark II, relatório. — Mari disse, e novamente, aquele robozinho imprimiu alguma coisa de seu corpo. — Para melhor eficiência em desvendar as palavras, vamos de duas em duas. "Pedra de Fortificação", "Martelo Sagrado".

- "Martelo Sagrado"... Talvez... — Holy começou, e todos voltaram seus olhares para ela. — N-na Ordem dos Paladinos da Luz, é contada a lenda do Martelo dos deuses... Um Martelo Sagrado que apenas o escolhido dos deuses pode usar como arma pessoal. Na verdade, ele em nada difere de um martelo comum, mas o único jeito de fortificá-lo é com a Pedra da Alma, proveniente de Calnat, a ex-metrópole tecnológica da época da Guerra Mágica.

- Hn... Próximas: "Bíblia", "Reino da Luz".

-Ah, essa é fácil. O livro sagrado que conta tudo o que aconteceu até os dias de hoje: A Bíblia da Revelação. Se fosse possível, poderíamos lê-la para descobrir o que aconteceu em Calnat, mas a Ordem dos Paladinos da Luz a protege com as forças que tem e que não tem. O líder religioso da minha terra natal, o Papa Constantino, disse que deveríamos proteger a Bíblia da Revelação a todo custo, porque as forças do Mal não podem obtê-la.

- "Astaroth" e "Calnat", já sabemos o que significam. "Sieghart" e "Dio", também. Tudo está interligado... Uma parte que eu não entendi foi “Segunda Guerra Mágica”. Como “segunda”, se só houve uma...? – Elesis

-Um presságio, talvez...? – Lire

-Algo grandioso irá acontecer e Larissa quer nos dizer, mesmo em seu estado atual... – Mari

-Mas como ela sabe disso...? — Ryan

-Só há duas possibilidades. A primeira, é que os estupradores de Larissa têm haver com a Primeira Guerra Mágica, e provavelmente falaram sobre isso enquanto a mantinham em cativeiro. A segunda, e de apenas 0,015% de probabilidade de acontecer, é que a própria Cazeaje esteja querendo nos dizer isso.

-Essa é bem difícil de acontecer... – Sieghart

-Mas é possível, então eu citei.

Logo depois de Mari proferir a frase, viram a própria Larissa andando até a geladeira, normalmente, pegando um copo de água, o bebendo, colocando-o na pia, e saindo.

-Larissa...? – Elesis

-Não, sua vó. Que é?

-Você não devia estar... sabe, toda ferrada, e na enfermaria? – Arme

-Ah, ah~... Acho que vão entender se eu fizer isso. – Larissa estalou os dedos, e sua figura se transformou numa garota de cabelos roxos e olhos rubis, com os cabelos lisos, mas encaracolados nas pontas.

-Ca... Ca-a...

-O que foi, caro imortal? Nem pronunciar meu nome sabe mais? O que a velhice não faz, não é? Haha~. – Cazeaje deu uma risadinha. – Deixe-me explicar, antes de tudo. Como a baixinha roxa deve ter percebido, é uma fraca magia ilusória, que só funciona com civis. Se vissem Cazeaje andando pelo QG da Grand Chase, causaria muito alarde.

-Como você consegue andar por aqui, se você deveria estar no interior do Lass, no interior da Larissa? – Sieghart

-Magia, meu caro. Uma magia antiga que permite ver o que há no interior das pessoas. Se feito do interior da pessoa, a magia libera o interior para o exterior. Em outras palavras, vira a pessoa “do avesso”, logo, Lass e Larissa estão dentro de mim. Mas não se preocupem, não pretendo lutar contra vocês.

-Então, pra quê essa ladainha toda? – Elesis

-Devem saber mais do que ninguém, que pretendo controlar esse mundo. Então, porque eu deixaria Ernas cair nas mãos imundas de Astaroth? Antes que me perguntem, sim, foi ele. Os garotos que estupraram a Larissa, não são “garotos”, simplesmente. São servos de Astaroth. São guerreiros asmodianos que lutaram contra Ernas na Primeira Guerra Mágica, mas morreram pelas mãos do Imortal ali. Como o poder deles era grande, Astaroth decidiu ressuscitá-los para usa-los como servos.

-E quem eram tais asmodianos? – Elesis já estalava os ossos dos dedos, pronta para socar alguém.

-Ahn... Isso já não sei responder. Porque não “pergunta pessoalmente” á ele? – Cazeaje disse, com um sorriso malicioso no rosto.

-Agora você está falando a minha língua... – Uma aura demoníaca começava a surgir em volta da ruiva.

-Demo... – interrompeu Arme. – O que faremos a respeito das palavras...? Algo grande vai acontecer, mas Larissa não pode lutar, muito menos ajudar por fora em seu estado atual...

Elesis deu um grande suspiro.

-Nunca pensei que diria isso um dia, mas Cazeaje, pode nos ajudar em relação ao trauma da Larissa? – Elesis disse, de cabeça baixa e punhos cerrados, tentando engolir todo o seu orgulho como filha de Elscud Sieghart e primeira mulher a ser Líder dos Cavaleiros Vermelhos, além de seu orgulho pessoal.

-Não tenho escolha, mesmo... Por eu estar dentro da Larissa, posso ajudar com algumas memórias, mas, pelo pânico, acho que não vão sair muito nítidas...

-Qualquer coisa pode ajudar... – Holy

-Bom... – Cazeaje começou, fechando os olhos. – A reencarnação de Agnésia pediu à Larissa que trouxesse bebidas... Graças àquele fora que deu nos carinhas do Maid Café, o turno dela terminou mais cedo. Ela entrou numa loja de conveniência, comprou as bebidas. Na volta, um cara se pôs de propósito na frente dela, e tentou puxar assunto. “Tenho mais o que fazer, saia da frente”, disse, mas o homem tentou a agarrar pelo braço. Ela desviou, e tentou correr até o Maid Café o mais rápido que conseguia. “Nesse corpo de garota, eles são maiores e mais fortes que eu. Não tenho a menor chance”, pensou. Mas um dos homens a alcançou e bateu com algo na cabeça dela. Não a deixou inconsciente, mas a deixou paralisada...

-Um hematoma na cabeça dela confirma a sua versão. Ele tem a forma de um cano de ferro, mas com partes enferrujadas e serrilhadas, na qual encontrei vestígios de veneno paralisante. – Mari

-Lembrando agora, ela caiu com o rosto virado para o pé de um deles. Uma magia muito grande vinha dele, e... A cor da pele era da cor do Haros ali. – Apontou para Lupus.

-Não existe jeito de um humano ter a cor de pele de um Haros. É um Haros, sem dúvidas. — Mari

Notas finais
AW GOD! Me gusta Cazeaje humana/