Máquinas da Arme: Larissa!
9 Os X-9's prós: Os Alelos em comum
Notas iniciais
—Um Haros...? — Elesis, quase que automaticamente, lançou um olhar repulsivo e odioso para Lupus. Quase todos da sala, menos Cazeaje e Ryan fizeram o mesmo. Cazeaje, por não ter se interessado, e Ryan, por estar mais distraído com a formiga que buscava o pote de geleia de cima da mesa.
—Que foi? — Disse, quando notou todos os olhares duros de “O que? Foi ele?!” pra cima de si.
—Lupus, vou pedir que coloque sua saliva nisto. — Mari disse, erguendo um cotonete para o loiro.
—Por quê?
—Assim que descobrimos que o culpado é um Haros, você, quase que automaticamente, virou o principal suspeito. Se é inocente, por favor, coloque sua saliva nisto.
—Tch, não tenho escolha mesmo... — Lupus apanhou o cotonete da mão de Mari, o esfregou por alguns segundos na bochecha interna e o devolveu. A mesma usou uma pequena tampinha embutida no cotonete para que a saliva não se misturasse com qualquer outra substância que pudesse “contaminá-la”.
Feito isso, Lupus voltou a polir sua Scarlet, enquanto Mari chamava seu DK-Mark III.
—DK-Mark III, compare com a amostra de sêmen. — Ela abriu um compartimento do robô, onde estava uma espécie de bandeja, já com um pequeno potinho com o sêmen tirado e um espaço para o cotonete. Mari colocou lá o cotonete e fechou o compartimento. Alguns segundos depois, o robô emitiu um sinal sonoro, e começou a imprimir uma folha.
Mesmo Mari sendo a mais indiferente de todos na Caçada, ela fez uma expressão de surpresa.
—Mari! É ELE? É ELE, NÃO É? — Elesis estava histérica, querendo surrar o loiro até que ele não tivesse mais órgãos internos sem hemorragias.
—Não, não é ele... Mas... Um alelo em comum com ele.
—E isso significa? — Sieghart
—O LUPUS TEM UM FILHO!? — Arme, de repente, gritou.
—Claro que não, coisa roxa. — Lupus respondeu.
—Ele me chamou de “coisa roxa”... — Arme fez uma carinha de cachorro que caiu da mudança, e foi se escondendo atrás de Lire. — Mas se não foi por filhos...
—É por pais. — Mari
Exatamente no momento em que Mari terminou sua frase, Lupus parou de polir as Scarlet, ficando de cabeça baixa, no mais absoluto silêncio. Alguns segundos depois, recolheu as Scarlet e as colocou na bainha, seguindo para fora da sede da GC.
—LUPUS! Pra onde vai?! — Elesis
—Existe uma alma que eu já deveria ter recolhido. Apenas vou fazer o trabalho do passado. — Sem mais palavras, retirou-se da presença dos Chasers.
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Hã...?
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Estou acordado...?
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...Quanto tempo faz?
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Essa sensação... estou debaixo d’água?
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Não sinto nada,
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Não vejo nada,
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Não ouço nada...
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Está tudo no mais profundo silêncio.
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“—Ah, então, foi essa que vocês trouxeram? Não tinha qualquer uma mais bonita?!”
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De quem é essa voz...?
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“—Ah, não reclame! Trouxe a primeira que vi. ”
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Imagens...? Quem são essas pessoas?
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“—E você, fez algo de útil?!”
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Haros...?
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“—Tch, se não fosse nosso superior eu metia a porrada em você aqui e agora...”
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Porque... Se parece com o Lupus?
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Meus olhos estão se abrindo... Agora consigo ver, o ambiente escuro e mal ventilado em que estou. Agora consigo sentir, sentir o chão frio quase que abraçando meu corpo, e sentir as cordas novas que amarram meus pulsos. E consigo ouvir toda aquela conversa.
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—Há! Tente se puder, asmodiano.
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—O que disse?! — O primeiro iria para cima do Haros, porém um segundo asmodiano interferiu, segurando o primeiro pelos braços.
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—Acalme-se! Brigar com ele não dará em nada!
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—TCH! — O som saiu alto, demonstrando toda a irritação que o primeiro tinha, tanto que quase exalava pelos poros. Se livrou dos braços do maior, com um só movimento, e saiu da sala batendo a porta.
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—Enfim, avaliemos melhor o que me trouxe. Vejamos se ela pelo menos serve para usar, porque dá pra ver só de olhar, ela é virgem.
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O quê...? “Ela”? Você tá maluco? Eu sou garoto!
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HEH? TIRA A MÃO DAÍ! NÃO, ESPERA!
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Quatorze dias se passaram, e Larissa, agora, estava idêntica à Lin, se não fosse pela pele mais amorenada da mesma, e aquele sinal em sua testa. Larissa já estava fisicamente curada, e, desde que se curou, tem estado o dia todo em seu quarto, deitada na cama, olhando para o teto.
Elesis, Lire e as outras meninas, e até Ronan, Jin, Ryan e outros meninos mais solidários, ficaram realmente preocupados com Larissa.
Aquela era uma raridade: Larissa estava fora do quarto. Mas não era um dia qualquer, era o 24º dia, o dia em que, finalmente, Lass retornaria. Todas as pessoas do sexo feminino, exceto Lothos e Amy, estavam presentes no laboratório, onde esperavam os últimos momentos antes de Larissa dar “tchau” e Lass dizer “tadaima”.
–Três, dois, um. – Contou Arme, vigiando o relógio, e uma fumaça branca, idêntica a do dia da máquina, envolveu Larissa. Logo, o corpo feminino voltou a ser masculino, e Larissa voltou a ser Lass.
Mal tiveram tempo para notar que Lass havia reaparecido, pois logo o seu corpo havia caído ao chão. Elesis conseguiu segura-lo a tempo, e constatou que Lass, agora, apenas dormia.
Levaram-no para seu quarto, deixando que descansasse, mas não passaram-se nem mesmo sete minutos e Lass abriu a porta do quarto.
—Que dor... — resmungava.
—L-lass...! – Arme suava frio. Se Lass ainda tivesse raiva, poderia muito bem não sair viva daquela. — C-como se sente...?
—Dolorido... Parece que fiquei um mês sem me mexer. — respondeu, desconfiado.
—E... Você não está com raiva de mim? — Arme
—Por que estaria?
—Mas... Você não lembra?!
—Do quê?
—N... Nada! Aahahahah...! — Arme deixou escapar uma risada nervosa, e tratou de se mandar.
“Gente doida...”.
Andou até o refeitório, pronto para pegar algum copo de água para ajudar a engolir alguns comprimidos de remédio para dor, topando, assim com toda a Grand Chase.
—L...Lass...? — Ronan tinha uma cara estarrecida.
—O que foi?
—Mas, mas, mas... — Jin buscava palavras, mas ao observar Elesis atrás de Lass, fazendo sinais negativos com os braços e com um rosto desesperado, mudou sua fala. — ... Amon Negro! Amon Negro, com raiva porque não conseguia descobrir onde Cazeaje estava e veio aqui atrás de você, não se lembra?! Hahahahah... Ele te deixou inconsciente, por isso você ficou esse tempo sem se mexer...! — Jin, na hora H, inventou.
—Se Amon Negro atacou, porque a base não está destruída? — Desconfiou das atitudes do Iluminado. —Ele é gigante.
—É-é... É que com Sieghart, Lin e Azin, conseguimos contê-lo antes...
—Hm. — Murmurou, ainda desconfiado. Ah, Lass, porque tinha que ser tão desconfiado?
—Jiiiiiiiin~, olha o meu vestido novo! A Lin me fez—— — Amy interrompeu as próprias palavras, ao ver Lass ali, parado e em pé. —La-lass?
—Magina! Sou a Major dos Cavaleiros de Serdin, Edel Frost! — Respondeu, aborrecido, pois todos sabiam algo que ele não sabia. Estava escrito em suas testas. — Olha aqui o meu florete! Mas não se preocupe, eu esqueci a Flintlock em casa. — Apontou a katana na cintura.
—Olha o respeito, rapazinho! — Uma voz atrás de si disse. Rapidamente, sacou a katana, porém a pessoa se defendeu. Em meio ao combate físico, notou que seu oponente era uma mulher um pouco mais nova que Lothos, de cabelos compridos cor de lavanda e olhos azuis.
—Ho? — Murmurou, um pouco surpreso. — A própria Edel? Peço desculpas pela minha atitude, foi puro reflexo. — Parou de forçar a katana.
—Que nada! — Brincou. — Um guerreiro deve estar sempre em alerta. Vim para me encontrar com a Comandante Lothos. Quero formar uma aliança.
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