Máquina de Matar - Fedemila
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Boa leitura!!!!
Estados Unidos da America. Em um lugar totalmente isolado trabalhavam em uma grande sede mais de duzentos estudiosos, engenheiros e cientistas do mundo todo tentando acabar com os que não estivessem ao seu alcance de inteligencia.
- Acho que está pronta. — Disse Bryan animado, entrando na Sala principal onde estavam quase cem dos "Aliados", como eram chamados.
O mestre deles, Doutor James, se levantou e foi até Bryan.
- Tem certeza? Você sabe que esse projeto é dificílimo de ser executado.
- Está pronta Doutor. A equipe de engenheiros toda se juntou nessa fase final e fez todos os testes necessários. — Disse ele enquanto iam em direção à Sala de Testes, uma das milhares salas que existiam na Sede.
A sala era separada em duas partes por um parede de metal bem resistente e um vidro blindado. Uma parte continha algumas cadeiras onde as pessoas assistiam aos testes, havia também um microfone para a comunicação das pessoas que estão nos lados opostos e do outro lado da parede um grande espaço vazio onde ocorriam os testes.
Chegando lá, o Doutor James se sentou em uma das cadeiras e Bryan foi para o outro lado da parede onde havia um robô idêntico a um humano.
- Parabéns Bryan. É extremamente real. — Disse James pelo microfone.
- Obrigado Doutor.
Dito isso Bryan apertou um botão, que até o momento estava em seu bolso, e o robô devagar abriu os olhos.
Doutor James ficou realmente encantado com o que via.
- Como se chama? — Perguntou James pelo microfone.
- Ludmila, Ludmila Ferro. — Respondeu a robô.
- E quantos anos você tem?
- Dezesseis anos.
- Brilhante Bryan! A voz dela é perfeitamente normal e ela não faz barulho de engrenagens ou coisa parecida quando fala! É uma humana!
- Sei o que sou. — Disse Ludmila não deixando Bryan responder. — Sei que sou um robô, sei a minha missão mas uma coisa que eu nunca serei é um ser humano.
- Do que é feita Bryan? — Perguntou James.
- Bom, dentro dela há máquinas que funcionam como cada órgão, ou seja, ela terá hábitos como qualquer um de nós. O seu cérebro é um sistema muito avançado de máquinas que estamos desenvolvendo desde de que os Aliados se criaram. Ela sabe exatamente tudo! Talvez até mais que nós.
- Você não colocou coração nela não é Bryan? — Perguntou James tenso.
- Claro que não Doutor. Se ela tiver algum tipo de sentimento, ela nunca teria coragem de destruir as pessoas.
- Perfeito Bryan. E o que ela faz?
- Tem uma força que um ser humano jamais teria, raio lasers... São muitos.
- Certo. Hoje mesmo pedirei para que a matriculem num colégio e que comprem um apartamento para que ela more. Ela tem que ter a vida mais normal possível.
(Por Ludmila)
Depois de sair da sede fui direto para o meu novo apartamento onde eu moraria sozinha. Já haviam arrumado todas as minhas coisas, móveis e roupas.
O dia seguinte seria meu primeiro dia de aula. A coisa mais inútil que tem, já que eu já tenho todos os conhecimentos necessários. Mas em compensação, vou "brincar" um pouco com a vida daqueles humanos ridículos e insignificantes. Isso será divertido.
Acordei ás seis horas da manhã e me arrumei. Uma shorts jeans meio rasgado, uma camiseta cinza e All Star preto de cano alto. Maquiagem só um lápis e batom vermelho escuro.
Peguei minha mochila com o meu material e fui para o colégio a pé mesmo.
Chegando lá fui até a secretaria.
- Ludmila Ferro não é? — Perguntou um secretária ridiculamente simpática.
- É.
- Você só precisa responder esse formulário. — Disse ela me entregando um papel.
Depois de responder todas as perguntas fui entreguei o papel para ela.
- Você pode esperar ali, a diretora vai te apresentar pra sua nova turma e bem vinda!
Fiz o que ela pediu e fiquei observando um pouco. Chegou uma outra menina na secretaria que pelo visto era nova também. A secretária fez exatamente o mesmo discurso para a garota. Depois eu que sou a robô! A garota depois se sentou do meu lado.
- Tá nervosa? — Perguntou ela.
- Não.
- Vai ficar na classe do primeiro B?
- Não.
- Ah, que pena. Seria mais difícil de sermos amigas.
- Ainda bem. — Eu disse deixando a menina super desconfortável. Sorri, a cara dela foi impagável.
(Por Federico)
Depois de deixar as minhas coisas no armário fui para a sala de aula. Me sentei na primeira carteira já que os primeiros lugares eram os únicos vagos. Então meus amigos vieram conversar comigo.
- E aí Federico! — Disse Maxi.
- Como foi de férias? — Perguntou León.
- Ah, como sempre. — Respondei.
- Deve ter sido uma droga pelo jeito que você falou. -Disse León rindo.
- Ficou na seca? — Perguntou Maxi rindo.
Dei um tapa da aba do boné dele.
- Claro que não, ao contrário de vocês. — Eu respondi.
Nesse momento o sinal tocou e cada um foi pro seu lugar. Uns cinco minutos depois entrou o professor do matemática. Ele simplesmente não me suporta e eu também não suporto ele.
- Bom dia alunos. Estudaram durante as férias?
- Não. — Todos responderam em coro, o deixando meio constrangido.
- Eu estudei professor! — Disse Andrés, o aluno mais nerd da sala.
- Ah Andrés, cala boca! — Eu disse jogando uma bolinha de papel nele. Mas bem nessa hora a diretora entra na sala acompanhada de uma garota.
- O que é isso Federico, mal entro na sala e te vejo maltratando assim o colega!
Parei de prestar atenção nela quando vi a garota ao seu lado. Cabelos loiros compridos e ondulados na ponta e olhos cor de mel e nada patricinha como todos as garotas da minha sala, ao contrário, tinha um estilo super maneiro. Eu via que ela achava engraçada a situação pois estava segurando o riso.
- Você me entendeu Federico? — Perguntou ela me tirando do transe.
- Que? Ah, entendi diretora, entendi.
- Ótimo. Bom turma, temos uma aluna nova no nosso colégio. Gostaria de se apresentar?
- Meu nome é Ludmila Ferro.
- Não quer dizer mais nada? — Perguntou a diretora.
- Não, isso é tudo que precisam saber. — Respondeu a garota surpreendendo a todos.
- Ok. Vou deixar o professor continuar a aula. — Dito isso ela saiu e Ludmila se sentou na carteira ao meu lado, que era a única vaga.
- Bem vinda Ludmila. — Disse o professor.
- Hum. — Respondeu ela fazendo com que o professor fechasse a cara e todos segurassem o riso. Essa garota ia causar e é por isso que eu gostei dela.
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