Notas iniciais
Oi povo!!!!! Obrigado por comentarem Bimagines e Juh Blanco!!!! Boa leitura!!!

(Por Ludmila)

Até que enfim o sinal do intervalo finalmente tocou. Levantei e quando eu fui sair da sala escutei alguém me chamar. Me virei pra trás e vi um topetudo atrás de mim.

– O que quer?

– Quero te propor uma coisa. – Disse ele.

– Diga. – Eu falei meio sem paciência. Eu queria conhecer mais aquele povinho ignorante ao qual me infiltraram.

– Primeiro meu nome é Federico e a proposta é: você não gostaria de matar aula comigo e com mais dois caras aí? – Perguntou ele dando em cima de mim.

– E porque eu mataria aula com você e “mais dois caras aí”? – Eu disse dando um passo para trás.

Ele riu e disse:

– Você não é daquele tipinho nerd não né?

– O que você acha? — Eu perguntei.

– É linda demais pra isso. — Ele disse me fazendo revirar os olhos.

– Claro que não sou nerd.

– Bom, mas você topa?

– Não. – Eu disse me virando e indo embora. Sério mesmo? Ele achava mesmo que eu ia cair na lábia dele?

– Ah, qual é? Vai ser bacana! – Ele disse vindo atrás de mim.

– O que foi? Acha que pode ditar o que posso ou não fazer?

Ele ficou quieto e eu me virei e fui andando até o refeitório. Me segurando para não rir.

(Por Federico)

Fiquei com a maior cara de idiota depois. Nunca nenhuma menina recusou! Mas eu sei o que ela tá fazendo e isso se chama se fazer de difícil e sempre dá certo.

– E aí? O que ela disse? – Perguntou Maxi se aproximando.

– Ela não topou.

– Parece que seus encantos se foram nessas férias irmão. – Disse León.

– Temos um ano inteiro pela frente então acho que teremos tempo de sobra. – Dito isso saímos do colégio e fomos pra minha casa jogar videogame claro.

(Por Ludmila)

O resto das aulas foram interessantes. Peguei o numero de telefone de algumas pessoas durante o intervalo. Notava muitos olhares em cima de mim. As garotas me olhavam torto e eu devolvia o olhar as deixando ainda mais nervosa, já os garotos era o contrário, se eu olhasse para eles, eles já sentiam os melhores do mundo por isso eu nem dava bola pra eles.

Estava saindo da sala de aula quando a diretora me chamou.

– Ludmila como foi seu primeiro dia de aula?

– É... Bom.

– Fez muitas amizades?

– Mais ou menos. – Eu disse.

– Tenho certeza de que irá ter muitos amigos. Aqui são todos muito inteligentes.

– Sei. – Uhum, inteligentes. Incrível como a maioria daquela raça era idiota.

– Bom, e por falar em seus colegas, você não viu o Federico por aí?

Fiquei em dúvida se falava a verdade pra ela ou não, mas eu queria ver o que eles fariam se a resposta fosse negativa.

– Não, não vi.

– Mal começa o ano e esse garoto cabula aula.

– Isso não é problema meu.

– O que? – Perguntou ela assustada.

– Nada.

– Bom, não irei tomar mais o seu tempo. Pode ir.

Saí de lá o mais rápido possível. Aquela mulher era estranha, uma velha que parecia ter feito umas trinta e duas plásticas na cara. Fui a pé até o meu apartamento e nesse exato momento seu celular tocou.

– Alô? – Eu disse.

– Ludmila aqui é o Doutor James. Como foi no colégio.

– Ridículo.

– Por que?

– Você não tem vergonha de pertencer á humanidade? Eles são nojentos!

– Eu sei que existe gente muito estúpida no mundo, mas você sabe que somos diferentes.

– Sim, eu sei.

– Ludmila aja de forma natural ok. Você é como se fosse um vírus, do tipo que em quanto estão inativos não fazem nenhum mal, mas quando ativado acaba com tudo.

– E quando vou ser ativada?

– Quando nós quisermos.

– Certo. Estou ansiosa pra esse dia chegar.

– Pode demorar, você tem muitas coisas pra aprender e nós temos algumas máquinas para desenvolver, que vão nos ajudar a acabar com tudo de vez.

– Queria ajudar vocês.

– Não! Você tem que ficar aí.

– Tudo bem.

– Tchau Ludmila. Tenho que desligar.

– Tchau.

Doutor James desligou e eu fui direto fazer as minhas lições quando alguém me ligou de novo. Era um número desconhecido.

– Alô? – Eu disse.

– Ludmila? – Era a voz do topetudo.

– Como conseguiu meu telefone?

– Liguei pruma garota da sala que me passou o número.

– O que você quer agora hein? – Eu disse bem grossa.

– Calma, vim pedir sua ajuda.

– Não, obrigada.

– Não desliga!

– Fala logo que eu tenho coisas pra fazer, ao contrário de você.

– Você não consegue falar uma frase comigo sem me ofender?

– Você não me conhece e nem gostaria de me conhecer.

– Bom, pelo jeito você é bravinha mesmo. Mas eu gosto disso.

– Fala logo o que você quer antes que eu perca a minha paciência.

– Quero sua ajuda na lição de casa de matemática.

– Você nem faz lição de casa.

– Como você sabe?

– Você mata aula porque você faria a lição de casa?

– Tá, mas eu queria dar uma mudada.

– Não vou te ajudar.

– Por favor!

– Procure a resposta no Google se quiser, mas não me enche!

Dito isso desliguei o celular na cara dele. Odeio mais que qualquer outra pessoa esse idiota.

(Por Federico)

É. Isso vai ser mais desafiador do que eu pensava, mas eu tenho certeza de que vou conseguir. Esse seria o meu foco durante o ano, eu não vou desistir. Mas eu ia começar devagar pra ela não suspeitar de nada.

Passei o resto do meu dia esperando o dia seguinte chegar só para poder vê-la de novo. Por causa da teimosia da garota León e Maxi ficavam me zoando claro. Não perdiam a oportunidade com mensagens ridículas pelo WhatsApp, mas fazer o que? Depois de um dia inteiro de videogame eu fui dormir.

Acordei e coloquei a minha melhor roupa e fui pra escola. Quando cheguei perto do meu armário pude ver ela guardando suas coisas também, só que em um armário um pouco longe do meu. Fui falar com ela.

– Oi, e aí? – Eu disse me aproximando dela.

– Você de novo topetudo?

– Ei!

– Tá falando comigo por que? Pensei que não gostasse de ser ofendido. – Ela disse meio irônica.

– Ser ofendido por você não tem problema. – Eu disse fazendo com que ela fechasse ainda mais a cara e revirasse os olhos. Eu tinha que me concentrar na primeira parte: Ir devagar.

– Ok, me desculpa. Vamos começar de novo?

– E a gente já começou alguma vez?

– Ótimo, então vamos começar. Não quero mais encher seu saco, podemos ser amigos.

– É, talvez.

– Tem alguma coisa pra fazer depois da aula?

– Não.

– Quer fazer alguma coisa comigo e com os meninos?

– Eles parecem bem mais idiotas que você. – Ela disse olhando por cima do meu ombro e eu me virei para ver o que era. Era León e Maxi mexendo com uma garota de um jeito ridículo.

– Ah sim. Eles tem dez anos a menos. – Eu disse me virando pra ela novamente.

– Quero fazer uma coisa aqui na escola essa noite. – Ela disse.

– Mas de noite a escola fecha.

– Por isso mesmo.

Dito isso ela saiu andando me deixando bem curioso.

Notas finais
O que será que vai rolar??? Comentem!!!