Notas iniciais
Oi povinho!!! Mais um capitulo aqui pra vocês. Boa leitura!!!

(Por Federico)

Fiquei a aula toda pensando num motivo para ir pra escola à noite e o que ela estava tramando. E eu não encontrei nenhum sentido. Então resolvi falar com ela na hora do almoço (N/A Nos EUA eles almoçam na escola, tipo no HSM). Vi ela sentada sozinha em uma mesa falando no celular. Me sentei ao lado dela e ela logo desligou o celular.

– O que foi? – Perguntou ela.

– O que quer fazer aqui na escola à noite? – Eu perguntei baixo para ninguém escutar.

– O que você faria se pudesse passar uma noite na escola?

– Eu viraria a escola de cabeça para baixo. – Eu disse só imaginando.

– Bom, é isso aí que nós vamos fazer.

– Nós?

– É. Não quer me ajudar?

– Tudo bem.

– Mas tem que ser inteligente.

– Não se preocupe.

– Acho que vai ser divertido.

– Você é louca.

– Louca não é bem a palavra.

– Só pra avisar a diretora fica aqui até mais tarde às vezes. – Eu disse preocupado.

– E é por isso que o Andrés vai vir com a gente.

– Que? O Andrés é o garoto mais idiota da escola!

– Por isso mesmo. Ele vai ser o nosso coringa caso algo der errado. Você não é tão burro assim eu acho, vai entender.

– Tá, mas ele é certinho demais. Nunca aceitaria.

– É só você pedir com “jeitinho”. – Ela disse piscando para mim.

Sorri.

Alguns minutos antes do sinal bater eu achei o Andrés no armário dele, arrumando o material.

– Andrés. – Chamei. Ao me ver ele ficou nervoso.

– O q-que quer? – Perguntou ele.

– Quero te pedir um favor.

– Tó, pode pegar meu dinheiro! – Ele disse pegando a carteira e me entregando.

– Não é nada disso!

– Não?

– Não. Hoje, ás oito da noite, você vai estar aqui na escola esperando eu e a Ludmila.

– O que?

– Isso aí.

– Mas por quê?

– Porque sim!

– N-Não F-Federico. Não p-posso.

– A não?

– Não.

Segurei a gola e o encostei na parede.

– Quer que eu te quebre a cara então?

Nesse momento a diretora estava passando.

– O que é isso? – Perguntou ela se aproximando de nós. Larguei logo o Andrés.

– Senhorita Cameron eu... – Tentei me defender.

– Não quero escutar nada. Pode ir Andrés. Você Pasquarelli, na diretoria!

– Se você não vier hoje, amanhã vai se ver comigo. – Eu disse pra ele.

Fui caminhando atrás da Senhorita Cameron até a diretoria.

– É o segundo dia de aula e você já está aqui Federico?

– Diretora aquilo não era nada. Era brincadeira!

– Uma brincadeira de muito mau gosto. E que já vi você fazendo várias outras vezes.

– Ah diretora, corta essa!

– Você deveria estar começando o ano de forma diferente Federico.

– Eu sei diretora. Me dá uma chance vai. – Ok, é óbvio que eu não vou mudar né, mas vou fazer um drama pra me livrar dessa.

– Bom, como é o início do ano irei te dar uma oportunidade. Você vai apenas limpar o laboratório depois da aula.

– “Apenas”?

– Quer mais alguma coisa? – Ela disse irônica.

– Não diretora.

– Está dispensado.

Dito isso saí o mais rápido possível da diretoria e voltei para a aula.

(Por Ludmila)

Depois da aula, quando cheguei em casa, Bryan me ligou. Um deles sempre me ligava todos os dias.

– Ludmila?

– Oi Bryan.

– E então, como vai indo?

– Bem.

– Tem algum plano para hoje.

– Tenho.

Expliquei pra ele todo o meu plano de ir pra escola de noite.

– Porque vai fazer isso? – Perguntou ele.

– Porque quero me divertir um pouco.

– E se alguém te descobre?

– Não acredito Bryan. Você que me criou e por isso deveria saber que tenho capacidade de fazer tudo sem ser descoberta.

– Você pretende bagunçar o colégio inteiro?

– Não, inteiro não. Mas uma sala pode ser.

– Ludmila, Ludmila. Cuidado!

– Você me criou para infernizar a vida das pessoas e acabar com esses idiotas de uma vez por todas. Estou experimentando e aprendendo. Odeio essa gente e quero derrota-los do jeito mais terrível possível. Vou começar devagar, mas depois você já sabe.

– Tudo bem Ludmila. Só espero que um dia não se vire contra nós também.

– Posso ser até ser fria e malvada como você me criou, mas sou leal. Não se preocupe.

– Tudo bem então. Tenho que desligar, vou criar um novo projeto agora. Até mais.

– Até.

Desliguei o telefone e fui fazer as minhas tarefas de casa. Depois aguardei ansiosamente a hora de voltar para o colégio. Às sete e quinze da noite fui ao supermercado comprar tudo que eu precisava. E fui até o colégio, no caminho me encontrei com o Federico.

– E então? Conseguiu convencer o Andrés? – Perguntei quando ele se aproximou.

– Sim, fui pego pela diretora, mas consegui.

– Bom garoto.

– E essa mochila?

– Ah, tem algumas coisinhas.

Chegamos no colégio e vimos Andrés sentado em um banco, jogando um videogame portátil.

– Andrés, vamos. – Eu disse.

Ele se levantou meu assustado e guardou o videogame. A escola estava aberta então entramos pela porta da frente mesmo. As luzes estavam apagadas e não podíamos acender, pois alguém poderia perceber. Fomos até o andar em que ficava a diretoria, que era o único que as luzes estavam acesas então pensamos que a diretora estava na escola e teríamos que tomar mais cuidado.

Voltamos para um corredor com as luzes apagadas e entramos numa sala qualquer.

– Muito bem. – Eu disse abrindo a minha mochila e a colocando no chão. – Pegue qualquer coisa aí de dentro e divirta-se. Federico pegue o extintor de incêndio desse andar e trás pra cá. Andrés, se não quiser não faça nada.

Federico saiu da sala para fazer o que eu pedi. Andrés se sentou no fundo da sala. Eu peguei aqueles sprays de grafite e comecei a fazer minha obra de arte. E então Federico entrou com o extintor de incêndio.

– Meu Deus! – Ele disse rindo ao ver o que eu estava fazendo.

– Gostou?

– Você é maluca.

– Essa garota tem problemas. – Gritou Andrés. Federico então jogou um jato daquela espuma do extintor nele, o fazendo calar a boca e me fazendo rir.

Federico espalhou aquela espuma por toda a sala e eu grafitei tudinho. Pegamos areia e espalhamos por todas as carteiras.

– Gente, a diretora tá vindo! – Andrés disse.

Notas finais
Gostaram??? Comentem e divulguem a fic pf. Até a próxima!!!