Notas iniciais
Oi povinho!!! Feliz Natal!!! Boa leitura!!!

(Por Ludmila)

Estávamos na Sala Principal. Eu, Bryan, o Dr. James e mais outros Aliados, homens e mulheres de todos os países. Eu não estava entendendo muito bem o motivo daquilo tudo, mas acho que logo eu descobriria.

– Bem, convocamos essa reunião porque Bryan me falou de algo que estava fora dos planos e que nunca imaginamos que aconteceria. – Dr. James começou.

– Sim, ela disse que tem um garoto na mesma classe que ela e que ele está apaixonado por Ludmila. – Bryan disse.

– Eu não tenho certeza. Eu só acho que é isso. – Eu acrescentei

– Certo, o que precisamos descobrir é se isso é bom ou ruim. – Disse o Dr. James.

– Eu não acho nada bom. – Disse um dos homens, um japonês.

– Por quê? – Dr. James perguntou.

– Porque nós sabemos como são! Ludmila tem muitos compromissos com os Aliados aqui na Sede e se esse garoto começar a ficar desconfiado pode acabar descobrindo tudo.

– Concordo! – Disse uma mulher canadense.

– Não acho que ele descobriria, temos muito mais inteligência e recursos pra manter nosso anonimato. – Uma outra mulher disse.

– Olha, eu também acho. Vocês não sabem o quanto o topetudo é idiota. – Eu disse.

– Topetudo? – Dr. James questionou.

– É como eu chamo ele. Mas o nome dele é Federico. – Eu disse.

– Mas e então? Que providencias devemos tomar? – Dr. James disse.

– Eu acho que deveríamos deixar acontecer para ele, já Ludmila iria só fingir. – Um africano disse.

– O que? Mas isso pode ser muito prejudicial para nós! – A canadense disse.

– Não colocamos um coração nela justamente para que ela não se apaixonasse e agora um garoto que se apaixona. Não tem maneira melhor dela descobrir como o amor é o maior ponto fraco dos homens, do que conviver com isso. Depois de um tempo ela pode fazer algo para deixa-lo muito triste e então vai ver como o garoto vai ficar inconsolável e vulnerável. É o melhor jeito de aprendizagem para ela! Quanto a nós, será impossível dele descobrir. Acham mesmo que qualquer um nos descobriria? — Explicou o africano.

– Realmente é uma ótima ideia! Então será isso mesmo! Só quero acrescentar uma coisa: Não temos certeza de nada, tudo isso que falamos só vai acontecer se você estiver realmente certa. Você entendeu tudo não é Ludmila? – Dr. James falou.

– Entendi sim.

– Perfeito! Agora voltem todos ao trabalho, vamos! – Dr. James encerrou a reunião.

O mesmo homem que me levou até a Sede me trouxe de volta pra casa. Eu estava meio confusa com aquela história toda de fingir um namoro. Posso saber tudo que você perguntar no quesito física, química, matemática, história e essas coisas, mas na parte do ‘amor’ eu não tenho ideia! Como fingir alguma coisa que eu nunca senti e nem vi (talvez eu esteja prestes a ver) na vida?! Eu estava torcendo para tudo isso não passar apenas de uma pequena confusão.

Meu final de semana passou rápido e, quando fui treinar na Sede no domingo, todos me olhavam de um jeito diferente, provavelmente já sabiam de tudo e estavam receosos. Eu entendo eles, acham que eu vou bobear e deixar que Federico descubra tudo, mas eu tinha certeza que isso não aconteceria.

Na segunda-feira eu estava disposta a não deixar Federico se aproximar muito de mim. Eu, cada vez menos entendia os humanos. Eu sempre tratei o Federico mal, eu sei, e por isso mesmo ele deveria me odiar, mas não, é o contrário! Cada vez eu o odeio mais!

Cheguei na escola e fiquei sentada na minha carteira, sem falar com muita gente, o que era difícil porque eu queria saber sobre o que aquela espécie tanto conversava, me intrometer e saber o ponto de vista deles. Até que Federico e os outros dois patetas entram na sala, Federico se senta da carteira ao meu lado e eu rapidamente mudo de lugar e ele me segue.

– Qual é? – Ele pergunta rindo. Eu ia me levantar pra trocar de lugar, mas o sinal tocou. Droga!

A aula toda ignorei ele, o que foi difícil, ele é muito insistente! Mas continuei firme e forte, ele tinha que se “desapaixonar” por mim. Até que o sinal do almoço tocou e eu fui rápido para o refeitório, nem dando tempo para mais um papo furado dele. Mas não seu certo, ele se sentou do meu lado na mesa.

– O que foi Lu?

– Ludmila! – Eu disse. Nem o Bryan me chamava de ‘Lu’.

– Tá bom. O que foi LUDMILA?

– Vai embora Federico.

– Você não quis ir no cinema comigo e mais alguns amigos, tá me ignorando desde que a aula começou... O que eu te fiz?

– Você existe.

– Ludmila, qual é?

– Tchau. – Eu disse me levantando e indo embora.

– Ludmila! – Ele disse entrando na minha frente e não me deixando passar.

– Federico me deixa em paz! – Eu disse tentando passar mas ele não deixou. Talvez seja até bom que ele descubra tudo, aí posso levá-lo pro treino e aí acabar com esse cara de uma vez por todas!

– Só me explica direito, eu pensei que...

– Pensou errado. Você achou mesmo que depois daquela festa eu ia ficar grudada em você, implorando pela sua atenção igual a todas as outras garotas? Pois então se enganou demais. Não sou como as outras garotas se você ainda não percebeu. Acho melhor você ficar na sua. – Dito isso ele me deixou passar. Espero que agora eu tenha me livrado dele.

(Por Federico)

Eu nunca, jamais vou entender essa garota. E sim, eu já percebi que ela é diferente das outras, e muito! Agora eu também não me entendia, era para ser tudo ao contrário. Eu que tratava as garotas assim e elas ficavam do jeito que eu tô! Eu não sabia lidar com aquilo. Como Ludmila conseguiu trocar os papéis tão aos poucos, sem que eu sequer percebesse? Não era para eu estar assim. Eu já nem deveria me surpreender com ela porque ela é totalmente imprevisível, mas mesmo assim eu ficava meio esquisito.

Logo Maxi e León se sentaram na mesma mesa que eu estava.

– O que que aconteceu? – León perguntou.

– Tá com a cara amarrada. – Maxi disse.

– Eu tô confuso.

– Nossa a loirinha te deixou ruim mesmo né não? – Maxi disse.

– Isso, fica falando nela! Vai ajudar muito, seu idiota. – León falou pegando o boné do Maxi.

– Dá pra calar a boca! – Eu disse.

– Calma cara! Não é pra tanto assim. – Maxi disse.

– É, eu sei!

– Sabe? – León disse.

– Eu sei que eu não deveria estar assim, por isso eu tô ficando louco!

– E você vai fazer o que? – Maxi perguntou.

– Vou tirar ela da cabeça.

– Como? – Os dois perguntaram ao mesmo tempo.

– Não sei. – Eu respondi.

Notas finais
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