Notas iniciais
Oi gente! Voltei! Boa leitura!!!

(Por Ludmila)

Eu estava no meu quarto, pesquisando sobre um assunto qualquer no computador quando recebi uma mensagem do grupo da sala. A mensagem dizia sobre uma festa que teria em um clube, na sexta-feira. Muita gente estava confirmando presença, inclusive León, Maxi e Federico. Pensei que seria uma boa oportunidade para afastar o Federico de uma vez e então sim, eu iria nessa tal festa.

Depois de receber a mensagem eu fui treinar mais uma vez, era uma das coisas que eu mais gostava de fazer e imaginar que um dia aquilo passaria a ser mais que um treino me deixava ansiosa. No final do treino Bryan veio conversar comigo.

– E então, como foi hoje no colégio.

– Normal.

– Eu sei que deve ser chato te forçarem a fazer coisas que você já sabe.

– É muito chato, dá vontade de levantar e ir embora.

– Eu sei. E como anda o ‘topetudo’?

– Um idiota como sempre.

– Ninguém nunca imaginou que isso aconteceria. Estão todos muito preocupados.

– Não se preocupem, isso não vai passar de um engano.

– Como tem tanta certeza?

– Eu vou fazer de tudo para o afastar de mim!

– Cuidado com o que esse ‘tudo’ hein Você vai fazer tudo o que um humano foi capaz de fazer não é?

– É claro.

...

Durante a semana, Federico não falou mais comigo, me olhava torto e sempre parecia bravo comigo. Meu plano deu certo mais uma vez. Eu achei estranho ele não insistir mais, já que ele não é de largar as coisas de uma hora pra outra, mas é até melhor. Me livro dele mais rápido. Na sexta-feira decidi fazer alguma coisa para realmente dar um ponto final naquilo. No final da aula fui falar com a Mary, uma das meninas mais bonitinhas e mais burrinhas da sala. Eu sabia que quase todas as meninas gostavam do Federico e resolvi usar isso a meu favor.

– Oi Mary, tudo bem? – Eu disse enquanto caminhava pelos corredores com ela.

– O que você quer? – Ela e todas as garotas da sala me odiavam, mas e daí? Tô pouco me importando com elas!

– Eu descobri uma coisa.

– O que você descobriu? – Ela perguntou desinteressada.

– Acho que você vai gostar muito.

– Fala logo Ludmila. Não tenho tempo para as suas bobeiras. – Ah, como eu queria dar uma lição naquela garota, mas eu tinha que seguir exatamente o que os aliados me mandavam fazer.

– Nossa! Que grosseria, se não quiser saber do Federico eu vou embora. – Eu disse me virando.

– Não, espera! O que tem ele? – Eu sabia que ela voltaria atrás. É sempre assim!

– Eu descobri que ele gosta de você.

– Sério? – Ela perguntou sorridente.

– Seríssimo!

– Ai que legal! – Ela disse dando pulinhos. Eu sei, ridícula!

– Então, na festa de hoje você pode se arrumar ainda mais não é?

– É mesmo! Boa ideia!

– Bom, tenho que ir. Tchau!

– Tchau!

Saí da escola com um sorriso no rosto. Eu sabia que a garota não ia sair do pé do Federico tão rápido assim, então ele ia ter que se ocupar bastante com ela e não comigo.

Aquela tarde eu não ia treinar, mas o Bryan me telefonou. Ele era o mais próximo de mim de todos os Aliados.

– Tudo bem Ludmila?

– Tudo.

– Não vem treinar por quê?

– Tenho uma festa pra ir hoje.

– Cuidado Ludmila. Não quero que faça nenhuma besteira.

– Por favor Bryan! Até parece que não sei fazer nada sozinha, parece que não sabe que eu sou capaz de até mais que isso.

– Por isso eu me preocupo. Por enquanto você é uma humana qualquer!

– Tá certo.

– Bom, tenho que voltar ao trabalho. Amanhã você vem?

– Sim, acho que sim.

– Então fico na espera. Até!

– Até.

Depois daquela conversa resolvi me arrumar logo pra festa.

(Por Federico)

Aquele salão estava fervendo de gente, tinha luzes coloridas e música bem alta. Logo encontrei León e Maxi no bar, claro.

– E aí Federico? – Disse Maxi ao me ver.

– Tudo bem cara? – León perguntou.

– Tudo. Festa maneira né?

– Muito! Ótima pra relaxar um pouco e esquecer da prova de segunda feira não acha?- Maxi disse.

– Talvez eu possa esquecer um pouco mais que a prova. – Eu falei me lembrando de Ludmila.

– Que isso Federico? Pensei que já tinha partido pra outra! Você nem fala mais com ela! – León disse.

– Eu sei, mas isso é só pra não me aproximar ainda mais!

– Ih cara, relaxa! Não se preocupa com ela! Toma isso aqui. – Maxi disse me dando um copo com sei lá o que dentro. Mas mesmo assim eu bebi.

– Mas ela vem? – Perguntei.

– Não importa. Agora vai curtir! – Ele disse me puxando para a pista de dança.

Eles estavam certos. Aquilo não importava. Eu estava parecendo aqueles tiozões que ficam no bar contando seus casos pro pobre do garçom e eu não queria, de jeito nenhum, ser um desses caras.

Já fazia um bom tempo que eu estava lá quando Maxi e León aparecem.

– Você viu a Mary? Ela tá te olhando faz um tempão! – Diz Maxi, fazendo com que eu a visse no meio de um monte de gente.

– Não tinha percebido isso.

– Como não? Cara, ela é a mais gatinha da sala, depois da Ludmila, claro. – León disse.

– Tá, mas e daí?

– Dúvida quanto que quando a gente sair daqui ela vai vir falar com você? – Maxi disse e logo em seguida puxou León pra longe. Dito e feito, Mary veio até mim. Maxi e León assistiam de longe me olhando com cara de “eu te disse”.

– E aí Federico?

– Oi Mary, tudo bem?

– Melhor agora. E você? – Ela respondeu, como sempre: oferecida.

– Tô legal.

– Você parece meio triste.

– Não, eu não tô triste não.

– Vamos dar um jeito nisso.

Dito isso ela me beijou. O que?! Ela me beijou! Ah não! Eu não queria! Nem deu tempo de desviar! E se a Ludmila visse? Será que ela iria achar que eu não gosto dela? Sim, eu sei que eu tô querendo me afastar dela, mas no fundo não é NADA disso que eu quero. Bom, triste eu sei que ela não ficaria, é fria demais pra isso. Logo a empurrei pra trás e ela ficou me olhando confusa. Não era pra menos também. Saí de lá o mais rápido possível e fui pro bar que não estava tão movimentado e pedi qualquer coisa.

– O que foi Federico? – León disse vindo em minha direção.

– Você tá louco! Era a Mary! A Mary! Como desperdiçou essa chance? – Maxi reforçou.

Eu nem respondi e, no exato momento que o garçom me deu o copo bebi quase tudo de uma vez.

– Agora vão querer bancar o papai e mamãe e me dar bronca? – Eu respondi.

– Você tá pior do que eu pensava. Vou te levar pro médico! – León disse.

– Cala a boca! Você também tá caidinho pela Violetta! Vai procurar ela e me deixa! – Eu respondi e ele ficou quieto. É mais fácil pegar no ponto fraco da pessoa, assim ela fica quieta de uma vez por todas.

– A gente só tá tentando te ajudar! – Maxi disse.

– Mas não estão conseguindo.

Dito isso saí de lá, eu já não aguentava mais. O lugar era enorme e, por mais que eu procurasse, não encontrava um espaço vazia sequer. Até que no meio do meu “passeio” vi uma cena que me deixou pior ainda.

Notas finais
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