Notas iniciais
Oi gente! Eu demorei um pouquinho, desculpa. Boa leitura!!!

(Por Federico)

Acordei me sentindo muito mal, todo dolorido e com dor de cabeça, eu não queria de jeito nenhum acordar, mas ao abrir os olhos eu percebi que eu precisava urgentemente fazer isso. Eu estava deitado no sofá e com um copo na mão e a minha sala estava uma zona. Lembrei que meus pais voltariam naquela tarde e a minha casa estava virada de cabeça para baixo.

Pulei do sofá e me arrumei o mais rápido possível. Pensei que provavelmente Maxi e León estariam dormindo e eles fariam mais bagunça do que me ajudariam a limpar, então eu não chamaria eles.

Fiquei três horas para arrumar as coisas, não posso dizer que ficou cem por cento, mas minha mãe não perceberia eu acho. Trinta minutos depois meus pais chegaram e não falaram nada. Estava sem nada pra fazer então resolvi ir pra casa do Maxi.

– O que tá fazendo aqui tão cedo? – Maxi perguntou enquanto subíamos para o quarto dele.

– Cedo? É uma da tarde!

– Eu sei, mas aquela festa acabou as quatro e meia!

– Nossa, nem percebi. – Eu disse me sentando na cama dele.

– Claro, do nada você começou a beber demais e acabou dormindo no meio da festa!

– Não me lembro de nada disso.

– Mas foi o que aconteceu. A Ludmila saiu do quintal de trás, dez minutos depois você saiu de lá também e aconteceu tudo o que eu te falei. Falando nela, você conseguiu ou não ficar com ela?

– Consegui.

– Ué? Porque falou isso com tanto desânimo?

– Ela nem ligou.

– Você sabe como aquela garota é louca cara. Ela nunca liga pra nada.

– É, eu sei. E o idiota do Diego?

– Nem vi, mas muita gente perguntava da cara dele. – Ele disse rindo.

(Por Ludmila)

Acordei com o meu celular tocando. Era o doutor James.

– Alô? – Eu perguntei.

– O que aconteceu Ludmila? Que voz de sono é essa? Acordou agora.

– Pois é.

– Só queria te avisar que o centro de treinamento já está pronto e toda hora que quiser treinar é só vir pra cá. Mas ligue antes, pra podermos ir te buscar.

– Tá bom, venham me buscar.

– Você quer treinar agora?

– Quero. Não vejo a hora de usar meus poderes né. Vocês não me deixam usar eles nunca.

– Em hipótese alguma Ludmila! Por favor! Se te descobrem...

– Relaxa, não vai acontecer nada.

– Tudo bem. Vou mandar um de meus homens aí. Até.

– Até.

Levantei e rapidamente me arrumei, logo desci e esperei o carro da Sede chegar. Até que vejo o topetudo passar.

– E aí Ludmila?

– Oi.

– É aí que você mora?

– Não, não. Eu tô parada aqui na frente porque essa é a torre da Rapunzel e eu tô esperando ela jogar as tranças. – Eu disse irônica.

– Nossa! Então tá né. Eu tô indo no cinema com os caras, quer vir?

– Não.

– Porque não?

– Porque não.

– Tem certeza? – Ele perguntou. Respirei fundo e tentei ser o menos grossa possível.

– Vai embora logo Federico.

– Tá bom. – Ele disse rindo e voltando a andar. Revirei os olhos. Eu ainda não sei como não matei ele.

Quinze minutos depois o carro da Sede chegou. O caminho todo foi muito silencioso. Uma coisa que eu gostava bastante era olhar pela janela. Era legal e alguns lugares eram muito bonitos. Logo chegamos a Sede e o doutor James veio me receber.

– Olá Ludmila! Como foi a sua primeira semana? – Ele disse enquanto caminhávamos pra dentro da Sede.

– Foi boa.

– E o que aprendeu de importante.

– Que são todos ridículos. – Eu disse fazendo ele rir.

– O Bryan irá te explicar como funcionará o treinamento e irá assistir tudo. Ele vai te instruir e logo logo está ainda mais preparada. – Ele abriu uma grande porta, que dava para uma sala cheia de aparelhos novos e muito tecnológicos. – Bem-vinda ao centro de treinamento.

– Nossa! Isso é muito legal! – Eu disse olhando tudo.

– Bem-vinda de volta Ludmila! – Disse Bryan se aproximando.

– Bom, vou deixar vocês. Bom treino! – o doutor James disse e foi embora.

– E agora Bryan? – Perguntei.

– E agora você vai se divertir. – Ele disse.

E então eu comecei a treinar. Realmente era muito divertido. Eu podia usar todos os meus poderes e não tinha coisa melhor! Bryan montava situações, assim eu tinha que ter um raciocínio rápido e habilidade. As paredes da sala eram de metal e os aparelhos continham imãs superfortes assim eles podiam ser fixados na parede e os bonecos indicavam as pessoas. Bryan, com ajuda de máquinas, colocavam alguns blocos com imãs por toda a sala e os grudavam na parede e depois espalhava vários bonecos pelo lugar. Eu tinha que, indo de um bloco para outro, acabando com as “pessoas”. Terminava uma vez e logo ele montava outra coisa e isso se repetiu durante uma hora e meia. No final de tudo eu, obviamente, não estava cansada, faria aquilo mais mil vezes se pudesse!

– Acho que já basta por hoje. – Bryan disse andando em minha direção.

– Mas já?

– É, já. Mas então, o que achou?

– Muito bom, de verdade!

– Que bom! E aconteceu alguma coisa de diferente nessa semana?

– Sim.

– O que? — Ele perguntava enquanto controlava as máquinas que arrumavam tudo usando um controle remoto. Na Sede tudo era tecnológico demais. Coisas que pouquíssima gente consegue imaginar.

– Eu fui em uma festa na casa do topetudo.

– De quem?

– Do Federico.

– Quem é ele?

– É um idiota que estuda na mesma classe que eu.

– E vocês são amigos?

– Ele acha que somos. Talvez ele queira ser mais que isso.

– Como assim? – Ele perguntou parando o que estava fazendo.

– Tenho quase certeza de que ele gosta de mim.

– E como sabe disso?

– É que eu percebi como ele ficou depois que nos beijamos.

– Vocês se beijaram? – Ele perguntou parecendo muito preocupado.

– Nossa! O que foi? Você tá branco.

– E você?

– Eu o que?

– Você não gosta dele?

– Não! Que horror! Ele é ainda mais ridículo do que todos os outros.

– Isso não devia estar acontecendo. – Ele disse baixinho.

– O que tem de errado?

– Vou falar para o doutor James fazer uma reunião. Agora!

Notas finais
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