Máquina de Matar - Fedemila
7 Capitulo 7
Notas iniciais
(Por Federico)
Aos poucos o pessoal foi chegando. Maxi e León foram os primeiros claro. Quase todo mundo tinha chegado menos Ludmila e Diego.
– Como o Diego é arregão! – León gritou por causa do som alto.
– Nunca perde uma festa, agora que tá com a cara inchada não vem. – Maxi disse rindo.
– Mas já era de se esperar. — Eu falei.
– E a Ludmila? Você não convidou ela? – Maxi perguntou.
– Convidei, mas ela não confirmou nada.
– Ei, alguém tá chegando. – León disse e eu me virei pra porta. Era ela. Aleluia!
– Pronto! Agora relaxa. – O León disse e depois ele e o Maxi foram embora.
Não fui falar com ela logo de primeira. Vi que ela cumprimentou algumas pessoas e foi andando devagar pelo lugar, observava tudo. Tá, vamos logo.
– E aí Ludmila? – Eu disse indo até ela.
– E aí.
– O que tá achando?
– Não sei ainda. Acabei de chegar.
Olho para a porta e vejo Diego chegando. O que? Ah não cara! Tava tão feliz que ele não vinha. Bom, tomara que zoem muito dele.
– Aquele é o Diego? – Ludmila perguntou.
– É.
– Minha nossa! Esse rosto tá muito esquisito! Vou lá ver. – Dito isso ela saiu correndo e me deixou plantado lá.
Qual é? Pensei que ela não desgrudaria de mim, mas pelo visto aquela cara roxa do Diego estava fazendo mais sucesso.
(Por Ludmila)
– Diego? – Eu perguntei me aproximando dele.
– Oi Ludmila. – Ele disse sorrindo.
– Posso ver o seu rosto?
Ele virou a cara e estava mega inchada, parecia que tinha uma bola de futebol da bochecha dele! O Federico fez um ótimo trabalho!
– Nossa! E os dentes estão inteiros?
– Por sorte estão.
Logo alguns meninos chamaram ele. Resolvi tomar alguma coisa. Em cima de uma mesa havia vários copos com alguma coisa que não sei o que é. Peguei um e bebi um gole. Argh! Era refrigerante misturado com alguma coisa forte pra caramba! Mas continuei bebendo aquilo mesmo, pelo visto não tinha outra coisa.
Me sentei no sofá e fiquei olhando aquele pessoal. Muitos conversavam, outros dançavam... Nunca vi coisa mais bagunçada! Aquela música estava insuportavelmente alta e, por causa da bebida, muitos não falavam nada com nada. Sem nada pra fazer, resolvi me juntar a eles.
(Por Federico)
Aquilo tava explodindo de gente! E eu já não achava a Ludmila em lugar nenhum! Até que a encontrei sentada no sofá conversando com o Diego. Sem pensar duas vezes me intrometi no meio.
– Da licença Kiko. – Eu disse parando na frente deles e Ludmila riu da piadinha.
– O que foi Federico? Eu tô conversando com ela.
– Eu sei, não sou cego.
– Ela não é sua cara.
– Também não é sua.
– Sério gente? Agora os dois bebezinhos vão começar a brigar? Fala sério. – Ludmila disse, se levantou e foi sei lá pra onde.
– Ela não é sua entendeu, deixa a garota! – Diego disse se levantando.
– Ela tá caidinha por mim, não confunda a menina. – Eu sabia que eu estava mentindo, mas mentir de vez em quando não tem problema.
– Eu sei que você sempre foi o galãzinho ridículo, mas essa garota não quer nada com você, pelo jeito nem ficar.
– Você não sabe do que tá falando. Eu posso fazer qualquer coisa entendeu e acho que hoje você já aprendeu isso. – Dito isso eu fui embora. Não vou ficar discutindo com aquele idiota.
Decidi procurar Ludmila pra acabar logo com aquilo. Fico com ela e acabou! Chega de mais confusão por causa de uma coisa tão pequena. Fui para o jardim que fica atrás da casa. Ela estava mexendo no celular encostada na parede.
– Ludmila. – Eu chamei. Ao me ver ela guardou o celular rápido. Aquela garota sempre foi meio misteriosa.
– O que foi?
– Desculpa por aquilo tá.
– Nem vem Federico. Eu sei que você não se arrependeu de ter discutido com o Diego. – Impressionante como em uma semana aquela garota me conhecia tão bem.
– Bom, mas você deve ter ficado meio envergonhada.
– Quem deveria ter ficado envergonhado é você e o Diego. Não vão amadurecer nunca? – Mano, essa garota é esquisita. Tô tentando fazer o sensível e ela é completamente fria. Eu já deveria estar esperando por isso, aquela menina é maluca mesmo.
– É, eu sei. Ludmila eu... – Eu disse me aproximando dela.
– Federico o que você quer? – Ela foi direta e com uma pergunta que eu nunca esperaria.
– Co-como assim?
– Não se faça de idiota Federico. O que quer?
Tá, eu não sabia o que responder. Obviamente eu não responderia a verdade: “Ficar com você e depois ir embora”. Ela sempre foi extremamente inteligente e eu deveria saber que ela saca as coisas rápidos. Não como uma pessoa normal. Mas Ludmila me surpreendeu mais uma vez.
Ela mesma me beijou! No começo eu não entendi o porque mas depois, de alguma maneira louca, tudo parou. De uma hora para outra aquilo não era apenas um beijo qualquer, era diferente. O que era apenas atração se tornou algo muito maior, que eu nunca havia sentido. Eu me importava agora, eu queria mais que apenas ficar, era um sentimento diferente, valia a pena. Ludmila passou a ser, de repente, mais que “a menina mais maluca da escola”, agora ela era a garota mais importante do mundo. Até que, infelizmente ela nos separou.
– Pronto. Conseguiu o que você queria! – Ela disse e se afastou.
– Não Ludmila. – Eu disse segurando o braço dela.
– Federico qual é?
– Você não sentiu nada?
– Óbvio que não! Não vai me dizer que você ‘sentiu alguma coisa’. – Ela disse mudando a voz.
– Não, foi só um beijo.
– Você mente muito mal. – Ela disse rindo. Se soltou do meu braço e entrou de novo em casa. E eu fiquei totalmente perdido, parado olhando pra parede. Pela primeira vez eu me sentia meio idiota. Nada fazia muito sentido. O que foi aquilo?
Fale com o autor