Máquina de Matar - Fedemila
6 Capitulo 6
Notas iniciais
(Por Federico)
No fim do jogo, Ludmila estava livre, Camila passou pra ela que driblou duas garotas do time adversário e fez o gol. Os garotos não acreditavam no que viam, inclusive eu.
Ela não comemorou, apenas sorriu. O professor apitou, sinalizando o fim do jogo.
– Muito bem Ludmila! Você foi ótima! Garotos, já comecem a se aquecer ok!
As garotas vieram em nossa direção e nós estávamos indo para o centro da quadra. Diego, um idiota da minha sala, foi falar com a Ludmila. Ele estava dando muito em cima dela. O Diego simplesmente me odeia, mas não tem problema, eu odeio aquele idiota também.
– Parece que o Diego vai ficar com ela primeiro que você. – Disse Maxi.
– Federico, esse cara é um idiota.
– Não estou preocupado com ele. Se a Ludmila não fica nem comigo, ficaria com ele por quê? – Eu disse enquanto me alongava.
Logo depois o professor se aproximou de nós e montou dois times para jogar futebol também. O outro time começaria com a bola. Diego e Andrés foram para o centro da quadra e quando o professor apitou, todos já começaram a se movimentar.
Os primeiros dois minutos foram bons, até que o Diego começou a fazer muitas faltas em mim. Algumas o professor percebia, outras não. Até que em um escanteio do time adversário, ele estava na minha frente para tentar marcar o gol. Quando o garoto chutou, Diego pulou e me deu uma cotovelada no rosto com força e ainda por cima marcou o gol! Uma parte da minha testa começou a sangrar e eu perdi completamente a paciência.
– Qual é a sua hein cara? – Eu perguntei o empurrando.
– Ei? Cadê o espírito esportivo? – Ele disse rindo.
– Cala a boca! Se não sabe ganhar sem bater, nem joga!
– Desculpa, eu não sabia que você era tão frágil!
Não me aguentei e dei um soco na cara dele, o fazendo cair no chão!
– O que é isso garotos? – Perguntou o professor bravo, correndo em nossa direção.
– Esse idiota aprendeu a não se meter comigo. – Eu disse.
O professor ajudou o Diego a se levantar. Ele estava com a cara toda roxa. Tive que me segurar para não rir.
– Nossa, isso está feio. – Disse o professor para o Diego e logo em seguida se virou para mim. – Federico, o que aconteceu com o seu rosto?
– Esse ridículo me deu um cotovelada.
–Os dois para e enfermaria e em seguida para a diretoria. Vamos!
Eu e Diego fomos andando em direção a enfermaria. Chegamos lá e cada um sentou em cima de uma maca. Puxei uma cortina, que nos separava. Eu não queria olhar pra cara roxa daquele idiota. Uma enfermeira se aproximou e fez um curativo na minha testa. Logo Ludmila chegou e se sentou do meu lado.
– Foi emocionante hein! Quase que eu chamei o Anderson Silva pra ir lá com vocês. – Ela disse me fazendo rir.
– Você viu o que aquele babaca fez. Tava na hora dele aprender um lição.
– Eu teria feito exatamente o mesmo.
– Você? Dar um soco na cara do Diego? Tá bom. – Ele disse rindo.
– Dúvida quanto que se eu fizesse isso, ele nem levantaria mais?
– De você, acho que não duvido nada! Você é a menina mais maluca que conheci.
– Eu já disse que eu não sou maluca!
– Você é o que então?
Ela ficou em silencio por um instante e logo depois respondeu:
– Não queira nem saber.
Eu ia perguntar o que ela estava querendo dizer com aquilo, mas a diretora chegou.
– Vocês dois, venham comigo. Você senhorita Ferro, volte para a aula.
Ela saiu de lá e eu e Diego seguimos a Senhora Cameron até a diretoria.
– Mais uma vez você aqui Federico! – Ela disse. – Duas vezes na primeira semana de aula!
Eu fiquei quieto. Apenas esperando ela falar a minha punição.
– E você Diego, faz um tempinho que não te vejo por aqui.
– É mesmo diretora.
– O professor de educação física me contou tudo. Federico deu um soco na cara do Diego certo?
– Certo. – Diego disse.
– Mas ele me bateu o jogo todo de propósito!
– Quieto Federico. A sua agressão fez com que perdesse a razão! Você irá ganhar uma advertência!
– Mas...
– Mas nada! Diego você está liberado, não acontecerá nada com você. Agora direto pra aula, ou dois! – Ela disse me cortando.
– Diretora...
– Para a aula Federico!
Que droga! Não é possível que ela não deixe eu me explicar! Voltei pra sala e estávamos em plena aula de matemática. Me sentei no meu lugar, atrás da Ludmila e perguntei:
– Perdi alguma coisa?
– Ele tá entregando as provas.
– Ótimo, mais notícias ruins.
– E o que aconteceu com você?
– Aquela velha me deu uma advertência.
– Você é tão idiota quanto o Diego. Vai bater nele no meio da aula? Tem que ser no final de tudo, num lugar escondido, pegar ele de surpresa.
– Isso porque você não estava lá. Tenho certeza que também não se seguraria.
– Sim, eu me seguraria sim! Porque não sou burra como você.
– Nossa, tá bom então senhorita sabe tudo. Quero só ver a sua nota.
(Por Ludmila)
O professor entregou a prova pra Federico primeiro, que fez uma cara nada boa ao ver a nota. O professor parecia querer me matar, quando vi a nota entendi o porquê.
– Quanto você tirou? – Perguntei para o Federico.
– Um e meio e você?
– Dez.
– Impossível! – Ele disse arrancando a prova da minha mão.
– Pois é, quem é a senhorita sabe tudo agora? – Eu disse pegando a minha prova de volta.
(Por Federico)
Depois da aula, Maxi e León foram pra minha casa. Era sexta-feira e então estávamos totalmente despreocupados jogando videogame.
– E se a gente der uma festa hoje? – León teve a ideia.
– Festa? Pra comemorar minha advertência? – Eu disse.
– Não! Pra todo mundo ver a cara do Diego! Seus pais não foram viajar a trabalho? Então! A gente convida a escola toda e fazemos a festa aqui! – León disse.
– Eu topo! É sua chance de ficar com a Ludmila! – Maxi disse.
– É, pode ser. – Eu concordei.
– Tá eu e o León vamos mandar mensagens pra todo mundo. Você compra as coisas. – Maxi disse.
– Quem vai comigo? – Perguntei.
– Arruma alguém aí. Nós já começamos a fazer a nossa parte. – León disse pegando o celular.
– Seus bichos preguiça! Quando estiverem pesando duzentos quilos vou rir de vocês.
Saí de casa e resolvi ligar pra Ludmila vir comigo. Aproveito e já a convido.
– O que quer Federico? – Perguntou ela.
– Vem no mercado comigo. Preciso da sua ajuda pra comprar tudo.
– Comprar tudo pra que?
– Te explico quando chegarmos lá.
– Tá bom então né.
– Onde é que você mora? Vou aí te buscar de carro.
Ela me passou o endereço e eu fui lá buscar ela.
– E aí? O que tá rolando? – Ela disse enquanto estávamos no supermercado
– Eu vou dar uma festa lá em casa hoje e eu vou comprar algumas coisas.
– A tá.
– Estamos convidando a escola toda. Você vem?
– Não sei.
– Por que não? – Eu disse colocando refrigerante do carrinho.
– Sei lá, nem notariam se eu não fosse.
– O que? Claro que notariam! Você é a garota mais malu...
Antes que eu pudesse terminar a frase ela me olhou torto. Ela não gsta de ser chamada de maluca, já entendi.
– Você é a garota mais diferente do colégio. – Completei.
– Hum... Melhor assim.
Depois de comprar tudo a deixei na casa dela e fui pra minha. Maxi e León me ajudariam a arrumar tudo. Eu estava bem ansioso.
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