Notas iniciais
Oi pessoal! Gente a minha fic I'm not afraid anymore tá demorando pra sair eu sei, mas assim que eu conseguir eu posto. Boa leitura!!!

(Por Ludmila)

Alguns dias se passaram e ficar perto do Federico era relativamente complicado. A dor ficava cada vez mais forte, principalmente pra quem nunca havia sentido dor na vida, como eu.

Um dia eu estava na casa do Federico, estávamos assistindo a um filme qualquer. Ele estava bem entretido, mas eu não. Eu já não estava mais aguentando aquilo de novo. Eu me sentei do outro lado do sofá, me afastei o máximo e tentei disfarçar o possível para que ele não percebesse que eu estava sentindo dor.

— Vem cá Ludmila. – Ele disse.

— Não, tá muito calor. – Menti.

— Você acha?

— Acho. – Engoli seco sem olhar pra ele. Prevenindo que ele percebesse minha expressão.

— Você tá legal?

— Tô ótima! – Eu disse.

— Sua voz tá estranha.

— Nada a ver.

— Ludmila. – Ele chamou e eu olhei pra ele.

— Que?

— Você tá passando mal?

— Eu já disse que não!

— Você não tá com uma cara boa. Quer ir pro hospital?

— Não! – Era só o que me faltava!

— Tem certeza?

— Já disse que sim Federico!

— Tá bom, desculpa! – Ele disse me abraçando.

Eu conseguia escutar o coração dele. Era tão estranho escutar aquilo, saber que tem algo batendo incessantemente dentro dele era algo que me deixava curiosa. Como isso podia acontecer? De repente, me separei dele rapidamente, porque a dor se intensificou.

— Ludmila?

— Desculpa, é que...

— Não é a primeira vez que isso acontece.

— Eu sei.

— O que tá acontecendo?

Escutei meu celular tocar. Era o Dr. James. Fiquei meio receosa de atender, mas tive que fazê-lo.

— Alô?

— Ludmila, tudo bem?

— Sim.

— Eu preciso que você venha treinar hoje. Agora na verdade. Estamos quase prontos para que tudo aconteça.

— Tenho que ir agora?

— Isso.

— Tudo bem, daqui a uma hora estou aí.

— Certo, vou mandar um carro ir te buscar.

— Tchau.

— Tchau.

Desliguei o celular e o coloquei na minha bolsa.

— Tenho que ir.

— Mas e o filme?

— Fica pra outra hora. Eu tô indo. – Eu disse indo até a porta.

— Ludmila, a gente precisa conversar. – Ele disse não deixando que eu saísse.

— A gente conversa depois tá. Tchau. – Eu disse abrindo a porta e saindo de lá o mais rápido possível.

(Por Federico)

A Ludmila estava esquisita comigo a muito tempo e eu não estava entendendo o porque. Ela recebia ligações e saía de repente, além de não ficar mais perto de mim.

Então resolvi seguir ela. Na verdade fui de carro e fiquei na frente do prédio dela. No exato momento que eu estacionei eu a vi correndo apressada até um carro que eu não conhecia. Assim que o carro deu partida eu fui atrás. Eu não tinha certeza se estava fazendo a coisa certa, apenas fui seguindo.

Depois de quinze minutos os seguindo entrei em um lugar que nunca havia entrado antes. Havia apenas o meu carro e o carro em que Ludmila estava. Eu comecei a ficar nervoso e me perguntei se Ludmila ia ali sempre.

De repente avistei uma grande construção branca enorme! Nunca pensei que fosse encontrar aquilo na vida!

O carro em que Ludmila estava parou na frente de um grande portão com um tipo de câmera, eu parei também.

Até que de repente vejo cinco homens com um uniforme preto vindo em direção ao meu carro e Ludmila e o motorista dela saem do carro deles também.

Percebi que eram seguranças e que eu não deveria estar naquele lugar. Abri a porta e tentei sair correndo, mas não deu certo. Eles foram mais ágeis e me pegaram. Começaram a me levar para dentro do lugar, que eu já não tinha mais curiosidade nenhuma de conhecer.

— Federico, o que tá fazendo aqui? – Ludmila perguntou franzindo o cenho.

— Eu é que pergunto.

— Qual é o seu problema cara?

— Você o conhece? – Um dos seguranças que me seguravam perguntou para Ludmila.

— Conheço. – Ela disse bufando.

— Bom, ele vem com a gente. – Um segurança disse me levando com ele e Ludmila veio nos seguindo também.

Depois de passar por inúmeros corredores brancos idênticos e ver máquinas extraordinárias me empurraram para dentro de uma sala pequena.

— Ei! Qual é? Não estamos na idade média! – Eu gritei.

— Cala boca! Sem escândalo. – Ludmila, de repente, entra na sala.

— O que tá acontecendo?

— Você tá tão ferrado!

— Só me explica o que é isso!

— Se quiser saber, pode se considerar morto.

— Então me tira daqui.

— Eu não posso. Na verdade eu posso, mas não estou autorizada.

— Ludmila o que eu faço.

— Tudo bem. Vou te contar uma coisa. Acho melhor você sentar.

— Ok. – Obedeci.

— Por onde eu começo? – Ela disse se sentando ao meu lado em um pequeno sofá que tinha lá.

— Fala logo.

— Eu menti pra você. – Ela disse.

— Como assim?

— Não sou o que você acha que eu sou. – Ela disse séria.

— O que? – Eu já não entendia nada.

— Eu sou um robô Federico.

— Não enrola Ludmila.

— Você não acredita?

— Lógico que não!

— Tá certo. Então eu provo. — Ela disse se aproximando de mim, fazendo com que nossos olhos ficassem fixos um no outro. De repente, pude ver algo nos olhos dela, era muito real. Era como se fossem câmeras que funcionavam como olhos. Me senti tonto. Não podia ser verdade.

— Ludmila o que é isso? – Eu perguntei me levantando ficando o mais longe possível dela.

— Federico...

— Não é possível. – Eu disse me encostando na parede.

(Por Ludmila)

— É verdade.

— Mas...

— Olha, eles vão te matar, mas eu não vou deixar tá bom.

— Mas então...

— É isso mesmo.

— Você nunca me amou né.

— Eu não sinto nada. Não sei sentir nada. Sou um monte de metal com capacidades mais evoluídas. – De repente a dor voltou, ainda mais forte. Mais forte do que todas as vezes. E eu também não entendia como um pedaço de metal sentia uma dor tão forte assim.

— Se não sente nada por que fez isso comigo?

— Porque eu queria saber como funcionava.

— Funcionava o que?

— Queria ver como as pessoas ficam bobas quando gostam muito de alguém.

— Então eu fui só uma brincadeira né. Fui só um experimento. – Ele disse respirando fundo e virando de costas.

— Federico, eu vou dar um jeito de te tirar daqui, mas tem que me prometer que não vai contar nada disso pra ninguém. – Eu disse me levantando e tentando olha pro rosto dele.

— Me deixa sozinho.

— Eu vou te ajudar.

— Eu só vou aceitar a sua ajuda porque não quero terminar aqui. Mas assim que eu for embora eu não vou olhar na sua cara nunca mais tá entendendo. – Eu fui abrigada a sentar. Coloquei a mão no peito pra ver se aquilo parava, mas não adiantava. Eu já não aguentava mais.

— Tô.

— Então me tira daqui e me deixa em paz.

— Tá.

Eu saí da sala e tive que me sentar no chão. Comecei a ficar ofegante e comecei a me sentir muito mal. Eu tive que me levantar pra falar com o Dr. James pra tirá-lo dali. A sensação era horrível e doía demais. Me segurei para não chorar.

Notas finais
O que acharam? Comentem!!!!