Máquina de Matar - Fedemila
15 Capitulo 15
Notas iniciais
(Por Ludmila)
Droga! Como fui deixar o celular cair!
— Responde Ludmila. Quem é esse cara?
— Meu primo.
— Seu primo?
— É, tem alguma coisa de errado nisso?
— Mas o que é esse negócio de treinamento, sede, aliados? – Ele disse. Ele não poderia nem pronunciar aquelas palavras!
— Ele treina na mesma academia que eu, é uma linha de academias na verdade e nós treinamos na sede. Treinamos todo dia juntos então somos tipo aliados. É só uma brincadeira. – Nunca menti tanto na minha existência. Federico me olhou torto.
— Tem certeza? – Ele perguntou.
— Claro que tenho certeza. Que pergunta idiota!
— Não sei não. – Ele disse ainda sem acreditar.
— Você não confia em mim? – Ótima frase pra fazer as pessoas acreditarem em você.
— Confio, óbvio. – Ele disse dando um sorrisinho de lado.
— Tá, agora vamos voltar para a aula?
— Não, vamos sair, ir para algum lugar.
— Aonde você quer ir?
— Quero te mostrar um lugar que eu vou com os meus amigos de vez em quando. – Ele disse.
Entramos no carro dele e partimos por ruas das quais eu nunca havia passado. Federico ligou o rádio e colocou a música no volume máximo. A música que tocava era Uptown Funk, do Bruno Mars. Gostei muito da música e Federico parecia curtir muito também.
Depois de mais alguns minutos de carro chegamos a um fliperama. Achei que, por fora pelo menos, o lugar devia ser bem legal. Federico abriu a porta do carro pra mim e eu saí. Nunca pensei que ele poderia ter um ato de cavalheirismo, mas me enganei.
— Você já veio aqui?- Ele perguntou enquanto entrávamos no lugar.
— Não, nunca vim em um lugar parecido. Mas já ouvi falar.
— Tá brincando? Esse é o melhor lugar do mundo!
Ele pagou para que pudéssemos jogar e então fomos andando pelo lugar para ver o que iríamos jogar primeiro.
— Pensei que fosse mais cheio. – Eu disse.
— É super cheio, mas a tarde não tanto. De noite, isso aqui ferve!
— Entendi.
— Tá, mas o que quer jogar? – Ele perguntou parando de andar.
— Pode ser Pac Man.
(Por Federico)
Fomos até o brinquedo do Pac Man e começamos a jogar.
— Não vou pegar muito pesado com você. – Eu disse pra ela.
— Não se preocupe comigo, eu acho melhor se preocupar com você.
Começamos a jogar, no começo deixei que ela fosse melhor, mas ela começou a me ultrapassar muito rápido. Então comecei a jogar com força total, mas a diferença era muito grande e eu não conseguiria passar dela nunca! Depois de um tempo jogando, ela ganhou.
— Eu avisei. – Ela disse.
— Não valeu! Eu deixei você ganhar!
— Ai, que falta de espírito esportivo hein Federico. – Ludmila disse rindo.
— Vamos de novo.
Apertei alguns botões e começamos de novo.
(Por Ludmila)
Resumindo... Ganhei do Federico em todos os jogos que jogamos. Federico não sabe perder, isso é óbvio. Eu entendo. Ele se acha o melhorzão em tudo, mas agora chegou outra pessoa pra roubar o trono. Muitas pessoas se juntavam ao nosso redor para nos ver jogar e torciam. Federico foi completamente humilhado por mim, e por isso ele ficou de cara enquanto voltávamos para o carro.
— O que foi? – Eu perguntei mas não tive resposta.
— Qual é Federico!
— Qual é o que?
— Tá irritado porque eu ganhei de você em tudo?
— Não.
— Ah não? – Perguntei só pra provocar. Novamente não tive resposta. Entramos no carro mas não deixei com que ele desse partida.
— Você tá zuando né Federico? – Ele me olhou torto.
— Caraca, fala alguma coisa! – Eu disse.
— O que você quer que eu fale?!
— Você sabe que isso é ridículo né!
— Isso o que?
— Ficar de bico por causa de alguns jogos! Quantos anos você tem?
— Para de graça.
— Para você de graça! Sério, isso me irrita!
— O problema é seu.
— Tá, ok. Vamos parar com isso porque eu me sinto meio estúpida.
— Bom... Desculpa. – Ele disse bufando.
— Então você reconhece que o que aconteceu agora foi idiota?
— Reconheço.
— Ótimo, é um bom começo.
Fiquei esperando que ele desse partida no carro, mas isso não aconteceu.
— O que é agora? – Perguntei.
— Nada. – Ele disse sorrindo e de repente me beijou.
Nesse momento algo muito estranho começou. Eu nunca sinto nada quando ele me beija, mas agora foi diferente. Uma dor no peito muito forte começou e era uma coisa nova e doía muito, de verdade! Fui obrigada a me afastar dele.
— O que aconteceu? — Ele perguntou.
Eu fiquei olhando para o nada com a mão no peito, esperando aquela dor esquisita passar.
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