Notas iniciais
Depois de muuuito tempo voltei!!!!! Boa leitura!!!

(Por Ludmila)

Droga! Como fui deixar o celular cair!

— Responde Ludmila. Quem é esse cara?

— Meu primo.

— Seu primo?

— É, tem alguma coisa de errado nisso?

— Mas o que é esse negócio de treinamento, sede, aliados? – Ele disse. Ele não poderia nem pronunciar aquelas palavras!

— Ele treina na mesma academia que eu, é uma linha de academias na verdade e nós treinamos na sede. Treinamos todo dia juntos então somos tipo aliados. É só uma brincadeira. – Nunca menti tanto na minha existência. Federico me olhou torto.

— Tem certeza? – Ele perguntou.

— Claro que tenho certeza. Que pergunta idiota!

— Não sei não. – Ele disse ainda sem acreditar.

— Você não confia em mim? – Ótima frase pra fazer as pessoas acreditarem em você.

— Confio, óbvio. – Ele disse dando um sorrisinho de lado.

— Tá, agora vamos voltar para a aula?

— Não, vamos sair, ir para algum lugar.

— Aonde você quer ir?

— Quero te mostrar um lugar que eu vou com os meus amigos de vez em quando. – Ele disse.

Entramos no carro dele e partimos por ruas das quais eu nunca havia passado. Federico ligou o rádio e colocou a música no volume máximo. A música que tocava era Uptown Funk, do Bruno Mars. Gostei muito da música e Federico parecia curtir muito também.

Depois de mais alguns minutos de carro chegamos a um fliperama. Achei que, por fora pelo menos, o lugar devia ser bem legal. Federico abriu a porta do carro pra mim e eu saí. Nunca pensei que ele poderia ter um ato de cavalheirismo, mas me enganei.

— Você já veio aqui?- Ele perguntou enquanto entrávamos no lugar.

— Não, nunca vim em um lugar parecido. Mas já ouvi falar.

— Tá brincando? Esse é o melhor lugar do mundo!

Ele pagou para que pudéssemos jogar e então fomos andando pelo lugar para ver o que iríamos jogar primeiro.

— Pensei que fosse mais cheio. – Eu disse.

— É super cheio, mas a tarde não tanto. De noite, isso aqui ferve!

— Entendi.

— Tá, mas o que quer jogar? – Ele perguntou parando de andar.

— Pode ser Pac Man.

(Por Federico)

Fomos até o brinquedo do Pac Man e começamos a jogar.

— Não vou pegar muito pesado com você. – Eu disse pra ela.

— Não se preocupe comigo, eu acho melhor se preocupar com você.

Começamos a jogar, no começo deixei que ela fosse melhor, mas ela começou a me ultrapassar muito rápido. Então comecei a jogar com força total, mas a diferença era muito grande e eu não conseguiria passar dela nunca! Depois de um tempo jogando, ela ganhou.

— Eu avisei. – Ela disse.

— Não valeu! Eu deixei você ganhar!

— Ai, que falta de espírito esportivo hein Federico. – Ludmila disse rindo.

— Vamos de novo.

Apertei alguns botões e começamos de novo.

(Por Ludmila)

Resumindo... Ganhei do Federico em todos os jogos que jogamos. Federico não sabe perder, isso é óbvio. Eu entendo. Ele se acha o melhorzão em tudo, mas agora chegou outra pessoa pra roubar o trono. Muitas pessoas se juntavam ao nosso redor para nos ver jogar e torciam. Federico foi completamente humilhado por mim, e por isso ele ficou de cara enquanto voltávamos para o carro.

— O que foi? – Eu perguntei mas não tive resposta.

— Qual é Federico!

— Qual é o que?

— Tá irritado porque eu ganhei de você em tudo?

— Não.

— Ah não? – Perguntei só pra provocar. Novamente não tive resposta. Entramos no carro mas não deixei com que ele desse partida.

— Você tá zuando né Federico? – Ele me olhou torto.

— Caraca, fala alguma coisa! – Eu disse.

— O que você quer que eu fale?!

— Você sabe que isso é ridículo né!

— Isso o que?

— Ficar de bico por causa de alguns jogos! Quantos anos você tem?

— Para de graça.

— Para você de graça! Sério, isso me irrita!

— O problema é seu.

— Tá, ok. Vamos parar com isso porque eu me sinto meio estúpida.

— Bom... Desculpa. – Ele disse bufando.

— Então você reconhece que o que aconteceu agora foi idiota?

— Reconheço.

— Ótimo, é um bom começo.

Fiquei esperando que ele desse partida no carro, mas isso não aconteceu.

— O que é agora? – Perguntei.

— Nada. – Ele disse sorrindo e de repente me beijou.

Nesse momento algo muito estranho começou. Eu nunca sinto nada quando ele me beija, mas agora foi diferente. Uma dor no peito muito forte começou e era uma coisa nova e doía muito, de verdade! Fui obrigada a me afastar dele.

— O que aconteceu? — Ele perguntou.

Eu fiquei olhando para o nada com a mão no peito, esperando aquela dor esquisita passar.

Notas finais
E aí? O que acharam? Comentem!!!