Notas iniciais
OI POVINHO!!! Desculpa a demora pessoal! Não sei se já falei, mas estou escrevendo uma fic Leonetta, chama: I don't belive in love. Boa leitura!!!

(Por Ludmila)

– Tá vendo, esse lugar é muito melhor! – Ele disse.

– Não tem diferença nenhuma.

– Como não? Aqui é mil vezes melhor!

– Você que é fresco!

– Pelo amor de Deus!

– Shhh! Fica quieto que eu quero ver o filme!

– Agora tá querendo fugir do assunto né.

– Federico fica quieto!

– Não! Você fica me chamando de fresco, agora vai ter que escutar.

– Se você não para de gritar vamos ser expulsos daqui entendeu!

– Não quero saber, o problema é meu!

– Deixa de ser chato!

– Eu sou chato?

– É!

– Olha só quem tá falando.

– Quem tá dando chilique é você!

– Eu não tô dando chilique!

– Para de gritar!

– Eu não tô gritando!

– Tem certeza?

Não sei o que deu nele, mas do nada ele me beijou. Talvez tenha sido para eu calar a boca e parar de encher o saco dele. Mas eu já fiz isso com ele e não deu certo.

– Por favor, vamos parar de discutir. – Ele disse.

– A culpa foi sua. – Não! Eu não queria parar de discutir. Era divertido!

– A culpa não foi minha.

– Assume logo Federico.

– Chega! Vamos parar com isso agora. Por que será que discutimos tanto assim?

– Talvez seja por que eu gosto de ofender você.

– É uma boa razão. – Ele disse rindo.

Depois disso ficamos quietos e assistimos o filme em paz. Mas aquela altura eu não estava entendendo muito bem, por que eu fiquei discutindo com o topetudo. Até que sinto meu celular vibrar, eu não desliguei, vai que acontece alguma coisa na Sede e eles tem que me falar urgente. Era uma mensagem do Bryan.

Bryan: Você vem treinar hoje?

Ludmila: Não.

Bryan: Algum compromisso com o topetudo? Hahaha!

Ludmila: Não posso conversar agora Bryan.

Bryan: O que foi?

Ludmila: Eu tô no cinema.

Bryan: No cinema? Com quem?

Ludmila: Com o Federico.

Bryan: Bom filme pra vocês então. Aproveita essa bela companhia. Hahaha!

– Quem é Ludmila? – Federico perguntou olhando para a tela do meu celular.

– Ninguém.

– Não tem como você estar conversando com ninguém.

– Deixa de ser ciumento Federico. – Eu disse guardando o celular na bolsa de novo.

Depois do filme, Federico me acompanhou até o meu prédio. Aproveitei meu tempo sem ele na minha cola!

(Por Federico)

No dia seguinte, no colégio, um pouco antes do sinal tocar eu e Ludmila estávamos conversando na classe.

– E então, estudou pra prova de história de hoje?

– Que prova.

– Pelo visto você nem abriu o livro.

– Acho que não é novidade que eu não estudo para as provas.

– É, não é mesmo.

De repente o sinal tocou e o professor entrou na sala, atrapalhando nossa conversa.

– Bom dia classe! Eu vou entregar as provas agora. Espero que tenham estudado, a última prova foi terrível.

Ele começou a entregar as provas, entregou primeiro pra mim e depois para Ludmila. Comecei a ler a prova e percebi que eu não sabia nada! Nada mesmo. A prova era de múltipla escolha, mas mesmo assim nenhuma das alternativas pareciam ter sentido.

– Ludmila, qual é a resposta da primeira. – Eu perguntei sussurrando.

– Shh!

– Vai me fala!

– Você deveria saber.

– Mas eu não sei.

– Então deveria ter estudado.

– Você não estuda também.

– Mas eu sei as coisas.

– Tá e a da segunda questão?

Ela não respondeu.

– Ludmila me fala! É só dizer A, B, C ou D!

– Federico, zero! – Gritou o professor.

– Mas eu não fiz nada!

– Você está colando.

– Não estou!

– Fique quieto para não atrapalhar os outros colegas! – Ele disse se levantando, vindo até a minha carteira e pegando a minha prova. Detesto história!

Depois das aulas, o sinal do intervalo finalmente tocou. Encontrei Ludmila mexendo no celular e me sentei na mesma mesa que ela.

– Não acredito que aquele professor fez aquilo comigo!

– Você estava colando. Ele tem razão. – Ela disse guardando o celular.

– É, eu sei.

– Você poderia ter me ajudado.

– Você tinha que estudar.

– Bom, mas agora já foi. Não é a minha primeira prova zerada.

– Eu tenho que arrumar umas coisas no meu armário, te vejo na sala. – Ela disse e se levantou.

Depois que ela foi embora León e Maxi se aproximaram de mim e se sentaram na mesa.

– E aí, como está indo com a Ludmila? – Maxi perguntou.

– Ah, acho que estamos bem.

– Acha? Você tem que ter certeza.– León disse.

– Eu sei, é que discutimos demais.

– Mas isso era óbvio que aconteceria. — Maxi disse.

– É cara, vocês são como gato e rato! – León completou.

– Mas eu gosto muito dela.

– A gente não duvida disso, mas essa garota é pior que você! – Maxi falou.

– O que está querendo dizer com isso?

– Só estamos te avisando! Essa garota é louca, não podemos duvidar de nada quanto a ela!- León disse.

– Você acham que ela poderia fazer alguma coisa? – Eu perguntei.

– Acho que poderia fazer até mais. Desculpa a franqueza, mas é o que a gente pensa. E também não fique achando que não gostamos dela e estamos tentando fazer lavagem cerebral em você, é que você tá muito vidrado nela. – Maxi disse.

– Relaxem, não vai acontecer nada!

– Ei, de quem é esse celular aqui? Espera, está desbloqueado. – León perguntou pegando um celular do chão.

– É da Ludmila, ela deve ter deixado cair quando se levantou. – Eu disse pegando o celular da mão dele.

– E você não pensa em fazer nada? – Maxi perguntou.

– Fazer o que?

– Aquele dia ela viu o seu celular todo, acho que uma vingancinha não cairia mal. – León disse.

– Não sei. Acho que ela não vai gostar.

– Ela não teve dó de você quando viu todas as suas mensagens.

– É, vocês tem razão!

Entrei no WhatsApp da Ludmila. A primeira pessoa que estava ali era um tal de Bryan, olhei a foto do perfil. Parecia um pouco mais velho que ela, cabelo bem liso e loiro claro e olhos claros. Não era o que eu pensava né?

Comecei a ler a conversa dela com esse cara. Falava de treino, aliados, sede. Ela ria das mensagens dele, ele ria também, mas não havia nenhum áudio. O que era aquilo tudo?

Antes da aula começar, a esperei na porta da classe. Eu queria conversar com ela. Quando o sinal bateu, fiquei esperando ela chegar. Antes de entrar na sala eu a segurei.

– O que foi? – Ela perguntou.

– Quero falar com você.

– Mas agora a gente tem aula.

– Mas eu preciso falar com você.

– Tá, fala. – Ela disse cruzando os braços.

– Pode ser em outro lugar.

– Tá bom né.

Saímos da escola sem que ninguém percebesse e eu a levei na minha casa. Ela se sentou no sofá e perguntou:

– Será que dá pra falar logo?

– Quem é Bryan? – Eu disse, tirando o celular dela do meu bolso e entregando para a dona.

Notas finais
Gostaram? Comentem, favoritem, recomendem!!!