Máquina de Matar - Fedemila
13 Capitulo 13
Notas iniciais
(Por Ludmila)
“Não! Eu não quero ir no cinema com você!” Ok, essa não é a frase que uma garota usaria quando o garoto que ela gosta pede pra ir no cinema com ela. Mas era tudo que eu queria dizer.
– Tudo bem. – Respondi.
– Que bom. Relaxa, não precisa levar dinheiro nenhum, eu pago tudo. – Ele disse sorrindo.
– Não, eu te ajudo.
– Já falei que EU pago tudo.
Nesse momento o sinal bateu e eu nem insisti. Não queria gastar meu dinheiro pra ir no cinema com ele mesmo. Durante as aulas não nos falamos e no intervalo ele ficou com Maxi e com o León, ótimo.
Na hora da saída ele me encontrou no portão do colégio.
– Vamos? – Ele perguntou.
– Vamos.
Ele segurou minha mão e fomos andando até o shopping, que não era muito longe da escola.
– Como acha que será o mundo daqui a dez anos? – Ele perguntou.
– Vai ser muito melhor.
– Por que acha isso? Muitos dizem que a tecnologia vai deixar todo mundo meio maluco.
– Não, isso não vai acontecer.
– Como sabe disso?
– Eu não falei que tenho certeza. – Eu disse pra não me aprofundar muito no assunto.
– Você é muito enigmática, fala tudo como se tivesse algo por trás. – Opa! Não era para ele ter chegado a essa conclusão.
– É, mas não tem nada.
Chegamos no shopping e fomos até o cinema. Federico decidiu assistir Star Wars, já que não tínhamos tantas opções assim. A seção logo começaria então compramos pipoca e logo entramos na sala, que estava começando a lotar aos poucos. Eu estava meio curiosa, nunca havia ido ao cinema antes.
Até que Mary senta do nosso lado. A Mary! Quase que eu agradeci ela!
– Não acredito! – Federico disse baixinho.
– O que foi?
– A Mary tá aqui do meu lado. Vamos trocar de lugar!
– Não, isso aqui tá lotando, não vamos achara lugar! — Eu disse.
O filme começou e Federico estava muito bravo. Eu nem liguei, fiquei concentrada no filme. Não era nada mal viu!
– Olha Ludmila, tem dois lugares vazios ali no canto. – Ele disse.
– Não, vamos ficar aqui. – Eu disse.
– Ludmila, o que custa levantar rapidinho e ir até ali?
Todos do cinema fizeram em coro: “Shhh!”.
– Vamos lá Lu! – Ele insistiu.
– Tá bom, tá bom! – Eu disse antes que fossemos jogados para fora da sala.
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