Mystery City
1 Como conheci L e como derrotamos Kira.
Notas iniciais
Not Yaoi...
Ele havia conseguido. Ele havia triunfado. Kira estava morto, ele estava vivo. Tivera um enorme trabalho com este caso, foi o mais longo que já resolveu. Teve que abandonar todos os outros pequenos casos que estava analisando para dar prioridade total à Kira.
Ah, me desculpe, não me apresentei. Ainda não voltei ao meu estado normal. Estou eufórico, Kira está morto, L está vivo. É a maior alegria que já experimentei. A poucos minutos, o maior detetive do mundo saiu de minha sala. A única pessoa que admiro, a única pessoa pelo qual eu daria a minha própria vida me ofereceu um pedaço de bolo de morango. Muito prazer, meu nome é Nate, mais conhecido como Near. Serei seu narrador, seu historiador. Narrarei os fatos que se sucedem o Caso Kira. O que irá acontecer com Lawliet, quais serão seus planos e seus novos casos na Europa.Por hora, enquanto não surge nada de novo, irei contar alguns detalhes do fim do Caso Kira.Tudo começou em 2007, quando eu tinha apenas 14 anos. Depois que Mello, um outro candidato a se tornar sucessor de L, deixou o orfanato, recebemos uma ligação.O fato de Mello ter se recusado a trabalhar comigo e ter ido embora o desclacificou do jogo, ou seja, ele não havia passado no teste de L. Ele foi eliminado e eu fui o escolhido, porque não vi problema em trabalharmos juntos. Além do mais, como Mello muitas vezes deixava-se levar pelas emoções, havia a possibilidade de ele se exaltar e cometer algum erro na investigação, o que poderia ser fatal.Fui aconselhado a aguardar alguns meses enquanto L reorganizava algumas informações. Passado algum tempo, recebi uma proposta interessante.L me enviou um conjunto de arquivos com informações básicas sobre Kira. Meu trabalho era analisá-las o mais detalhadamente possível depois informar-lhe minhas conclusões. Cheguei a pensar que aquilo seria mais um teste para avaliar minhas abilidades, mas percebi que aquilo seria inútil. Se ele fosse me testar, já teria feito isso durante os meses em que mandou aguardar.Deduzi então que ele queria saber a minha opinião, se eu iria perceber algo que ele não havia reparado, se chegaria à mesma resposta que ele. Foi a partir dai que comecei a compreendê-lo. Estava inseguro, sua confiança fora abalda. Havia sido obrigado a fugir senão teria sido morto. Algo assim abalaria qualquer um.Obedeci suas ordens e, depois de dois dias inteiramente dedicados ao Caso, enviei meu relatório. Cheguei às mesmas conclusões iniciais que L.Kira estava no Japão. Kira era possivelmente um estudante. As mortes misteriosas em prisões haviam sido uma espécie de experiência, na qual Kira estava provavelmente para analisar a extensão de seu poder.Kira podia controlar a causa e a hora da morte de suas vítimas. Kira tinha acesso às informações da polícia. Depois de um tempo, recebi mais informações. Haviam dois Kiras.O segundo Kira podia matar apenas olhando o rosto de suas vítimas.O segundo Kira era completamente subordinado ao primeiro.Continuei recebendo e analisando informações por quase dois meses, chegando sempre às mesmas conclusões que L. Yagami Light era Kira. Misa Amane era o segundo Kira. Em uma segunda feira, recebi uma nova proposta. Tinha que pesquisar. Pesquisar sobre o Japão, procurar informações. Foi uma tarefa difícil, mas com certeza ele havia feito a mesma coisa.Passei dias praticamente no escuro. Pesquisava, mas não sabia direito o porquê, nem no quê focar. Demorei para reparar que talvez, eu precisasse focar nas assassinatos em si, mais especificamente na arma do crime.Estávamos lidando com algo desconhecido, algo que desafiando a lógica e a ciência. Sabia-se que havia uma pessoa causando as mortes, sem nenhum contato físico com as vítimas. Como se fosse por telepatia, porém, precisavam de informações da vítima. Era algo bizarro, beirando o sobrenatural.Foi ai que eu entendi o motivo de L ter mandado eu pesquisar sobre o Japão, não somente porque Kira estava lá, mas por causa da sua cultura, de suas lendas, seu folclore.Passei mais uns dias pesquisando até encontrar uma informação importante:Deuses da morte, ou Shinigamis. Segundo as lendas, estas criaturas tinham como objetivo levar as almas das pessoas. Se você parar para pensar, Kira é um shinigami, porém um pouco mais especializado do que um ceifador da morte comum. Ao invés de ceifar a vida de qualquer pessoa, ele ceifa a vida de um criminoso. Era óbvio que ele queria purificar a sociedade, e talvez o fizesse por se comparar à Deus. Porém, era estranho achar que Kira realmente era ou tinha alguma relação com um shinigami.De fato, eu estava certo. L só percebeu isso quando o comportamento, tanto de Kira quanto de seu principal suspeito Light Yagami, mudou drásticamente. Ele sempre manteve isso em mente, o que o fez ficar em alerta durante a investigação do Grupo Yotsuba, onde provavelmente o "novo kira" estava.Quando o suspeito foi preso e um shinigami real apareceu, L percebeu que estava correndo perigo e iniciou os preparativos de sua morte. Ele me contou em detalhes informações sobre o Caderno da Morte e pediu que eu analisasse as regras do mesmo. Duas delas, se fosse falsas poderiam perfeitamente inocentar Light Yagami e Amane Misa da acusação inicial de serem Kira.
Porém, L não me contou como enganou o shinigami sendo que o mesmo havia escrito o nome de Ryuzaki no caderno. De fato, nem sei se o shinigami foi intencionalmente enganado ou se outra coisa causou a sua morte. O fato é que L tinha certeza absoluta de que Yagami era Kira, mas não tinha provas concretas. Ele temia que, se morresse, ninguém seria capaz de detê-lo. Por isso fraudou sua morte e a de Watari, para continuar investigando. Porém, precisava do olhar de outra pessoa sobre o caso para auxiliá-lo. É ai que eu me encaixo.Decidimos aguardar alguns anos, somente para observar o comportamento de Kira. Era incrivelmente frustrante, mas era algo necessário. L e eu nos comunicamos bastante nessa época. Depois de quase quatro anos em busca de algo que pudesse provar que Light era Kira, uma séria muito curiosa de acontecimentos nos fez voltar à ativa. L decidiu que eu mesmo deveria começar a investigar por conta própria, em uma organização de verdade, afinal, eu já estava com quase 18 anos. Passamos a trabalhar de verdade, na SPK,mas desta vez eu é que estava no comando. No começo foi difícil, mas no decorrer no tempo, fui me acostumando. Meses depois, com a "ajuda" de Mello e uma equipe muito eficiente de profissionais, pudemos finalmente capturar Kira/Light, mas não antes dele ser morto pelo seu próprio Shinigami.Bem, é isso. Foi assim que o Caso Kira terminou. Apenas dois dias depois, Ryuzaki veio me elogiar pessoalmente e me nomear como membro oficial de sua equipe, recebendo permissão para me apresentar como L sempre que necessário, em anonimato, obviamente.É uma história bastante longa, admito, mas me fez parar para pensar no conceito de bem e mal. O próprio Ryuzaki afirmou que depois do acontecido, ele não se considerava mais como a pura expressão da Justiça. Ele percebeu que era apenas mais um indivíduo na sociedade e que não tinha autoridade nenhuma para se considerar superior a ninguém.Toda essa experiência o fez perceber que precisava viver, que precisava trocar experiências, que precisava encarar o mundo. E assim ele voltou para a Inglaterra e eu decidi ficar no Japão. Agora, enquanto me encarrego de alguns pequenos casos, não apenas aqui, mas em outros países do Oriente, aguardo novas notícias do homem mais extraordinário do mundo. Continua...
Notas finais
É isso, ai. Espero que acompanhem. Depois posto o verdadeiro começo da história.
Matta nee!
(desculpem se o texto estiver confuso, é o capítulo mais longo que eu já escrevi, então...)
Matta nee!
(desculpem se o texto estiver confuso, é o capítulo mais longo que eu já escrevi, então...)
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