Mysteries About The Love
1 Zero Chapter – Algumas coisas
Conversando com alguns amigos mais íntimos na porta de sua casa, Antonela interagia muito bem, estava até um pouco mais alegre do que o normal, apesar de ser um assunto bem comum. Estava um pouco frio e algumas luzes estavam apagadas, mas isso não impedia todos aqueles adolescentes de conversar, e entrarem em um assunto um pouco constrangedor. Após perguntarem a ela, sobre do que seus pais trabalham, sua expressão de felicidade foi substituída imediatamente por uma de angústia e dor. E então todos pararam para observa-lá, o silêncio respondeu a pergunta da Joyce, que triunfava sobre a dor de Antonela.
— Você está bem?— perguntou alguém com a voz um pouco grossa, encostando sua mão em meu ombro.
— Estou sim — respondi, enquanto virava o corpo para Breno, que parecia não acreditar no que eu dizia.
— Se calou de repente — reclamou ele, sem entender o motivo da minha dor. — Vai falar que não sabe o motivo?
— Sou novo na escola — respondeu ele, um pouco sem jeito, tentando se desculpar.
— Também sou — sorri, ainda o encarando — Meus pais morreram logo depois que eu nasci, que tal? — disse, desviando o olhar.
— Sei como é perder quem ama — olhava pros adolescentes a nossa volta, já estavam rindo de novo.
— Perdeu alguém? — Ta se fazendo de vítima, beleza — pensei, logo após sentir uma lágrima deslizar em meu rosto.
— Minha namorada, em um acidente de carro — respondeu Breno, antes dando um longo suspiro..
— Nossa, e como você reagiu? — perguntei impressionada, ele tem mais coisas em comum do que parece.
— Eu reagi normalmente, todos morrem um dia né? — respondeu sem jeito, quase evitando me olharLogo na porta da minha casa, Rafael aparece, interrompendo nossa conversa.
— Antonela ta na hora já — disse ele, entrando novamente pra dentro de casa
— Vou indo Breno — me levantei do meio fio, limpando minha bermuda.
— Já vai? — respondeu ele, parecendo um pouco confuso. Me sentei uma criança com ele perguntando isso
— Vai lá burra — pensei, quase que alto.
— Tenho escola amanhã cedo — disse eu, sem emoção na voz.
— Ah, eu também — Bufou Breno, meio sem jeito.
— Então a gente se vê amanhã? — perguntou ele, se levantando. Acenei com a cabeça positivamente, dando um belo sorriso...
Entrei em casa, me sentei no sofá que dava as costas para a rua.
— Sua janta tá no microondas — disse ele, se sentando no sofá do lado, colocando em um canal de futebol.
— Não vou jantar agora — respondi, fingindo gostar do que assistia. — Vai jantar por quê hoje você vai dormir cedo, amanhã tem aula — respondeu Rafael, sério. Rafael era um cara legal, ele não é velho nem nada, seu único defeito é colocar regras demais, ser certinho demais, meu primo era lindo, não sei a quem eu puxei. Esquentei minha janta e logo comi, satisfazendo a fome que sentia desde o começo da noite.. escovei meus dentes e voltei para a sala, ele ainda me encarava.
— Vai durmir assim? — perguntou ele, reclamando da roupa que eu passei a noite.
— Não, vou colocar minha blusa ainda — respondi, sem dar muita atenção
— Depois de tomar banho, é claro né? — disse irônico, erguendo a sobrancelha. — É claro Rafael — sorri irônica, me dirigindo ao banheiro.
Tomei um banho demorado, costumo tomar banhos demorados para pensar um pouco na vida, e em alguns acontecimentos. É normal surgir um pensamento que mais parece uma lembrança sobre luzes? Acho que não, nunca ouvi coisas do tipo, e se eu comentar com algum Padre, vão falar que é algum demônio que domina meus pensamentos, mas eu sei que não. Me dirigi a cama, ajeitei o horário de amanhã e sem muito esforço, apaguei num sono profundo. Antonela dormia como um anjo, suas mãos embaixo de seu rosto, com os joelhos dobrados, típica posição de criança, mas era assim que ela dormia, desde os 8 anos de idade
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