Notas iniciais
Peguem sua xícara de café, se acomodem e boa leitura.

"Eu vou matar essa diretora, você vai ver! Vou fazer um barraco!"

— Marceline pov's

Eu não estava acreditando no que eu tinha lido. Precisava super conversar com a Bonnie.

Esperei até o horário do intervalo, coloquei o diário dela numa bolsa pequena e fui para o pátio.

— Precisamos conversar.

— Sobre o que, Marcy?

— Não aqui. Vamos em outro lugar, por favor.

— Tudo bem.

Fomos no terraço da escola, o único lugar, tirando o banheiro, que não tinha câmeras.

— Me conte sobre isso — Mostrei o diário na página na qual queria que ela me esclarecesse as coisas.

— Tudo bem, te contarei então. — Ela se sentou em um muro e começou — Assim que meus pais morreram, toda a herança deles fora deixada pra mim, portanto, só posso retira-la com 18. Iria passar a morar com meus tios, pois eles não tem condições de pagar esse colégio. Mas não queria morar com eles, meu primo sempre que me via tentava me abusar sexualmente e minha prima, que gostava do irmão mais do que um irmão, com inveja, queria me matar. Meus tios eram dois santos. Não sabiam de nada. Conversei com a diretora e ela aceitou que eu ficasse, desde que eu virasse a "escrava sexual" dela, isso até eu me formar aqui. No ano passado, tive um caso com o Marshall, mas tive que deixar pra lá, pois a diretora me tomou como posse dela. Essa é a verdade. Meu primo sempre me manda mensagens provocantes, e minha prima sempre liga me ameaçando, meus tios, ligam só uma vez por semana, para saber como estou. Por isso eu me corto... embora seja um pouco de masoquismo, é por isso que eu me corto. Já tentei me matar, mas em vão.

— Bonnie... Por que nunca me contou?

— Se eu contasse, você acreditaria? Se eu contasse, o que você faria, Marceline? Diga-me, o que faria?

— Eu vou matar essa diretora! Você vai ver, vou fazer um barraco! Todos vão saber quem é... — Bonnie pôs a mão em minha boca.

— Não precisa. É só mais um ano e o final desse. Eu aguento.

— Eu tenho nojo dessa diretora.

— Ela me faz sentir um nojo, ela é um monstro comigo...

— E por que aceita isso? Você só vai se machucar, isso só vai pesar na sua vida, Bonnie, porra! Eu quero te ajudar, sabe...

— Marceline, melhor não.

— Então por isso você estava acordada tão tarde, ela te abusou?

— Marceline, chega!

— Hein? Fala!

— Chega!

— Então fala!!!

— A diretora.

Me virei para trás. A diretora estava lá.

— Pelo visto descobriu tudo, né Marcy? É bom você ficar longe da Bonnie, se não as coisas vão pesar pra você.

— Isso foi uma ameaça? Vai fazer o que? Me bater?

— Não duvide, garota. Você não sabe do que sou capaz.

— Sou vampira, querida. Filha de demônio. Acha que tenho medinho de você ?

— Veremos. E aliás, a "hora do lanchinho" acabou. É feio cabular aula.

Fomos a aula, a Bonnie estava péssima, parecia querer chorar.

De noite, ela começou a chorar, fui lá do lado dela e a abracei.

— Vou fazer de tudo para te livrar dela, prometo.