My little world
6 Little Girl
Notas iniciais

— Bonnie Pov's
Eu não sei se fiz o certo ao contar pra Marceline sobre tudo. Eu não conto muitos detalhes da minha vida no meu diário. Não é a primeira vez que leem sem minha autorização.
A diretora ouviu minha conversa com a Marcy. Eu provavelmente serei punida por causa que agora a Marceline sabe de tudo. Mas o problema nem é a severa punição que "receberei"... tenho medo de ela fazer alguma coisa com a Marcy. Deveria ter escondido melhor meu diário. Estou me sentindo culpada. Mesmo que a culpa não seja totalmente minha.
— O que foi, mona? — Perguntou Caroço, preocupada — Você está com essa cara de velório à horas.
— A Marceline descobriu aquilo lá.
— Tá, e o que tem?
— A diretora nos pegou no flagra, agora ela sabe que a Marcy descobriu tudo sobre... aquilo.
Ela ficou em silêncio.
— Tenho medo dessa sádica fazer alguma coisa com a Marcy.
— Eu queria poder te ajudar, mona. Mas não tem muito o que eu possa fazer. Bom, é como eu já disse: polícia. Denuncia essa doida.
— E morar com meus primos? Nem pensar! Adoro meus tios... mas não quero morrer!
— Que situação complicada...
— É... e muito!
— Vou te deixar um pouco sozinha, o Finn quer ajuda pra fazer uma festa surpresa pro Jack.
— Certo, vai lá.
Uns 30 minutos depois que a Caroço saiu do quarto a diretora entrou. Eu tremi. Temia do que podia acontecer.
— Você não está seguindo o combinado Bonnibel.
Fiquei em silêncio.
— Eu disse nada de namoro e você, o que faz? Arranja uma namorada! Você... você é minha! — Ela me puxou pelos cabelos pra perto dela — Eu quero ver você bem longe dessa "Marcy"! Está me ouvindo?
— E-estou... — Falei baixinho.
— Fala direito, garota! — Ela me deu um tapão na cara.
— E-eu estou te ouvindo, sim...
Ela me puxou e me beijou.
— Você é minha, Bonnibel. Lembre-se disso... Você é minha, seu corpo é meu... — Ela dizia enquanto passava lentamente a mão no meu corpo.
Comecei a chorar.
— Para de chorar por nada! Você já devia estar ciente que você é minha, minha submissa! Você me obedece! Eu tenho o direito de fazer o que eu quiser com você! Você é minha, Bonnibel! Coloca isso na sua cabeça.
Tomei forças e coragem e gritei:
— NÃO! Não sou sua, você não tem direito de nada! E sabe o que mais? Eu vou sair dessa escola! Você nunca mais me verá!
— Você é bem suicida, hein? Vai ficar em uma casa onde te querem morta? Sinceramente, pensei que você fosse mais esperta, Bonnibel.
Eu comecei a tremer e cai de joelhos no chão... fiquei encarando o carpete enquanto chorava.
A diretora levantou a minha cabeça e disse:
— Você não tem saída, meu amor. Você será minha por um bom tempo ainda.
— S-só... te peço uma coisa...
— Hum... o que?
— N-não m-machuque a Marcy...
— "Nha nha nha" o que?
— Não machuque a Marcy!
— Marceline? — Fiz que sim com a cabeça — Foda-se ela! Ela não importa pra mim, você é minha, meu amor. Não dela.
Meus olhos lacrimejaram.
— Autora pov's
Bonnibel queria fugir de tudo aquilo, mas não podia. Agora ela tinha dois motivos pra ficar naquela escola: sobrevivência e sua Marcy. Ela aceitaria qualquer punição ou submissão pra ficar mais um dia com a dona dos cabelos negros.
— Suas "amiguinhas" chegarão logo? — Perguntou a sádica diretora.
— Não sei...
— Vamos para minha sala, então. — Ordenou a Sra. Gelada.
Bonnibel foi sem reclamar, não deu um "piu" o caminho inteiro
Simone imediatamente trancou a porta, não via a hora de tocar em sua "Little Girl".
A mesma colocou-a contra a parede. Bonnie apenas via sem ver e ouvia sem escutar. Não era a primeira vez que Simone abusava da garota.
A sádica começou a beijá-la bruscamente, sem se importar se a machucaria ou não. Ela queria que Bonnibel sofresse, seria tudo um castigo por ter sido uma "garota má" e desobedecido suas ordens.
Simone deslizava a mão sobre o corpo da jovem, retirando em poucos gestos sua roupa. Ela sorria ao ver a cena, da jovem somente de lingerie. Enquanto Bonnibel, tentava engolir o choro.
— É uma pena que essa cena durará pouco, você fica tão sexy de lingerie.
— Se você diz... — Diz Bonnie, virando a cara.
— Ei! Agradeça o elogio, sua vadia estúpida! — Ela da um tapa na cara da garota.
— Não é um elogio, não vindo de você. — Disse Bonnie, rude.
— Você quer que as coisas piorem pra você, querida? — A sádica a joga no chão e logo tira sua roupa também. Obriga a garota a chupá-la.
Bonnibel não aguenta e enquanto fazia o "serviço", chorava.
— É tão excitante essa cena.. — A sádica ri. — Viu só, Bonnie? Você é minha. Agora, levante.
Bonnibel se levanta e a sádica a tenta beijar, mas a garota dá o impulso de ir a porta e fugir. Mas claro, Simone a detém. É mais alta, mais velha e mais forte.
— Aonde pensa que vai? Você é meu brinquedinho e não terminei de brincar.
Simone a coloca contra a mesa e algema suas mãos. Na cabeça dela, a cena era excitante. Já para a garota, ela só queria fugir.
— Marceline Pov's
Cheguei no quarto e lá estava Bonnie, no canto, chorando.
— O que aconteceu, Bonnie? — Pergunto, preocupada.
— E-eu... a-a... — Ela mal conseguia falar, ela soluçava de tanto chorar. A abracei.
— É a diretora? Aquela vadia te machucou?
Bonnie fez que sim com a cabeça, ela não conseguia nem falar.
Suas pernas estavam rochas, com hematomas. Aquela vadia bateu na minha Bonnie.
Ela vai ver, matarei ela.
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