My little world
7 Adeus
Notas iniciais
— Marceline Pov's
Um sangue misterioso se espalhava pelo carpete branco do dormitório. De quem ele seria?
Entrei no quarto olhando pelos lados... na esperança de ver a diretora ou Bonnibel. Ninguém...
Olhei para a porta do banheiro e de lá se ouvia um choro e uma voz manhosa se questionando. "Por quê?", dizia a voz que me lembrava a de Bonnibel.
Abri a porta do banheiro. Bonnie estava com um canivete na mão, de joelhos encarando o corpo da Sra. Gelada, já morta aparentemente.
— B-Bonnibel? O que aconteceu?
— E-eu... — Bonnie estava de cabeça baixa, chorava muito que até soluçava — a-a matei...
— Não acredito! — Eu estava realmente surpresa — O que vai fazer com o corpo?
— N-não sei... — Disse Bonnie — A vontade de matá-la subiu minha cabeça... eu não sei porque, nem como fui capaz de fazer isso...
— Como assim, Bonnie?
E ai, ela começou a me contar...
— Bonnie's Flash back on
Estava demorando no banho de propósito, sabia que isso iria piorar pra mim, mas mesmo assim, o fazia.
Ouvi um barulho de alguém abrindo a porta do dormitório e tinha certeza que era de Simone. Sabia que vocês estavam ocupadas com suas vidas. E sabia que a sádica diretora viria pra brincar comigo, já que se passou uma semana desde a última vez... Assim que ela entrou no banheiro, eu peguei o canivete que estava dentro da gaveta e apontei para a sádica, que riu e logo perguntou, com aquele tom de voz dela que te faz se sentir culpado de tudo que fez ou não fez:
"O que irá fazer com isso, Bonnibel? Se cortar de novo ou... tentar fazer algo contra mim? Sabes que nem tem chance".
Eu não ligava para o que aquela velha dizia, não me importava todas as intenções nas quais ela já teve comigo, naquele momento não me importei com nada... Ela se assustou... via em meus olhos que não tinha dó, que não tinha medo do que faria a partir do primeiro passo que dei pra perto dela, ela tentou escapar mas eu a puxei pelo cabeço e finquei o canivete em sua barriga.
"Sabe, não serei mais sua no inferno, se divirta por vá", assim que disse isso, tirei o canivete do corte em sua barriga e o finquei em seu peito. Ela morreu e eu assisti sem nenhuma emoção...
Mas depois de ver que ela realmente estava morta e pensar no que poderia fazer com o corpo... eu entrei em desespero e me dei conta do que fiz...
— Bonnie's Flash back off
Jogamos o corpo na banheira e despejamos algumas bebidas alcoólicas velhas lá e tacamos fogo... em Simone e no canivete.
Não tinha mais nada que poderíamos fazer... se saíssemos do quarto teria um risco das câmeras flagrarem e alguém ver e não poderíamos sair com uma mala do tamanho enorme da escola, alguém perceberia e usaria a imagem das câmeras de segurança como prova...
Só sobrou as cinzas pra contar história que logo foram pro esgoto junto com a água limpa que caia do chuveiro.
"Voltou pra sua casa, no lixo", pensei.
Fui com Bonnie para o térreo com nossos amigos, nós fizemos um plano no qual tinha que dar certo, fizemos uma carta de fuga, onde fizéssemos como se ela fugisse por causa de tudo que fizera e também dizia que ela tinha medo que Bonnie a denunciasse já que tinha diversas testemunhas. Com a ajuda da Bárbara e um laptop haqueamos a rede de câmeras de segurança da escola e ela fez como se a diretora estivesse escrevendo a carta e fugindo. Ela é ótima com computação, ficou perfeito!
Agora tudo estava pronto, não desconfiariam de nós. Espero...
—Quebra de tempo
Descobriram o sumiço da diretora... e descobriram tudo o que ela fez, por causa da carta... questionaram a Bonnibel se tudo era verdade e ela confirmou que sim e teve que fazer um depoimento.
Sabia que ela sairia da escola... Por causa da morte de Simone...
E temia o que poderia acontecer na casa de seus tios.
— Quebra de tempo
Depois de uma semana da morte da diretora, Bonnibel teria de partir.
Entrou um diretor novo, ninguém o conhecia. O mesmo se chamava Simon... coincidência, o mesmo nome do meu padrinho que... ficou louco e me deixou...
Estava andando pelo corredor quando esbarrei no diretor... e pra minha surpresa, era o Simon, o Simon que eu conhecia,meu padrinho...
— S-simon?
— Marceline? — Ele me olhara com os olhos cheios de lágrimas.
Nos abraçamos.
— Ei... você pode me ajudar com uma coisa? — Perguntei.
— O que?
Contei a ele sobre o caso de Bonnie e ele me respondeu friamente:
— Não posso fazer nada a respeito disso, Marcy — E continuou — Ouvi o que aconteceu com ela e se ela aceitou fazer o que fez, foi porque quis. E essa historinha que ela inventou pra polícia de ser ameaçada pelos primos, pode ser invenção dela. Acredito que ela seja uma mentirosa, Marcy, fique longe dela.
— Mas ela é minha namora...
Ele me interrompe e diz:
— Então você foi trouxa, querida. Sinto muito. — Ele foi em direção a sua sala e bateu a porta.
Será que ele está certo? Que foi mentira da Bonnie?
Estou confusa... sem chão...
Mas a Caroço me disse já ter ouvido uma das ligações que a Bonnie recebia, sendo ameaçada... Será que também pode ser mentira?
Resolvi subir ao meu dormitório, antes de entrar, não deixei de ouvir:
— É, tia... Terei de ir embora daqui...
Tia(no celular/viva voz): Sinto muito, querida... Sei como gosta de escola e de seus amigos.
— Não posso fazer nada agora... infelizmente...
Tia(no celular/viva voz): Sinto muito, querida. Terei de desligar...
Poucos minutos depois o telefone de Bonnie tocou de novo
— O que você quer, Milk ?
Garota, suposta "Milk" no telefone: Fiquei sabendo que vai voltar pra casa, querida Bonnie. Prepare se para seus últimos dias de vida.
O telefone desligou, percebi pela "moça do Oogle" dizendo: "Ligação encerrada".
— Ah... Pelo menos não vou me suicidar, tenho chance de ir pro céu... só que não. — Diz Bonnie, que em seguida começou a chorar.
Abri a porta e a abracei.
— Isso é um adeus? — Perguntou Bonnie
— Não. Te visitarei sempre que puder.
— Como assim?
— Fugirei daqui e se precisar matar sua prima ou assustar seu primo, eu o farei.
— Não precisa, Marceline. Já se envolveu demais nessa história. Deixe que esse seja o fim, o nosso fim.
— Está terminando comigo?
— Eu vou morrer lá, não tenho escolha.
Ela pegou suas malas e bateu a porta ao sair. Comecei a chorar.
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