My little big world
2 Capítulo 2
Me levantei da mesa e chamei o garçom:
– Hey, dá uma olhada na minha mascote enquanto eu atendo este telefonema?– Ham...É, sim. Disse confuso se sentando em meu lugar e eu me afastava um pouco:– Hum...Tia? A que devo seu telefonema? – Oh! Descobri que iria se casar!– C-Casar? Quem lhe disse tia?– Uh, Christoff me mandou um E-mail. Chris não entende que eu quero distância da Tia Acelin! Ela sempre foi interesseira, é claro que devo ter consideração por ela, é minha madrinha...Mas eu realmente só quero distância dela:– É...Mesmo? Que bom.– E então...Como vai ser? Onde? Vai sair do apartamento de seu pai?– Tia...Oh...Eu não planejei nada ainda.– Bom, me chame para os preparativos.– Foi ótimo falar com você Tia. Desligou o telefone e eu voltei a mesa:– Obrigada por cuidar dela.– Não foi nada. Saiu de perto:– Seu pai é louco de falar com a minha Tia, sabia Eika? Ele sabe que eu não suporto ela! Olhei para ela como se conseguisse me entender:– Você me entende, né? Ouvi uma leve risada na mesa ao lado, percebi que eu parecia uma maluca falando com Eika daquele jeito:– Ham...A conta! Levantei minha mão:– Mas Senhora Olivati...Nem terminou a torta!–Não estou com muita vontade de comer...Reymond. Cheguei perto de seu avental para olhar o nome:– Não quer que eu embrulhe?– Oh...Sim, mas traga a conta logo...– Sim. Me sentei e ele recolheu a torta e meu refrigerante:– Damn! Um casal olhou para trás:– Oh! Eu sinto muito! Puxei minha touca para baixo tentando me esconder mesmo sabendo que isso seria mais vergonhoso ainda:– Senhora...Olivati? Você está bem?– É, estou.– Aceita uma água?– Não Reymond, obrigada. Me dê a conta. Nem olhei o total, jóquei 40 na mesa e saí com Eika:– Senhora...Tem muito mais do que o total aqui, e esqueceu sua torta!– Legal garoto, pega para você, os dois. Disse sem nem mesmo olhar para trás, nem sei ao certo do que estava correndo, da vergonha ou da vontade de chorar. Porque a vontade de chorar? Simples, só tenho um parente que eu saiba vivo, mas ele só se interessa no meu dinheiro, aquilo me irritava muito! Abri a porta e dei de cara com Chris:– Oi amor! Acabei de chegar e... Soltei Eika e fui direto para o banheiro juntar minhas coisas, depois fui para o quarto colocar na mala, ele veio falar comigo:– Danielle! Haben Sie?Tradução: Danielle! Já está indo?:– Ya..Tradução: Sim– Dan...Porque está chorando?– Porque falou para a minha tia?! Disse um pouco alto e o empurrando:– Danielle! Está maluca?! Segurou meus braços, não podia fazer nada, nem que eu me debatesse ia me livrar de suas mãos, eram como algemas:– Me solta.– Me diz o que houve. Me soltou e ficou cara a cara comigo:– Só...Não quero mais ela perto de nós.– Vamos fazer um combinado então, certo? Acariciou meu rosto:– Qual?– Eu não falo mais nada com ela e você não fica assim quando eu fizer alguma besteira, o que acha? Hã? Sorriu e beijou minha testa:– É...Ta.– Danielle, eu te amo...Sabia?– Sabia.– Danielle, você não sabe o quanto eu te amo.– Acho que sei sim.– Eu vou morrer sem você Danielle, morro só de pensar em você longe de mim. Sorri:– Não me mate Dan.– Você está sendo clichê agora Christoff. Ri:– É, você estava certa.– Amo ouvir que estou certa...Mas sobre o que?– Amo seu clichê. Rimos:– Quer mesmo ir para casa?– Estou a uma semana em sua casa Chris.– Eu te levo. Me ajudou com as malas e colocou dentro do carro lá em baixo, logo entramos no carro:– Como foi com o seu cachorro?– Está em observação, não sou mais o doutor dele.– Porque?– Peguei folga pelos próximos três dias, minha mãe está vindo passar uns dias aqui com meus irmãos e meu pai. Assim...Não é que eu não goste da família do Christoff, mas ele tem dois irmãos que fisicamente são réplicas dele, uma mãe maluca e um pai rabugento pra caramba. Seus irmãos são Cohen e Dail, ham...Já disse que são idênticos a Christoff né? Ok...ELES SÃO IGUAIS AO CHRISTOFF. Suas diferenças são poucas, Dail é um homem irritante, só sabe falar de prostitutas e videogames, é bem magro comparado aos dois irmãos, Cohen é um cara que não vive sem o celular, coisas do trabalho, mas é um pouco chato quando você quer falar com ele para coisas importantes. Sua mãe á a Senhora Clove, ela é um pouco irritada com coisas fora do lugar, só por isso os filhos são muito organizados. Ela não aceita ter uma louça suja, uma almofada fora do lugar, nada desorganizado. Enfim o pai, é um senhor muito chato, passa o tempo todo reclamando de seus sapatos, ou contando histórias de como suas mãos ficaram cheias de calo, eu sinceramente não gosto de ouvir esta história. Olhei para Chris e dei um sorriso com um toque de desespero:– Legal meu amor, muito legal.– Eu sei que você não gosta muito deles, mas você é a única coisa que deixa meu pai quietinho, ele adora você!
– Não parece. Cruzei os braços:– Eles vão ser gentis desta vez, eu prometo. Agora você é minha noiva!– Certo.– Vamos almoçar no Palast von Olaf.– Que horas?– Acho que 12:30, está bom para você?– Estarei lá. Ele estacionou o carro:–Quer ajuda para subir com as malas?– No meu prédio tem elevador Chris, obrigada. Abri a porta:–Eu te amo Dan.–Eu também te amo Chris. Peguei as malas e saí do carro:–Avisa quando subir! Gritou enquanto eu fechava a porta, eu segui para o meu prédio e chamei o elevador:–Tenho que me acostumar com essa famíla. O elevador chegou:–Sou a noiva dele,certo? Apertei o segundo andar:–É,certo...Eles tem que se acostumar comigo.– Se é a noiva dele,é claro que eles tem que se acostumar com você. Olhei para trás e vi meu vizinho, mas não pude deixar de gritar com o susto que levei:–Ah!Egon, você me assustou! Riu:–Sinto muito Danielle,rs, então você ficou noiva?– É,o...Chris me pediu ontem.– Legal, ham...Será que dá para você ir no meu apartamento mais tarde?Meu cachorro está doente e meus pais estão um pouco preocupados, eu tentei ligar na sua casa, devo ter deixado alguns recados na sua caixa de mensagens.– Claro, só...Vou deixar essas malas no meu apartamento.– Certo. O elevador abriu as portas e nós dois saímos:–Até logo Egon.– Até. Disse abrindo a porta de seu apartamento, eu abri minha bolsa tentando achar minhas chaves:– Onde está esta porcaria? Achei as chaves depois de um tempo:– Ufa! Abri a porta e fui direto para o meu quarto, joguei as malas em cima da cama e fui para a sala, apertei o botão de recados do telefone:– Você tem recados.– Eu sei, coisa inútil. Fui para a cozinha fazer alguns sanduíches:– Mensagem um Hey Danielle, aqui é o Egon...Seu vizinho! É que meu cachorro está um pouco doente e tudo mais...Você pode passar aqui depois? Egon é um adolescente, não o culpo por usar gírias de mais:– Mensagem dois Ham...Danielle, é o seguinte...O Audi, meu cachorro, está muito doente...Por favor vem aqui quando der!– Deve estar ruim mesmo.– Sem mais mensagens. Peguei minha maleta e fui para a casa dele, me deparei com uma senhora:– Você deve ser a mãe de Egon...Muito prazer, sou sua vizinha.– Doutora Danielle! Audi está muito doente! Entre por favor! Me puxou para a sua sala de estar:– Egon! Traga o Audi aqui! Gritou:– O que ele teve?– O Egon? Ah, é a adolescência e tudo mais... Não pude deixar de rir:– Não, rs, quero dizer...Os sintomas do Audi.– Eu não sei, o Egon que disse que o cachorro estava doente, ham...Sente-se. Apontou para o sofá:– Claro. Com esta senhora aqui, parece que nunca entrei na casa, mas é claro que entrei. Toda vez que ela viaja, Egon faz festas e festas, me convida para todas elas, não sei porque ele quer um adulto na festa ou algo assim, mas eu vou, me sinto na responsabilidade, o cachorro deve ter comido algo que não devia nessa última festa. O garoto chegou com o cão nos braços:– E então, ele é de que raça?– Misto, vira-latas.– Ham...Legal, e quais são os sintomas dele?– Ele não fala, como eu vou saber? Lancei um olhar de fúria para ele, mas resolvi me manter calma:– Como soube que o cão estava doente Egon?– Antes o Audi brincava muito, era inquieto de mais...– E agora?– Ele está parado, só vive deitado...Não come.– E isso tem quanto tempo Egon? Olhei para ele com um toque de rigidez e uma pitada de desespero:– Cinco dias. Comecei a examinar o cachorro:– Ele está fraco...Preciso de água e...Ração.– No que isso ajuda?– Seu cachorro não come direito a dias, ele precisa ir para a clínica urgentemente, talvez uma lavagem estomacal vá resolver as coisas. Peguei uma caneta e um papel de receitas que carrego na maleta e comecei a escrever uma carta de detalhe por detalhe para um Doutor qualquer:– Egon, vem falar comigo ali um minutinho? O garoto revirou os olhos e me seguiu até a varanda:– Você tem que ser mais responsável.– Você é minha mãe? Virou as costas:– Hey garoto! O puxei pelo moletom:– Não sou sua mãe, sou uma veterinária que está dizendo que foi irresponsável.– Porque?!– Viu o estado de Audi? Sabe o que houve? Sabe o motivo de ele estar assim?– Não, qual é?– Pois ele comeu alguma coisa que não podia na sua festinha.– Lá vem...– Egon, tem que tomar mais cuidado.–Ta... Fui até a sala e entreguei o papel a mãe de Egon:– Entregue isso á um veterinário.– Não vai poder tratar dele aqui?– Eu já disse, o máximo que eu posso fazer é dar algo para ele comer aqui, sinto muito, vai ter que leva-lo a uma clínica.– Oh, certo. Olhou em volta:– Bom, já vou indo.– Por que não toma um café antes?– Eu...– Sente aí no sofá, vou fazer alguns petiscos. Esperei por cinco minutos e a senhorinha voltou com uma enorme bandeja:– Não quero atrapalhar.– Atrapalhar o que? Riu– É que...Você deve ter algo importante para fazer...– Não! Vamos conversar garota.– Oh, claro. Peguei um biscoito:– Egon disse que vai se casar.– É, sim...Fui pedida em casamento. Nada marcado.– Hum, e qual é o nome dele? Sorriu:– Do meu noivo?– Sim.– Chris...Digo, Christoff.– Ele é veterinário também?– Sim, trabalha comigo.– Interessante...Ele é bonito? Senti meu rosto corar:– Sim...Eu acho. Riu:– E como se apaixonou por ele?– Eu...Eu não sei.– Como não sabe? Não se lembra de o que ele fez para você se apaixonar?– Eu.... Bom, se prepare para o maior Flashback da história...
Notas finais
Então queridos...O Flashbak virá em pouco tempo...O começo dele e.e
Sim, vão ter vários capítulos de Flashback! Vou contar a história de Christoff e Danielle
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