Assim que entraram na casa de Sanji e a porta foi fechada, o loiro soltou o guarda-chuva em qualquer canto e usou suas mãos, e braços, para envolver o corpo maior por trás e abraçá-lo com todas suas forças. Ver Zoro chorar o machucava e não conseguia nem imaginar o quão ferido o moreno estava.

— Você foi incrível, Zoro. — Sanji não havia percebido, mas desde que vira o outro chorando, imediatamente lágrimas escaparam de seus olhos também e ali sem mais nenhuma chuva para esconder, ele se sentia exageradamente fraco, sem conseguir fazer nada pelo marimo. — Com mais um pouco de treino você consegue. Eu vou te ajudar.

Era uma mentira saudável, faltava muito treino ainda, mas após ver a forma de Mihawk, Sanji conseguia ajudar nos pontos que faltavam para o amigo até que ele conseguisse sua vitória.

— Eu não quero ouvir. — Zoro falou, se retirando não tão delicadamente do abraço frio. Lá vinha o outro de novo com essas palavras de otimismo. Como se não fosse o suficiente ter dito que próxima vez ele venceria, mesmo Zoro sabendo que quanto mais vezes essa frase era dita mais mentirosa se tornava.

Mesmo assim não conseguia ficar indiferente à preocupação do amigo, mesmo estando puto, mesmo achando que tudo que o outro dizia era besteira no momento. Havia cortado o outro no meio do seu consolo, mas não queria e nem conseguia descontar sua frustração no loiro. Sabendo que a caminhada em silêncio até ali não fora o suficiente para refletir quieto sozinho, achou melhor ir tomar um banho demorado para se acalmar mais para não passar a noite inteira encarando o vazio e ignorando o loiro. Na verdade, seria até bastante útil já que estavam tão molhados que as roupas geladas estavam grudadas em seus corpos.

Com certeza Sanji entendeu a deixa quando ele pediu para tomar banho, já que preocupação com limpeza não era exatamente do feitio de Zoro. Ele deitou na minúscula banheira do outro e deixou a água quente relaxar seus músculos, as pernas dobradas para caber dentro do compartimento. Demorou mais lá dentro do que em qualquer banho seu, não que isso significasse muita coisa já que, fora as vezes em que dormia enquanto tomava banho, ele nunca chegara a demorar muito. Provavelmente foram apenas alguns minutos, mas aparentemente o suficiente para Sanji sentir a necessidade de bater na porta do banheiro. Zoro levantou da banheira sem cerimônia e abriu a porta, dando de cara com o amigo com uma toalha na mão e os olhos não tão discretamente grudados em seu corpo.

Sanji não ia negar que ser rejeitado pelo outro era no mínimo frustrante, mas não é como se ele estivesse sabendo como dar um bom consolo. Admitia que era péssimo naquilo, e ver Zoro sensível era algo muito estranho. Aquela derrota era totalmente diferente de todas as vezes em que ele perdera para Kuina, estava tão frustrado que sequer trocou duas palavras com o loiro, antigamente ele até sorria após perder.

Quando ele foi tomar banho, nada restou senão esperar que terminasse. Os banhos do moreno eram sempre muito rápidos, então ao notar que estava demorando quase o dobro do tempo, Sanji resolveu bater na porta com a desculpa de que ele precisaria de uma toalha ao sair. Só não esperava que a porta fosse aberta e o outro ainda estivesse completamente nu. Ele corou com a visão e não demorou para sentir um volume incômodo na calça apertada e molhada da chuva. Sentiu-se o ser mais desprezível do mundo por desejá-lo naquela situação e ainda mais por se trancar rapidamente no banheiro e debaixo da água quente tocar-se com vontade, pensando no corpo bronzeado do amigo.

Ele tocou-se das formas mais sujas e depravadas, pensando em como Zoro era delicioso e como queria que invadisse aquele banheiro e o fodesse, mostrando quem é que mandava ali. Eram terríveis aqueles pensamentos, Zoro estava em um estado crítico e mesmo assim o loiro não deixava de ser um pervertido. Felizmente, os pensamentos ruins sumiram ao começar a se tocar por trás, imaginando quão incrível seria o corpo maior pressionando o seu contra aquela parede gelada, fazendo o corpo quente sentir aquela temperatura baixa e ter choques térmicos. Aquele pensamento o fez gozar sem muita demora e imediatamente voltar a se sentir sujo e culpado por agir daquela forma. Que culpa ele tinha se Zoro era irresistível?

Sua vergonha o fez permanecer no banho por mais tempo que o planejado. Só iria tomar uma ducha rápida e voltar para o quarto, mas encarar o outro não estava em seus planos tão cedo, então ele só ficou ali se culpando pela perversão.

Zoro aguardava no quarto, estava de olhos fechados na cama, mas sem dormir. Antes que ele tivesse conseguido falar qualquer coisa o loiro entregou a toalha e o expulsou do banheiro, se trancando lá dentro ele mesmo. Maldito cozinheiro maluco. Pelo menos assim ainda teria mais algumas horas para ficar remoendo sua derrota em silêncio, já que o loiro demorava uma eternidade até para tomar uma ducha.

Quando reuniu coragem o suficiente para retornar ao quarto, usando apenas seu roupão verde, se sentou ao lado do outro e Zoro se levantou, ficando bem próximo do corpo do amigo, sentindo o calor que ainda emanava graças ao banho quente que havia tomado.

Sanji ousou abraçá-lo por trás novamente, em uma tentativa bem-sucedida de aquecer o outro, como havia feito quando entraram em casa, mas agora ao invés de fugir ele apenas deixou-se derreter no abraço. Era bastante diferente de antes, ao invés das roupas molhadas atrapalhando e do frio graças à chuva, havia apenas o peitoral do outro contra o seu, o calor da pele branca encostando na morena.

Perceber a entrega imediata em seus braços alegrava Sanji, poderia ficar ali o resto da vida. Acariciar seu cabelo, beijar sua nuca, fazer de tudo para deixá-lo confortável, infelizmente, Zoro não pareceu querer muito seu carinho, pois Zoro se desvencilhou do abraço e virou o corpo de modo a encarar o amigo. E ele estava tão perto. Zoro não estava realmente esperando ficar tão próximo do rosto do outro, mas agora que estava não pôde se conter em levemente acariciar seu rosto, parcialmente pedindo desculpas por ter sido um pouco rude anteriormente. Não sabia exatamente ler a expressão de Sanji, mas imaginava que ele não havia se importado. O loiro basicamente se ofereceria para ser o saco de pancadas de qualquer um que estivesse sofrendo. Fitou seu rosto, a franja mal cobria seu olho, então podia ver seus dois olhos o encarando de volta, tão lindo quanto só ele sabia ser.

O rosto de Sanji imediatamente esquentou e ele ficou envergonhado, porém, quando ia desviar o olhar para fugir daquela situação constrangedora, sentiu a mão grande tocando seu rosto e ela estava tão quente. Zoro o acariciava fazendo seu coração disparar. E ele estava ficando próximo, cada vez mais próximo e próximo, o paralisando por completo. Antes que Zoro se desse conta, estava se aproximando mais de Sanji a cada segundo, até que a distância fosse quase inexistente. Então, quando o loiro menos esperava, sentiu os lábios quentes tocando os seus e parecia que iria explodir naquele momento.

O calor era reconfortante e tudo parecia tão certo que Zoro apenas fechou os olhos e beijou de leve os lábios de Sanji, quase sem se mover. Ele continuou dando leves beijos e sendo correspondido, enquanto sua mão permanecia gentilmente acariciando o rosto do cozinheiro. Seu coração estava batendo tão forte que não duvidava que o outro estivesse ouvindo, tudo por causa de um simples beijo, mesmo que já tivessem feito coisas teoricamente bem piores que isso. Logo suas línguas também se encontraram, o mais lentamente possível e era fantástico. A boca de Sanji era deliciosamente molhada e tinha exatamente o gosto que ele imaginava, mas ainda melhor, como se seu cheiro fosse traduzido para um sabor. E o fato de estarem se movimentando tão vagarosamente estava deixando Zoro estranhamente excitado, porque desta forma podia sentir cada sensação, cada passada da língua do outro pelos seus lábios e pela sua própria língua, e parecia que cada minúsculo toque o inundava de prazer. Logo, ambas as mãos se encontravam no rosto do amigo, o puxando mais para si, para mais perto, desesperadamente sedentas para sentir o quanto pudesse de Sanji, se afogar em sua boca.

Dessa vez, Sanji não deu tempo para ele tentar fugir ou pensar que não era correspondido, o retribuiu da mesma forma no exato momento, sentindo seu coração tentar pular de seu peito. Ou talvez aquele barulho fosse do coração de Zoro. Ele não sabia e não se importava, só queria se entregar de corpo e alma naquela situação. O loiro fechou os olhos e as mãos procuraram desesperadamente a camiseta do outro para puxá-lo contra si, mas a única coisa que encontrou foram os músculos e o peitoral extenso que parecia estar pegando fogo de tão quente. Se agarrou naquele pedaço grande de carne e apertou as mãos, sentindo a parte superior e avantajada do peitoral derretendo em suas mãos. Precisava de apoio para se manter são, precisava puxá-lo cada vez para mais perto para se fundirem.

Aquele beijo era totalmente diferente de todos os beijos que havia dado em sua vida, significava o mundo para ele e não queria que acabasse nunca. A língua hábil do loiro passava pela boca do outro com calma e gentileza, tentando sempre não se entregar aos desejos obscenos e beijá-lo com força. Lento parecia ótimo no momento. Melhor impossível. Sanji não deixou de pensar que se pudesse ter aquele beijo para sempre, abriria mão de tudo, de todas as mulheres, de todos os beijos que daria nelas futuramente. Por Zoro ele esqueceria o quanto amava as mellorines, mesmo continuando a amá-las, apenas para ficar com ele eternamente.

Era o melhor beijo de sua vida e o melhor gosto que já sentira. Nem mesmo em toda a eternidade Sanji conseguiria descrever ou reproduzir o quão perfeito era o sabor dos lábios de Zoro, da sua língua, do seu corpo. E os movimentos lentos o excitavam. O beijo delicioso o enlouquecia. Vergonhosamente o tecido do roupão estava levantado na parte de seu membro e ele só queria dar um tapa nele ou jogar um balde de gelo para que dormisse novamente, nunca havia se arrependido tanto de não ter colocado uma cueca. Quando fora puxado para mais perto, o joelho dobrado do outro encostou em sua ereção e o fez gemer vergonhosamente de surpresa. Não quis que Zoro interrompesse o beijo, então subiu suas mãos até seu pescoço e o segurou no mesmo lugar. Não queria que o maior pensasse que estava só querendo algo sexual com ele, ou que precisassem fazer algo naquele momento, poderiam ficar só se beijando até que suas línguas estivessem dormentes e doloridas, não teria problema em abster-se de seus desejos impuros pelo bem do outro.

Zoro estava se sentindo nas nuvens. Ter perdido parecia tão distante e insignificante enquanto beijava o outro e sentia o corpo quente tão próximo do seu. Ainda mais depois de ter escutado o outro gemendo entre o beijo, não imaginou que os gemidos de Sanji pudessem melhorar ainda mais, mas definitivamente eram bem melhores enquanto estavam se beijando. Ele não poderia deixar de se excitar ainda mais ouvindo o loiro tão carente, especialmente quando ele se agarrava cada vez mais em seu peito a cada movimento que seus lábios faziam. Talvez estivesse tirando proveito do consolo do outro, mas a ereção que sentia contra seu joelho indicava o contrário.

O peculiar era que geralmente o cozinheiro era quem ia para cima dele, se parasse para pensar todas as vezes foram assim. Desta vez, no entanto, Sanji parecia estar se contendo por algum motivo, embora estivesse claramente querendo o mesmo que ele.

Sanji achava que estava dormindo e aquele era um de seus melhores sonhos, só que era tudo real. A temperatura extremamente elevada de Zoro indicava que ele estava ali e que queria fazer aquilo com o loiro. Sua ereção pulsava e estava vergonhosamente melada e tudo que podia fazer era aceitar as carícias do outro enquanto o beijava com todo amor e carinho. Ser atacado por Zoro era estranho, normalmente esse era seu trabalho, mas de longe não estava gostando, na verdade estava amando. Saber que era desejado da mesma forma que o desejava era incrível.

Sem interromper o beijo, Zoro se livrou da peça incômoda que o outro vestia, bem devagar como se estivesse pedindo permissão, para caso o outro não estivesse de acordo apenas impedi-lo quando quisesse.

Não havendo nenhum protesto o roupão foi devidamente retirado do corpo magro, e o que sobrou foi apenas Sanji completamente exposto. Sabia que o loiro estava longe de ser tímido, pelo contrário, adorava se exibir quando tinha a oportunidade, mas aquela era a primeira ocasião em que estava tão despido assim. Claro, já havia visto o loiro quase inteiramente sem nada, mas devido à natureza afobada e não planejada das ocasiões em que ficavam a sós, sempre acabava sobrando uma camisa, calças até os joelhos, nunca estava sem nada propriamente. Abraçá-lo daquela forma, sem nada entre os dois, encostando-se diretamente fazia seu corpo ficar em brasa. Só queria continuar assim e nunca desvencilhar o corpo menor do seu. Enquanto seus peitorais estavam colados e ainda se beijavam, suas mãos grandes tocavam toda a extensão das costas do loiro, sentindo cada músculo e cada osso proeminente. A falta do roupão também permitia que sentisse a ereção descoberta do outro roçando diretamente sobre si, o que fazia sua própria cueca ficar cada vez mais apertada. Adorava sentir o tesão do outro, saber que o pervertido estava gostando de ser abusado.

Ao ser exposto, Sanji desviou o olhar constrangido, sem saber bem como agir naquele momento. Não queria se jogar em cima do outro, queria deixá-lo fazer tudo lentamente. O peitoral largo de Zoro era pressionado contra o seu e ele jurou que um dia abusaria daquele corpo da mesma forma que estava fazendo com o seu. E seu pau pulsava muito, porra, estava tão quente e molhado. Os toques do outro o fazia estremecer, não era justo aquilo. Queria tocá-lo também, apenas beijar não era o suficiente, mesmo que fosse o melhor beijo da sua vida. A língua do moreno era quente e deliciosa, por mais que não parecesse saber muito bem o que fazia, era perfeito e Sanji sempre tentava guiar sem invadir muito o espaço alheio. Era bom e ele poderia facilmente gozar só com um beijo.

Não se contendo mais com o ritmo em que estavam se beijando, Zoro começou a se desesperar por mais contato, mais velocidade, e já invadia a boca do loiro menos timidamente, ainda que desajeitado. Sanji ainda o conduzia, mas deixava o restante a seu critério, fazendo o sangue de Zoro esquentar ao pensar que poderia fazer qualquer coisa com o corpo menor.

Com esse pensamento em mente, empurrou o corpo de Sanji não tão delicadamente contra o colchão, ficando por cima, e talvez se já tivesse feito aquilo alguma vez na vida tivesse apenas o fodido sem cerimônias como ele merecia. Mas, não sabia completamente o que fazer, só sabia o que era bom para si e sabia que queria tocar o amigo e fazê-lo se sentir bem também.

Contra o colchão, o loiro não poderia ficar mais entregue. Aquele era um desejo dele desde que descobriu o quanto desejava fazer amor com o marimo, o quanto precisava ser penetrado por ele e parecia que tudo se encaminhava para o ato final. A junção de todas as sensações estava sendo muito para ele, não sabia se aguentaria levar aquilo muito adiante. Sanji era um pervertido e seu corpo era ainda mais.

Por um momento, apenas ficou admirando bobamente o tórax de Sanji, por pouco não literalmente babando em cima do outro garoto. Sanji gostava de como Zoro olhava para seu corpo, parecia que ele o desejava tanto que o fazia estremecer. Era bom ser olhado dessa forma, saber que alguém te deseja tanto que poderia babar de tão admirado. Ele era magro e os poucos músculos em seu corpo não chegavam nem aos pés dos de Zoro então poderia se envergonhar daquilo, porém, era o contrário. A diferença entre os dois o agradava muito. Ficar por baixo era perfeito quando um homem grande pressionava seu corpo contra o móvel, mas não servia qualquer homem, precisava ser o marimo. Ele estava tão excitado que não conseguia nem falar.

Zoro se abaixou até os lábios ainda molhados de Sanji e o beijou mais uma vez rapidamente, trocando em seguida sua boca pelo seu queixo, seu pescoço, clavícula e finalmente seu peito. Ele já devia ter visto Sanji tocando a si mesmo naquela área dezenas de vezes, então talvez sua experiência visual o ajudasse a ter mais confiança no que fazer. Sem enrolar muito alcançou um dos mamilos rosinhas do loiro com a boca, talvez um pouco de supetão demais pela reação que recebeu, e o sugou entre seus lábios, pressionando com força entre os dois. Se manteve ali, se deliciando com cada pequeno tremor do corpo do outro e com o jeito como ele se arqueava cada vez mais em direção a si.

Ser atacado por todo seu corpo era maravilhoso, parecia que seu mais vívido sonho se tornava real e ele desfrutava das consequências. Ele gemia vergonhosamente a cada toque do outro e se odiava por ser tão entregue. Sanji se odiou por ser tão sensível ao ter os mamilos atacados. Aquele gemido que escapou era totalmente diferente dos anteriores, a surpresa estava estampada em seu rosto, mas não demorou para voltar a ser entregue e ficar só a apreciar o que lhe era oferecido. Ele realmente ia gozar, aquilo estava passando dos limites.

Zoro nunca entenderia como uma parte tão minúscula e aleatória do corpo pudesse provocar reações tão intensas em Sanji. Sentia o pau do loiro melando cada vez mais sua perna e só pensava no quanto queria tocá-lo ali. Abandonou precocemente o mamilo que chupava e impulsivamente estendeu a mão para tocar.

Agarrou o membro com mais força do que pretendia, apertando-o sem querer e se xingando mentalmente por ser tão desesperado, embora o outro não parecesse estar incomodado. Um gemido frustrado pôde ser ouvido quando Zoro abandonou seus mamilos, no entanto, não precisou implorar para voltar a ser tocado, porque o moreno agarrava seu pau e o apertava. Sanji já não aguentava mais, ele definitivamente ia gozar.

— Me mostra como. — Ele falou, pegando uma das mãos do loiro e colocando em cima da sua, começando a se mover lentamente e esperando que o outro regulasse seu ritmo.

Todo seu corpo estava em chamas e tudo piorou incontáveis vezes mais ao ouvir aquela voz banhada em luxúria pedindo para que o mostrasse como fazer. Era vergonhoso, mas, sua mente não raciocinava o suficiente para não mover as próprias mãos em cima da mão de Zoro começando a se tocar. Ele precisava gozar naquele momento ou suas bolas iriam explodir.

O cozinheiro mostrou como fazer, apertando a mão de Zoro e a movimentando na velocidade que mais o agradava. Os movimentos se tornaram repetitivos e quando notou que o outro havia aprendido bem como fazer, ele soltou a mão do alheia e deixou que ele fizesse sozinho. Sentia a textura da mão grossa se esfregando em seu pau, os calos apertando a pele sensível e toda aquela mistura era mais que perfeita. Ele começou a mover o quadril contra a mão do outro e as suas duas mãos subiram até seus mamilos rosinhas e começaram a rodeá-los e apertá-los. Talvez houvesse uma pequena provocação naquele ato, infelizmente não estava racional para realmente perceber. A saliva molhada do outro ainda estava em seus mamilos e Sanji se abusou daquilo, sentindo os dedos deslizando com bem mais facilidade do que quando fazia sozinho. Era delicioso.

Pateticamente, com apenas mais alguns movimentos e investidas contra a mão do outro, o loiro sentiu seu limite e não se negou aquele orgasmo maravilhoso, gemendo alto o nome do moreno e gozando muito na mão dele. Ele ficou ofegante, seu rosto estava tão quente que parecia estar com febre, mas tudo aquilo era só o resultado de seu mais imenso prazer. Seu corpo tremia e sentia alguns espasmos deliciosos percorrendo-o por completo, obrigando-o a fechar os olhos e se forçar a respirar fundo. Estava com a respiração horrível e queria chorar de tão bom que aquilo fora.

Sanji parecia que ia ter um infarto. Ao menos era assim que Zoro via, de todas as vezes que viu o amigo gozar aquela com certeza era a mais escandalosa e vocal de todas. Zoro não sabia se ficava excitado ou envergonhado em ouvir seu nome saindo da boca do outro tão indecentemente, alto o suficiente para qualquer vizinho ter ouvido. O gozo branquinho do amigo melava sua mão morena pela primeira vez, e Zoro não conseguia desgostar daquilo.

Estava um pouco puto pelo loiro ter gozado tão rápido, justo quando ia fazer o que queria com ele. Maldito pervertido que não conseguia durar um minuto. Zoro queria chupá-lo pela primeira vez e não teve a oportunidade porque o outro gozou antes que tentasse. Queria ver o outro se desmanchando em sua boca, vê-lo num estado tão entregue e vergonhoso quanto o outro sempre o deixava, e não era justo que não conseguisse...