My Sweet Love - HIATUS
3 Rose e o emprego
- Você mudou amiga. — eu disse abraçando fortemente minha melhor amiga. Rose. – Está a cada dia, mais bela.
Rose era aquele tipo de garota, líder de torcida. A menina prodígio. Miss universo e mais um pouco. Ela era tudo isso e mais um monte de coisas, mas eu que a conhecia melhor que ninguém sabia quem ela realmente era. Era somente Rosalie Hale, minha melhor amiga, dona de um coração de ouro, doce, mas amarga com alguns caras, e ainda assim miss universo.
Ganhava todos os concursos de beleza quando estudávamos juntas, e como sempre, nunca ligava para isso. Ela só queria festejar dar risadas e comer muito cachorro quente com mostarda. A palavra mostarda era sempre acompanhada de Hale. Mostarda Hale. Era essa nossa piadinha interna. Foi dessa brincadeira e de uma boneca que surgiu suas longas e onduladas cabeleiras loiras. Quando menor, vivia fazendo chapinha, e tinha o cabelo castanho escuro. Dizia que garotas loiras eram barbies falsificadas.
E não deu outra, sua tia-avó lhe deu de natal uma Barbie completamente loira, com algumas ondulações. Junto dela vinha um carrinho de cachorro quente, com minúsculos tubinhos de maionese, ketchup e mostarda. Rose estranhou no início, afinal ela tinha 15 anos, e não ganhava mais nenhum presente deste tipo. Mas a paixão foi instantânea. Não brincava com a boneca, mas no outro dia, ela já estava na sua estante do quarto. Semanas depois, apareceu na minha casa completamente loira e com o cabelo sem chapinha. Eu sempre achei, que ela já era linda quando morena, mas depois de toda essa transformação eu comecei a pensar que a Barbie havia sido inspirada nela.
- Vejo que também mudaste! – ela soltou-se do abraço e me olhou com os olhos marejados – Você não faz idéia da saudade que eu senti de você. E quem está cada dia mais bela, é você senhorita!
- Eu também senti muita falta sua! E eu não mudei nada, continuo a mesma.
- Que mentira mais cabeluda! Sua áurea esta tão radiante, sua pele super branca, e deixou os cabelos crescerem! Impossível estar mais linda.
- Obrigada! – ela pegou em minha mão e me levou até o sofá de seu apartamento. Depois de ter estudado que nem uma louca e terminado o ensino médio. Conseguiu entrar na faculdade de Stanford. Ela seria pediatra, amava crianças. E seu maior sonho era ser mãe. Só precisava achar o homem ideal.
- E como anda as coisas com a faculdade? – tínhamos muitas coisas para colocar em dia.
- Estão ótimas. Eu estou amando. – era notório o brilho em seus olhos ao falar da futura profissão — É um pouquinho puxado, mas isso já não importa mais.
- Fico feliz por você – sorri demonstrando como eu estava bem em saber da vida dela — Mostarda Hale!
- OMG! – ela começou a rir alto, batendo os pés no chão – Eu já tinha me esquecido completamente disso. Nossa piadinha interna.
- Eu já tava sentindo falta de te chamar assim.
- E eu de escutar!- ela sentou-se ao meu lado no sofá me abraçando fortemente outra vez – Oiiiinnn amiga, você não faz idéia de como eu sentia sua falta. Eu chorei por meses.
- Tudo bem Rose, agora eu estou de volta. E as coisas irão melhorar.
- Eu queria muito te ver depois da mort...
Ela soltou-me, olhando para suas mãos. Eu não tocava naquele assunto com ninguém, nem com minha avó. Mas já me sentia plenamente bem para conversar com ela.
- Depois da morte dos meus pais. Eu já superei. – ergui seu queixo lhe mostrando como eu havia aceitado aquele fato. Rose estampou no rosto um sorriso singelo.
- Mas então vamos mudar de assunto. Pois a partir de hoje, só haverá alegrias na sua vida!
- Estou contando com isso!
Passamos o resto da tarde, fofocando e colocando as novidades em dia.
Rose me enviava de vez em quando cartas, contando como estavam as coisas. E numa delas, ela comentou sobre Emmet, o carinha forte e desmiolado que havia aberto seus olhos, e a feito enxergar o mundo de outra forma. Disse que pretendia tornar-se futura esposa dele. Eu nunca havia visto-a tão apaixonada. Estava com 20 anos agora, cabeça feita, planos formados e quem sabe futuramente família completa. Combinamos de um dia, nos encontrarmos para almoçar. Assim ele levaria seu amor, e mais um casal de amigos que havia feito na faculdade. No momento eu me senti como se estivesse indo para segurar vela. Mas lembrei que era Rose, que me fazia aquele pedido. Eu não negaria nunca, e pagar de vela por uma tarde não mataria ninguém.
- Você tem lugar para ficar? – eu estava torcendo para que ela não me perguntasse isso. Sempre que me faziam uma pergunta desse tipo, parecia que estavam com pena de mim. E eu não queria isso.
- Tenho.
- Onde?
- Eu cheguei ontem Rose, passei a noite passada num hotel meia boca, que encontrei pela cidade. Mas fiquei a manhã toda procurando um lugar para ficar fixamente.
- Você sabe muito bem que aqui em casa, você será SEMPRE muito bem vinda.
- Eu sei. Mas você melhor do que ninguém me entende. Eu odeio piedade. – ela retorceu o rosto em forma de desaprovação, então tratei logo de justificar o que havia dito – Claro que esse não é seu caso, eu nunca pensaria isso de você.
- Acho bom! – ela riu.
- OK!
- Alice, eu ACHO que te compreendo quase completamente. Sei que esta numa fase nova de sua vida, e que precisa primeiro de tudo se estabelecer emocionalmente. Mas não hesite em momento algum em pedir minha ajuda. OK?
- Obrigada Rose – a abracei, deixando algumas lagrimas escorrerem – Eu não sei o que seria de mim sem você.
- Você continuaria igual. Só a Pipoca Brandon não existiria!
- OMG, eu já tinha esquecido completamente. Como você lembra?
- Ah, eu tenho memória boa! – ela sorriu, segurando minhas mãos – Do que a gente estava falando mesmo?
- ROSE!
Comecei a rir, junto com ela. Antigamente, Rosalie era amarga, braba e desprezava quase todo mundo. Mas como tudo tem sempre dois lados, foi só Emmet aparecer em sua vida, que a coisa virou do avesso. Ela sempre gostou de rir e fazer piadinhas, mas isso era só com os mais íntimos. Agora, que ela havia achado sua inspiração, seu “palhacinho” particular, estava mais dócil, amigável e com um semblante mais radiante.
- Desculpe Ali, eu às vezes não me contenho. E solto algumas bobagens. – ainda estávamos rindo, mais calmamente agora.
- Não se preocupe Rose, fazia muito tempo que eu não ria.
- Eu notei amiga. Sua face esta começando a enrugar! – ela mexia minhas bochechas pra cima e pra baixo – O que eu te disse Marie Alice Brandon? Rir é o melhor remédio, PARA TUDO.
Largou minhas bochechas e levantou-se, andando graciosamente pela sala. Mandando beijos e largando alguns sorrisinhos para o “público” invisível. Depois de dar algumas passadas pela sala, parou na minha frente, colocou as mãos na cintura e bateu um pé no chão.
- Viu? Você se chama MARIE ALICE BRANDON! – pegou em minhas mãos, me levantando e parando bem a minha frente. – A garota mais linda que eu conheço minha melhor amiga, a pessoa que faz a pipoca mais gostosa do mundo. Aquela que vai às festas, deixa os caras babando e, acima de tudo, é diva!
- Acho que algumas coisas mudaram Rosalie.
- MUDARAM COISA NENHUMA! EU QUERO SER UMA VACA SE VOCÊ MUDOU! – ela me puxou novamente para dessa vez me sentar ao seu lado – Eu sei a solução para tudo.
- Sabe? – fiz cara de espanto, para brincar com ela – Ta esperando o que para me contar vacona?
- Você precisa arranjar um namorado!
- Eu vou fingir que não ouvi isso! – cruzei os braços e a olhei.
- Estou falando sério Ali. Você sabia muito bem como eu era antes de encontrar Emmet. E olhe agora, mais calma, alegre e feliz.
- Isso se deve as noites de sexo! – brinquei, tirando uma com sua cara.
- Oh, isso é verdade! – ela me olhou sugestivamente.
- OMG! Eu não acredito que você esteja falando que eu preciso de SEXO, e não de um NAMORADO!
- Minha querida, uma coisa leva a outra. Se você arranjar um namorado, você vai arranjar sexo também.
- Rose, se eu não te conhecesse tão bem. Diria que você dá, três vezes por semana.
- Quatro. – ela falou – Às vezes cinco.
Eu estava espantada com ela. Rose nunca se mostrou tão fogosa. Pelo que ela me falava, Emmet era perfeito para ela. E bom. O que minha opinião poderia fazer? A vida é dela, faz o que quiser e na hora que quiser, e com quem quiser.
- O que foi? – mexeu os ombros em forma de interrogação – Eu não tenho culpa! Ele é gostoso demais. É difícil me controlar.
- Eu não quero nem imaginar!
- OMG! Eu não te contei não, é? Esses dias, o vizinho ligou para á policia, dizendo que estava escutando batidas fortes na parede, com alguns gritos e tal. Ele pensou que meu namorado estava metendo a minha cabeça na parede. Ou seja, tentando me matar.
- Eu imagino qual cabeça era e onde ele estava metendo.
- Exato! Você esta certa! – ela riu, mostrando aqueles lindos dentes brancos.
- OK Rose! Eu irei seguir seu conselho. Depois que tudo se acertar, eu me resolver. Eu arranjo um namorado. Mas não só para sexo, sim para me fazer bem. OK?
- Quem sabe, um namorado não seja a solução para todos os seus problemas?
- Tomara que você esteja certa. – beijei sua bochecha, peguei minha bolsa velha encima da mesa de centro, me despedindo dela.
- Mas é tão cedo Ali! Por favor, fique mais? – ela pediu segurando minha mão, na frente do elevador.
- Eu preciso achar um emprego Rose, preciso mesmo ir! – beijei sua bochecha novamente e lhe dei outro abraço.
- Então eu posso marcar aquele almoço, para esse fim de semana?
- Claro que pode! – entrei no elevador, dando tchau.
- ADOREI SEUS CABELOS COMPRIDOS!
Sozinha dentro daquela cabine pequena, eu ri. Rose era inigualável. Fazia anos que eu não ria dês do dia em que fui embora. Nenhum sorriso ou gargalhada despontava em meu rosto. Eu não tinha casa, não tinha dinheiro suficiente, e não tinha emprego. E apesar de tudo isso, eu já me sentia em casa. Vire-me e dei de cara com o espelho do elevador. A minha imagem pálida apareceu na minha frente.
Era estranho lembrar-se de mim mesma há uns quatro anos atrás. Eu era mais baixinha, mais cheinha, mais moreninha, com os cabelos mais curtinhos. Sempre acima do ombro. Minha pele sempre lisa, e meus olhos dum tom de azul clarinho. E eu era mais feliz.
Hoje eu era alguns centímetros mais alta, mais esbelta, mais branca, com os cabelos mais compridos. Agora sempre abaixo dos ombros. Minha pele já continha algumas esfoliações, e algumas marquinhas. Mínima coisa. Já meus olhos, haviam adquirido um tom de azul mais escuro. E estou menos feliz.
Isso era a única coisa que havia mudado drasticamente na minha vida.
Esperando o elevador chegar ao hall de entrada, olhei no relógio, constatando que já era 18h20min. Era quase impossível arranjar um emprego àquela hora. Desanimada e sem vontade alguma, sai do prédio. Olhei para os meus dois lados. Vazios. Não havia quase ninguém na rua. Algumas lojas fechadas, e outras fechando. Peguei o rumo do hotel, e conforme a loja, restaurante, qualquer estabelecimento que eu enxergasse, eu dava uma checada. Para ver se achava algum anuncio de emprego.
Estava a apenas algumas quadras do hotel, e já tinha recolhido alguns panfletos. Quando minha barriga deu uma pequena roncada. Eu não queria gastar dinheiro num restaurante, e nem comer um lanche. Dobrei a esquina, tentando achar algo fácil, barato e rápido, e naquele instante, um aroma forte, adocicado e muito gostoso de café me atingiu.
Minha mente foi invadida pela imagem do dia anterior. Da loja de doce e do garoto da vassoura.Fazia três anos que eu não ia para aquela cidade, já não a reconhecia como antes, não saberia dizer onde tal coisa ficava como a palma da minha mão. Mas aquele cheiro de café me guiou até a loja, que era totalmente fora do percurso original. Se era a mesma loja de doce do dia anterior, eu não sabia. Mas que o cheiro estava me atraindo demais, isso ele estava. Segui o cheiro, no intuito de encontrar o estabelecimento ainda aberto.
Após andar mais alguns minutos, parei na frente da FuZZiwig’s – Candy Store. A mesma loja de ontem.O cheiro estava mais forte ali. E do mesmo modo que eu havia feito na noite anterior, grudei as duas mãos no vidro e enquadrei meu rosto entre elas. A mesma luz estava acesa, as cadeiras do balcão colocadas para cima, havia uma vassoura encostada na caixa de som, e este mesmo ligado. Não enxerguei ninguém por alguns minutos, até que um homem de estatura alta,cabelos loiros, quase grisalhos e um pouco musculoso saiu de uma das portas do fundo. Desencostei imediatamente do vidro, não queria que ele me visse. A não ser que fosse o garoto. Mas não era.
Dei as costas para a porta, novamente com meu estomago roncando. Eu estava começando a ficar tão concentrada nos meus pensamentos, que não escutei a porta ser aberta, e meu corpo congelar. Com medo de que o homem pensasse algo errado de mim. Isso ocorreu numa fração de segundos, num eu estava congelada no lugar e no outro eu já apertava meus olhos, me xingando mentalmente e me movendo novamente.
- Ei! Você esta com fome?
Escutei aquela voz suave e bonita. A mesma que havia me entretido por alguns instantes, enquanto a chuva passava.
- Esta tão na cara assim? – me virei, dando de cara com aqueles olhos verdes. Duas esmeraldas brilhantes, e um sorriso de arrancar suspiros. Ele estava quase igual. Parte de cima do cabelo presa para traz, calça jeans escura e uma camiseta alaranjada com o emblema da loja na frente.
- Na cara não esta. Mas... Eu pude escutar o roncar de seu estômago!
- Que vergonha! – ri ao imaginar o que ele poderia estar pensando de mim.
- Você... Você não gostaria de entrar? Aposto que veio aqui porque sentiu o cheiro do café?
- Como você acertou? Acho... Acho melhor não. Eu não quero atrapalhar.
Apontei para o senhor que estava atrás do caixa contando dinheiro e organizando o balcão.
- O Sr. Cullen? Imagina, ele é o dono da loja. Ele não se importaria de ter sua companhia aqui! – ele coçou a cabeça, e deu um sorriso torto – E nem eu.
Senti minhas bochechas arderem levemente.
- OK! Eu acho que entrarei um pouco.
____x____
- Não brinca Sr.Cullen! O senhor parece ser tão mais novo!
- Pode me chamar de Carlisle, querida. E sim, eu tenho 39 anos.
- Tudo bem. Carlisle.
Após ter entrado na loja, Jasper foi e colocou uma musica. Voltando e ajeitando um banco para eu sentar na frente do balcão. Fiquei um pouco com vergonha, eu não conhecia o dono da loja. Não saberia como ele iria me aceitar e nem se iria me chutar de sua loja. Mas sua reação e a minha foi totalmente diferente. Logo que me viu sentada no balcão, veio-me cumprimentar, com um sorriso enorme no rosto. Ele era lindo demais. Comecei a imaginar que ele poderia ter sido modelo, ator, cantor. Qualquer coisa que envolvesse beleza excessiva. Mas para o meu espanto, ele era apenas um simples dono de uma loja de doces.
Fazia mais de meia hora que estávamos os três ali, sentados. Conversando, rindo muito, e tomando aquele delicioso café especial que só Jasper sabia fazer. Carlisle pegou no balcão de comida, uma bandeja, cheia de biscoito de queijo. Eu já estava estranhando, tudo que tinha dentro daquela loja, era gostoso. As comidas, as bebidas, os aromas, as músicas. Eu não podia deixar de pensar que o dono e o atendente também eram gostosos.
Ri internamente com aquele meu pensamento. Eu mal os conhecia, e já estava pensando neles como um pedaço de cookies. O Sr. Cullen, era um homem muito sábio, bem humorado e muito gentil. Serviu-me mil e uma coisas, e não deixou um minuto que o assunto acabasse. Jasper também estava sendo muito atencioso comigo, e sempre que dava estava ajeitando alguma coisa pela loja.
- Senhores! – levantei-me e me direcionei a porta – Foi um prazer conversar com vocês.
- O prazer foi todo nosso, Alice. A senhorita é uma companhia inigualável! Espero vê-la novamente aqui. – Carlisle falou.
- E verás! – dei tchau para ele – Tchau Jasper, obrigada por hoje e por ontem!
- Não tem de que! Como Carlisle disse, sua companhia é inigualável!
Acenei com a mão um tchau e fui saindo da loja, quando uma idéia louca me veio na cabeça. Fiquei uns segundo parada na porta pensando se deveria ou não fazer aquilo. Quando lembrei, que não custaria nada tentar. Entrei na loja as pressas, encontrando Jasper varrendo o chão e Carlisle novamente no caixa. Os dois pararam de fazer o que estavam fazendo e me olharam com rugas de interrogação no rosto.
- Esqueceu alguma coisa querida? – Carlisle me perguntou.
- Bom... Na... Eu... Eu queria saber, se o senhor não precisa de mais uma ajudante para a loja? – enquanto eu analisava suas expressões, comecei com meu tique nervoso nas mãos, estralei todos os meus dedos. E notei Jasper também inquieto no seu canto.
- Oh, que isso Sr. Carlisle! – Jasper largou a vassoura num canto e veio parar na minha frente, sorrindo – Não seria uma má idéia ter mais uma ajudante.
- Eu não sei Jasper, eu não vejo necessidade!
- Bom, eu vejo. Eu fico aqui quase o dia todo. E é corrido demais atender todos os clientes. Com uma pessoa a mais isso ficaria mais fácil, e o atendimento melhoraria! Melhorando a freguesia.
- Sr. Carlisle não prec... – eu ia responder que não precisava aceitar por piedade, eu encontraria outro emprego. Mas fui interrompida por Jasper.
- E, aliás, estamos falando de Alice. Não de qualquer outra! – ele sorriu e piscou para mim, me fazendo esquecer o verdadeiro motivo de estar ali.
- Tudo bem, tudo bem! – Carlisle largou o pano encima do balcão e apoiou as duas mãos enquanto me olhava sorrindo – Esta contratada Alice. Começa amanhã pelo turno da manhã.
- Obrigada Sr. Cullen! – corri até onde ele estava e lhe dei um beijo na bochecha – Obrigada mesmo.
Voltei para onde estava antes e, abracei fortemente Jasper, dizendo vários, “obrigada”. Beijei sua bochecha demoradamente, e só então fui me tocar do que estava fazendo. Pela segunda vez naquele dia senti minhas bochechas queimarem. Andei de costas até a porta, sendo observada por ele, que sorria meio bobo.Acenei novamente e apenas com os lábios formulei a palavra “tchau”.
Sai da loja, sentindo aquele vento frio bater na minha face, trazendo junto de si o cheirinho de chocolate. Apertei minha bolsa contra meu corpo e com um sorriso quase rasgando meu rosto, fui em direção ao hotel.
Notas finais
Gostaria que comentassem mais
Beiijãao! até o próximo cap!
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