My Sweet Love - HIATUS
4 Primeiro dia de trabalho
Aquela noite, meus pais habitaram os meus sonhos.Eu sempre acreditei que quando as pessoas morriam, e de certa forma apareciam em seus sonhos, eram uma maneira menos dolorosa de enviarem suas mensagens.Eu não costumava sonhar frequentemente com eles, mas sempre que isso acontecia, a primeira coisa que eu fazia ao acordar era fechar os olhos e tentar decifrar a mensagem.Muitas vezes eu parava e dava altas gargalhadas. Pois se eu contasse para alguém sobre essa minha idéia que eu tinha dos sonhos, iriam rir de mim. Mas com o tempo descobri que fazer aquilo, o meu momento de reflexão, era uma maneira de passar mais um tempo com eles, com meus pais. Era o meu jeito de me sentir menos só. Era fazendo aquilo, imaginando que eles estavam presentes num mundo próximo ao meu, ou aquela ilusão deles estarem viajando, ou morando em outra cidade, me animava a cada manhã.
Eu sabia que aquilo, era quase como um grau, ou até mesmo um sintoma para me classificarem como louca. Porém eu não ligava, era a minha vida. E se eu tivesse que ser louca, para me sentir mais próxima deles, eu seria.Sentei-me na cama, e prendi o cabelo num coque mal feito; esfregando o rosto para me acordar totalmente. Hoje era meu primeiro dia de trabalho. O nervosismo rolava solto dentro de mim. Eu queria que desse certo. Tudo, o trabalho, os amigos, a minha nova vida. Eu havia adorado aquele lugar, era aconchegante, e tinha o melhor cheiro de todos; chocolate. Sr. Carlisle era um doce de pessoa, assim como sua loja. E bem, Jasper, eu não sabia bem o que pensar dele ainda. Só sentia que ele tinha um “Q” a mais. Talvez fosse aquelas suas duas esmeraldas, ou a forma como prendia o cabelo; ou até mesmo o seu sorriso inebriante.Tomei um banho meio demorado. E me arrumei devidamente, para me apresentar no primeiro dia de trabalho. Não era porque eu havia ficado pobre, que deixei a moda de lado. Eu havia feito alguns cursos de costura quando a situação apertou. Por isso, muitas vezes customizei minhas próprias roupas, bolsas, e algumas jóias. A maioria das pessoas gostava e ficava admirada quando eu dizia que eu mesma havia fabricado. Outras até me indicaram lugares, onde eu poderia abrir minha própria linha de roupas. Mas eu sempre dizia que isso era algo passageiro, que minha vida era outra. E que eu não tinha tempo de sonhar tão alto. Porém, quem sabe um dia. Nunca se sabe o amanhã.Coloquei uma baby look amarelinha, uma calça jeans desbotada; elas eram minhas favoritas; e uma casaquinho preto,confeccionado por mim mesma. Uma bota preta sem salto, duas argolas nas orelhas, e maquiagem simples no rosto. Peguei minha maxi bolsa, algum dinheiro e tranquei o quarto. Entregando a chave do quarto na portaria do hotel e recebendo um aviso.- Senhorita Brandon. – olhei para o recepcionista – Sua estadia aqui termina esta noite.- Já? – ele assentiu com a cabeça – Eu achei que tivesse mais alguns dias.- A senhorita, reservou o quarto por apenas duas noites.- Obrigada.Eu havia esquecido completamente, que havia reservado o quarto por apenas três noites. Pois eu pensava, que já teria tido tempo suficiente para encontrar um imóvel para morar. Mas não; todos eram caros; e conforto era algo que não entraria no meu dicionário por algum tempo.____x____Já na esquina da loja, eu sentia o cheirinho que saia daquele lugar. O vento vinha e trazia sempre novos aromas. Eu já tinha conseguido sentir o cheiro de pipoca, chocolate, baunilha, e aquele maravilhoso café.Abri a porta da loja, e ela ainda estava vazia. Jasper passava pano encima de algumas mesinhas que havia no fundo, e Sr. Carlisle ajeitava as guloseimas que ficavam nas prateleiras. Os sininhos que ficavam acima da porta, soaram, anunciando a minha chegada.- Bom dia Alice! – Carlisle veio a meu encontro, com um sorriso sincero no rosto.- Bom dia Sr. Cullen! – lhe cumprimentei com um aperto de mão.- Sem o “Sr. Cullen”, apenas Carlisle. – colocou a mão nas minhas costas e me guiou até o balcão central – Pronta para seu primeiro dia de trabalho?- Com toda certeza! – bati palmas, mostrando o meu entusiasmo; e escutei Jasper dar uma leve risadinha.- Acho que toda essa sua energia, será muito bem vinda aqui na loja!- Tomara que sim!- Não só a energia, como a beleza também. – escutei Jasper falar. Mas parecia que era mais para si mesmo, do que para nós.- Desculpe Jasper, falaste algo? – Carlisle perguntou, interrompendo seu serviço.- Eu? Não, não falei nada! – vi suas bochechas ruborizarem levemente, e logo em seguida voltou a limpar o resto das mesinhas.- Você ouviu? – perguntei a meu novo chefe.- Ouvi. – ele deu um pequeno sorriso – Sabe, Jasper é uma ótima pessoa. Raramente ele se da bem de cara com alguém, pois o consideram muito emotivo e em certo ponto fechado. Então, considere-se com sorte!- Sorte? Por quê? - Porque foi ele que conseguiu o emprego para você. - Como assim? Eu sei que ele deu uma força...- Eu confio plenamente nele, e para ele querer você dentro dessa loja; é porque você realmente deve ter algo de especial.
O que era aquilo tudo? Eu não havia entendido nada. Jasper não parecia ser uma pessoa fechada, e nem muito menos emotiva. Ele era calmo, bonito e transparecia uma sinceridade incrível. Pelos poucos minutos que eu estava ali; e que havia passado dias antes; pude perceber que Carlisle tinha muita confiança em seu empregado. Mas não imaginei que com apenas algumas palavras ele iria do nada contratar uma pessoa totalmente desconhecida. E eu? Ter algo de especial? Isso era novo para mim. Nunca fui considerada uma pessoa incrível, nem a melhor aluna da classe, muito menos especial. Eu já ia fazer, novas perguntas sobre o assunto para Carlisle, quando ele interrompeu a linha do meu raciocínio me mostrando o que eu iria fazer na loja.- Alice, creio que sabes lidar com contas. – afirmei com a cabeça – Então, pelo resto desta semana você ficara no caixa. – ele me colocou atrás do grande balcão – Não tem mistério querida, são pequenas quantias; a maioria das pessoas paga com moedas. Isso será quando comprarem guloseimas. Mas quando pedirem algo mais caro, como os cafés, e algumas tortas, a quantia será maior. Mas também não há mistério, Jasper anotará todos os pedidos, e depois lhe passara a notinha; os preços estão todos aqui. – ele colocou a mão dentro de uma gaveta e tirou um papel plastificado, com vários desenhos de doces, e me entregou. Era a tabela de preços.- OK!- Qualquer coisa ou dúvida, peça ajuda para Jasper; ou para mim, que estarei dentro daquela sala. – ele sorriu, colocando a mão em meus braços – Quando a loja estiver para fechar, e a clientela for pouca; conversaremos. OK?- Novamente obrigada Carlisle pela oportunidade. Eu estava muito precisando de um emprego.- Eu não conheço sua história pequena, mas posso lhe garantir que não lhe dei este emprego por pena. E sim, por ter certeza de que Jasper escolheu bem.Ri da sua ultima frase, e ele me deixou decorando alguns preços. Meu colega de trabalho já havia acabado a parte da limpeza; foi até o som e colocou um CD. MÚSICA – (Unwritten — Natasha Bedingfield)Uma música alegre e contagiante começou a tocar. Ele abaixou o volume, dando a loja um ar de serenidade e lhe tornando convidativa. Abriu as cortinas, balançando o corpo conforme a batida da música e depois veio até mim.- Venha comigo, tenho algo para lhe dar.- Para me dar? – o segui até onde ficava o estoque da loja.- É quase que nem um presente.- Um presente? – perguntei estranhando o tal presente que poderia ser.- É, tipo um presente de boas vindas. - Sério?- Sim! – ele riu e abriu um armário, tirando de lá de dentro duas sacolas, e as estendendo a minha frente – Feche os olhos.- Por quê?- Para não estragar a surpresa, ué! – ele tinha no rosto um sorriso sapeca. Ri e fechei os olhos – Agora escolha, direita ou esquerda?- Hum...eu quero a esquerda!- Ótima escolha. Era a que eu havia escolhido para você. – ele riu.- Posso abrir os olhos agora? – eu queria ver o que era.- Ainda não. Posso pegar seu casaco? - Claro!O senti dar a volta, e ficar atrás de mim, colocando as mãos nos meus ombros e tirando meu casaco. Batuquei os dedos na lateral do meu corpo, esperando finalmente à hora de abrir os olhos. Um pacote foi rasgado, e Jasper já estava a minha frente.- Agora, por gentileza, erga os braços. – como se eu fosse uma criancinha, os ergui e esperei; até que senti algo macio escorregar pelos meus braços e prender na minha cabeça. – Pode abaixar os braços. – lentamente abaixei, e burlando sua regra de não olhar, abri os olhos e me deparei com um pano escuro a minha frente, eu não enxergava nada, e se enxergasse era um borrão de Jasper na minha frente. Suas mãos delicadamente passaram o pano escuro pelo meu rosto. Ele havia me colocado um blusão. Eu me sentia toda descabelada, e confusa; alguns fios caiam na minha cara, fazendo cócegas na minha pele; assoprei alguns fios, mas que voltaram para o mesmo lugar de antes. Jasper se aproximou de mim, e eu automaticamente dei um passo para trás. Suas lindas esmeraldas me fitaram, e um sorriso de canto brotou em seus lábios, e fazendo o mesmo de antes, ele aproximou-se de mim; e estranhamente, não me mexi. Meu corpo havia congelado no lugar, e meu único ponto fixo eram seus olhos brilhantes. Suas mãos infiltraram-se nos meus cabelos, e os tiraram de dentro do blusão; causando-me rápidos arrepios. Com uma mão, discretamente tirou os fios soltos do meu rosto, e os prendeu atrás de minha orelha. - Ficou melhor do que eu imaginava! – só quando sua voz soou nos meus ouvidos, foi que eu percebi que havia prendido a respiração. Lentamente, para não dar na cara, soltei-a, ficando com as bochechas quentes. Afastei-me dele rapidamente, antes que qualquer outra coisa acontecesse. – E então, gostou do presente?Olhei para o blusão; ele era de um tom alaranjado; bonito e alegre. Era simples, gola “V”; no peito estava escrito o nome da loja em preto, com pequenos detalhes em prata. Contorci minha coluna de maneira que eu pudesse olhar minhas costas, porém foi em vão. O desenho ficava destorcido.- São doces, mais especificadamente pirulitos.- Hum... Adorei meu “presente”. – ri do tal presente que eu havia ganhado.- Que bom, ele combinou perfeitamente com você! – ele ainda tinha aquele sorriso no rosto.- Obrigada.- Agora vamos, a loja já vai começar a ficar movimentada. – Jasper me esperava na soleira da porta, e me estendeu a mão. Mentalmente recusei sua proposta, mas involuntariamente enlacei minha mão na sua. Ela era quente, macia e eu estranhamente me senti bem.____x____A loja estava sempre em movimento. Já era final de tarde, expediente acabando e a loja continuava movimentada. Eu não parava um minuto, ou estava atendendo no caixa, ou servindo alguns doces. Era rara as vezes que pude parar e respirar calmamente. Mas por mais confuso que parecesse, eu estava adorando aquilo tudo. O cheiro de chocolate, as formas como as pessoas entravam com suas caras retorcidas, devido a alguns problemas; e logo saiam sorrindo, ou gargalhando alto. Eu havia demorado um pouco no inicio para pegar o jeito. Pedi varias vezes auxílio para Jasper que me ajudou sem pestanejar, mas não me atrevi incomodar Carlisle, ele parecia estar nervoso com algo. Eu o via mexer em vários papeis, calcular varias vezes, fazer muitas anotações; e por fim cruzar os dedos e esconder o rosto sobre eles.Eu torcia para que não fosse nada de muito grave.____x____- Estou indo para casa Jasper! – Carlisle apareceu quando eu estava atendendo o último cliente. Já era escuro lá fora, e mesmo assim apareciam pessoas para consumirem mais. Não que isso fosse ruim, mas era um pouco cansativo.- OK chefe! – ele bateu continência e foi para a dispensa da loja.- Querida Alice, para uma iniciante, a senhorita se deu muito bem. – meu novo chefe sorriu – Pode ir para casa se quiser.Casa. Uau. Fazia muito tempo que eu não ouvia essa palavra. Antes ela ecoava dentro de mim, e a imagem de meu antigo lar e de meus pais aparecia na minha mente. Agora, ela apenas ecoava.- Obrigada Sr...Carlisle. – sorri perante o meu quase erro – Mas acho que irei ficar para ajudar Jasper.- Boa escolha. – ele já estava na porta, quando se virou novamente – Desculpe não poder conversar hoje, minha esposa não esta se sentindo muito bem.- Sem problema! Conversaremos quando o senhor puder. Espero que sua esposa se sinta melhor logo.- Obrigado querida. Até mais Alice.- Tchau! – abanei para ele.Jasper apareceu novamente, com um avental envolta de sua cintura; um balde pequeno numa mão, um esfregão dentro e, assobiando. Foi até o som, aumentando o volume e limpando o chão, no embalo da música.MÚSICA - (Walk Away — Kelly Clarkson)Fiquei atrás do caixa, ajeitando a bagunça que eu mesma havia feito, e contando o dinheiro do expediente de hoje. Anotei no papel que Carlisle me deu, e aos poucos fui organizando a grana para levar dentro de sua sala. Pelo canto do olho, cuidei os movimentos de meu colega de trabalho. Como ele poderia ter toda essa disposição ainda? Depois de um dia inteiro correndo? Mal havíamos almoçado, e ele ainda continuava de pé, e dançando na maior vontade. O esfregão era rodopiado no ar, enquanto seu corpo balançava. Sem querer ele pisou no piso molhado e deu uma leve escorregada, me fazendo gargalhar.
Mas logo tratei de fechar a boca, ele poderia pensar algo errado da minha atitude. Porém por dentro eu ria horrores.O que eu não havia percebido ainda foi que atrás do balcão, eu dançava junto. E cantava baixinho. Corei da minha própria atitude, e fui até a sala de meu chefe, guardar as coisas conforme seu pedido.Voltei e Jasper ainda estava lá, dançando na maior empolgação. O esfregão já havia sido deixado de lado, e agora ele limpava as mesas. Ri novamente das caretas que ele fazia, e resolvi me juntar a ele. Eu precisava um pouco de diversão. Mesmo que fosse com um estranho, que estava se tornando nem um pouco estranho.Peguei o esfregão, e comecei a limpar o resto do chão; enquanto dançava timidamente com ele na mão. Jasper me olhou e riu da minha atitude, e continuou a fazer seu serviço. Fui até ele e bati meus quadris no seu, rindo alto e voltando para o meio da sala, tento um desempenho quase melhor que a de Kelly Clarkson. Em poucos segundos, já estávamos o dois dançando que nem alucinados e cantando alto. Ele esfregava as mesas e fazia movimentos com as mãos, conforme o ritmo da música. E eu esfregava o chão jogando os quadris de um lado para o outro.Segurei o esfregão na altura minha boca e comecei a cantar, e dançar, encarando ele. Jasper me olhava e ria muito.I wanna love (Eu quero amar) I want a fire (Eu quero um fogo) To feel the burn (Sentir queimar) My desires (meus desejos) I wanna man by my side (Eu quero um homem ao meu lado) Not a boy who runs and hides (Não um garoto que corre e se esconde) Are you gonna fight for me? (Você lutaria por mim?) Die for me? (morreria por mim?) Live and breathe for me? (Viveria e respiraria por mim?) Do you care for me? (Você se importa comigo?) \'Cause if you don\'t then just leave! (Porque se não, você pode ir)Girei o corpo segurando a vassoura, e encerrei minha apresentação. Enquanto recebia palmas de meu colega. Aquilo havia sido extremamente divertido e relaxante. Meus músculos antes; pouco doloridos; agora estavam quentes, e até meus movimentos se tornaram mais confortáveis.- Obri...Obrigado pela ajuda! – Jasper estava ofegante de tanto dançar.- Não foi nada. Na verdade, foi muito divertido! – eu disse, com as mãos apoiadas nos joelhos.- Acho que já acabamos de limpar a loja! – ele comentou olhando ao redor.- Já? Nós mal começamos!- Acho que nos distraímos dançando; por isso o serviço foi rápido.- Uau, eu nem percebi o tempo passar! – falei olhando em volta, estava realmente tudo limpo.- Acho que já podemos ir para casa.- É. Acho que sim. – ele pegou os produtos de limpeza e os levou até a dispensa.Fui até o deposito, tirar o blusão, e pegar meu casaco. Eu estava ficando desanimada com essa minha suposta volta para o hotel; que no caso eu não poderia mais ficar, pois minhas diárias já haviam terminado. Agora eu teria que colocar na cara a famosa máscara cara de pau, e pedir abrigo para Rosalie. Tirei o blusão e o coloquei dentro de minha bolsa, para lavar, e do cabide peguei meu casaco; para minha sorte, essa noite não estava chovendo. Jasper chegou e começou a se arrumar. Guardou suas coisas no armário e colocou sua jaqueta verde musgo. Olhei meu celular e vi que havia algumas chamadas de minha avó e de Rose, e consequentemente algumas mensagens de voz deixada por minha amiga.Apertei para ouvir as mensagens.“ Hey my friend! Já estou com saudades! Me ligue. Beijos Rose”“ Dona Alice Brandon, é bom a senhorita me ligar agora! Preciso falar contigo! Beijinhos.”“ OK! Já que você resolveu ignorar a minha pequena existência na sua vida, irei falar bem rápido, e depois poderá voltar a “pipocar” por ai. Eu já marquei o almoço com meus amigos, é bom você ir, entendeu? Ainda bem que você entendeu! – ela tinha a voz pesada, devia estar chateada comigo por não ter dado noticia o dia inteiro – Beiijinhos, te amo!”Ri do seu jeito de ser; primeiro ela falava com raiva, e no final estava um amor de pessoa. Disquei seu numero, mas caiu varias vezes na caixa postal; então resolvi lhe deixar uma mensagem de voz.“Olá para você também Rose! Desculpe ter me esquecido da sua pequena existência na minha vida, pois eu estava trabalhando. E sim Sra. Hale, eu irei ao almoço, porém eu ainda preciso encontrar acompanhante? Rose, eu sei que disse que não faria isso, mas estou sem saída; você poderia me abrigar na casa? É apenas por alguns dias, até eu...- Fique lá em casa! – fui interrompida pela voz de Jasper. Coloquei o telefone no ombro para a conversa não sair gravada e me virei para falar com ele.- Como?- Desculpe me meter, mas foi inevitável não ouvir sua mensagem. - Não... Não tem problema.- Eu moro sozinho, minha casa é antiga, e não muito grande. Moro no primeiro andar, porém há um quarto, banheiro e uma sala no andar de cima, e estão completamente vazios. Você pode ficar lá se quiser, até achar um lugar para morar.- Hum... – o que eu estava fazendo? Uma parte de mim falava para ligar para Rose e me hospedar lá. E outra parte de mim, a maior, me dizia para aceitar a proposta dele – OK! Obrigada pela ajuda, novamente. - Não há de que!Eu com toda certeza havia enlouquecido. Hello! Coloquem-me numa camisa de força e me levem para um hospício! Eu acabei de descobrir que tenho problemas mentais! Fechei o celular, cancelando automaticamente a minha mensagem para Rose. Depois eu mandaria outra para ela, explicando a situação.____x____Estávamos num bairro, até que bem localizado na cidade. Casas bonitas e simples por todo lado; num todo, um bairro tranqüilo. A casa de Jasper, era de madeira. Pequena, parecia ser bem aconchegante. Um pequeno jardim rodeava a entrada da casa; a grama verde com a madeira marrom das paredes dava á pequena casa um estilo de chalé das montanhas. - Sua casa é linda! – exclamei observando tudo, enquanto Jasper carregava minha mala para dentro da casa. Havíamos passado no hotel; para pegarmos minhas coisas; logo que fechamos à loja.- Ela era bonita. – ele entoou a palavra “era” – Eu e meus pais morávamos aqui. Quando minha mãe faleceu, meu pai se perdeu. Começou a beber, e gastar todo nosso dinheiro em cassinos. Quando eu completei 18 anos, tentei ajuda-lo, pois eu já teria autoridade sobre mim mesmo, e sobre meus atos. Porém ele resolveu não aceitar minhas ajudas. – ele contava tudo rapidamente e calmamente, como se aquilo fosse à coisa mais comum de se acontecer no mundo – Uma noite, ele chegou muito bêbado e consequentemente tentou me agredir. Carlisle morava na casa ao lado, ouviu os gritos e veio me ajudar. – deu de ombros – Dês de então, nunca mais vi e nem ouvi falar dele.- Sinto muito, pela sua mãe... e...e pelo seu pai! – ele deu um leve sorriso amarelo. Eu sabia muito bem a dor que ele sentia. – Novamente eu tenho que lhe agradecer por me acolher em sua casa.Jasper pegou a mala mais pesada e começou a carregar, escada acima. Eu apenas o segui.- Como eu disse, a casa é antiga, porém é aconchegante. – ele abriu uma das três portas que havia no segundo andar da casa – Você ficara no meu antigo quarto! – ele largou minha mala encima de uma cama de casal, o quarto era todo branco, com um armário enorme, um espelho que ia até o chão, alguns quadros e uma enorme janela. Ele era certamente muito melhor que o hotel que eu estava, e muito melhor que o colchão que eu provavelmente dormiria na casa de Rose — Naquela porta, é o banheiro. E na outra é o quarto de minha mãe. Dês de que ela morreu, eu o conservo.- Muito obrigada Jasper, melhor impossível!- Fique o tempo que quiser, e se precisar de algo é só me pedir! – ele foi saindo do quarto – O jantar sai em meia hora. - UAU! Mal cheguei e já estou sendo tratada melhor que em um hotel de 5 estrelas! Assim ficarei mal acostumada!- É o máximo que eu posso fazer!- Pelo que? – eu estava confusa com sua ultima declaração.- Por alegrar o dia de hoje. – sorriu daquela maneira que fazia as borboletas do meu estomago voarem por toda parte, e fechou a porta. Sentei na cama, e alisei a colcha amarelinha. Macia, limpa e cheirosa, ela lembrava minha casa; mais precisamente o quarto de hospedes, aonde eu sempre ia me esconder, quando eu e meus pais brincávamos de esconde-esconde; agarrei um travesseiro, extremamente confortável, e deixei minhas costas apreciarem aquela cama. Fechei os olhos e aspirei fundo; lavanda adentrou meu nariz, parecia que aquele cheiro estava me purificando por dentro. Depois de um tempo deitada, um cheiro muito gostoso de comida sobrevoou o quarto, me alertando que a janta estava quase pronta. E que eu não deveria deixar meu anfitrião esperando. Tomei um banho quente, coloquei uma roupa confortável, e desci as escadas; pronta para minha primeira janta, com o não tão estranho cara que havia me hospedado em sua casa.______________________________xxxxxxxx____________________________________N/A: Eu sei, eu sei, podem me matar pela demora! Não tenho coragem nem de pedir desculpas.! só quero que entendam, que AliSper nunca foi o meu forte (apesar de estar gostando mto de escrever). O motivo dessa vez foi que, eu não sabia o que escrever. Não sabia o que colocar no primeiro dia de trabalho dela, como seria eles dois juntos, se algum desastre frakinho aconteceria. Por isso eu fui escrevendo um pouco por dia, até conseguir finalmente (acho) fazer um cap descente.! e outro motivo também, como eu passei numa facul, estou me mudando de cidade, por isso estou para lá e para ká o tempo todo! (e isso cansa) (eu nunca durmi tanto em toda minha vida).Outra coisa, minhas aulas começam segunda, e eu terei aula pela tarde e a noite (todos os dias) e chego em casa sempre ali por 22:50. Por isso que se eu demorar novamente a postar, vcs ja sabem o motivo: primeiro pq estou sem tempo, e segundo pq estou sem tempo tbm! (mas pra tudo se da um jeito) e nem me matando eu irei abandonar minhas fics, que são minha vidinha agora *.* por isso podem ficar tranquilas ;) só tenham paciencia comigo!E aii? O que acharam deste cap?! Tentei fazer ele grandinho para compensar minha demora! :) Espero que tenham gostando! Comentem please! a opinião de vcs é mto importante mesmo :DEnormes beijos para todas :* Isa Sartor
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