My Sweet Criminal
8 Aceita ser meu namorado?
Notas iniciais
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Falando no cap anterior... Eu tive que excluir a homenagem que fiz para meu bias por que fiquei com medo do Nyah! deletar a fic inteira... Mas o que vale é a intenção...
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desculpem pela demora eu estava passando por uma fase difícil... Nada do que eu escrevia me agradava e foi um cap complicado de escrever e foi assim até o fim (rimou ioausdhaisod xD /apanha mais).
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Espero que minhas leitoras ainda estejam aqui... Acho que vocês não vão se arrepender por esperar, eu garanto -v- (ou não iaousdhouiadhauisod xD) /ainda apanhando
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As partes em itálico e entre aspas são os pensamentos dos personagens.
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Aviso: preparem os lenços de nariz -v-
~ L POV ON ~
Abri meus olhos, e a primeira coisa que percebi naquela manhã foi que minha cabeça era aconchegada no peito de uma pessoa e ela estava dormindo abraçada comigo, a forma que fazia isso era extremamente carinhosa, o que me fez lembrar do que aconteceu na noite anterior. Deixei que um sorriso bobo se desenhasse em meu rosto, eu finalmente estou do lado do homem que amo, e não pretendo sair daqui tão cedo... Me ajeitei na cama e senti um colorzinho gostoso tomar conta do meu peito quando me deparei com a feição tranqila dele, Raito conseguia me conquistar mesmo dormindo, sorri novamente, era disso que gostava... Ele me conquistava todos os dias e cada um deles era diferente do dia anterior, estava aprendendo a amar e a me deixar ser amado. Não foi nada fácil chegar aonde estávamos e agora ninguém podia nos separar, ele agora era definitivamente só meu e eu era só dele, sorri novamente e levei uma das minhas mãos ao seu cabelo o acariciando, depois acompanhava seus traços até o queixo e fazia o contrário repetindo este ato várias vezes me destraindo com sua beleza e perfeição, até que depois de um tempo me deparei com um par de olhos castanhos me encarando.
– Bom dia meu amor. — parei de fazer o carinho e dei-lhe um selinho.
– Bom dia. — ele disse me correspondendo e sorrindo. — Dormiu bem?
– Sim, e você?
– Também. Seu carinho estava tão bom... — ele disse manhoso, apertando o abraço.
– Eu estava te adimirando enquanto dormia. — coloquei meu rosto na curva de seu pescoço e abraçei suas costas, as acariciando. — Você é tão lindo...
– Digo o mesmo. — ele disse acariciando meu cabelo.
– Eu não quero ir trabalhar... Quero ficar com você assim o dia inteiro... — falei manhoso.
– Eu também, — ele segurou meu rosto e me deu um selinho. — mas precisamos tomar banho e ir trabalhar.
– Tá bom, mas só se você vier comigo... — sorri maliciosamente.
– Você sabe que não podemos, o pessoal pode chegar a qualquer hora e o Watari pode vir até aqui te chamar... — dei um beijo nele cortando sua fala.
– Você pensa de mais. — levantei e fui para o banheiro, me encostei no batente da porta e disse sensualmente: — Você vem ou vou ter que tomar banho sozinho?
– Não precisa chamar de novo. — ele respondeu se levantando e caminhando sensualmente até onde eu estava. — O que aconteceu com aquele L fofo e tímido de ontem... Hmm? — ele envolveu minha cintura com as mãos e lambeu meu pecoço.
– Huuum... Primeiro, quero que você me chame de Lawliet e segundo, além de aprender as coisas rápido eu tenho um professor muito competente. — sussurrei em seu ouvido e lambi o lóbulo de sua orelha, o fazendo arrepiar-se.
– Hmm... Eu acho que te chamar de L é mais fofo do que pelo nome inteiro... E... — ele colou nossos corpos e colocou a boca perto do meu ouvido, fazendo com que sua respiração arrepiasse os pelos da minha nuca. — Eu posso te ensinar mais coisas muito interessantes... — sussurrou sensualmente com a voz rouca, me empurrando para dentro do banheiro, se alguém passasse pelo quarto poderia ouvir nossos gemidos misturados com o barulho de água caindo do chuveiro.
Já de banho tomado e devidamente vestido sai do quarto em direção à sala de investigações, lá todos os investigadores responsáveis pelo caso Kira estavam concentrados em seus trabalhos.
– Ohayou minna... — cumprimentei entrando na sala e sentando em minha cadeira.
– Ohayou Ryuuzaki. — responderam em uníssono.
– Alguma novidade? — perguntei.
– Nada por enquanto. — o pai do Raito respondeu.
– Entendo... — 5 minutos se passaram e o Raito entra na sala cumprimentando todos.
– Bom dia.
– Bom dia meu filho, vai sair de novo hoje? — foi aí que eu percebi que ele estava lindo de mais pra alguém que iria passar o dia inteiro dentro de uma sala de investigação. Ele me pediu em namoro ontem e já vai me trair?... Canalha, eu sebia que não podia confiar nele!
– Sim, tenho que comprar uma coisa. — ele disse sorrindo. Aaaah... Que sorriso lindo...
– Entendo... Não demore.
– Pode deixar, daqui a pouco eu volto. — ele se virou e saiu.
– Com licença, tenho que falar com o Watari. — sai e fui atrás do único que me entendia de verdade.
– O que foi Ryuuzaki? Algum problema? — ele disse quando entrei furioso em sua sala.
– É o Raito... Eu não entendo ele! — esclamei com os braços pra cima andando de um lado para o outro.
– Eu deveria imaginar... Aquele dia do telhado você estava chorando por causa dele, o que ele aprontou dessa vez?
– E-Eu sabia que você iria adivinhar que era por causa dele... Mas isso não importa agora. Ontem eu estava no telhado como sempre, aí o Raito veio atrás de mim e a gente acabou discutindo, mas ele disse que me ama então o perdoei, fomos para o meu quarto e bem... Você sabe... — corei. — Depois disso ele me pediu em namoro, primeiro nem acreditei, depois fiquei imensamente feliz e o que ele faz no dia seguinte?... Sai sem me falar nada!
– Primeiro se acalme Ryuuzaki, você está muito alterado.
– S-Sim, você tem razão...
– Segundo, por que você fica suspeitando do Raito desse jeito? Ele já não disse que te ama? — concordei com a cabeça. — Então... Confie um pouco mais nele, o Raito pode ter sido mulherengo no passado mas se ele disse que te ama, eu acredito que ele vai ser fiel a você. E outra coisa, como você pretende construir um relacionamento se você não confia nele?
– Você sabe muito bem por que eu não cofio em ninguém, sempre vivi no seu orfanato sem contato com a sociedade, como posso confiar em alguém além de você?
– Eu sei que você não teve contato com a sociedade e o que o único que você confiava além de mim te traiu, mas o Yagami-kun realmente te ama, ele com certeza vai fazer qualquer coisa para te proteger.
– O BB era como um irmão pra mim e me traiu, o que impede o Raito de fazer o mesmo? Eu sei que ele me ama, mas o BB dizia a mesma coisa e veja só o que aconteceu... Eu amo o Raito e não posso viver sem ele ao meu lado. Se o perder vou ficar destruído, não vou mais ter um sentido para viver. Por isso desconfio dele, eu tenho medo de perdê-lo... — algumas lágrimas escaparam de meus olhos, então Watari me abraçou para me confortar.
– Pode chorar o quanto Ryuuzaki, vai fazer bem pra você colocar toda essa angústia para fora. E eu tenho certeza de que o Yagami-kun nunca vai te deixar, ele te ama, então tenta confiar um pouco nele tá? — afagou me cabelo.
– H-Hai... Vou tentar... — me desfiz do abraço e sequei minhas lágrimas. — Obrigado por tudo Watari, você me ajudou bastante. — sorri.
– De nada, você é como um filho para mim.
– E você é como um pai para mim. Desculpe por incomodá-lo, vou voltar ao trabalho.
– Não tem problema, sempre que você precisar conversar pode contar comigo. — ele sorriu.
– Obrigado de novo Watari, ja nee.
– Ja.
Sai da sala do Watari e voltei a sentar em minha cadeira, meus doces estavam em um carrinho, ao meu lado, que o Watari tinha preparado para quando eu acordasse, estava comendo menos que o costume, a saída do Raito realmente me preocupa...
– Algum problema Ryuuzaki?
– Hum? A-Ah... Não, eu estou bem Yagami-san
– Tem certeza? Desde que o Raito saiu você parece meio cabisbaixo...
– Tenho sim, isso foi impressão sua. Estou perfeitamente bem.
– Entendo, desculpe por incomodar. Vou voltar ao trabalho.
– Sem problemas. — 20 minutos se passaram e o Raito não tinha voltado ainda. Belo namorado que eu tenho... Eu já estava pronto para sair correndo para o telhado quando ouço a porta da frente ser aberta.
– Oi gente desculpem pela demora. — ele apoiou as mãos nos joelhos e estava tentando normalizar a respiração, parece que ele havia corrido mas por que?
– Onde você estava meu filho?
– Ah... Eu fui comprar isso aqui. — a respiração dele já estava normalizada e ele carregava uma cesta.
– Você demorou tanto só por causa de uma cesta?
– Não é apenas uma cesta otou-san, tem algo especial dentro dela...
– E pra quem é essa cesta? — Matsuda-san perguntou curioso.
– É para pessoa que amo. — meu coração falhou em uma batida depois voltou a bater, só que mais acelerado.
– Mas a Misa-Misa não está aqui... Ela está em Paris... — Matsuda-san disse inocentemente.
– Eu não a amo, nunca amei.
– Então quem você ama Raito? — me levante e fiquei na sua frente o olhando com raiva, mesmo que eu supostamente soubesse a resposta queria ver se ele teria coragem de me assumir como a pessoa que ama e como seu namorado na frente dos outros.
– Pensei que soubesse a resposta... — disse sensualmente se aproximando de mim.
– Eu me esqueci. — disse sorrindo ironicamente.
– Então faça o favor de não esquecer dessa vez, mas eu quero que todos saibam. — ele olhou para todos e disse: — A pessoa que eu amo é o Ryuuzaki e ontem eu o pedi em namoro, dentro dessa cesta tem seus doces favoritos e isso aqui... — ele caminhou até a mesa, colocou a cesta em cima e de lá ele tirou uma caixinha de veludo preta caminhou até mim, ajoelhou-se e disse: — Ryuuzaki, você é a pessoa que eu mais amo nesse mundo, aceita ser meu namorado? — ele realmente fez aquilo? Não estou acreditando, nunca imaginei que o Raito me assumiria, principalmente na frente das pessoas e ainda por cima na presença de seu pai.
– C-Como você sabe quais são meus doces favoritos? Nem o Watari sabe.
– Eu conheço bem a pessoa que amo. E então, o que me diz? — me ajoelhei e o abraçei.
– É claro que eu aceito meu amor. Eu também te amo. — desfiz o abraço e depositei um beijo carinhoso na bocheicha dele e o olhei apaixonadamente, é o Watari tinha razão.
– Estenda sua mão direita. — feito. — Agora eu, Yagami Raito, prometo ser fiel a você todos os dias a partir de hoje. — ele abriu a caixinha pegou uma das alinças que tinham nela, colocou no meu dedo anelar e beijou. Corei.
– S-Sua vez. — disse envergonhado. — Agora eu, Ryuuzaki, — o único que sabia me verdadeiro nome, além do Watari, era o Raito e eu fazia questão de que continuasse sendo assim. — prometo ser fiel a você todos os dias a partir de hoje. — peguei a outra aliança e fiz a mesma coisa que o meu ruivo, demos um selinho rápido e fiquei sorrindo bobamante para ele enquanto todos na sala nos olhavam chocados.
– Raito, o que significa isso? — o pai do Raito perguntou furioso.
– É isso mesmo que o senhor está vendo otou-san. — ele se levantou, estendeu a mão para mim e me levantou. — Ryuuzaki e eu nos amamos. — depois de levantarmos ficamos lado a lado, ele olhou carinhosamente para mim e entrelaçou nossas mãos. — E a partir de agora somos namorados. Espero que, com o tempo, o senhor aceite isso, eu não pretendo me separar do Ryuuzaki tão cedo.
– E-Eu n-não acredito... Meu filho... Namora... Um homem...
– É por isso que você dispensou a Misa-Misa? — Matsuda-san perguntou incrédulo.
– Sim. E foi por causa do meu namoro com a Misa que eu descobri que amo o Ryuuzaki.
– Eu não vou tolerar um filho gay! — vish, nunca vi o Yagami-san tão nervoso.
– Então não me considere mais seu filho! Por que eu não vou abandonar o único homem que amo por causa do seu preconceito bobo! — Raito respondeu no mesmo tom. — E já que você não nos respeita, a partir de agora eu vou morar com o Ryuuzaki, então hoje mesmo vou tirar minhas coisas lá de casa.
– Raito, pense direito no que está fazendo!... O que vai ser da sua mãe e da sua irmã quando descobrirem?... — ele ficou momentaneamente mais calmo e apelou para o lado sentimental do Raito para tentar fazê-lo mudar de ideia.
– É claro que elas vão ficar chocadas, mas aposto que minha mãe iria aprovar o Ryuuzaki, pois ao contrário de você, ela leva meus sentimentos em consideração e pensa na minha felicidade. — Raito também se acalmou, mas a chantagem de seu pai não deu certo.
– Mas Raito, eu penso na sua felicidade!...
– Não pai! – Raito gritou, ficando nervoso de novo. — Você não pensa na minha felicidade. Você não quer que eu fique com o Ryuuzaki por ser preconceituoso e por não querer manchar sua imagem de policial exemplar!
– Chega Raito! – ele gritou desferindo um tapa no rosto do Raito, aquilo tinha ido longe demais. — Eu não vou continuar aturando esse desrespeito e essas besteiras que está falando! Você não entende como o mundo é maldoso e os tipos de problema que vai ter que enfrentar se escolher viver ao lado de um homem.
– E ainda diz que pensa na minha felicidade... — nunca vi o Raito com tanta mágoa, tanto na voz quanto no rosto. — Yagami Soichiro, eu não sou ingênuo como você e vou assumir todos os riscos e responsabilidades para ficar ao lado do Ryuuzaki. Agora com licença que vou pegar minhas coisas na minha antiga casa e a partir deste segundo a relação entre a gente é somente profissional, então gostaria que me chamasse de Yagami-kun, embora eu não queira usar esse sobrenome que me liga a você, mas é o único que tenho. Adeus... Yagami Soichiro. — todos na sala observaram a cena chocados, inclusive eu, que ainda estava de mãos dadas com o Raito.
Depois que a discussão acabou, Raito me puxou para o elevador junto com ele, quando a porta se fechou o abreçei pela cintura com um dos braços e com o outro aconcheguei sua cabeça em meu ombro e fiquei acariciando seu cabelo, depois de tudo o que aconteceu o que ele mais precisava agora era de um abraço. O que me surpreendeu aquele momento, foi que a minha camisa tinha sido agarrada com força e começou a ficar molhada, era raro ver o Raito chorar mas eu imagino que brigar com o pai não seja nada fácil.
– Fica calmo meu amor. — segurei seu rosto entre minhas mãos e sequei suas lágrimas com os dedões. — Eu não preciso que seu pai nos aprove para ficar ao seu lado. Eu te amo e é isso o que importa. — dei-lhe um selinho e o abraçei novamente.
– Ah Lawliet... Eu também te amo muito e aquele homem não é mais meu pai, então não quero mais saber das opiniões dele na minha vida. Mas essa foi a primeira vez que ele me bateu, eu me senti tão humilhado...
– Calma, calma... — disse acariciando seu cabelo. — Você tem que considerar os sentimentos do Yagami-san também, ele é um homem severo e que tem os pensamentos de antigamente, ou seja, para ele duas pessoas do mesmo sexo não podem se amar e sua mãe provavelmente pensa a mesma coisa.
– É, mas ela com certeza nos desejaria toda a felicidade do mundo, ao contrário daquele homem, ela pensa nos meus sentimentos.
– Pode até ser, mas vai levar um tempo até ela se acustumar com a ideia e o Yagami-san também, então dê um desconto para eles. Não deve ser nada fácil para eles verem seu único filho homem namorando outro homem.
– Não é justo! Eles deveriam ficar felizes em ver que eu encontrei a pessoa que realmente amo.
– Fica calmo bebê, eles vão entender, apenas dê-lhes um tempo para isso.
– Tudo bem, mas só por que você está pedindo...
– Outra coisa... Você vai mesmo morar comigo?
– Por que? Você não quer?
– Claro que sim, você sabe que eu esperei por muito tempo para te ter ao meu lado, mas o que você vai falar para sua mãe?
– Vou falar que somos namorados e por causa disso eu acabei brigando com aquele homem e resolvi morar com você até que eles aceitem nosso namoro. — ele se soltou do meu abraço e depositou um beijo em minha testa, depois daquela conversa complicada resolvemos falar sobre assuntos menos tensos e um tempo depois estávamos no térreo.
– Raito. — o chamei antes da porta se abrir.
– Oi amor. — ele respondeu carinhoso.
– Você sabe que vou ter que voltar não é? — disse preocupado enquanto a porta se abria.
– Sim, seria bom se você pudesse ir comigo. — saimos do elevador e paramos em frente à porta de saída do prédio.
– Sim, mas eu não posso. Vem aqui comigo. — disse o arrastando até o banheiro, quando entramos o puxei para uma das cabines e tranquei a porta.
– Ryuu- antes que ele pudesse falar alguma coisa o encostei na parede e tomei seus lábios nos meus e dei nele um daqueles beijos de tirar o fôlego.
– Pronto, agora você pode ir buscar suas coisas. — disse quando nos afastamos e sorri.
– Isso não é justo... — ele disse manhoso.
– Por que não? — perguntei curioso.
– Por que eu fiquei com vontade de te beijar mais... — ele disse ainda com o tom manhoso, me abraçando pela cintura e encostando nossas testas.
– Eu sei disso, mas acho melhor guardar suas energias para mais tarde... — sussurrei maliciosamente lambendo o lóbulo de sua orelha.
– Huum... O que você tá planejando hein? — apertou o abraço e tentou roubar um beijo, mas eu desviei.
– Hi-mi-tsu. — disse destrancando a porta e saindo.
~ L POV OFF ~
~ Raito POV ON ~
– Ei! Volta aqui! — gritei tentando alcançá-lo, mas ele já havia entrado no elevador, me dei por vencido e fui para casa, chegando lá fui direto para a cozinha procurar minha mãe, tinha que avisá-la que ia sair de casa por um tempo. — Mãe. — chamei assim que entrei no local.
– Oi meu filho, você não deveria estar trabalhando com seu pai?
– Sim, mas eu briguei com ele e não o considero mais como pai.
– E precisa exagerar tanto por causa de uma briga?
– Sim, além de me desrespeitar e desrespeitar a pessoa que amo ele me deu um tapa no rosto por não aceitá-la.
– Ele te bateu?... Ele nunca tinha feito isso antes e se fez foi por um motivo muito forte. Você disse que foi por causa da pessoa que ama?
– Sim.
– E quem é?
– Bem... O nome dele é Ryuuzaki.
– Dele? Não seria dela?... — ela perguntou confusa.
– Não, a pessoa que amo e namoro atualmente é um homem chamado Ryuuzaki.
– ... — ela estava tão chocada que não conseguia responder.
– Eu sei que não é fácil aceitar isso mãe, mas precisava que a sonhora e aquele homem soubessem, afinal eu nunca escondi nada de vocês... E para evitar mais brigas eu estou indo morar com o Ryuuzaki até que a senhora e o Yagami Soichiro se acostumem com a ideia de me ver ao lado de outro homem.
– Raito, tenha mais respeito com seu pai! — ela disse severa.
– Ele não teve respeito por mim nem pelo meu namorado, por que eu deveria respeitá-lo?
– Por que independente de tudo ele só se preocupa em te ver feliz.
– Se isso fosse mesmo verdade ele não me impediria de ficar ao lado do Ryuuzaki.
– Entenda que, tanto pra ele quanto pra mim é difícil de aceitar um relacionamento deste tipo... Nós vivemos em épocas diferentes e para você pode parecer perfeitamente normal, mas para nós não é... — ela disse acariciando meu rosto.
– E é por isso que vou morar com ele, como eu já disse antes, vou esperar que se acostumem com a ideia e quem sabe um dia volte para essa casa.
– Não Raito... — ela disse chorosa. — Eu não vou aguentar viver sem você meu filho, eu te amo!
– Eu também te amo mãe, mas vai ser melhor assim. E eu prometo que venho te visitar quando ele não estiver por aqui, tá bom assim?...
– Tudo bem... Estarei te esperando. — dei um abraço nela e beijei sua testa com o maior carinho. Pelo menos ela não tinha gritado comigo como ele fez. Subi até o meu quarto fiz uma mala somente com as coisas mais importantes, o resto eu viria buscar depois, me despedi da minha mãe e voltei para o QG, no meio do caminho fui pensando o que faria com os Death Notes que tinha em casa, era perigoso deixá-los aqui e mais perigoso ainda os levar para a casa do Lawliet. Mesmo que eu o ame com todas as minhas forças não posso deixar que outra pessoa assuma meu lugar como Deus do novo mundo, então abdicar dos cadernos está fora de questão. Vou ficar sem usá-los por um tempo, mas logicamente vou progamar para que as mortes dos prisioneiros continuem por 6 meses, se até lá meu pai não me perdoar eu vou ter que fazer uma coisa que não me agrada nem um pouco... Cheguei no prédio, entrei no elevador e fui até o último andar, depois que suas portas abriram e sai, mesmo que inseguro, resolvi entrar na sala e como imaginei o Yagami-san mal olhou para mim, os outros agentes estavam fingindo que nada tinha acontecido e apeas cuidavam de seus trabalhos. Comprimentei todos educadamente, mesmo que não estivessem prestando a mínima atenção em mim, subi, deixei minhas coisas no quarto do Lawliet, voltei para a sala de investigação e me concentrei em meu trabalho, até agora nada de estranho tinha acontecido.
– Ryuuzaki, notícias de Paris... — Watari alertou pela tela do computador¹. Falei cedo de mais...
– Diga Watari, o que aconteceu?
– Uma bomba explodiu no trem Paris-Toulouse matando cinco pessoas² e a polícia acredita que uma delas seja a senhorita Amane Misa.
– Um atentado em Paris...? Hmm... Seria isso obra do Kira?...
– Acho que não Ryuuzaki, pelo o que estou lendo aqui é um terrorista que eles procuram desde antes do Kira surgir, então não tem como ele estar por trás disso... — "Você está muito enganado Watari..."
– Hum entendo... Vou mandar o Matsuda-san pra lá para reconhecer o corpo.
– Ok. — Watari disse desligando-se da transmissão.
– Matsuda-san, você consegue fazer isso?
– ...V-Vou t-tentar. — ele respondeu, visivelmente abalado pela notícia.
– Tudo bem, vocês estão dispensados por hoje. — todos concordaram. — Obrigado pelo seu trabalho duro. — Lawliet disse se despedindo de todos e assim que eu tive certeza que estávamos sozinhos o abraçei, pela cintura, por trás e apoiei o rosto em seu ombro direito. — Senti sua falta... — ele disse manhoso. Com a mão esquerda ele acariciou meus braços e com a direita meu cabelo.
– Eu também... — apertei o abraço e depois afrouxei. — Deixei minhas coisas lá no seu quarto tudo bem? — peguntei.
– Quem te deu permissão para invadir meu quarto desse jeito? — ele disse se soltando do meu abraço e me encarando falsamente irritado.
– Pensei que eu pudesse, afinal sou seu namorado. — disse entrando em sua brincadeira.
– Namorado? Que namorado? Pelo que sei, eu sou solteiro... — ele disse enquanto comia alguns [risca]muitos[/risca] doces.
– Então o que significa essa aliança no seu dedo? — perguntei apontando para o objeto.
– Ah, isso...? — ele disse mostrando a aliança e eu confirmei com a cabeça. — Um bobo apaixonado me deu. — respondeu terminando de comer os doces e sorriu.
– Ah, é? — disse o ameaçando
– É. — ele me provocou aumentando seu sorriso.
– Vem aqui que eu vou te mostrar o bobo apaixonado! — comecei a correr atrás dele.
– Sai fora seu pervertido! — ele disse rindo e fugiu de mim em direção ao seu quarto, o segui e por pouco cosegui entrar, ele foi para o lado oposto em que eu estava, então aproveitei para trancar a porta e garantir que ele não fugisse.
– Agora você é todinho meu... — disse maliciosamente enquanto andava em sua direção, ele tentou fugir para o banheiro mas eu fui mais rápido, o joguei na cama e comecei a fazer coceguinha nele.
– Para Raito!... — ele disse arfante. Parei com as coceguinhas me deitei ao lado dele e esperei que recuperasse o fôlego para puxá-lo pra um abraço. — Baka... — ele disse se aconchegando em meu peito.
– Eu sei, também te amo. — disse dando-lhe um selinho.
~ Raito POV OFF ~
Assim que se separaram os dois amantes ficaram se olhando apaixonadamente, até que uma ideia surgiu na cabeça de um certo detetive. Não satisfeito só com o selinho ele uniu seus lábios com os do Raito, só que dessa vez pediu passagem com a língua, que logo foi concedida e aquilo se tornou um beijo selvagem cheio de desejo.
– Nossa... Da onde vem tanto fogo? — disse o ruivo sarcástico.
– Aprendi com você... — disse o moreno virando o namorado e se colocando em cima dele. Deu início a outro beijo e colocou as mãos dentro da camisa do mais novo, interrompendo o beijo para tirá-la, retomou os lábios do namorado mas por poucos segundos e atacou seu pescoço, depois desceu para o peito, mordeu e chupou os mamilos do ruivo até eles ficarem durinhos e certificou-se de garantir que algumas marcas apareceriam naquele local no dia seguinte. Conforme seus beijos foram abaixando, ele desabotoou as calças do Raito e as tirou junto com sua roupa íntima revelando o falo teso do ruivo, este estava tão fascinado com as atitudes do moreno que estava deixando rolar, Ryuuzaki continuou descendo e agora ele chupava a parte interna da coxas do namorado.
– Huum... Lawliet... — Ryuuzaki, ao ouvir o Raito gemer tão deleitosamente, passou a língua da base do membro do ruivo até a glânde para depois abocanhá-lo por inteiro. — Haa... Huuum... L-Lawliet... — o mais novo disse ofegante, o que incentivou o moreno a aumentar o ritmo de seus movimentos. Quando Raito sentiu que estava perto do ápice puxou o detetive para cima, pelos cabelos carinhosamente. — I-Isso n-não é justo... Você ainda está vestido. — disse invertendo as posições e com rapidez tirou as ropas do Ryuuzaki atacando seu pescoço, depois o peito também o deixando com marcas, apóis isso desceu aos selinhos até o membro dele e o abacanhou com vontade.
~ L POV ON ~
– Huum... Raito... — gemi. Ao ouvir isso ele intensificou seu movimentos. — Haa... Huuum... R-Raito... — disse ofegante, ele acelerou mais ainda e tentou colocar seus dedos na minha boca mas não deixei e ele me olhou confuso. — Não. Hoje você vai ser meu uke. — firmei minha mão em seu cabelo, o puxei para cima, inverti as posições e iniciei um beijo selvagem cheio de luxúria.
– Então era isso que você estava planejando?... Adorei... — ele disse quando nos separamos. Ataquei seu peito, deixando mais marcas e levei três de meus dedos para a boca dele e ele os lambeu deliciosamente, quando achei que estavam suficientemente lubrificados os tirei de lá e coloquei um deles na entrada do Raito, ele reclamou um pouco no começo mas depois se acostumou e eu coloquei o segundo dedo.
– Nn. — ao ouvir ele reclamar de novo parei o que estava fazendo em seu peito e desci meus beijos para a parte interna das coxas dele. — Huuum... — gemeu arqueando as costas. Quando senti que ele estava acostumado comecei a movimentar meus dedos, alternando o vai e vem com movimentos de tesoura, para prepará-lo bem para o que estava por vir. Coloquei o terceiro e útimo dedo em sua entrada e o senti se remecher incomodado.
– Calma amor, relaxa. — quando senti que ele estava mais relaxado e movimentei meus dedos novamente.
– Haaa... Huuum... L-Lawliet... V-Vem l-logo, eu não vou aguentar por muito tempo...
– Tem certeza? — ele assentiu, então tirei meus dedos de dentro dele e o penetrei devagar, quando consegui entrar por inteiro parei de movimentar-me para que ele se acostumasse e ataquei seus lábios, mordendo e chupando, os deixando vermelhos e um pouco inchados. O senti rebolar me dando o sinal para continuar, coloquei minhas mãos em sua cintura e comecei a me mover devagar, fui aumentando minha velocidade e força de acordo com os gemidos do Raito que, antes eram de dor e agora são de prazer.
– Haaa... Haaa... Humm... L-Lawliet... M-Mais fundo... Haaa... — antendi ao seu pedido e fui mais fundo, acertando na próstata, o que o fez delirar. — AAAAAAAAAAH... — ele gritou. Enquanto o estocava mirando sua próstata comecei a masturbá-lo com uma das minhas mãos que estavam em sua cintura. — Haaa... R-Ryuuzaki... E-Eu estou q-quase lá... Haaa...
– E-Então v-vamos juntos. — aumentei a velocidade da minha mão simultaneamente com a velocidade do meu quadril e algumas estocadas depois alcançamos nosso ápice juntos. — AAAAAAAAAAH... — meu corpo caiu exausto em cima do Raito e quando consegui normalizar minha respiração, me retirei de dentro dele e deitei ao seu lado, nos cobri com o lençol da cama — que havia ido parar no chão. — e o puxei para se deitar mais perto de mim. — Raito, isso foi maravilhoso.
– Também achei. — ele sorriu lindamente.
– Você é tão lindo... Eu te amo tanto... — disse lhe dando um selinho.
– Você também e eu também te amo muito. — ele disse me abraçando e me chamou: — Amor?
– Oi.
– Por que você resolveu trocar nossos papeis? — perguntou curioso.
– Eu queria saber como era estar dentro de você, já que amo quando você está dentro de mim.
– E o que achou?
– Amei...
– Hahahaha... Podemos revesar se você quiser... — ele disse maliciosamente.
– Com muito prazer. E o que você achou de me ter dentro de você.
– Amei, por isso estou falando que poderíamos revesar.
– Sim. Agora vamos dormir que teremos um dia cheio amanhã.
– Sim, boa noite meu amor.
– Boa noite. — demos o último selinho daquela noite e adormecemos.
~ L POV OFF ~
Notas finais
2) esses dados são reais e eu peguei deste site: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-11-07/carlos-chacal-e-julgado-em-paris-por-uma-serie-de-atentados-terroristas
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E aí, o que acharam? Valeu a pena esperar? Eu mereço carinho ou continuo apanhando? *não respondam... oiasudhaiusod xD
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A parte que eu falo sobre o BB saiu totalmente da minha imaginação, eu não faço ideia do que aconteceu entre ele e o L e andei lendo na internet que ele morreu e talz, mas não tenho certeza... Eu ia ler o mangá pra ver se eu descobria alguma coisa, mas eu achei melhor não por que 1) ia demorar muito e 2) ele não vai ser um personagem de muito uso, eu só coloquei ele nesse cap para explicar por que o L não confia em ninguém.
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Outra coisa... A fic não acabou ainda aê... oaisudhaisd xD Eu pensei em um final muito legal, mas eu acho que muita gente não vai gostar por ser "trágico" e... Chega de spoilers ioasudhaisudhaisuod xD
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Obs.: 1) maior cap até agora *o*
2) eu sei que o L não tem doce favorito, mas eu escrevi assim pra ficar fofo. Tipo, se eu fosse o L, ia adorar receber uma cesta com meus doces favoritos mesmo que eu não tenha um, por que o que vale é a intenção da pessoa e não o tamanho e/ou conteúdo do presente.
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Beijos, até o próximo ;*
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