Notas iniciais
Gente, desculpe a demora. Minhas aulas começaram na quarta passada, e eu não consegui fazer a fanfic antes e nem depois. Juro, que vou tentar manter os prazos! Quero dedicar esse capítulo à MikaChan, MikiMiki e ao Megurine Philip por recomendarem a fanfic... Vocês são uns fofos! o__o Bom, boa leitura!~
E eu acho que vai ter muita pessoa que não vai gostar desse. ;A; Desculpa. Mas eu não resisti, AH. ;u;

Nos últimos dias, eu, Sakurai Akihiro, tenho sofrido bastante. Razão? Dois pervertidos em excesso. Uma pessoa como eu, que nunca foi amado por outra pessoa, que não fosse a “mamãe”, é até legal ouvir tantos “eu te amo” por dia. Mas depois de um mês, meu amigo... O negócio cansa. E muito. As férias de verão já estavam para chegar, o que me fez acordar pra vida. Meio ano já tinha ido pro saco, e meu cotidiano só enlouquecia cada vez mais. E adivinhem o que vem com o verão? Não, não são só as férias. Não, também não é calor. Isso mesmo, viagem à praia. Todo maldito ano, como fora explicado na cerimônia de abertura, cada ano faz um passeio para determinado local nas férias. Como estou no primeiro ano, eu vou à praia.

Mas que beleza! Como eu adoro aquele destino de pobre, a areia que gruda até nas suas pálpebras, o calor do inferno, queimaduras, meninas toscas perguntando se ficam gordas de maiô. A única coisa boa, é que eu vou poder ver alguns gatinhos na praia, e me esquecer um pouco do Hirose e Atsushi, que já estão começando a me irritar. E nossa, me perdoe pela frase super gay anterior. Sabe como é, né? Esses meses eu tenho me sentido muito gay.

– Aki-kun, você vai à viagem de praia, não é? – perguntou Atsushi, observando-me comer. Sim, agora era o intervalo, e como de costume, lá estava eu, sentando no chão do terraço, com Atsushi e Hirose me encarando. Ô vidinha desgraçada eu fui arrumar.

– Sei lá, você sabe que eu não curto muito ir à praia.

– É mesmo? Eu não sabia! – exclamou Hirose, impressionado. – Eu realmente sinto falta da praia.

– Você é de Okinawa, não?

– Sim... Lá é um lugar bonito.

– Huh, então por que você não leva esses seus dentinhos perfeitos com você de volta pra lá? – provocou o loiro, balançando a franja.

– Hm, porque eu não posso deixar o Aki-san aqui, para você estuprar. – respirei fundo, colocando-me de pé. Vai por mim, quando eles começam uma discussão, um hamster bissexual montado em um unicórnio gay que vomita arco-íris e que ao mesmo tempo, está em cima de um meteoro coberto com purpurina, pode passar e cair bem na escola que eles não vão nem perceber.

Abri a porta do terraço, e fui embora, em direção à sala de aula. Quando virei a esquina do andar do meu ano, dei de frente com a vilã das vilãs. Kurumi Teito:

– Ora, olha só quem foi expulso do exterior e voltou!

– Eu sei que você estava morrendo de saudades de mim, Kurumi. – encarava-a, com um sorriso sarcástico nos lábios. Kurumi apenas corou com intensidade, o que eu achei muito estranho:

– É c-claro que isso é um a-absurdo! E-Eu... Nunca sentiria falta de alguém como você! – dito isso, a megera me deu as costas, saindo de lá com o nariz mais empinado que a Torre Eiffel. Nem liguei, por isso fui andando despreocupadamente até a minha sala de aula, onde me sentei.

Cerca de cinco minutos depois, o sinal bateu, seguido por um enxame de alunos adentrando a sala. Mas, nem sinal de Hirose e Atsushi. Tá, não vou mentir que não fiquei preocupado, pois o professor já até tinha chegado e começado a passar conteúdo na lousa. Fui copiando, com o olhar fixo na porta da sala. Quando exatos quinze minutos de aula se passaram, os dois idiotas adentraram no local, em um estado deplorável. Uniforme rasgado, cabelo bagunçado e alguns machucados pela pele à mostra. O professor olhou-os, revirou os olhos, e permaneceu a passar matéria. Eles finalmente foram para os seus lugares, e assim que Hirose sentou-se ao meu lado, eu perguntei:

– O que houve?

– tivemos uma pequena... Discussão. – ele disse, sorrindo sem jeito.

– Pequena? Parece que foram espancados por um bando de menininhas do ginasial.

– N-Não seja bobo. Eu estou bem, e infelizmente, o loiro ali também está.

Eu resolvi não fazer mais nenhuma pergunta, porque o professor nos olhou com cara feia.


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– Então, quero que vocês estudem nas férias. – dizia o professor do último período. Há, até parece que eu vou estudar nas férias. Conta outra.

– estudem, e façam um relatório. – Pfff’ Não vou fazer mesmo.

– Que vai valer nota. – FILHO DE UMA ÉGUA! Não acredito! Mas que babaca!

– E vale 100% — NÃO PODE SER! SÓ PODE SER FALTA DE SEXO! TÁ EXPLICADO!

E assim bateu o sinal, e todos os alunos, indignados com seu destino cruel, deixaram a sala, restando apenas algumas pessoas e o professor. Fui andando descontraído até a saída, sentindo um braço envolver minha cintura. Olhei pra cima e me deparei com o idiota do Atsushi:

– Olha, eu sei que você é gay e tal. Mas, por favor, não me abrace no meio do colégio. – foi então que eu senti OUTRO braço envolver minha cintura. Olhei pro outro lado e vi Hirose, sorrindo.

– V-Você também... – Suspirei. Contei mentalmente até dez. E depois fiz algo muito prudente. Dei com minha bolsa nos dois, e sai andando, livre. Eles ficaram resmungando algumas coisinhas, mas eu coloquei os fones de ouvido.

Eu caminhava até minha casa, e estava morrendo de cansaço. Enquanto abria o portão de entrada, vi que os outros dois AINDA me seguiam.

– O que diabos vocês estão fazendo aqui?

– Viemos te deixar em casa! – exclamaram juntos. O que resultou em um chute provindo de cada um.

– Ok, ok. Missão cumprida, parabéns. Sumam. –ordenei, apontando para eles seguirem em frente. Eles pareceram ficar chateados por não serem convidados a entrar, mas eu não estava nem aí.

– Tudo bem... Até a viagem! – sorriu o Atsushi, se aproximando de mim, me dando um selinho.

– S-Sim, até a viagem, Aki-san! – e Hirose veio, acariciando meu queixo, e logo depois me dando um selinho mais demorado. Corei duplamente com aqueles gestos gays, bem na frente da MINHA CASA. Entrei correndo em casa, e fui até a janela da sala, observar os dois que iam embora, se empurrando pelas ruas.

– M-Mas que coisa...! –sussurrei, indo até o meu quarto. Joguei a mochila em qualquer canto, tirando o uniforme, tomando um banho e me trocando. Coloquei minhas roupas, típicas de mendigo, e fui até a cozinha, reclamar para o meu pai que eu estava faminto.

Andava livre pela casa, até que eu percebi uma coisa. Ela estava silenciosa demais. Gritei pela minha mãe, pai e irmãs, mas não fui respondido. Andei até a cozinha, encontrando um bilhete na geladeira.

“Querido Aki-kun,

Suas irmãs, seu pai e eu fomos até a cidade vizinha, visitar sua tia, que precisou de ajuda com alguns afazeres. Peço desculpas por não esperá-lo da escola, mas isso foi urgente.

Chegaremos aí amanhã, depois do almoço. Fique bem! Mil beijos, sua okaa-san que te ama!”

Eu li aquilo com a maior indignação do mundo. Percebam a tamanha discordância nesse bilhete. A mulher em si me abandonou, nem deixou comida pronta mesmo sabendo que eu não sei cozinhar. E ainda diz que me ama! Ah, é brincadeira!

– Podia ter me esperado... – resmunguei, abrindo a geladeira e a encontrando vazia. NEM ISSO ELA DEIXOU PREPARADO! Corri meus olhos pela cozinha, encontrando uma quantidade legal de dinheiro sobre o balcão.

– Hm, pelo menos isso ela deixou. – marchei até meu quarto, calcei um tênis e deixei a casa, trancando-a porque eu não queria que roubassem nada, né.

Como eu não sei cozinhar, eu fui até alguma lanchonete qualquer. Fast food seria perfeito. Entrei, fui recebido, fui pedir meu lanche e sentei em qualquer lugar. Estava quase desmaiando de fome, quando meu mega lanche chegou. Eu pareço ser aqueles gays bem frescos que comem que nem modelo, não? É mentira. Eu como pra caralho mesmo.

– Arigatou! – agradeci à garçonete, lançando meu sorriso secreto nível dois. Ela ficou vermelha e se afastou. E assim, eu comecei a devorar aquele sanduíche. E-Espere, não é como se eu fosse um primitivo, que não tivesse modos...

– Aki-san? – Levantei meu olhar, e congelei ao ouvir aquela voz. Hirose estava à minha frente, vendo aquele meu momento íntimo com o hambúrguer. Corei demais, pois estava em uma situação lamentável. Ele soltou uma risadinha, o que fez o meu lado inseguro aflorar mais. Eu saí correndo em uma velocidade que nem eu sabia que podia alcançar. Saí de lá, deixando meu pobre lanchinho para trás.

Corri e corri, até chegar à uma esquina. Como não aguentava mais, eu parei pra respirar um pouco.

– N-Não precisava c-correr assim... A-Aki...san...! – ofegou o maldito moreno, abraçando-me por trás. Conseguia sentir sua respiração sôfrega em minha nuca, e um arrepio me tomou o corpo:

– N-Não devia ter me seguido, idiota! – resmunguei.

– Mas é claro que eu devia. Você correu feito louco de lá... Fiquei preocupado...!

– C-Certo, agora me solta. – empurrei ele pra trás, ajeitando as vestes. Comecei a andar até minha casa, e prontamente fui seguido:

– você não cansa de ser um stalker?

– Eh? N-Não é nada disso... Só quero que você chegue em segurança à sua casa.

– Nem se preocupe. Vou ter que ficar sozinho até amanhã. – disse, sem perceber pra onde estava indo.

– Por quê? – ele me perguntou, fazendo-me parar de andar. Quando eu voltei à mim, já estava no portão de casa.

– Ah, eles viajaram e me deixaram sozinho. – eu abri o portão, logo depois a porta da casa. – Bom, obrigado por me acompanhar até aqu-

– Não posso te deixar sozinho aqui. – anunciou ele, entrando na minha casa SEM SER CONVIDADO, e me abraçando por trás.

– C-Como a-assim?! E-Eu já sou bem grandinho!

– Mas você é indefeso! Não posso te deixar aqui. – ele me soltou, pediu licença, tirou os sapatos e foi sentar no sofá.

– Ei! Você tem que ir embora! – gritei, corando ainda mais.

– Você prefere ficar sozinho...? – ele fez uma carinha de cachorro sem dono, e isso não pode! Os olhos verdes dele lacrimejavam e aumentaram ainda mais o brilho. Eu, em meio ao mundo mágico dos coelhinhos, e encantando demais com aquelas duas esmeraldas me encarando de modo pidão, nem ao menos prestei atenção à burrada que fizera:

– Pode... Ficar. – DROGA.

– Yatta! – ele sorriu infantilmente, pegando o celular do bolso, e discando algum número qualquer. – Vou falar com a minha mãe, já volto.

– Tá. – dei de ombros, indo para o meu quarto, o deixando sozinho na sala. Deitei na cama, peguei um livro, e fiquei folheando-o, sem prestar ao certo atenção às palavras ali escritas. Merda! Como eu ia conseguir passar uma noite ao lado dele?! Ele vai tomar banho no meu banheiro... E usar uma toalha da minha casa... E vai secar CADA pedacinho daquele corpo e... É melhor eu parar.

Estava quase dormindo, quando o outro bateu na porta, e entrou com uma mochila. Então ele ficara esperando a mãe lá na frente?

– Aki-san? – ele perguntou, se aproximando timidamente da cama.

– Hm?

– B-Bem... Eu queria dizer... Que... T-Te amo. – AAAAARGH. COMO ELE PODE SER TÃO LINDO E ADORÁVEL?!

– E-EH?! P-Por que está falando isso, assim, do nada?

– Porque eu acho que você merece ouvir isso todo o dia. – Eu não conseguia falar nada. Não havia como. Aquilo me pegara tão de surpresa, que por mais que eu me achasse esperto, Hirose conseguia me fazer de bobo, tantas e tantas vezes. Respirei fundo, escondendo um pouco do rosto, com o auxílio das mãos. E foi então, que a campainha tocou.

– Ah... Não vai atender? – Ele disse, encolhendo-se um pouco, e corando de leve.

– Não... Vamos ignorar. – e a campainha continuou sendo tocada. Lá pela vigésima vez, eu fui correndo, MUITO PUTO, até a porta. E a abri:

– O QUE É QUE VOCÊ QUER?!

– Aaargh, Aki-kun! – Atsushi estava à minha frente, assustado.

– Ah, eu devia saber que era você.

– Não ficou feliz com a minha visita? Eu trouxe um jogo que acabei de comprar, além de alguns petiscos... – Jogo? Petiscos? Puxei ele pra dentro, esquecendo-me completamente do outro convidado:

– Cara! Nem acredito! Eu estava louco pra jogar esse! – eu dizia, sorrindo feito idiota.

– Eu sei disso! – entramos no quarto. Atsushi e Hirose se entreolharam. Gritaram. E cada um puxou um dos meus braços:

– O QUE ELE ESTÁ FAZENDO AQUI?! – gritava o loiro, me puxando para a direita.

– E-Eu é que pergunto isso! – gritou de volta o outro, me puxando para a esquerda. Adeus paz, tranquilidade, vida.

– Parem com isso, está machucando! – eles então me soltaram, ainda se encarando feio. Pareciam dois cachorros brigando. E eu era a bolinha. Que lindo.

– Espera aí. Esse traste vai dormir aqui? – perguntou Atsushi, apontando para a mochila. Droga de bichinha observadora.

– Vou! Algum problema?!

– hm, nenhum... – Atsushi deu de ombros, sorrindo de modo estranho. Ele pegou o celular do bolso, e saiu do quarto. Eu respirei fundo, e liguei a televisão do meu quarto. Chamei o moreno para jogar, e assim foi. Uma meia hora mais tarde, Atsushi reapareceu no meu quarto, carregando uma mochila também.

– Espere. Você pretende dormir aqui? – perguntei, pausando o jogo.

– Pretendo? Eu vou dormir aqui. – respondeu ele, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Eu estou fodido. Esses dois vão me enlouquecer.

– Tanto faz. Você dois vão dormir no quintal.

– Q-Quintal? – Droga, pare de fazer essa carinha, Hirose!

–... Na sala. – murmurei, me levantando do chão, e me espreguiçando. Abri os petiscos que o Atsushi havia trazido, comendo alguns e os oferecendo aos outros. Fui até a janela e abri uma fresta da cortina. Vi que já estava de noite. Quanto tempo eu fiquei no mundo dos games?

– Wow... Já é tarde assim?

– Tarde? São só 20:00, Aki-kun.

– Bom, como não tem nada pra fazer, que tal a gente assistir algum filme?

– Acho uma boa ideia! – sorriu Hiro-kun, levantando-se do chão também.

– Oh! E eu tenho aqui a coisa perfeita! – Atsushi foi até sua mochila, retirando uma garrafa enorme de vodka. Olhei aquilo.

– KAMI-SAMA! Onde inferno você conseguiu isso?!

– Meu irmão me mandou.

– E por que seu irmão te mandou uma bebida alcoólica?! – gritei, irritado.

– Porque eu pedi, ué. – ficamos nos olhando em silêncio por um longo tempo. Olha, eu decidi não me meter mais nos assuntos do Atsushi. Ô pessoa imprevisível. Sai do quarto e fui até a sala, ligando a televisão e procurando qualquer filme bom. Pra variar, não estava passando nada, apenas o filme O Chamado, que é muito ruim.

– O Chamado? Esse filme é tão ruim... – Atsushi e Hirose sentaram no sofá, cada um de um lado meu. Virei para o Atsushi e o vi bebendo a vodka.

– Você não devia beber isso... – Murmurou Hirose.

– Ah, você é muuuuito certinho. Apooosto que não consegue. – O loiro riu, tomando mais um gole, direto da garrafa.

– Dá essa droga! – Hirose puxou a bebida da mão do loiro, tomando um gole enorme de uma só vez. As bochechas ficaram vermelhas, e a expressão passou para um sorriso abobado.

– Sua vez, Aki-saaan!

– Eu... Não vou beber isso.

– Hahahah! O Aki-kun é um arregão! – Cantarolava Tsu-kun, enquanto o moreno pressionava o bico da garrafa nos meus lábios:

– Bebe só um pouquinho! Você vai se sentir bem!

– Não é uma boa ideia.

– Deixaaa, Hiro-babaca! Ele é um covardão! – Atsushi, menos.

– Huhuhu, acho que você tem razão, Atsum! – EI! NÃO CONCORDE COM ELE!

– AH, QUE SACO, PASSA ESSA PORRA PRA CÁ. – peguei a garrafa com brutalidade, e bebi o conteúdo de forma mais apressada do que eu previa. Uma tontura atingiu o meu corpo, e senti meu corpo esquentar.

– Wow! Ele tomou um monte! Quase não deixou pra mim! –choramingou o Loiro, tomando o resto da bebida. Estávamos os três, completamente bêbados. O Chamado tinha terminado, e começara agora Os Embalos de Sábado à Noite. Um filme mega gay antigo, mas que para três bêbados homossexuais, era a verdadeira “bíblia”.

– Eu adoro esse filme! – comentou Atsushi, colocando-se em pé, e começando a dançar, desengonçado.

– Hahaha! Você dança muito mal! – eu comentei, me colocando de pé.

– Então mostra aí como se faz, ô bailarina. – Ele desafiou, soluçando. Eu ri ainda mais, começando a dançar tão mal quanto ele.

– E-Eu também! – Hirose se levantara e começara a dançar junto com a gente. Eu ria tão estupidamente, que dava até pena.

Dançamos e dançamos, e eu senti minha perna falhar, por causa da bebedeira. Tropecei em algum mistério da natureza, e tentei me segurar no Hirose. Mas como ele estava tão mal quanto eu, nós dois fomos ao chão. Abri meus olhos, gemendo de dor, e meu olhar se sustentou ao dele. Deixei meu rosto ir ao encontro do dele, selando com certo desespero nossos lábios. Prontamente, meu beijo fora retribuído, assim como mãos fortes me envolveram a cintura.

– EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI, NÃO É JUSTO! EU TAMBÉM QUERO BEIJAR O AKI-KUN! – Atsushi se ajoelhou até nós, puxando-me para perto dele, fazendo-me sentar em seu colo, e agora, envolvendo meus lábios. Como fora muito rápido, nem consegui resistir à língua dele, que neste momento, explorava cada canto da minha boca. Fui convidado para fazer o mesmo, e assim fiz.

– N-Não é justo... – Hirose se aproximou de nós, e me abraçou por trás. Senti a língua do moreno deslizar de leve em meu pescoço, fazendo-me gemer baixinho contra os lábios do loiro.

Senti as mãos de Atsushi descerem até a barra da minha blusa, para logo depois adentrá-la. Hirose fizera a mesma coisa, mas nas minhas costas. Meu corpo ficava cada vez mais quente, pedindo por coisas mais intensas. Atsushi e Hirose tiraram a minha camisa, assim como as deles mesmos, jogando-as no sofá.

– O-O que v-vocês... p-pensam que e-estão fazendo? – mais gemi do que falei.

– Estamos fazendo você se sentir melhor. – os dois responderam, ao mesmo tempo.

As mãos de ambos passearam pelo meu tronco, assim como depois, eles se afastaram de mim, olhando-me. Eu estava ofegante, com o rosto completamente vermelho e totalmente entregue a eles. Os dois trocaram de posição. Atsushi abraçou-me por trás, fazendo-me sentar em seu colo. Já conseguia sentir um volume por debaixo de sua calça, e instintivamente, comecei a remexer o quadril, sutilmente. Senti os lábios do moreno passar por todo o meu tronco, demorando-se mais nos mamilos.

Não conseguia mais conter os gemidos, muito menos tinha sanidade para contê-los. O loiro gemia no meu ouvido, fazendo com que eu me excitasse ainda mais. Hirose fora descendo com os beijos, e mantinha o olhar fixo no meu rosto. Quando ele finalmente chegou ao cós da minha calça, abriu os botões da mesma, de forma lenta e até mesmo sensual.

Atsushi levantou-me pelos quadris, e aproveitando isso, Hirose tirara por completo as peças de roupa que ainda permaneciam no meu corpo. Meu membro já estava completamente ereto, mas, por estar bêbado, eu nem me importei em ficar nu na frente dos dois. Hirose abaixou novamente o rosto, lambendo-me toda a região da virilha. Passou a língua agora pelos testículos, não racionalizando na saliva, e finalmente chegou à glande. Arfei, arqueando o corpo levemente para trás.

Já Atsushi distribuía chupões e mordidas por todo o meu pescoço, ao mesmo tempo em que acariciava as minhas nádegas. Quando o moreno envolvera o meu sexo inteiramente em sua boca, um dos dedos do loiro invadiu a minha entrada, devagar. Soltei um gemido de dor misturado ao prazer, e mordi os lábios. Levei minhas mãos até os cabelos do Hirose, pedindo através de gestos que ele aumentasse o ritmo. Meu quadril acompanhava o movimento de vai-e-vem que Atsushi e Hirose faziam, e eu sentia uma sensação incrível me dominar.

– Nghhh...! – Eu já não conseguiria aguentar por muito tempo. Assim que o segundo e terceiro dígitos foram introduzidos no meu orifício, o moreno aumentara ainda mais as carícias, me levando literalmente à loucura.

Um longo e alto gemido irrompeu o local, sinalizando que eu chegara ao ápice. Me desfiz na boca do moreno, e ele engoliu tudo, lambendo os lábios sensualmente depois. Empurrei Hirose para trás, fazendo-o sentar à minha frente. Afastei-me do loiro, aproximando-me do outro, abrindo o zíper de sua calça.

– A-Atsushi... S-Sei que eu você não aguenta mais... M-Muito menos eu. –implorei, ficando de quatro a ele. Voltei o olhar ao moreno, finalmente abrindo sua calça. Puxei o sexo dele para fora, e assustei-me um pouco com o tamanho dele.

– A-Aki-san... – ele gemia, fechando os olhos com força. Toquei a glande de leve com a língua, para depois passá-la por toda a extensão, até a base.

– Eu estou entrando, Aki-kun. – sussurrou o loiro, colocando-se atrás de mim. Agarrou a minha cintura, e afastou um pouco minhas pernas. Eu respirei fundo, abocanhando o membro do outro, fazendo-o gemer alto.

Senti a intimidade do outro ser forçada contra a minha entrada, me rasgando à medida que ia mais fundo. Gritei de dor, sentindo os olhos se encherem d’água.

– A-Aki-kun...? E-Está doendo muito? – Atsushi parara de se movimentar dentro de mim, preocupado.

– É LÓGICO QUE TÁ DOENDO, SEU FILHO DA PUTA, DOTADO DO CARALHO! – E gritava mesmo. Aquilo doía tanto, que eu podia desmaiar. A mão do loiro passou para o meu pênis, começando uma masturbação tímida, mas carinhosa.

– D-Desculpe...

– N-Não... E-Eu te mato depois... – sussurrei, começando a me acostumar com aquela coisa incômoda e quente dentro de mim. Voltei ao que eu fazia antes, arrancando suspiros deliciosos de Hirose. Aumentei a velocidade, assim como começara a mexer o quadril, encorajando o loiro a estocar mais rápido e fundo.

Agora eu não sentia mais dor. Atsushi estocava e me masturbava mais e mais rápido e de modo intenso. Eu sugava Hirose na mesma velocidade, e já podia sentir o outro chegando ao seu auge. Os únicos sons que predominavam na sala, eram os gemidos altos e sem pudor de todos nós.

– A-Aki-san... E-Eu não p-posso m-mais... – Hirose levou as mãos até minha cabeça, empurrando-a com mais rapidez ao seu membro.

– É t-tão bom estar d-dentro de v-você, A-Aki-kun... –sussurra Atsushi, estocando fundo desta vez, encontrando enfim, minha próstata.

Hirose finalmente chegara ao orgasmo, enchendo-me a boca com seu líquido. Não seria muito elegante cuspir isso, por isso, optei por engolir. Afastei meus lábios do outro, fechando os olhos com força agora. Cheguei ao ápice antes de Atsushi, desfazendo-me em sua mão. Uma sensação elétrica percorreu-me o corpo, logo depois deixando-o mole. Atsushi veio alguns minutos depois, fazendo-me sentir seu líquido branco preencher meu interior. Arfei com aquilo. Ele caiu em cima de mim, tão cansado quanto eu e o moreno.

Todos ficamos em silêncio, esperando a respiração afoita voltar ao normal. O efeito do álcool ia passando aos poucos, e a vontade de dormir também. Atsushi rolou para o meu lado, abraçando-me por trás. Já Hirose se aproximou de nós, me abraçando pela frente, enquanto depositava um beijo em minha testa.

– Nós te amamos, Aki-kun. – sussurraram em uníssono. A noite silenciosa fizera-me ouvir com clareza aquelas palavras. Fechei os olhos devagar, deixando um sorriso brotar no canto dos lábios.

Os sentimentos dos dois chegaram até mim, antes do sono me atingir. Com toda a certeza, esta noite, eu teria bons sonhos, dos quais terei prazer em recordar.


Notas finais
OMFG. OMG. MEU ODIN, COMO EU SOU SAFADA, AAAH. MAS O AKI-KUN É MAIS. ELE É MIL VEZES MAIS SAFADO, AAAAAH. Foi mó complicado fazer uma orgia em primeira pessoa, mano. D: Próximo capítulo é o da praia, e vai ter uma surpresa (talvez menos legal do que esse cap)! ouo
Boooom, foi isso! xD Espero que vocês tenham gostado, E NÃO ACHEM QUE EU SOU ESSA COISA PERVERTIDA AO EXTREMO, APESAR DE EU ~~SER~~ q Byebye!
Non esqueçam meus reviews u_u Tak!