My Sweet ... Boyfriend?!
9 Capítulo 9
Notas iniciais
A surpresa fica pro próximo, ok? Espero que gostem....
Capítulo dedicado ao Dylan, que recomendou a fic ♥ Muuito obrigada! E quanto aos reviews, eu vou responder, não se preocupem! 8D
E, OE! EU NÃO SOU PERVERTIDA E. Ok. Eu sou. 8'D
boa leitura, meus pudins! o/
Acordei com a maior dor de cabeça da minha vida. Meu corpo todo estava doendo, e eu não me lembrava de coisa alguma. Abri os olhos, e coloquei-me sentado, devagar.
- M-Mas o que... – eu estava sozinho no chão da minha sala. Um lençol cobria-me.
- POR QUE EU ESTOU NU NA MINHA SALA?! – eu gritei, assim que vi o estado deplorável do meu indivíduo. Olhei com atenção para a minha pele, e esta, estava infestada com marcas avermelhadas e roxas. Tentei me levantar, mas uma dor incômoda me atingiu... naquela região. Isso mesmo.
- Oh, Aki-kun! Você finalmente acordou! – Atsushi estava vestindo o avental do meu pai, e Hirose veio logo atrás dele, com um sorriso besta no rosto.
Ah sim. Agora eu comecei a me lembrar... Acho que os dois meio que se convidaram para vir dormir aqui ontem. Então bebemos um pouco... E aí eu não lembro de mais nada. E isso é extremamente frustrante. Me sinto aquelas velhinhas que vão dormir e acordam sem camisola no dia seguinte. A única diferença, é que eu não sou uma velhinha... Nem uso camisola.
- Tch... Minha cabeça dói... Tudo dói... A-Ai. – resmunguei, colocando-me em pé, e é claro, enrolando o lençol na altura da cintura. Os dois à minha frente coraram, desviando o olhar.
- É claro... Depois de tudo o que aconteceu! Acho que você não está acostumado a beber. – Atsushi rira.
- É... Eu nunca havia bebido.
- Sério? Não parecia, Aki-san... – murmurou Hirose, aproximando-se de mim.
- Huhu, é verdade. Aki-kun foi incrível noite passada! – Como assim?!
- Do que você está falando? – murmurei, apreensivo. Atsushi e Hirose já haviam aproximado-se o suficiente de mim. Recuei alguns passos.
- Você não se lembra? – murmuraram.
- N-Não... – eu já estava encurralado na parede, e eles, me prendiam ali. Uma mão de cada na minha cintura.
- Então, deixe-nos mostrar o que fizemos noite passada. – corei ao máximo, sentindo um arrepio passar-me o corpo todo. Empurrei os dois, e corri. Mas senti algo que não deveria estar “livre”. Quando olhei para baixo, pude perceber que o lençol que me cobria havia parado nas mãos pervertidas de um certo loiro, que ria.
- ... – eu acho que nunca fiquei tão corado quanto agora, em toda a minha vida. Fui até a cozinha, amarrei um avental reserva em meu corpo, peguei uma faca de cortar carne em uma das gavetas e voltei para a sala.
- A-T-S-U-S-H-I. Você vai morrer. – eu dizia, calmo.
- A-Aki-kun, foi só uma brincadeira! E n-não precisa ter vergonha, que eu já vi todo o seu corpo ontem à noite e-
- CALADO, SUA DESGRAÇA AMBULANTE! – eu estava cada vez mais próximo.
- V-Você não teria coragem de me matar!
- E você vai ficar aqui para descobrir? – eu indaguei, com um sorriso divertido nos lábios. Feito cinco segundos depois da ameaça, o loiro partiu para fora de casa, vestindo o avental e tudo. Sobrara apenas um Hirose sorridente na sala, que eu logo tratei de mandá-lo ao mesmo destino do Atsushi.
- M-Malditos... S-Será mesmo que tudo aquilo não foi um sonho...? – murmurei para mim mesmo, enquanto via-os correr para longe de minha casa. Suspirei, ainda segurando a faca.
- Aki-kuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuun, querido! Chegaaaaamos! – minha mãe fizera uma entrada triunfal, minutos depois dos dois teriam ido embora.
- Aki-kun sua tia mandou um beij- — ela me encarou, assustada.
- Olha, okaa-san! O onii-chan está peladão! – Minhas irmãs entraram na casa, rindo de mim. Elas me encontraram naquela situação. Vestindo apenas um avental de cozinha. Com uma faca na mão. O corpo marcado. E o meu rosto, mais vermelho que um tomate.
- GYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – corri, desesperado para o meu quarto, me trancando lá. Mas que ótimo jeito de começar as férias!
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Garotas irritantes. Tem algo pior? É claro que sim. Quando elas se reúnem com alguns mongóis e cantam músicas fora de moda, em um ônibus lotado de adolescentes, que está viajando há quatro horas. E quando essa maldita praia irá chegar?!
- Eu não acredito que tive de vir do seu lado.
- Nem eu. É muito azar para começo de férias. –murmurei, com a cara virada completamente para a janela, ignorando a rude menina sentada ao meu lado.
- Ora, não fale como se fosse tão ruim viajar ao meu lado.
- Acredite. Eu até estou feliz por estar ao seu lado. – a garota corou de leve, encolhendo seu corpo no acento.
- Você realmente não preferia estar ao lado do seu amigo?
- Nem tanto, Kurumi-san... Estou em uma situação delicada. – suspirei, fechando os olhos. Até que a garota que sempre considerei uma inimiga estava sendo gentil.
- É mesmo? E o que ele te fez?
- P-Prefiro não comentar. – disse, encerrando o pouco assunto ali mesmo. Coloquei os fones de ouvido, e me separei daquele mundo caótico, que me cercava. Mal reparei que caíra no sono.
Fora acordado aos berros, pela sensei de educação física. Quase tinha sido deixado para trás, ainda bem que aquela mulher me acordou, daquele jeitinho adorável. Pegamos nossas malas, e ficamos em um hotel, perto da praia. Fiquei muito aliviado, de que tive que dividir o quarto com um garoto, que eu nunca tinha falado antes. Assim, não íamos ter que conversar sobre nada.
- Certo! Agora que a divisão dos quartos foi feita, podem ir para os quartos estipulados! Descansem, se troquem e desçam! Nós ainda vamos à praia, para um luau. – dissera a sensei, com um sorriso enorme na face. É, algumas pessoas tem a mentalidade de uma criança, e gostam desse tipo de passeio.
- Ah... Você seria o Akihiro-san? – murmurou um garoto, aproximando-se de mim.
- Ah, sou eu mesmo. Você é o Matsuyuki Kaoru, não? – eu sorri para o garoto à minha frente, que devolveu o gesto.
- Sim, isso mesmo. Espero que possamos ter uma convivência agradável durante esses dois dias. – Matsuyuki era uma garoto um pouco mais alto que eu, com cabelos castanhos, e uma franja repicada que cobria grande parte da testa. Utilizava óculos com a armadura preta, retangulares. Era magro, e sempre detinha um tom rosado nas bochechas. Um garoto, que ao conhecê-lo melhor, pode ser classificado como gentil e extremamente tímido. E era ele o meu colega de quarto.
Chegamos ao nosso quarto, guardamos as malas, descansamos, tomamos um banho e ficamos conversando grande parte do tempo. Ele, assim como eu, era amante de jogos. Ou seja, tínhamos muito assunto. Sem percebemos, a noite havia chegado, e a hora do luau veio junto.
- Nossa, passou muito rápido mesmo!
- Hm, você tem razão, Sakurai-san.
- Ah, pode me chamar de Aki-kun. É como todo mundo me chama, certo? –sorri. Ele era realmente tímido.
- H-Hm... T-Tudo bem, Aki....kun. – ele ficou vermelho. Que amor. Levantei-me do chão, me espreguiçando.
- Droga! É melhor a gente ir, ou a sensei vai nos deixar para trás!
- Sim... Acho melhor não irritá-la. – disse o Yuki-kun, colocando-se de pé também.
- Hahaha! Ela não é nada feminina! Dá até medo! – saímos do quarto, indo em direção ao hall do hotel, onde nos encontraríamos com o resto da turma. Descemos, nos juntamos aos outros, e os amigos do Yuki-kun vieram buscá-lo:
- Até daqui a pouco, Aki-kun.
- Até, Yuki-kun! – sorri, acenando. Procurei algum sinal do Atsushi ou do Hirose, mas não consegui encontrá-los... E agora?
A professora finalmente chegara, anunciando que todos nós iríamos à praia. Todos já estavam se dirigindo ao local, em uma grande fila. E nada dos dois aparecerem. Decidi seguir o grande grupo, chegando rapidamente ao luau.
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A praia era iluminada por alguns lampiões assim como havia cadeiras, mesas, uma banda tocando músicas, uma pista de dança e um quiosque. No centro, havia, é lógico, uma grande fogueira, onde alguns casais de namorados já estabeleceram um espaço. Todos começaram a dançar, rir e tudo mais. Me sentei em uma parte um pouco afastada da festa, e fiquei a observar o mar. Fazia tanto tempo, desde a última vez que vira o mar... Uns sete anos, talvez?
- Aki-san? – Virei meu rosto para o lado, vendo Hirose sentar-se ao meu lado, com um sorriso tímido na face.
- Pensei que você não tivesse vindo.
- E perder a chance de vir à praia com você? É claro que não. – corei um bocado com aquilo, o que me fizera virar o rosto para o mar, mais uma vez:
- E o Atsushi?
- Ouvi dizer do colega de classe dele, que ele passou mal na viagem, por isso, não pôde vir.
- No ônibus? É bem típico. Ele nunca foi muito fã de ônibus e avião. – ri, imaginando se o outro não estaria precisando de ajuda.
- Aki-san...
- Sim?
- Você... – olhei-o de relance, surpreendendo-me com a face rubra do garoto. Ele nunca tinha ficado tão vermelho.
- Você... Já se decid-
- Heeeeeeey, vocês dois! Galera, o Hiro-kun está ali, ó! – Um grupo de garotos veio correndo até nós, fazendo o moreno ao meu lado resmungar.
- Hey, por que vocês dois estão aqui, tão isolados da festa? – perguntou um dos meninos do grupo, com um sorriso idiota no rosto.
- Aqui é melhor. –respondeu Hirose, soltando um sorriso sem-graça.
- Mas vocês vão perder a surpresa! – anunciou outro, que carregava uma sacola plástica.
- O que tem aí? – perguntei.
- Huhuhu, achamos que um luau não podia ficar sem isso! – um menino com cabelo ruivo – artificial, é claro- tirou alguns fogos de artifício da sacola, rindo.
- Ara, pensei que a sensei tinha proibido trazer esse tipo de coisa.
- Ela não precisa saber, hehe!
- Ela vai saber, quando vocês soltarem.
- Mas aí já vai ser tarde demais para ela impedir!
- OE! O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO AÍ? – uma voz feminina rompeu a noite, o que fizera os cabelos da minha nuca se arrepiarem.
- Sujoooooou! É a senseeeeeei!
- HEY, VOCÊS, ISSO SÃO FOGOS DE ARTIFÍCIO?!
- Cooooorram do demônio vermeeeeeelho! – então todos os meninos saíram correndo.
- Venha, Aki-san! – Hirose me puxou pela mão, fazendo-me levantar rapidamente, e me arrastando para longe, deixando a professora e os outros para trás. Corremos e corremos, até um ponto em que não dera mais para aguentar. Estávamos em uma parte escura e deserta da praia, onde a brisa do mar era suave.
- N-Não foi e-errado deixar os o-outros para trás...? – indaguei, sem fôlego.
- E-Eles serviram de i-isca! – disse o moreno, forçando um sorriso por detrás do cansaço.
- C-Certo... – desviei o olhar, me balançando para frente e trás, olhando as ondas quebrarem-se, silenciosas. Fechei os olhos, sentindo a brisa fria no rosto, e não pude deixar de sorrir.
- Aki-san... Você é tão lindo. – Hirose abraçou-me por trás, escondendo o rosto em meu ombro. Pelo calor que emanava de seu corpo, era provável que estava vermelho. Assim como eu, depois de ouvir tal elogio.
- N-Não diga coisas como essas...
- Eu sempre vou dizer, não adianta. – ele apertou-me mais em seus braços, levantando um pouco o rosto. – Porque eu escolhi te amar.
- ... – corei consideravelmente, mordendo os lábios. Hirose me virou, encarando-me de frente. Me surpreendi ao ver seu rosto, ainda mais vermelho do que o meu.
- Aki-san... Daisuki. – ele diminuiu ainda mais a distância, selando os meus lábios despreparados. O beijo fora intenso, mas sem malícia, sem desejo ou luxúria. Apenas os sentimentos foram impostos nessa troca de afeto.
- Eu realmente quero que você me escolha, Aki-san. – sussurrou-me, ao separar os lábios, para retomá-los mais uma vez, em outro beijo carinhoso.
Com Hirose as coisas não eram intensas. Ele abraçava-me acolhedor, como se nunca fosse me deixar ir. E isso transmitia-me um sentimento de segurança, tão inebriante.
Eu o amava, não havia dúvida. O porém, era o meu coração, que permanecia dividido. Um lado ansiava ao lado de Hirose. Já o outro pedia loucamente que Atsushi estivesse a me abraçar agora. E eu não sabia mais o que fazer. Por agora, aproveitei os poucos momentos sozinho, que tinha com o moreno. E ficamos a observar a lua refletir no mar, em uma troca de carinho, sem perversão envolvida.
Mas... Por que eu me sentia tão imundo em algo tão inocente?
Notas finais
Mas precisava ser algo bonitinho e kawaii fuwa fuwa desu depois daquilo. ~~
quero reviews, sim, eu sou chata ~~ kissus, até o capítulo....
OH MEU ODIN! A FIC VAI PRO CAPÍTULO 10! OH! *A*
byebye!
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