My Sweet ... Boyfriend?!
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Então, feliz ano novo! E vou responder todos os reviews assim que puder! ;u; Obrigada à todos os leitores e reviews!
Tentei aumentar um pouquinho mais esse capítulo... prometo um maior! =u=
E ESSE TEM CENAS MEIO CALIENTES ~
Espero que gostem! ♥
Tentava alcançar o moreno sem muito sucesso. Maldito! Não precisava correr tão rápido! E eu precisava tomar cuidado, porque estava de saia! Merda! Gritei o nome dele seguidas vezes, até que finalmente meu esforço fora atendido. E ele parou, virando-se lentamente para mim:
– Hiro-kun... Você entendeu errado! Atsushi não passa de um amigo!
– Não precisa tentar esconder, Akira-chan. – ele sorriu, tristemente, coçando a nuca. – Eu vi como ele te olha. – O que ele estava dizendo?! Mas que merda! Estou com uma vontade de contar tudo! Mas não posso fraquejar agora... E o Atsushi me mataria depois de todo o trabalho que tivera.
– O que você está dizendo? O Tsu-kun é completamente gay!
–... – posso estar enganado, mas a expressão que o moreno fizera agora, era de total espanto. Ele não tinha percebido? – E-Ele é... Gay?
– Não vá me dizer que não tinha percebido! – cruzei os braços, irritado – Ele transborda feromônios!
– Está certo que ele é um pouquinho estranho, m-mas... G-Gay? – ele riu, completamente sem jeito. Aproximou-se timidamente de mim, sorrindo torto – Me desculpe, Akira-san... Eu sou um idiota.
– Não tem problema. – sorri de volta. Você não era só idiota, Hirose. Você era ciumento. Olhei para o céu, à procura de algum rastro do Sol, que já não estava mais ali. Este tivera sido encoberto por densas e negras nuvens. Senti uma gota de chuva pingar em meu rosto. Que ótimo! Mal deu dois segundos, e a chuva já engrossara, o que obrigou-nos a voltar para dentro da escola.
– Ah... Que droga! – resmunguei, apoiando a testa na porta de vidro da entrada principal do prédio leste do colégio.
– O que foi, Aki-san? – Hirose havia ido até os armários, onde pegara o seu guarda-chuva:
– Ah... É que eu esqueci o meu em casa. – disse, apontando para o objeto que o outro tinha em mãos. Voltei o olhar ao rosto do garoto, este, encontrava-se vermelho.
– S-Se quiser... E-Eu posso levá-la até sua casa. – meu coração palpitou, dolorosamente. Essa era uma incrível oportunidade para me aproximar ainda mais dele.
– E-Eu não quero incomodar. – voltei meu olhar ao chão, envergonhado demais para continuar a encará-lo. Mas que merda! Entretanto, senti uma mão quente e macia envolver a minha, entrelaçando seus dedos nos meus. Hirose me puxava para fora, e puxava-me para perto de seu corpo, de modo que eu não ficasse para fora da proteção do guarda-chuva.
Andamos sem nos encararmos, mas pelo calor que eu sentia emanar do corpo ao meu lado, sabia que Hirose estava tão vermelho quanto eu. Nenhum de nós dois queria quebrar o silêncio, este sendo quebrado apenas pelo som da chuva, que batia no guarda-chuva. Suspirei, encostando, sem querer, a cabeça em seu ombro. Senti o moreno estremecer ao meu lado, mas este não ousou me afastar. Podia ouvir o som acelerado de seu coração, que batia freneticamente, assim como o meu. Eu não me importaria que aquela caminhada durasse para sempre. Mesmo que o coração de meu amado batesse pela Akira-chan.
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Naquela noite, eu não conseguira dormir nem um segundo sequer. Toda a maldita vez que eu lembrava do moreno segurando a minha mão, meu coração aquecia-se, assim como todo o meu corpo. Foi uma longa noite, isso era fato. E como faço todas as manhãs de aula, acordei cedo, arrumei minhas coisas, tomei o café-da-manhã, conversei com meus familiares e saí cedo de casa. Finalmente chegara à casa de Atsushi, onde esperava o loiro atender a porta.
– Oh! Ohayou, Aki-kun! Que cara medonha! Ha ha! – nem liguei quando ele praticamente me agarrou, puxando-me para dentro. Cumprimentei todos que encontrei pela frente, até que finalmente nos encontrávamos no quarto do Tsu-kun.
– Ai que saco. –bufei, jogando-me na poltrona – esta felpuda até demais- do quarto, encarando o outro, com uma cara de morto.
– Aki-kun. Você ficou a noite toda no videogame de novo? – murmurou ele, cerrando os olhos azuis.
– É claro que não, seu babaca. – fiz beiço, virando o rosto. Por que raios ele me tratava como uma criança?! Só porque ele era maior que eu, é?!
– Não me chame de babaca, Aki-kuuuuuuuuuuuuuun! – choramingou ele se aproximando manhosamente de mim. Cara, que saco aguentar isso logo de manhã.
– Cala a boca, sua bicha. – cruzei as pernas, ainda esnobando o outro. Até aquele momento. Percebi que o loiro calara-se completamente, o que eu estranhei pra caramba. E me arrependi de levantar o olhar para encará-lo. Este estava sério como eu nunca o vira na vida toda. Seus olhos queimavam, mas não consegui distinguir o sentimento. Talvez fosse sofrimento. Mas logo minha reflexão fora interrompida pelo maior, que me pegara nos braços, e jogara-me em sua cama com uma violência inédita. Até assustei-me, principalmente quando ele pôs-se sobre mim. QUE PORRA É ESSA, ATSUSHI?!
– H-Hey, me s-solte, Atsushi! – tentava me soltar, mas o outro me prendera completamente abaixo de si. Maldito gayzinho forte!
– Não gosto do jeito que você me trata, Akihiro. – o tom de voz dele era sério. Prendeu com a maior facilidade do mundo minhas mãos sobre a minha cabeça, aproximando seu rosto cada vez mais do meu.
– Q-Que merda Atsushi! Me solta, seu pervertido! – Ele nunca tinha feito uma coisa dessa magnitude! Ó Deus... Eu vou ser estuprado pela bicha louca do Atsushi?!
– O que você faria se eu roubasse o seu primeiro beijo para mim, Akihiro? – OOW! Parou com a palhaçada, seu idiota! Corei ainda mais, tentando virar meu rosto.
– Atsushi, nem se atreva! Você sabe que ele é importante para mim! – fechei os olhos, quando senti a respiração dele em minha pele. Pronto, eu estava acabado. Porém, os lábios do outro não selaram-se nos meus, e sim em meu pescoço. Estremeci ao toque complemente ousado dele, entrando realmente em pânico.
– ISSO NÃO QUER DIZER QUE VOCÊ POSSA FAZER AQUILO COMIGO, SEU MERDA! ME SOLTA! – senti ele me envolver em um abraço, ainda beijando sem descanso o meu pescoço. Encolhi os dedos dos pés, e arfei. Que sensação era essa...? O corpo do loiro começara a tremer e eu ouvi alguns murmúrios indistintos.
– Pffffff’ hu hu hu hu huu! A-Aki-kuun! Pfff! – FILHO DE UMA…! ELE ESTAVA TIRANDO UMA COM A MINHA CARA?!
– H-Hey, seu idiota! Bicha pervertida! Devorador de homens! – empurrei-o para o lado, já que estava em estado de fúria. Peguei uma das almofadas da cama, e dei sem dó nem piedade na cara do mais alto. E ele continua a gargalhar, encolhendo até mesmo a barriga:
– Ah hahahahaha! Você devia ter, tipo, totalmente visto a sua cara, Aki-kun! – ele falava, sendo cortado pelas pancadas que eu dava nele. Do nada, prendeu-me os pulsos, encarando-me, ainda rindo um bocado:
– Seu idiota, achou mesmo que eu fosse fazer isso com você? – ele deitou a cabeça no meu colo, suspirando. Atsushi... Você só podia ser loiro mesmo.
– Babaca, você me assustou. – grunhi, franzindo o cenho, irritadamente. Empurrei a cabeça dele para lá, me ponde de pé, e arrumando as vestes. Eu estava completamente amassado, e meu cabelo uma bagunça!
– Ok, ok. Vá se arrumar, ou vai chegar atrasado, princesa. – Eu vou começar a ignorar esse cara... sério! Mostrei a língua para ele, soltando um risinho do mesmo. Fui para o banheiro do quarto e me arrumei. A maquiagem já se tornara fácil, afinal, já estava assim fazia uns meses... Eu acho.
– Oh! Você já aprendeu a se maquiar! – logo que saí do banheiro ele envolveu minha cintura, e sem mais nem menos, lambeu meu pescoço, fazendo-me corar violentamente. Afastei-me dele, em um pulo, com a mão protegendo o local:
– É s-sério, Atsushi! Pare com essa besteira! – fui até o espelho do quarto, olhar-me, para ver se não tinha nada fora do lugar, sabe como é, precaução. Foi aí que eu olhei para aquela mancha avermelhada horrorosa, no meu pescoço. Era... um... chupão?!
– A-T-S-U-S-H-IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII! – Virei para intimidá-lo, mas ele já não estava mais ali. Corri para a janela, e o vi lá embaixo, mandando um beijo para mim. Sem pensar duas vezes, abri a janela e pulei dali mesmo, correndo loucamente atrás do maldito. E isso até chegarmos rapidamente na escola, esbarrando em todo mundo. Dane-se se eu estava como uma menina. Iria matar Atsushi de qualquer jeito!
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– E-Ei, acalme-se, Aki-kun! Não vai ficar mais rico se me matar agora, hahahaha! – eu o havia encurralado em um dos corredores, e me aproximava, mostrando os punhos.
– Não, mas eu vou me sentir feliz se te bater, He He! – me deliciei ao ver a cara de pânico dele. Ah, era hoje que eu pegava aquele loiro e esfregava a cara dele no asfalto do pátio! Já estava quase socando-o, mas fui impedido por alguém.
– O que diabos vocês dois estão fazendo, seus pirralhos? – não reconheci a voz que me puxava, para longe do loiro. Ergui o olhar, fitando uma figura um tanto peculiar. Este tinha os cabelos compridos, na altura dos ombros, repicadíssimos, e de uma cor estranha. Preto azulado. Seus olhos eram de um cinza fosco e me encaravam com cara de poucos amigos.
– Me solta, cara esquisito. – murmurei, tentando me soltar.
– Tá. – e ele simplesmente me largou no chão! Porra, não leva tudo ao pé da letra!
– Oh! Senpai! – SENPAI?! Ele é um veterano?!
– E aí, TsuTsu? – ele acenou, o que me pareceu um movimento altamente dramático. Estou com um péssimo pressentimento.
– Quem é você? – cerrei os olhos, me levantando, e me “escondendo” atrás do loiro.
– Quem sou eu, você pergunta?! – ele girou, balançando a cabeleira dele. Outro Atsushi? – Eu sou Mashiro Mizushiro, sangue O e estou no terceiro ano! Líder do clube de teatro!
– Ok... Prazer em te conhecer. Adeus. – comecei a fugir, mas Atsushi me segurou pela gola da camisa. Eu não quero outro amigo estupidamente Rei-da-parada-Gay!
– Ui, TsuTsu, sua amiguinha apesar de bonitinha é bem hostil. – ele cochichou, olhando-me com desprezo
– Eu sei, Mizu-senpai, mas ela tem um temperamento difícil!
– Ei, Tsu-kun. – puxei-o para perto de mim, sussurrando. – Quem é esse amigo seu?
– Eu não sou amigo dele, ele simplesmente cola em mim toda hora, não é, TsuTsu? – Ouvir a conversa dos outros é feio, ô atorzinho!
– Ah, Akira-chan, esse aqui é um conhecido meu! Às vezes conversamos sobre coisas aleatórias!
– Na verdade eu estava mesmo te procurando, TsuTsu. – aquele cara se aproximou de nós, segurando-nos pelos ombros. Eu não entendia mais nada. Simplesmente decidi escutar a conversa, por agora:
– Ora, é mesmo? E por quê?
– Minha nova peça de teatro. E eu preciso de um pessoal para atuar comigo. – Essa não! Vou fugir!
– É mesmo?! Que legal! Se você deixar, eu e a AKI-CHAN PODEMOS participar! – ele sorriu, segurando-me pelo pulso. PARA DE ME PRENDER AQUI NESSA FESTINHA GAY, PÔ!
– Hmm... Vocês podem fazer os testes. Só preciso de um príncipe agora.
– Ué? Mas você não vai ser o príncipe? – murmuramos nós dois, em uníssono. Que cara estranho.
– É claro que não! Eu nasci para ser diretor de peça, não ator! – eu já vi essa aura brilhante em algum lugar...
– Então eu posso fazer o príncipe e a Aki-chan a princesa! Vai ser que peça?
– Cinderela. E você vai esperar pelo teste. – murmurou o outro, com aquela cara assustadora e mau-humorada. Do nada, porém, o Senpai saiu correndo atrás de um aluno, entregando-o um convite para a audição da peça.
– O que ele está fazendo? – murmurei, surpreso.
– Propaganda das audições. E nós vamos fazer, né, Aki-chan?!
– Nem. Eu não levo jeito para a coisa. – comecei a andar em direção à sala, e fui prontamente seguido pelo loiro:
– Ah, vaaaaaaaaaaaamos, Aki-kuuuun!
– Não.
– Vaamos!
– Nem vem.
– Então você não me dá escolha! – ele entrou apressadamente na sala, pulando em cima do Hirose, que lia calmamente um mangá shonen. O LOIRO ATACOU O MEU HIROSE. Sem pensar eu também pulei em cima dos dois, mordendo o rosto do Atsushi, que chorou dramaticamente.
– E-Er... Ohayou.... – disse o moreno, calmo como sempre. Tão sexy... Tão calmo... E eu sou tão gay.
– Oh, yoo Hiro-chi! – ele sentou na carteira do moreno, fitando-o alegremente. O que ele ia aprontar?
– Quer participar da peça que o clube de teatro está organizando?
– Ah... E-Eu não sou muito b-bom em teatro... – ele disse, sorrindo daquele jeito adorável dele.
– Ah, mas a Aki-chan vai participar! – ele se aproximou do ouvido de Hirose, sussurrando algo que o deixou muito vermelho. Droga! Fiquei curioso!
– Pode contar comigo então! – Até você concordou com isso?! Droga!
– Que bom! – Atsushi nos uniu em um abraço grupal. Se Hirose soubesse o quão homossexual foi esse afeto, ele teria se afastado. Afinal, estava abraçando a maior bicha local e um travesti colegial... argh, que por sinal, sou eu.
– Lá vai o Trio Super Poderoso! Mind Lemon Generation!
E foi assim, que eu, Sakurai Akihiro, um colegial não tão normal, me envolvi na peça Cinderela. E eu acho que isso vai fazer meus cabelos caírem ainda mais! Pelo menos, Hirose estará ao meu lado.
Notas finais
Beijos~ E me mandem revieeeeews ;u; Eu tiro ótimas ideias deles ;u; (como se eu tivesse ideias ótimas, haha. -q)
até daqui 3 dias! xD
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