My Sweet ... Boyfriend?!
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Espero que gostem o/
Olá à todos, eu sou o Akihiro, mas à essa altura do campeonato, vocês já devem saber de toda a minha situação. Como hoje era domingo, e graças à Deus não tem aula, decidi por mim mesmo que iria dormir o dia todo. Ok, eu admito. Noite passada eu exagerei no videogame, por isso eu estou esse horror. Mas a vida é minha e vai se foder.
Eu estava tendo um lindo sonho, quando senti dois pesos pularem sobre mim. Acordei assustado, e constatei as duas pestinhas das minhas irmãs:
- Onii-chaaan! Acorda, hoje é domingo! – era impressionante a capacidade dessas duas de falar sincronizado. Dava até medo! — A mamãe pediu pra você descer, ela tem um pedido, onii-chan!
- Tá, ta, agora dá pra parar de pular? – murmurei, empurrando as duas de cima de mim, colocando-me em pé. Elas apenas riram, correndo à minha frente.
Desci as escadas ainda com sono, dirigindo-me à cozinha. Lá encontrei meu pai preparando o almoço, e minha mãe na mesa lendo o jornal. Os dois sorriram ao me ver, e minha mãe pediu para que eu me aproximasse:
- Boa tarde, dorminhoco!
- Boa tarde... – murmurei, sentando-me à mesa e coçando os olhos:
- O papai está fazendo macarronada para o almoço, mas esqueceu de comprar os tomates. – Ah... Lá vem coisa! – Será que o nosso lindo e prestativo filho mais velho poderia fazer a gentileza de ir comprar tomates na feira?
- Não, vou voltar a dormir. – murmurei, me pondo de pé. Senti algo passar de raspão no meu rosto, à uma velocidade incrível. Pulei para o lado, assustado, ao ver que minha mãe tinha jogado a xícara de café que bebia. Congelei.
- Eu ainda não terminei. – aquele sorrisinho dela sempre me fazia tremer! – Eu não estou pedindo. É uma ordem.
- Mas eu realmente não est- — não sei ao certo o porquê de eu estar andando rumo à feirinha nesse exato momento. Mas o olhar assassino e da faca que minha mãe tinha em mãos, com toda a certeza contribuiu para que eu obedecesse. Como posso dizer? Eu ainda tinha coisas para fazer nessa vida, né?
Eu caminhava sem muita atenção até que finalmente entrei na feira, que ocorria na praça, todo santo domingo. Procurei a tenda dos tomates, e de lá comecei a pegar alguns. Acho que cinco estava bom. Os comprei, tudo belo e normal. Até o momento fatídico e que só podia acontecer comigo mesmo, quando eu trombei com alguém.
- E-Eu sinto muito e- — Meus olhos se arregalaram, e eu aposto que parecia um retardado. Quem mais poderia estar ali, para o meu desespero? Hirose segurava-me pela cintura, caso contrário teria caído no chão, e meus tomates junto comigo.
- Eh?! Akihiro-san?! – droga. Agora ferrou tudo.
- H-Hirose-san... –murmurei, sentindo a face queimar. Ótimo! Não bastava eu estar um caco de gente, vestido igual à mendigo, a mão dele estar na minha cintura, como uma biba, e meu rosto corar intensamente. Isso, Akihiro! Deixe a menina interior aflorar!
- Pensei que estivesse no exterior... – ele sorriu gentilmente. Quando ele ia tirar a mão de mim?!
- A-Ah, é que lá é f-férias, por isso e-eu voltei...! – puta merda, eu sou uma besta mesmo.
- Férias? Que bom! Fico feliz por ter te encontrado, Aki-san. – e ele é uma besta maior ainda. Pelo o que pareceu, o bronzeado finalmente percebeu a origem do meu incômodo. E com o rosto vermelho como um tomate, Hirose afastou-se de mim, rindo sem jeito:
- F-Foi mal... – eu apenas assenti com a cabeça, tentando recuperar-me do estado que me encontrava. Foi então que eu percebi que o olhar dele estava fixo em mim.
- O que foi? – murmurei, achando que tinha algo de errado. Ele por acaso perdeu o cu na minha cara?!
- N-Não é nada...! Só estou pensando que estou feliz em te ver novamente. – ele sorriu mais uma vez, coçando a nuca de leve. Senti meu coração acelerar, ao vê-lo usar roupas casuais, fora o uniforme. Ele trajava uma camiseta branca, com uma bermuda jeans, o colar de cruz usual, um tênis normal e o cabelo estava levemente bagunçado. Eu realmente sinto a maior inveja de pessoas que ficam lindas até mesmo com o cabelo desgrenhado!
- Feliz? Mas nós mal nos conhecemos... – murmurei, me sentindo um completo lixo. Enquanto ele estava lindo e perfeito, eu me encontrava com a cara de quem acabou de acordar, cabelo bagunçado, uma bermuda jeans, uma camiseta de basquete que mal servia na minha pequena pessoa, e um all star.
- É, eu sei. Mas você me pareceu legal. – e agora eu me encontrava no auge da felicidade. Onde os anjos tocam harpas, e o céu é feito de açúcar. E quando eu entrava nesse modo, não prestava atenção em nada e em ninguém.
- Então, você quer que eu te acompanhe até em casa?
- Sim. – e sem perceber, já estávamos os dois andando em direção à minha casa.
- Soube que você é bem inteligente, Aki-san... – ele murmurou, tentando puxar assunto:
- Sim.
- Ah, então você poderia me dar aulas particulares de inglês enquanto está aqui?
- Sim... EPA. O QUÊ?! – finalmente saí do transe, assustando-me por estar à metros de minha casa. Sim... Esse modo era perigoso!
- É! É que eu sou ruim em inglês, e pelo o que parece, você é muito bom... Se quiser eu pago. – isso quer dizer... Que eu passarei as tardes com ele também?! Isso é... Mágico!
- Tudo bem, não precisa pagar. Que horas devo ir até sua casa? Na minha não pode ser. – o fitei intensamente, quase não me controlando.
- Pode ser lá pelas 16:00 horas... É um bom horário. – ele sorriu
- Tá. Te vejo amanhãs às quatro.
- Tudo bem! Estarei esperando, hein! – e com isso ele me deu um soquinho de leve no ombro, e foi embora, acenando e sorrindo. Depois de me encontrar completamente sozinho, eu gritei e pulei e fui para casa saltitante. Agora poderia vê-lo em período integral! E Akihiro, controle a sua garota interior.
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Segunda é sempre tão chata e tediosa... Foi exatamente isso o que eu pensei, ao me dirigir à sala de aula, com o Atsushi tagarelando no meu ouvido. Nos sentamos nos nossos lugares, e como de costume, Hirose já estava lá, conversando com todo mundo. Ele era realmente popular... E isso me irrita. É, eu sou ciumento mesmo! Tudo estava correndo perfeitamente normal.
- Por favor, representante da sala. – o professor chegou sem nem ao menos dar bom dia. Como de costume, a nerd de cabelos ondulados negros, com óculos espessos levantou-se, e pronunciou aquelas monótonas ordens:
- Kiritsu. – todos nos levantamos.
- Rei. – todos nos curvamos, perante o professor.
- Chakuseki. – e por fim nos sentamos, e assim deu-se início à aula de biologia. Tudo corria bem, a aula estava um porre como sempre, Hirose e eu trocamos alguns olhares, recebi alguns bilhetinhos de amor de alunos anônimos e o Atsushi tomou bronca. Tudo era rotina da segunda feira.
Estávamos no meio daquela aula tediosa, quando de repente um som perturbador irrompeu o silêncio que pairava nos corredores do andar da nossa sala. Alguém corria loucamente pelo corredor, e ouvíamos gritos exagerados. Todos nós paramos o que fazíamos para prestar mais atenção à situação e expectativa. Foi então que ninguém mais que Mashiro Mizushiro, entrou porta adentro, fazendo o maior escândalo e pose, arrancando gritos surpresos de todos os alunos ali presentes:
- MASHIRO-KUN! – vociferou o sensei, pegando o senpai pela gola da camisa. Eu sabia que não podia ter nem uma segunda-feira normal. – O que pensa que está fazendo aqui, arruinando a minha aula?!
- Sensei... – o estranho jovem de olhos acidentados soltou-se do professor, de um modo exagerado e estranho. Algumas garotas suspiraram, e ele continuou, balançando os cabelos sedosos de um lado para o outro:
- Creio ter que pegar três alunos emprestados, para o teste do clube de teatro, huhu!
- Não na minha aula! – foi então que ele tirou uma carta do bolso, e a jogou em cima do professor. Esse cara era realmente abusado...
- Sensei, eu tenho permissão do diretor para isso! Agora... – ele saiu correndo pela sala, como um verdadeiro lunático! Puxou o Atsushi, o Hirose e eu para fora da sala e nos fez segui-lo até o teatro. Que cara mais ditador!
Nós três apenas ficamos quietos, com medo do que aquele ser imprevisível pudesse fazer. Quando chegamos no anfiteatro do colégio, nos juntamos a um pequeno grupo que já estava lá. E para a minha desgraça, a bruxa Kurumi também.
- Ok, ok! Agora que todos vocês vieram aqui para fa-
- Viemos? Você praticamente nos sequestrou. – cortou um aluno ruivo baixinho, que jogava um DS. Um nerd? Mashiro-senpai apenas se aproximou dele, tomando o aparelho em mãos, e o jogando do outro lado do local:
- Já que vocês vieram por livre e espontânea vontade, apenas com uma leve e amigável pressão do meu ser, vamos começar a audição para a peça Cinderela! – Eu sabia! É melhor sair correndo, antes que eu me meta em encrenca!
- Ei, Aki-chan, onde está indo? – murmurou o Atsushi, segurando-me pelo pulso. Filho da mãe!
- Deixem o romance para o teste vocês dois! – Não é nada disso, seu babaca!
Um por um do grupo de alunos foi fazendo a audição. Tínhamos que encenar um parágrafo da peça, e o Senpai veria quem era mais natural com o papel. Depois de grande parte dos alunos ter ido – inclusive o Hirose- chegou minha vez. Foi horrível. Eu tenho certeza de que fui péssimo... Que ótimo. Assim não preciso me preocupar! Depois de tudo, os alunos foram sendo liberados, sobrando apenas Mashiro-senpai, Atsushi, Kurumi, Hirose e eu no lugar:
- Tenham certeza de que vocês já estão dentro! – aplaudiu o mais velho, sorrindo com pouco entusiasmo.
- Sério mesmo?! Que incrível! Mas... – Kurumi se aproximou do Hirose, com os olhos cintilantes:
- Mas é claro que o Hiro-kun será o príncipe! – Então Atsushi gritou. Nunca o vi tão irritado:
- Enquanto eu for loiro, não vou deixar ninguém mais ser o príncipe!
- Mas é lógico que o príncipe precisa ser o Hiro-kun! Ele é o melhor e mais indicado para o papel! – protestou a garota, batendo o pé:
- Ai, que vergonha... Então eu serei a princesa? – Atsushi olhou levemente para cima, balançando o quadril de um lado para o outro. Hirose começou a rir, e a morena se enfezou:
- MAS É LÓGICO QUE EU SEREI A PRINCESA, SEU IDIOTA!
- Eh? Se eu não for a princesa, é lógico que tem que ser a Aki-chan! Ela é milhões de vezes mais bonita que você! – me sentei em uma das cadeiras da platéia, aquilo iria demorar.
- Hã?! Ela é só uma garota idiota e metida! Com aquele cabelo cheio de cachos dos anos 80! – Hirose pareceu se irritar, e foi se dirigindo à porta, me chamando logo em seguida. Fui ao encontro dele, e andamos em silêncio pelo corredor:
- Aqueles dois se dão bem, né?
- Não sei... Acho que sim. – sorri.
- O dia promete ser incrível hoje... – ele murmurou, claramente falando sozinho. Decidi ignorar, entrando na sala e voltando à chatice daquela segunda-feira.
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Cheguei em casa e almocei rápido. Corri em direção ao quarto, e me arrumei com cuidado. Afinal, hoje teria um encontro com o Hirose! Bem... Não exatamente um encontro, mas... Ah, eu chamo como eu quiser, não estraguem minha felicidade! Tomei banho, botei uma roupa bonita, mas simples. Não queria que ele pensasse que eu tinha me arrumado só para estudar com ele, apesar de ser a verdade. Peguei alguns livros de inglês e sai de casa, e só faltava saltitar. Estou começando a achar que esse período que passei com o Atsushi está me fazendo mal...
Segui corretamente as instruções que ele havia me passado, e me encontrava parado, encarando a porta da frente da casa dele. Suspirei, tocando a campainha, um pouco hesitante. E alguns momentos depois, surgiu um Hirose sorridente, e arrumado até demais, ao meu ver:
- Olá, Aki-san! Pode entrar! – eu concordei, devolvendo o sorriso, e adentrando o local. A casa era bonita, grande, bem iluminada e arejada. Bonita como o dono:
- Certo, nós vamos estudar lá no meu quarto...
- Tudo bem. – o segui, entrando no quarto. Estranhei o silêncio do lugar:
- Seus pais?
-Ah, eles estão trabalhando... Chegam só lá pelas 21:00 horas!
- Ok... Então, quais são suas dúvidas? – perguntei, tirando uma pilha de livros da mochila, sentando-me ao lado dele, na cama. Tudo lá tinha o cheiro doce dele. E não é como se eu fosse um stalker ou algo do gênero, hein!
- Hm... – ele me encarava fixamente. Novamente. Corei um pouco, pigarreando, e assim chamando a atenção dele:
- Ah! São com os verbos irregulares!
- Não consegue decorá-los?
- É... Isso mesmo! – ele riu. Pode ter sido imaginação minha, mas ele se aproximou de mim.
Ficamos estudando cerca de duas horas, até que o maior resolveu perguntar algo completamente diferente:
- Aki-san... Você tem alguma namorada? – Que merda de pergunta era essa?! Fiquei completamente surpreso, e com certeza corei:
- N-Não... Não tenho. Por que pergunta?
- Ah... É que você é tão legal e bonitinho. Achei que tivesse alguma. – ele sorriu. BONITINHO? Ele me chamou mesmo de bonitinho?! Talvez pela cara de espanto que eu fazia, o moreno corou intensamente, desviando o olhar:
- Q-Quer dizer, ouvi dizer que você era popular entre as garotas...
- Ah... N-Não tem problema. Foi só uma pergunta.
- S-Sim... – um silêncio assustador tomou conta do quarto. A tensão pairava ao nosso redor, e para piorar, nenhum de nós dois conseguia desviar o olhar. Meu coração batia rápido, a cada vez que o moreno se aproximava de mim, inclinando o rosto ao encontro do meu.
Nada mais importava. A única coisa que me segurava na Terra no momento eram os olhos esverdeados de Hirose, e de seu hálito fresco, cada vez mais e mais perto do meu.
Notas finais
sério, agora prometo não demorar mais. Desculpa de verdade. Kissus, até o próximo capítulo o/
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