Notas iniciais
Então, cá estou eu! Postando o capítulo, e olha só! Esse não é o final. Como ficou meio grande, e eu ainda não finalizei, de fato, este ficou mesmo como penúltimo capítulo. Heh, dividi o final em dois capítulos. uvu
Esse capítulo eu dedico à Flora Dark, por recomendar a fic! Muito obrigada, babu! ;w;
Sem mais delongas, boa leitura!

Era novembro. As provas finais se aproximavam, e eu não estava estudando, como na maioria das vezes. Eu não estava sendo amoroso com a minha família, como costumava ser. Eu não conversava com ninguém. E tinha me isolado completamente. Nem mesmo com Hirose, eu o fazia. Eu me fechei em um baú, e ninguém possuía a chave.

Não era como se eu me sentisse infeliz. Eu não sentia nada. Absolutamente nada. Nem tristeza, alegria, raiva, ódio, irritação. Atsushi levara minhas emoções junto com ele. Ele levara tudo. É engraçado como os sentimentos de alguém podem mudar em apenas um ano. Eu já estava para ir para o meu segundo ano do ensino médio. Minha última fase escolar. Conheci muitas pessoas. Fiz inimizades e amizades. Vi tantas coisas, e desfrutei de outras tantas. O que estava acontecendo? De fato, o amor é o sentimento mais irracional que um ser humano pode sentir. Faz as pessoas cometerem loucuras. Faz as pessoas mudarem. E faz tudo se tornar horrível em um passe de mágica.

Aproveitei que as aulas acabaram mais cedo, e fui passar no rio que cortava a cidade. Eu sei que devia ir para casa estudar, mas eu não ligava para mais nada. Se eu estava destruindo a minha vida? Hm, talvez. Bem provável.

Passei na loja de conveniência, e comprei um café quente. A temperatura naquela época do ano já estava insuportavelmente fria. Andei tranquilamente até o final da avenida, entrando em um complexo de ruas residenciais. Passei por mais algumas ruelas, e finalmente cheguei onde eu queria. O barranco e o Rio. Desci com cuidado, e com a minha sorte, quase rolei barranco abaixo. Por sorte, segurei-me no segundo final do futuro escorregão, e firmei os pés no chão.

Senti-me o completo Goku. É isso aí. Respirei fundo, e tomei outro gole do café. Ao chegar à beira do rio, me sentei ali, observando os raios de Sol que refletiam nas águas agitadas. Era bom. Transmitia-me paz, sossego, e o que era melhor: Fazia a minha mente se tornar um completo branco. Não pensava em nada. E era isso o que eu procurava, pois minha cabeça estava atormentada com pensamentos ruins. Lembranças de alguém que eu desesperadamente queria esquecer. Fechei os olhos e aproveitei a melodia suave e discreta que dominava aquele lugar. O barulho das rochas sendo levadas pela correnteza, os pássaros cantarolando próximos, o vento, os peixes nadando contra o fluxo das águas.

Era tudo calmo, calmo demais. E por um acidente, dormi ali mesmo, na relva esquecida daquele barranco.


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— Keito’s POV –

- Então eu disse para ela largar do meu pé, que eu não estava nem aí para ela. –Falei, enquanto caminhava pelas ruas, ao lado de meu irmão. As aulas acabaram mais cedo, por isso que estávamos ali. Na verdade, muito bem podíamos matar aula, só que as provas se aproximavam. E eu não queria repetir. Não mais um ano.

– Hm... – Ele respondeu, o olhar perdido. Ah, cara. Odeio quando o Makoto fica calado desse jeito.

– Você podia demonstrar que é humano. Às vezes é bom, sabe?

– ... – Ele olhou-me, os olhos queimando em um sentimento que eu muito bem conhecia. Logo o meu semelhante parou de andar, forçando meu ombro contra uma parede.

– Você me quer mais humano, então?

– Exato.

– Você sabe muito bem o que eu sinto nesse momento, não sabe? – A voz fria e grossa de Makoto ressoou no meu ouvido, e eu senti um calafrio percorrer minha espinha.

– Ciúmes... Estou certo? Huh. – Ele soltou um sorrisinho de canto, e me largou ali mesmo. Logo começou a andar. Fiz beiço, tentando passar a imagem de um irmão mimado. Apesar de sermos gêmeos, eu era o mais novo ali.

– Puxa, achei que ia fazer algo interessante agora.

– Não aqui. – Respondeu, prático.

– Hm... – E o assunto morreu ali. Na maioria das vezes, era eu que puxava assunto, e tagarelava por todo o percurso até nossa casa. Mas hoje era diferente. Eu estava calado. Tão calado quanto Makoto.

Continuamos naquele ritmo lento, entediante, e chato, alcançando o Barranco e o Rio. Nossa rua era a quarta de frente para aquele barranco, mas ao descer meus olhos através da grama, encontrei um idiota, dormindo despreocupadamente por lá. Sorri ao ver que conhecia aquele idiota. Prontamente saí de meu caminho, e fui derrapando até onde ele estava.

– Ah, não... – Ouvi Makoto dizer, mas ele me seguiu numa boa. Ótimo. Quando chegamos perto o suficiente do meu moreninho preferido, prontamente me abaixei ao lado dele.

– Haha, ele parece uma princesa adormecida. – Falei.

– Keito, deixe ele em paz, faça favor.

– Poxa, mas ele que é o idiota, que dorme em qualquer lugar!

– Deixe o pobre homem ser um mendigo. Isso não tem nada a ver com você.

– Tch! Eu vim até aqui, eu tenho o direito de fazer o que eu quiser. – Sorri com zombaria, e inclinei o rosto ao de Akihiro. Roubei-lhe um beijo. Ele franziu o nariz, mas não acordou. Comecei a rir, e meu irmão revirou os olhos.

– Ei, Makoto, me passe uma caneta.

– ...Por quê?

– Só me passe!

– Argh... – Ele grunhiu, mexendo na pasta escolar dele. Tirou um estojo lá de dentro, e deste, uma caneta. Passou-a para mim, e eu a avaliei, com um sorriso divertido nos lábios.

– Huh. – Abri-a e comecei a desenhar um moustache no rosto do moreno. Um digno de um mexicano.

– Olha, é o Juan.

– Hah, ele tem mais cara de Alejandro.

– Fernando.

–Manoel.

– Hernandez.

– Volte ao Juan.

Comecei a rir baixinho, desenhando olhos nas pálpebras do mais novo. E depois inclinei novamente meu rosto, lambendo seus lábios. Finalmente escrevi em sua bochecha direita “Keito esteve aqui”, com uma seta que apontava aos lábios avermelhados de Akihiro. Satisfeito com meu trabalho, fechei a caneta, levantei-me e entreguei-a ao meu irmão.

– Agora podemos ir.

– Vai deixá-lo dormir aqui?

– Você quer correr até em casa? Porque a gente vai precisar.

– Nah. Não estou afim.

– Então vamos. – Chamei-o, puxando-o pelo braço. Começamos a subir aquele barranco, e eu me arrependi de ter ido lá embaixo. Porcaria. Estava quase sem fôlego ao chegar à rua novamente, quando meu celular tocou. Tirei-o do bolso, olhando o nome. Nanami? Não lembro onde conhecia-a. Dei de ombros e atendi.

– Moshi moshi, Keito falando.

“Keito? Keito-kun! Quanto tempo!”

– É... Faz tempo. – Tanto que nem lembro de onde te conheço.

“Então, eu estava pensando, você está livre para sair hoje?”

– Sair? Hoje à noite?

“Sim... Eu conheço um restaurante legal, e um motel ainda melhor, perto do restaurante.”

Uma risada rompeu a linha, e pude deduzir que a jovem estava nervosa.

– Motel, é? Estar- — Eu estava prestes a aceitar o convite, quando o celular fora retirado de minha mão, e desligado na minha frente. Makoto guardou-o no bolso, e começou a andar, até entrar na rua de nossa casa.

– Ei! Quem você pensa que é?! –Exclamei, correndo atrás dele, segurando-o pelo ombro.

– Hm?

– Não se faça de desentendido! Como pôde desligar o telefone na cara da garota? Eu tinha um encontro!

– Você tinha. – Retrucou, dando ênfase ao passado na frase.

– O inferno! Me dá esse telefone, Makoto! – Gritei, tentando recuperar o aparelho da mão dele. Ele bloqueou minha mão, segurando meu pulso.

– Não. – Grunhi, ainda mais frustrado, forçando o corpo dele para trás. Ah, mas quando chegássemos em casa, eu o espancaria até ele dizer Chega! O corpo dele finalmente se encurralou na nossa porta, e eu o espremi ali.

– Devolva. – Sussurrei em seu ouvido, deixando-o paralisado. Aproveitei e enfiei a mão em seu bolso, agarrando meu celular. E parece que ele teve a mesma ideia. Agarrou meu pulso, prendendo-o ali. Com a mão livre, ele abriu a porta, me jogando dentro da casa.

– Ei! Isso machuca, seu idiot-

Os lábios dele pressionaram os meus, e ao não encontrarem resistência, deixou sua língua escorregar para dentro de minha boca, iniciando um beijo voluptuoso. Suspirei com aquele gesto tão comum entre nós, e já senti suas mãos bobas tatearem o meu corpo.

– Não quero que você vá... – Sussurrou ele, choramingando em meu ouvido. Engoli em seco, rindo nervosamente para esconder o nervosismo que sentia.

– Ah, é...? Vai ter que fazer muito para me convencer a ficar.

E mais uma vez ele me pegou no colo e jogou-me no sofá. Subiu por cima de mim e começara a me despir. Nosso relacionamento era pecaminoso, ambos possuíamos o mesmo sangue, e mesma aparência. Gêmeos univitelinos, cujos laços estavam regados com o sentimento incestuoso do amor proibido.

Éramos ambos imundos.


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– Hirose’s POV -


Droga, eu tinha feito coisas tão erradas! Era tão frustrante o que a minha vida se tornou! Eu era um cara normal, da praia, bobo. Não entendia nada, e gostava da presença das pessoas. Até que conheci aquele garoto estranho, com seus olhos hipnotizantes.

Devo dizer que ele sempre me assustou um pouco, principalmente no início. Ele era um baita stalker! E depois, sem mais nem menos, viera vestido de garota para a escola. Entendi imediatamente o que estava acontecendo.

“Caramba! Tem um cara apaixonado por mim!” foi o que eu pensei. Mas decidi deixar com que aquela excêntrica pessoa se aproximasse. E com o tempo, minha mente e coração estavam completamente preenchidos por Akihiro Sakurai. Eu estava ficando insano.

E realmente fiquei insano. O roubei um beijo, e minha primeira vez foi com dois homens... De uma vez! Eu não era mais a mesma pessoa! O amor me modificou completamente!

Acabei dando de cara com um poste, e meus pensamentos foram interrompidos. Gemi de dor, massageando o rosto. Pelo menos não caí no chão. Suspirei de alívio. Até ouvir uma risadinha atrás de mim. Esse tom sarcástico e superior... Eu sabia de quem pertencia. Arregalei meus olhos, vislumbrando um loiro estúpido dirigindo um carro vermelho. Infelizmente, não era o loiro estúpido que eu esperava encontrar.

– O que você está fazendo aí,coração? Vai acabar estragando esse seu rostinho lindo!

– HÁ! Você é o irmão do Atsushi! – Gritei, apontando escandalosamente na direção dele. Sabia que o conhecia de algum lugar!

– De fato... Eu sou... Você conhece meu irmãozinho? Puxa! Eu bem que sabia que ele estav- AAAAAAAAAARGH! – Ele gritou ao me ver plantado ao lado da janela, o rosto já dentro do veículo:

– Eu preciso que o senhor me deixe entrar! – Respondi, determinadamente.

– M-Mas o quê- Por quê?! – Ele perguntou, arregalando os olhos.

– Eu preciso ter um tempo com você! – Ele me encarou, atônito, sem entender muito bem o que estava acontecendo. Tirou os óculos escuros do rosto, e me avaliou da cabeça aos pés:

– Tudo bem... Pode entrar. – Disse, destravando a porta. Dei a volta no carro, abri a porta e sentei-me ao lado do loiro.

– Muito bem... E então? – Ele perguntou, dando a partida no veículo.

– Que motel vai ser? – Mas o quê.

–... Hã? Motel? – Indaguei, encarando-o.

– Sim! Você disse que queria ficar comigo, não é? Pode deixar, minha jóia rústica. – Ele segurou meu queixo, e eu fiquei perplexo, o queixo caído, totalmente abismado.

– Eu tenho experiência com a parte de trás! – Ele completou, dando uma piscadela. Eu gritei em desespero, desferindo um soco no nariz do pedófilo pervertido. Ele começou a gritar, e sangue jorrou no parabrisa do carro. Ele simplesmente largou a direção, e eu também comecei a gritar, ao ver que o carro estava indo para um barranco, e cairia em um rio. Tentei controlar a situação, mas o que um caipira da praia que só dirigiu uma motoca pode fazer? Nada!

– PELO AMOR DE DEUS, SEU IMBECIL, TOMA CONTROLE DO CARRO!

– VOCÊ ME DEU UM SOCO NO NARIZ! EU ESTOU SANGRANDO! SANGRANDO!

– PARA DE SER MARICAS, A GENTE VAI MORRER!

– I-ISSO É SANGUE, AI MEU DEUS, ISSO É MESMO SANGUE, EU VOU VOMITAR!

– NÃO, PERA, NÃO AQUI, NÃO AGORA, SEGURA, PELO AMOR DE DEUS, NÃO F-

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

O carro capotou pelo barranco, e caiu dentro do rio.

– A GENTE VAI MORRER, A GENTE VAI MORRER, A GENTE VA-

– PELO AMOR DO PADRE, CALE A BOCA! – Gritei, suspirando de alívio ao ver que não me machuquei. Por sorte, o rio era raso, e eu pude abrir a porta do carro e sair com a água batendo na altura de meu joelho.

– M-Meu carro.... Ugh, meu carro... Bem que a cartomante me avisou que eu conheceria um demônio negro... Por que não dei ouvidos à velha capirota?

– Olha, o demônio negro está do seu lado! – Exclamei, ofendido.

– Fique quieto! – Ele gritava, enquanto saía do carro e chutava tudo. Ainda segurava o nariz ensanguentado, e eu só pude rir do coitado.

– Será que a tal velha capirota também previu que você ia molestar um estudante? – Cerrei os olhos, saindo da água. Então ouvi um grito.

– MEU DEUS, MAS O QUE CARALHOS ESTÁ ACONTECENDO, O QUE DIABOS, OS ALIENÍGENAS VIERAM DOMINAR A TERRA? MEU DEUS, HIROSE, É VOCÊ? E O ONII-CHAN. MEU DEUS.

Olhei para trás, encontrando um mendigo completamente sujo de terra e com a cara toda zoada. Gritei e levantei as mãos, meus olhos já lacrimejando:

– Pelo amor da vovó, não me estupre! Leve o meu dinheiro, tome, tome!

– Seu corno retardado, sou eu! Akihiro! – O quê? Akihiro? Aproximei-me mais do dito cujo, e vi que era realmente ele. Segurei-o pelos ombros, preocupadíssimo:

– Você está com a cara completamente riscada! E com um bigodão! Meu deus, quem é Keito?!

– D-Do que você e-está falando? – Perguntou o mais baixo, se afastando de mim. Deixou o olhar vagar para a figura loira que saía da água, e vi os olhos que eu tanto amava se arregalarem:

– Mas o que diabos aconteceu com você?! – Gritou o moreno, indo para o lado daquele tio tarado, mas petrificou-se no caminho.

– I-Isso aí é s-sangu- — Segurei-o em tempo de salvá-lo de uma queda. Ao virar-lhe o rosto para cima, percebi que o mais baixo desmaiara. Ele tinha medo de sangue? Suspirei, pegando-o no colo.

– Ei, o que vamos fazer agora? Ele precisa ir para casa.

– Oh, não. Não podemos levá-lo para os pais dele, desse jeito, todo estuprado.

– B-Bem... Isso é verdade. – Tive que concordar. Observei o loiro retirar um celular do bolso, e falar uma língua estranha. Muito estranha. Depois de alguns minutos ele sorriu, pedindo para que eu o acompanhasse até a rua. Subimos o barranco, e eu aconcheguei melhor Akihiro em meus braços.

– E então...? – Bem na hora, um carro preto, daqueles que pertencem aos caras da Yakuza apareceu, e parou bem diante de nós. Um motorista saiu de lá, e saudou o loiro. Fiquei olhando aquela cena, embasbacado. Vida de pobre é duro, hein.

– Entre. – Atsushi-Velho-Dois-A-Missão abriu a porta para mim, e sem escolha, entrei. Aconcheguei Akihiro ao meu lado, enquanto o mais velho sentava-se na janela. Ao meu lado. Droga. Odeio ficar no meio.

– Aqui está. – Ouvi o motorista dizer, ao entregar um lenço ao loiro, que prontamente colocara no nariz.

– Então, creio que toda essa história começou porque você tinha algo para falar. Estou certo?

– Sim. –Respondi, encarando-o fixamente, enquanto minha mão fazia um afago carinhoso nos cabelos daquele que tanto amava... E que infelizmente, não me amava de volta.

– E o que é?

– Atsushi... Eu quero saber o porquê dele ter ido para a Alemanha.

– Como sabe disso? – Perguntou o irmão dele, curioso.

– Bem... As notícias se espalham rápido.

– Precisamente. Mas quem disse que ele está lá? – Uma pontada de esperança tomou o meu coração. Eu podia concertar tudo. Eu podia fazer o Akihiro feliz de novo.

– E onde ele está?! – Mal consigo esconder o ânimo em minha voz.

– No aeroporto. Quando nos encontramos, eu tinha acabado de deixá-lo lá.

– E-Espera... – E lá se vão minhas esperanças. – Quando é o vôo?

– Hm... Daqui meia hora... Quarenta minutos estourando. Por quê?

– PARE O CARRO! AGORA! –Gritei, sem pensar. O loiro arregalou os olhos, mandando que o fizessem. Abri a porta, me esgueirei e consegui sair:

– Você precisa levar o Akihiro em segurança para a sua casa!

– Claro, eu-

– Se você encostar um dedo nele, eu te mato! Entendeu?

– Eu jamais faria isso com o amor do meu irmão, meu caro. – Jurou o loiro, em tom solene. Concordei com a cabeça e comecei a correr. Mas uma voz me fizera parar.

– Ei... Por que está fazendo isso? Você poderia ter o Aki-kun só para você, sabia?

– Eu sei disso... – Eu realmente sabia disso. Mas do que adianta tê-lo, se não posso ter o seu coração? Não fazia sentido. Sorri para o loiro, acenando.

–Eu prefiro mais o sorriso dele, a qualquer outra coisa.

E assim, saí correndo, rumo ao aeroporto. Corri por avenidas, trombei com diversas pessoas. Corri pela estação de trem, e depois, pela estação de metrô. Corri por mais algumas ruas, e quase fui atropelado por um táxi. Mas finalmente cheguei aonde queria.

Eu sabia o que deveria fazer, pois meu destino não era ficar com Akihiro. Eu sabia disso. E aquele que devia, estava partindo. E levava com ele a felicidade daquele que eu amava. Forcei minhas pernas a correrem por aquele lugar, indo à cabine de embarque. Estava quase sem fôlego e sem esperanças. Eram uma multidão de cabeças negras, olhos puxados, e nada de Atsushi. Um mar de gente. E em meio a tantos desconhecidos, finalmente encontrei o garoto de cabelos loiros, apoiado em uma coluna. A mala ao lado, o olhar perdido. Cortara o cabelo, quase da altura do meu.

Desta vez, eu era o Cupido.

– Atsushi! – Gritei, correndo na direção dele. Vi seu rosto entristecido se levantar, e seus olhos se encontrarem com os meus. Arregalaram-se. E ao ficar de frente ao loiro, as mãos nos meus joelhos, o tronco curvado, a respiração ofegante, ouvi-o murmurar:

– Hirose... Mas por quê? – Sorri para ele, levantando-me e oferecendo-lhe a mão:

– Por que não?


Notas finais
TARAN. TAN TAAAN. E aí? O que vocês acham que vai acontecer? Akihiro e Atsushi ficarão juntos? E Hirose? Os gêmeos? O irmão de Atsushi encontrará sua ama gêmea? NÃO PERCAM, no último capítulo de MSBF! Q
pffff, sou uma idiota. q Mas é. Capítulo que vem é o último. ;w; Vou sentir saudade deles. Bom, é isso. Até a próxima! Feliz natal atrasado, e bom ano novo! ouo/
Não esqueçam os reviews, pls. E podiam recomendar a fic, já que tá no final? :'D Não? :'D Ok. orz
Beijos!