My Sweet ... Boyfriend?!
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Aaaaah, a fanfic chegou ao fim! Nem acredito! ;A;
Eu admito que chorei, principalmente ao escrever o final. Porque, poxa. Eu me apeguei as personagens. ;w;
Sentirei falta dessa turminha louca.... Bem. É isso.
Eu espero que a estória tenha um final que vocês achem que valeu a pena. Boa leitura!
Quando acordei, percebi que não estava em casa, tão pouco perto do rio. Mas reconhecia o quarto, exageradamente feminino. Levantei-me em um salto, olhando ao redor, assustado. Como havia chegado ao quarto de Atsushi? Desde quando?
- H-Hirose! – Quando descobri-me com o lençol, percebi que vestia um pijama, ligeiramente grande demais para o meu corpo. Analisei a textura do tecido, levando a manga ao rosto, sentindo o perfume do loiro. Só de lembrar-me daquele cheiro, Atsushi invadia minha mente, com lembranças que eu relutava em esquecer.
- Espera. Quem é que trocou a minha roup-
- Até que enfim você acordou, Aki-kun! – Respondeu uma voz vinda de um dos cantos do quarto, a impaciência deformando a entonação da mesma. Era o irmão mais velho de Atsushi. Encarei-o fixamente, me jogando para trás e encolhendo-me na cama.
- Espera! Você não me t-trocou, trocou?!
- Não! Foi a chapeuzinho-vermelho, coração! – Respondeu-me com sarcasmo carregado, levantando-se da poltrona e andando em minha direção. Sentou-se na beirada da cama, me fitando. O silêncio que se instalou entre nós me incomodou.
- O que foi...?
- Você sabe por que está aqui?
- Se eu soubesse, não estaria fazendo essa cara... Não acha? – Respondi retoricamente, cerrando os olhos. O loiro balançou a cabeça, como se concordasse comigo. Malditos estereótipos inconvenientes.
- Conversei com seu amigo... O moreno. Ele me contou da sua situação atual. – Minhas bochechas se avermelharam, e eu encolhi-me mais e mais. Ele sabia?
- Você finalmente consegue corresponder...
- C-Corresponder?
- Aos sentimentos do meu irmãozinho. – Ele sorriu, em completo alívio. Minha expressão tornou-se entristecida, transformando-se em algo como desolação, para a surpresa alheia.
- Não... Já é tarde demais. – Respondi, levando uma das mãos ao peito. Já era tarde demais para mim. Atsushi havia partido, e nunca mais me amaria novamente. Ele irá me esquecer. Esquecer todo o nosso passado, porque eu merecia isso. Contudo, senti a mão do mais velho em meus cabelos, acariciando-os.
- Akihiro, Akihiro... Nunca se é tarde para o amor.
Ele me olhou, e um sorriso carinhoso brotou em seus lábios. Aquela era a primeira vez em que eu reparava no quanto eles eram parecidos. O mais velho, então, levantou-se da cama, saindo do quarto.
- Espere só mais um pouco.
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Atsushi’s POV
Realmente, a vida é completamente imprevisível. E agora, a minha levava-me a estar em um dos aeroportos internacionais de Tóquio, com destino a Alemanha, para um intercâmbio, que no passado, não queria fazer de modo algum. E mais surpreendente ainda, era aquele que estava lá, me impedindo de embarcar no avião. O motivo de toda a minha discórdia. Kouga Hirose.
Ele erguia-me a mão, com um sorriso confortador no rosto. Ajeitei a mochila que carregava no ombro esquerdo, lançando um olhar ao relógio da Sala de Embarque. Exatos quinze minutos para o avião decolar.
- O que faz aqui?
- Eu sei que isso parece estranho... E acredite, nem mesmo eu entendo o porquê de estar fazendo isto. – Nos olhamos por constrangedores minutos, até que o moreno recomeçasse a falar:
- Eu realmente amo o Akihiro. Amo-o tanto que não pensei duas vezes antes de roubá-lo de você. Nunca gostei do seu tipo de pessoa, e admito que fiz de tudo para tirá-lo de suas mãos. Mas no final, mesmo tendo-o de corpo, o coração nunca me pertenceu.
Ouvi com atenção às palavras de Hirose, os olhos fixos em seu rosto. O sorriso que detinha no rosto sumira aos poucos, e seus olhos brilharam, em suplicia.
- Ele nunca me amou e jamais amará como ele o ama, Atsushi. E que tipo de pessoa eu seria, ao prendê-lo a mim, para minha própria felicidade? Isso não é algo que uma pessoa apaixonada faça.
- Hirose, eu...
- Por favor. Volte para ele. – Espera. Tinha alguma coisa errada ali. Akihiro não me amava, e isso ele tinha deixado extremamente claro, naquele dia.
- Você está errado... E-Eu sei que está... Você não entende...! Eu sinto esse sentimento doloroso e sem fundamento durante anos! Akihiro foi o meu primeiro amor! O único amor que tive! – Exclamei, a respiração descompassada e os olhos inundando-se com lágrimas. Já não aguentava mais chorar daquele jeito. Sentia-me miserável. Hirose se aproximou de mim, tomando-me a mochila e colocando-a nos próprios ombros. Lançou-me um olhar intenso, ocupando as mãos com o resto de minha bagagem. E assim, deu-me as costas.
- Ele ainda é seu único amor. E você, o dele. Para quê torturar-se desta forma? Vocês dois são os mais idiotas que já conheci na vida. – Hirose sorriu, começando a andar rumo à saída. Sequei meus olhos com o auxílio do pulso, e um movimento involuntário tomou conta de meus lábios. Um sorriso fez-se em meu rosto, e fui atrás daquele que me buscara.
- Eu não quero ouvir isso vindo de você.
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— É sério que você veio correndo até o aeroporto? Só para me parar? Tem certeza de que não está apaixonado por mim? – Eu disse, em tom de brincadeira, e Hirose me dera um tapa, como retribuição.
- Fiz isso apenas pelo Akihiro. Eu continuo te odiando.
- Mas ódio faz mal para o coração, Hiro-kun!
- Talvez você tenha razão... – Ele murmurou, rindo nasaladamente.
Depois da confusão no aeroporto, pegamos um táxi e estávamos voltando para minha casa. De acordo com o moreno, Akihiro descansava por lá. Afundei-me mais no assento do carro, respirando fundo.
- Está nervoso? Você? – Perguntou-me ele, cruzando os braços.
- É claro. Estes podem ser meus últimos minutos de vida. – Senti tapinhas serem distribuídos em meu ombro esquerdo, e uma risada ressoar baixinha.
- É. Você está certo.
O resto do trajeto fora feito em completo silêncio, e a ansiedade que sentia fizera com que os minutos se tornassem horas. Eu queria vê-lo. Queria tocá-lo. Queria abraçá-lo e nunca mais soltá-lo. Sempre pensara que era eu aquele que mais entendia sobre Akihiro, e no final, acabei sendo o mais cego de todos nessa história insana.
- Chegamos, meus jovens. – Anunciara o taxista, com um sorriso gentil na face envelhecida. Retribui tal expressão, retirando do bolso o dinheiro estipulado para pagar o transporte. Hirose e eu descemos do veículo, que partira logo em seguida. Então paramos de frente ao grande portão de minha casa. Quando retirei a chave do bolso de uma das mochilas, percebi que o moreno ia embora, com as mãos enterradas no bolso do casaco da escola.
- Ei, não vai entrar? – Perguntei, segurando-lhe o pulso. O outro me olhou com uma expressão de dor, disfarçada por um sorriso mal-feito.
- Mas que pergunta cretina, Atsushi...
- De fato. – Sorri do mesmo modo, soltando-o com lentidão.
- A gente se vê.
- Se isso acontecer, vou enfiar um soco na sua cara... Então é melhor não. – Respondeu-me, rindo com suavidade. Acenou com a cabeça, e recomeçou a caminhar, lentamente.
- Atsushi... E no final, você realmente acabou ganhando a disputa. Cuide bem dele. – Lancei um último olhar ao moreno, fechando os olhos e respirando fundo. Abri o portão e adentrei o jardim frontal da casa, aos tropeços. Quando entrei em casa, acabei esbarrando com meu irmão, no corredor para os quartos:
- Ah! Você está atrasado!
- Droga, eu sei disso! Me deixe passar, onii-chan! – Resmunguei quando o mesmo segurou meus ombros.
- Ué... Pensei que o Kouga-kun estivesse com você...
- Ele? Ele foi embora. Preferiu não ficar para assistir a cena... Seria doloroso demais, não acha? – O mais velho apenas me encarou, crispando os lábios.
- Tch, droga! – E então me soltou, correndo em direção à porta.
- Ei! Onde é que você vai, Erik?!
- Fazer algo que eu devia ter feito antes! – E então, ele sumiu, deixando a porta bater atrás de si. Arqueei uma das sobrancelhas, decidindo me focar em um assunto mais importante. O meu Akihiro. E assim, corri em direção ao meu quarto.
Só espero que as coisas finalmente se acertem desta vez.
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Akihiro’s POV
Erik dissera para mim que eu poderia ficar lá quanto tempo eu quisesse, e foi exatamente o que eu fiz. Fiquei deitado na cama, abraçado ao travesseiro e encolhido ao máximo naquela cama, apenas sentindo o aroma que estava impregnado nas roupas de cama e na que eu vestia. A fragrância de Atsushi. Meu objetivo era gravar tal cheiro em minha memória, para que eu nunca mais esquecesse dele. Porque eu não seria capaz de fazê-lo. Atsushi já fazia parte de mim e de minha história.
- Por que você teve que partir...? E ainda sem me dizer nada? – Choraminguei, agarrando-me ainda mais aquele travesseiro. Era a última coisa que me restara dele. A única além do vazio no peito.
Ouvi a porta abrindo-se devagar, e passos calmos soarem no cômodo silencioso. Provavelmente era Erik. Ele sentou-se na cama, deixando a mão nos meus cabelos.
- Eu estraguei tudo, o perdi... E agora você me acha patético... N-Não acha? – Murmurei, lutando para segurar as lágrimas, que novamente tentavam escapar de meus olhos. Mas a voz que me respondera não era a de Erik. Era mais doce, mais suave, carinhosa e bela:
- Nunca é tarde para amar, Aki-kun.
Arregalei meus olhos, levantando-me e virando o corpo, para que pudesse fitá-lo. Ele estava lá, ao meu lado. Sorrindo com doçura, como sempre fazia.
- A-Atsushi... Mas... I-Isso é um sonho... – Murmurei, desviando meus olhos para o colchão, já sentindo as lágrimas escorrerem por meu rosto, e pingarem solitárias no tecido da cama. A mão cálida do loiro segurou uma das minhas, e os dedos se entrelaçaram. Não haveria toque mais real.
- Eu estou bem aqui... Exatamente como prometi, lembra-se?
Sussurrei o nome do loiro, e sem mais conseguir segurar, o abracei, afundando em seus braços quentes e acolhedores. Ele retribuía o afeto com fervor, segurando-me como se eu fosse a coisa de mais apreço a si. Pelo menos, ele era para mim.
- P-Por que me deixou? Por que não se despediu? V-Você não faz nem ideia de como eu senti a sua falta, seu idiota!
- Mas, Akihiro... – Ele sussurrou, levantando-me o rosto através de um puxar dócil do queixo. Beijou as lágrimas que escorriam por minhas bochechas, e seus olhos estavam fixos em mim. Depois da pausa, continuou:
-... Para quê servem despedidas quando elas não são necessárias? Tínhamos uma promessa. Eu... Apenas estou cumprindo-a.
Correspondi seu olhar, deixando com que a mão esquerda fosse até seu rosto, acariciar uma de suas bochechas. Percorri com os dedos finos as feições do mais alto, dedilhando por fim os seus lábios. E então eu sorri.
- Atsushi.... Eu te amo.
Sorri como nunca mais o fizera, um sorriso que pertencia ao meu eu infantil. Aquele que pertencia a um Akihiro que apenas Atsushi conhecia.
- Eu finalmente pude vê-lo novamente... – Respondeu o loiro, com os olhos marejados, e a face rubra; em uma expressão de total admiração. Franzi os lábios, confuso.
- Vê-lo? Ver quem?
- O motivo pelo qual me apaixonei por você. O seu sorriso sincero.
As faces de nós dois encontravam-se em um estado gradativo de enrubescimento, e devagar, nossos rostos se aproximaram. Os lábios tocaram-se, e um beijo cálido, intenso e apaixonado fora trocado, sem ninguém mais ver.
Sei que você não fora a primeira pessoa a quem me interessei, Atsushi. Sei que o meu primeiro beijo não fora com você. Mas, você é a primeira pessoa por quem me apaixonei deste modo.
E que por uma coincidência da vida, esteve sempre ao meu lado.
E que isso dure, nem que sejam por mais 100 anos.
Notas finais
Vocês são leitores incríveis! E foi uma honra postar a minha primeira estória original aqui no nyah!
Muito obrigada! Espero que vocês acompanhem meus trabalhos futuros!
Beijos do Aki, Atsushi, Hirose, e companhia!
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