My Sweet ... Boyfriend?!
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Esse capítulo é dedicado à Haruka Tsubasa, Takoyaki e Bell Walker, por recomendarem a fic! Amores, foram vocês que me inspiraram a voltar à escrever! Obrigaaada! ;w; E parabenizem a fic, que fez 1 ano! ~~ Boa leitura!
Depois daquele ocorrido, Atsushi não falou mais comigo, e nem se aproximou. Ele me evitava, e sempre arrumava desculpas para não me ver. Como eu explicaria a situação a ele deste modo? Já faria dois meses desde a última vez que conversamos. E eu sinto a falta dele. Eu realmente sinto.
Neste meio tempo, acabei me aproximando mais de Hirose. Saíamos sempre juntos, mas eu não me divertia como deveria, nos passeios. Ainda faltava alguma coisa. E por mais que eu soubesse o que era, eu ignorava este fato.
- Ne, Aki-san... – Hirose murmurou, abraçando-me por trás, e assim, tirando-me dos devaneios. Pisquei os olhos algumas vezes, até virar lentamente o rosto em sua direção.
-Hirose...
- Você não parece nada bem... – Ele murmurou, apertando-me mais nos braços. Escondeu o rosto em um de meus ombros, ficando naquela posição. E por incrível que pareça, eu não o afastei.
- O que está dizendo? Eu estou bem... – Uma longa pausa. Ultimamente, o silêncio nos cercava, e deixava o clima mais pesado do que já era. Hirose murmurou algo, e enfim, quebrou a quietude do local:
- Isso por acaso tem algo em comum com o fato de que Atsushi não aparece na escola há uma semana?
Vi-me pego pelas próprias emoções ocultas. Uma súbita mágoa inundou meu peito, e meu coração se apertou. Senti meus olhos lacrimejarem, e a lembrança de que Atsushi sumira me fizera lembrar de tudo aquilo que eu queria ignorar. É claro que o moreno percebeu isso, mas preferiu ficar quieto, apenas me apertando ainda mais nos braços.
- Não foi sua culpa.
- N-Não... – Eu murmurei, em tom monocórdio. Pelo contrário. Tudo o que aconteceu foi a minha culpa. Pelo meu egoísmo. Eu o perdi por causa disso.
Empurrei o moreno para longe de mim, fechando os olhos com força, na tentativa de deter as lágrimas que devastavam meus olhos.
- D-Desculpe, eu não posso mais lidar com isso!
Desse modo, corri, para longe daquele quarto, daquela casa, de Hirose. As ruas estavam cheias, por ser uma tarde de sábado. Mas no momento, eu não ligava para mais nada. O azul do céu me fazia lembrar nos olhos límpidos e dóceis de Atsushi. O sol me fazia lembrar de seus cabelos macios. As nuvens, de sua pele. E os pássaros, de seu sorriso gentil. Tudo me fazia lembrar de Atsushi. Tudo nele fazia meu coração palpitar, e ao mesmo tempo, o fato de ele não estar o meu lado, fazia com que me sentisse oco por dentro.
E como aquilo doía.
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Passei o final de semana em casa, mais precisamente deitado na cama. Não joguei videogame, não vi televisão, tampouco fui no computador. Não conseguia nem ao menos forçar um sorriso. A situação estava realmente crítica, pois já era novamente segunda, e eu não fui na escola. Eu nunca imaginei que fosse me sentir assim por causa do Atsushi. Justo do Atsushi. Batidas rápidas soaram em meu quarto silencioso, e em seguida, a porta se abriu. Era minha mãe.
- Akihiro... – Não respondi de praxe. Permaneci calado, encarando a parede ao lado de minha cama. Senti uma mão carinhosa acariciar-me os cabelos, e suspirei.
- O que aconteceu com você, querido?
- Nada...
- Como assim? Eu sei que tem algo de errado... Bem, não posso obrigá-lo a contar, mas... Saiba que pode contar comigo, sim? – Ela beijou-me o topo da cabeça, e eu me segurei para não chorar. Não podia. Não na frente dela.
Minha mãe se levantou, e antes de fechar a porta do quarto, sussurrou um “eu te amo”. Fechei os olhos e me encolhi mais entre os cobertores.
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Estávamos os dois sentados na cama, ele apertando-me em seus braços, sussurrando que tudo estava bem. Que ninguém mais iria me machucar, pois ele estava ao meu lado.
- Você promete...? – Murmurei, em soluços. Meu corpo ainda tremia, mesmo já não estando mais sob a ameaça daquele ruivo.
- Sempre. Sempre estaremos juntos... Eu prometo. – Respondeu Akihiro, sorrindo.
Eu nunca soube explicar, o quanto aquele sorriso me iluminava o espírito. Eu realmente tinha sorte de ter um amigo como ele. Abracei-o de volta, escondendo meu rosto em seu ombro. Ele tinha um cheiro bom... Um calor agradável... E braços tão gentis.
- Ei, Aki-kun. Durma um pouco.
- N-Não quero...
- Eu ficarei com você. Não se preocupe.
Relaxei, e deitei na cama. O loiro deitou-se em seguida, e me abraçou por trás. Isso pode parecer um pouco estranho, mas... Somos amigos, não é? Mal percebi o quanto estava cansado. E imediatamente fechei os olhos. Me sentia seguro ao lado dele. É como se nada de ruim pudesse jamais acontecer.
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Aquele sonho viera em uma hora ruim. Será que sou algum tipo de masoquista? Meu subconsciente tem esse prazer surreal de me fazer sofrer, passando acontecimentos de meu passado? Ainda mais quando estes estão relacionados a Atsushi? Sério. Qual é a droga do meu problema? Bem, eu teria continuado aquela minha reflexão depressiva sobre a complexa fonte de razão de nossa essência, se alguém não tivesse me despertado.
Anotado. Nunca pensar sobre tais coisas na escola.
- Ei, Aki-san... – Ótimo. Era Hirose. Eu suspirei, observando-o. Não estava muito afim de conversar. Não enquanto a carteira da frente estivesse vazia.
- Hm...?
- Você não está bem... É por que ele não vem na escola faz semanas... Não é? – Encarei-o, para depois desviar o meu olhar para a carteira vazia de Atsushi. Senti meu coração se apertar no peito, e uma súbita vontade de chorar me dominar. Droga, droga, droga. Era Atsushi isso, Atsushi aquilo, ninguém me deixava em paz!
- Não sei do que você está falando. – Respondi, secamente.
- Não precisa falar assim... – Olhei para cima, encontrando o rosto de Hirose contorcido em uma careta entristecida. Engoli em seco. Não adiantava tratá-lo daquela maneira... Ele não tinha feito nada de ruim.
- M-Me desculpe... Não era intenção minha te tratar assim... É só que... Ele simplesmente desapareceu.
Vislumbrei Hirose levar uma das mãos à nuca, levando os olhos ao teto, como se pensasse em algo a dizer. Neste meio-tempo, ouvi passos no corredor, e prontamente desviei os olhos aos causadores de tal som. Duas garotas andavam lado à lado, jogando conversa fora. Eu sei, eu sei que não devemos escutar a conversa alheia, mas...
- Ei, ei, essa não é a sala do Atsushi-kun? – Perguntou uma das meninas.
- É sim! É sim! Puxa, eu sinto falta de conversar com ele! – Respondeu a outra.
- Ouvi dizer que ele foi fazer intercâmbio na Alemanha! – O quê?
- É sério? Puxa vida! Espero que ele fique bem por lá!
- Hahahaha! Eu também!
Como assim...? Atsushi se mudou para a Europa? N-Não... Isso não pode ser verdade!
Meus olhos se arregalaram, e meu corpo começou a tremer. Hirose engoliu em seco, colocando as mãos sobre meus ombros.
- A-Aki-san... Se acalme, por favor.
- Ele não me disse nada... N-Não pode ser verdade...! – E as lágrimas que eu tive tanto trabalho em esconder começaram a jorrar de meus olhos. Levantei de minha carteira, e trombei com Hirose, que insistia em permanecer no caminho. Saí rapidamente da sala, escutando apenas o moreno gritar o meu nome. Pelo menos ele não me seguiu.
Eu ia para o banheiro, me trancar lá e nunca mais sair. Mas eu precisava tirar a limpo aquela história. Isso tinha que ser mentira. Mudei meu percurso, esbarrando com outros alunos no corredor.
O presidente do Conselho estudantil passava por onde eu corria, e era óbvio que ia gritar comigo:
- HEY, VOCÊ, ALUNO DO PRIMEIRO ANO, PARE JÁ DE CORRER!
- AH, CALA BOCA, SEU VIADINHO!
Ok, ok. Eu não estava exatamente no meu estado mais sã, para faltar com o respeito com um Senpai, ainda mais que este senpai em questão era o Presidente. Ah. Eu já estou suficientemente fodido mesmo.
Depois de certo tempo, e de gastar meus pulmões, eu finalmente cheguei à Secretaria. Bati com as duas mãos na mesa do secretário, encarando-o:
- C-Com licença! Eu preciso de uma informação!
- Oh... Certo. E o que seria, meu jovem?
- Preciso saber se um aluno da sala 1B se transferiu recentemente!
-... Eu não posso compartilhar tal informação com os alunos.
- Por favor! Eu te imploro! E-Eu... Talvez eu fosse amigo dele!
O secretário, dono de belos olhos esverdeados, me encarou da cabeça aos pés, soltando um suspiro. Ele se levantou, e começou a mexer em alguns arquivos. Tirou um papel em especial, verificando uma lista de nomes. Engoli em seco, ao vê-lo se aproximar novamente.
- Você diz da sala 1B, certo?
-... Sim.
- Tem um pedido de transferência. É do Aluno Beilschmidt Atsushi.
Minhas pernas falharam, e eu me segurei na mesa em que minhas mãos eram apoiadas. Atsushi realmente tinha me deixado.
- Ei, algum problema?
- N-Nenhum... –Sussurrei, já sentindo meus olhos se encherem d’água. E assim corri. Corri para os armários, onde calcei meus sapatos e deixei o colégio. Não suportaria mais essa dor.
- Ora, ora, ora, se não é o Akih- -Passei correndo na frente dos gêmeos que vadiavam no portão da escola, e corri pra qualquer outro lugar que eu pudesse ficar sozinho.
Atsushi, como você pôde me abandonar, sem me deixar nem ao menos me explicar? Como você pôde quebrar a promessa que tínhamos? Não foi você que disse que ficaríamos sempre juntos?
E agora você se foi, e eu nem pude dizer que te amava.
Você consegue me ouvir?
Atsushi, eu te amo.
Notas finais
Vou responder os reviews assim que der! Prometo! Todos!
O próximo capítulo sai amanhã. ~ É que eu já tenho ele pronto.
Não, não vai ser o final. O próximo capítulo vai ser um filler, porque é legal enrolar com pelo menos um lemon pesado. HAHAH. Enfim, até amanhã!
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