My Sweet ... Boyfriend?!
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Acabou que passei por uma crise difícil, e fiquei sem vontade de atualizar.
E essa crise eu estou vivendo agora. Me desculpem por isso, apenas isso, está de bom grado.
Boa leitura. E é aqui que a história dá uma revira-volta.
Ouvi os pássaros piarem do lado de fora do quarto, e um raio de Sol banhava a face esquerda de meu rosto, aquecendo-o lentamente. Remexi-me um pouco na cama, sentindo a respiração suave de alguém na minha nuca. Congelei. Abri os olhos em uma rapidez inimaginável, virando o rosto lentamente, dando de cara com Hirose. O grito viera silencioso pelo âmago do meu ser, e eu rapidamente cobri os lábios, abafando-o de imediato, sem acordar o moreno, felizmente.
Observei por um longo tempo aquele rosto perfeito, memorizando cada pedacinho da perfeição que se dispunha à minha frente. Arrisquei erguer a mão, deixando meus dedos deslizarem por aquela superfície macia e lisa. O garoto franzira o nariz com o afago, abrindo lentamente os olhos. Os olhos de um verde tão intenso, tão lindo. E o sorriso que seguiu-se em seu rosto fora ainda mais lindo, tentador. De tirar todo o meu fôlego:
– Bom dia, Aki-san! – Remexi-me ali, encolhendo os ombros à medida que meu rosto corava.
– B-Bom dia... –Murmurei em resposta, enquanto Hirose se levantava, torcendo o pescoço. Ele espreguiçou-se, e eu observei cada movimento que o moreno levava para com aquelas ações. Deixei um suspiro baixo escapar meus lábios, ao perceber o que realmente havia acontecido.
Levantei um pouco o lençol, e constatei a situação ao qual meu corpo se encontrava. Completamente marcado por marcas avermelhadas, e algumas até mesmo roxas! Minhas bochechas voltaram a se avermelhar, e eu tive, simplesmente, vontade de morrer.
– Ei, Aki-san? O que houve? – Hirose indagou, já vestido com a calça, e sentou-se ao meu lado, acariciando carinhosamente os meus cabelos:
– N-Não é nada...
Silêncio. Encolhi ainda mais ali, ao sentir a respiração quente do mais alto em meu pescoço:
– Você deve fazer isso apenas para me provocar, não é, Aki-san?
– N-Não entendo o que você diz...
–Claro que entende. Você não é tão bobo, não é? – Mordeu-me o lóbulo de minha orelha direita. Um arrepio indescritível tomou conta de meu corpo. E quando eu percebi, o moreno já estava por cima de mim, os lábios em meu pescoço:
– M-Mas o que você está fazendo?!
– Acho que você me viciou no seu gosto... – Opa. Que palhaçada era aquela? Eu já estava com uma dor bem insuportável lá atrás, não dava pra fazer de novo!
– H-Hirose... P-Para!
– Hm.... – E ele continuou com aqueles beijos quentes. As mãos bobas acariciando-me em lugares ousados, as mordidas... E eu o chutei. Chutei mesmo, com toda a força que ainda me restava nas pernas bambas. Quando o taradão se deu por si, já estava no chão, perplexo:
– Você me chutou?!
– Você que não quis parar!
– Eu não acredito! Como pode ser tão violento?
– Você queria me comer aqui, cacete!
– A culpa é toda sua, por me provocar!
– Eu não estou fazendo nada PRA TE PROVOCAR, SEU DOENTE MENTAL!
– Você está!
– Eu não quero mais saber! – Gritei de volta, me levantando e vestindo as minhas roupas. Oh, não. Elas estavam em frangalhos.
– Mas que bosta...
– Tch... – Hirose foi até seu guarda-roupa, jogando uma muda de roupas na minha direção. O rosto do moreno encontrava-se de um vermelho vivo, com toda certeza, ele estava arrependido de ter perdido o controle comigo.
– Idiota... – Murmurei, enquanto terminava de me vestir. Quando estava me dirigindo à porta, os braços de Hirose me envolveram de modo terno.
– Me perdoa... Eu sou um idiota...
– É. Você é mesmo.
Eu não queria admitir que aquilo era bom demais. Ser envolvido daquela forma... O calor de seu corpo junto ao meu. Seu aroma, a maciez de sua pele. A melodia de sua voz. Dizem que tudo fica mais bonito quando se está apaixonado. E para aqueles que estão apaixonados em dobro? Começarei a achar um mendigo vomitando vodca na rua, uma coisa linda e admirável?
Nãããão.
Mas essa intimidade estava de bom tamanho. Pelo menos, por hora, eu estava realmente feliz.
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Roupas espalhadas por todos os lados. O quarto escuro abrigava um par de corpos entrelaçados sob o lençol fino, cobrindo-lhes os corpos nus. Um dos ruivos, já desperto, olhava fixamente o seu semelhante. Tão ambíguo, belo, rebelde, e tão distante. A mão gélida acariciava as costas alvas do irmão, experimentando daquela textura viciosa, que tanto amava, e que por mais que tentasse esquecer, não lhe pertencia.
Keito não pode evitar que as lágrimas inundassem seus olhos dourados. Por que fora amaldiçoado com este amor proibido e não correspondido? Ele preferia qualquer outra coisa. Mas nunca qualquer outro alguém. O corpo ao lado saíra de sua inércia, virando-se. Os olhos sonolentos encaravam o que já havia despertado, e um brilho faceiro logo dominou o brilho de seu olhar:
– Keito-kun! Bom dia! – Exclamou Makoto, abraçando o pescoço do irmão, beijando-o diversas vezes os lábios. Como poderia se controlar com aquele tipo de provocação?
– Hm... Bom dia.
Um movimento muito rápido fora feito na cama. Makoto, agora por cima do irmão, prendia-lhe os pulsos acima de sua cabeça. As ereções recém-despertas roçavam entre si, fazendo com que a respiração de ambos se tornasse pesada.
– Que carinha é essa, Keito-kun? Esteve chorando?
– Não... É... Apenas fome. –Mentiu aquele que estava por baixo.
– Hm... – Um sorriso malicioso voltou a pintar os lábios de Makoto. O rosto inclinou-se para baixo, e assim, mordeu o lábio inferior de seu irmão, sensualmente.
– E qual seria sua opção de café-da-manhã? Posso te preparar algo se quiser...
Era sempre assim. Todos os dias, as mesmas provocações, brincadeiras. E quem disse que Keito não se aproveitava da insaciável fome por sexo, de seu irmão? Esse era o único modo de tê-lo para si, afinal das contas. E desse modo, devolveu o sorriso sacana, as mãos indo parar nos glúteos macios do outro ruivo.
– Eu já sei o que me agradaria... Mas você vai ter que adivinhar.
Makoto então escorregou o corpo para baixo, deixando alguns beijos pelo corpo do irmão, estes molhados. Enfiou-se por baixo das cobertas, e sem aviso prévio, abocanhou de uma vez o membro de Keito. E como aquele garoto o enlouquecia. A língua em um ritmo circular, a glande encostando-se na bochecha do ruivo. O ritmo acelerado da sucção, a umidade, digamos, a experiência com que aquilo era realizado. E Keito contorcia-se de prazer, deixando tímidos gemidos escaparem.
– Seu safado, ficando duro com seu próprio irmão... – Murmurou Makoto, de boca cheia, rindo silenciosamente. Não que aquilo importasse-lhe, já que era tão sujo quanto seu irmão.
E não demorou muito até que gozasse naquela cavidade cálida e úmida, um arrepio prazeroso lhe percorrendo todo o corpo. Deixou-se ofegante na cama, os olhos fechados, as mãos cerradas por entre os cabelos do outro. E então Makoto se levantou, lambendo o canto de seus lábios, e deixando que um biquinho se formasse nos mesmos. Sentou-se sob a cintura de seu irmão, deixando sua entrada roçar contra a intimidade alheia, fazendo-a atiçar-se novamente.
– Não é justo, que apenas você sinta prazer! – Keito riu consigo mesmo, as mãos encaixando-se na cintura do outro.
– E o que posso fazer por você?
E como Keito adorava quando Makoto se inclinava sobre seu corpo, daquele jeito típico de felino, e sussurrava ao pé de seu ouvido, com a voz rouca:
– Me coma até que eu não possa sentir mais minhas pernas.
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Depois daquele final de semana amalucado, resolvi ir pra escola, naquela droga de segunda-feira. Eu já lhes disse o quanto eu odeio segundas? Pois é. Eu as odeio! Se eu dissesse o que mais odeio neste mundo, além de gente ignorante e intrometida, segundas estariam quase empatadas no primeiro lugar!
Mas como reclamar da vida não é de meu feitio, e sim, o sarcasmo, lá estava eu, andando por aquele colégio. Aquele estúpido colégio. Apesar de minha experiência deliciosa com Hirose no sábado, pensar na ideia de que Atsushi poderia descobrir me assombrava. Mas ele não precisava saber. Aliás, nem sabia onde aquele aguado havia se metido. Ele não me ligou o fim de semana inteiro. Talvez porque deixei meu telefone desligado durante todo esse tempo. Opa.
E falando no demônio louro, um carro cruzou a rua, deixando um certo loiro no portão do colégio. Do motorista, surgiu o irmão do demônio louro, conhecido também como Satanás da Gayzisse-Oculta. Hahaha. Eu devia ser comediante.
– Onii-chan! Eu já te disse que você não deve me deixar na porta da escola!
– Oh, Tsun-kun amado! Qual o problema? – E assim os dois se abraçaram. Que cena patética era aquela?
– Stalkeie as lindas colegiais por moi, meu irmãozinho!
– Huhu, você sabe que eu prefiro uma espada!
– Aaah, seu danado!
Tudo bem... Eu vou decidir ignorar aquele papo. Por favor, Akihiro. Continue andando. Andando para frente, assim como Dory dizia. Continue a nadar e a nadar. Mas eu não pude ignorar o diálogo final daquela conversa.
– Mas é claro que a espada tem que ser do meu amado Aki-kun!
Do meu amado Aki-kun
Meu amado Aki-kun
Espada do meu amado Aki-kun
Amado
Aki-kun
AKI-KUN
ESPADA
ESPADA DO AKI-KUN
MEU AMADO.
Quem caralhos aquele imbecil pensava que era?! Como ele gritava isso para que todo o Japão, China, Indochina, Índia, Bangladesh e CIA ouvissem aquilo? Ele era retardado mental?! Acho que vi mais inteligência em um programa de Goldens Retrievers! Corri tão rápido em sua direção, que nem percebi a bica que dei-lhe na nuca.
Não me pergunte como alcancei aquela parte de seu corpo. Às vezes faço coisas que desafiam as leis da física e bháskara, quando estou com raiva.
– Oh! Mas quanto amor, logo pela manhã, huhuhuhuhuhuhu!
– CALA A BOCA, QUE VOCÊ TAMBÉM É O CULPADO, SEU FILHO DE UMA MERETRIZ MAL AMADA!
– Ui, Aki-kun, não precisa ficar tão nervoso! – Pelo visto, Atsushi tinha a quem puxar, pois o irmão dele, que já havia voltado para dentro do carro, pegou em meu queixo, levantando-o e fazendo-me olhar em seus olhos.
– Ódio deixa as garotas feias!
– ... – Ah, o dia em que eu exterminar esses loiros da Terra! Ai de quem tentar me impedir!
– Está me estranhando, seu pedófilo?! Eu sou homem! Homem! Eu tenho um pinto!
– HAHAHA, E que diferença faz, se você não o usa?
Eu nunca senti tanta raiva na minha vida! Quando eu pretendia chutar a porta daquele carro vermelho espalhafatoso, aquele loiro desgraçado deu a partida no veículo, indo embora à toda velocidade, deixando-me, embasbacado, para trás.
– Um dia eu te enveneno... Um dia. Guarde minhas palavras...
– U-Ugh... – Atsushi começou a se reerguer, massageando a nuca.
– Por que você precisa ser tão violento?
Ele estava mesmo reclamando? Mas que-!
– Cala a boca! – Exclamei, o rosto corando com violência. Mordi o lábio interior, andando apressadamente em direção ao prédio do primeiro ano. Como odiava quando ele me olhava daquele jeito! Era tão mais simples quando éramos apenas amigos! Mas é claro que ele não me deixou em paz, visto que fui prontamente seguido:
– Ne, Aki-kun! Se acalme! Por que você não me atendeu no domingo? E no sábado? Eu estava preocupado com você!
– Não precisa estar! Eu posso me virar sem você!
Respondo, rudemente. Por que tinha que ser tudo tão confuso com ele?
– Akihiro... – Segurou-me o pulso, puxando-me para um corredor deserto do prédio. Assim, encurralou-me em uma das paredes, encarando-me com o semblante sério. Eu odeio essa sua expressão, Atsushi...
– O que houve?
– M-Me deixe em paz... – Murmurei, virando bruscamente o pescoço, em direção contrária, deixando assim, as marcas arroxeadas à vista. Uma mudança ocorrera na atitude de Atsushi, e sem se pronunciar, ele me soltou.
– Acho que entendi o que aconteceu... – Anunciou, depois de um longo período de silêncio. O que estava acontecendo? Ele estava sorrindo, mas... Por que aquele sorriso me passava a sensação de dor?
– Desculpe-me por forçá-lo desse modo, Akihiro.
O que você está dizendo?
– Acho que fui egoísta...
Tire esse sorriso do rosto.
– Eu... B-Basta que você tenha alguém que ame. Se estiver feliz, eu estarei feliz. M-Mas não me peça mais que me aproxime de v-você...!
Você está chorando, e meus músculos não são capazes de se mover, para tentar secar suas lágrimas.
E quando Atsushi deixou-me ali, meus pés não se moviam. Apenas a expressão de choque estampava meu rosto pálido.
“Adeus, Akihiro.”
Notas finais
Como estou triste ultimamente, a única coisa que me motiva, agora, é escrever.
My Sweet Boyfriend terá agora, 5 capítulos restantes. Prometo postar o novo capítulo neste feriado. De verdade.
Bem, por enquanto é só. Até mais.
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