My Sweet ... Boyfriend?!
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Sofri de um terrível bloqueio mental, e tentei escrever esse capítulo várias e várias vezes. Bem, eu finalmente consegui. Vocês vão perceber pequenas diferenças.
Uhu hu, será que vocês vão notar? Boa leitura!
Noite de sexta-feira. No momento, estou eu, deitado na minha cama, olhando fixamente para o teto. O longo suspiro irrompeu de meus lábios, e senti as pálpebras pesarem sobre os olhos. Essa tinha sido uma longa semana, onde eu apenas estudei. Já mencionei o quanto eu odeio provas? Não? Pois bem, eu simplesmente odeio essa semana. Quase não tive tempo para mim mesmo, e era tanta biologia, física, matemática, literatura japonesa e coisas do gênero, que eu nem sei mais meu nome. Acho que me saí de forma razoável, o que é um milagre indescritível.
Já havia jantado, tomado banho, e posto alguma roupa confortável. O detalhe é que eu não tenho pijamas, porque para mim, eles são meio inúteis. Deslizei a mão esquerda pelos cabelos levemente úmidos, resolvendo organizar os fatos na minha mente. Lembram-se do suspeito com cabelos ruivos que me fez sofrer na última vez que nos falamos? Eu já havia visto-o em algum lugar. Não sei onde, nem quando, mas tenho certeza de já ter visto os olhos daquele psicopata.
– Não, não, isso é ridículo! – Balancei a cabeça para ambos os lados, tentando afastar aqueles pensamentos complicados. Resolvi refletir o rumo de minha vida atual. Eu tinha 15 anos, e eram 20:15 da noite, de uma sexta-feira. Meus pais haviam levado minhas irmãs em um teatro infantil, ao qual eu jurara de pé junto que nunca iria.
Pelo o que vejo, até minhas irmãs são mais descoladas que eu, já que saíram em uma noite de sexta. Resmunguei baixinho, me levantando e esperando algum tempo, até a preguiça ir embora. Andei com passos lentos até a televisão do meu quarto, ligando-a e conectando o videogame. Nada como um bom game para afastar as frustrações da vida, não?
– É hoje que eu passo dessa maldita fase. – Anunciei para minha platéia imaginária, estalando os dedos, me sentando no chão e colocando o jogo para rodar.
Foi então que a campainha soou. E eu me segurei para não gritar, irritado.
Andei sem vontade alguma até a porta, abrindo-a de um modo meio rude, respondendo em um tom da mesma intensidade:
– O que é?
– Aki-kun, quanto tempo. – O loiro estava de pé, vestindo roupas bonitas demais para se ficar em casa, olhando-me com um olhar cético.
–... Atsushi... – murmurei, corando de leve, pelo meu estado lamentável em plena noite de sexta-feira. Ele me contornou, adentrando a casa. Retirou os sapatos, ajeitando o casaco preto que vestia:
– Então, virou um aposentado?
– Como assim? – indaguei, afinando a vista, e fechando a porta atrás de mim.
– Ora, apenas um aposentado fica vestido como um mendigo em uma bela noite como essa. Mas, como um anjo que sou, resolvi vir até aqui e convidá-lo a ir ao cinema com a minha pessoa! – anunciou Atsushi, levantando o polegar, em tom grandioso, abrindo um belo sorriso. O qual me fizera quase vomitar os rins.
– Não, obrigado. Eu prefiro ficar aqui, na minha casa, no meu cantinho, jogando os meus jogos.
– Nem pensar! Eu não andei até aqui para nada! O senhor trate de ir se vestir. AGORA. –Ele cruzou os braços, mandão. Mas é um babaca mesmo.
– Tudo bem, como eu sou uma pessoa extremamente caridosa, eu irei ao cinema com um pobre coitado como você. – Usei meu melhor sorriso sarcástico, enquanto corria rumo ao meu quarto, deixando o loiro à espera, no sofá.
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Péssima ideia. Eu nunca devia ter vindo com ele. Eu odeio filme trash. E o que eu odeio mais que filme trash é filme trash romântico. Sinceramente, o Atsushi tinha mesmo um gosto muito peculiar para... tudo.
– Oh, essa parte é tão legal! – Disse ele apontando para a grande tela à nossa frente. Em resposta, bufei de irritação, revirando os olhos, ato invisível aos olhos do loiro, já que estávamos em uma completa penumbra.
– Não precisa ser tão mal-educado. Eu o convidei, paguei os ingressos, e você trate de pelo menos se interessar pelo filme!
– Acontece, Atsushi, que eu fui mais obrigado a vir. Entendeu?
– Shhh, você é muito chato. Eu sei muito bem que você só veio para ficar comigo. – Arregalei de leve os olhos com aquela acusação. O boçalidade ali não entende que eu vim apenas porque não tinha nada melhor para fazer... É claro que foi apenas por isso.
Encolhi-me no meu assento, entediado, envergonhado e levemente humilhado. Senti aquela sensação incômoda de ser vigiado por alguém, e quando levantei os olhos, encontrei com o olhar do loiro, fitando-me fixamente.
– O-O que foi? – Senti uma das mãos do loiro erguer-se na escuridão, e seus dedos macios tamborilarem os meus lábios. Segundos depois, os rostos foram se aproximando, até que senti os lábios quentes de Atsushi sobre os meus, e sua língua deslizando levemente pela região, pedindo passagem. Fui fechando os olhos devagar, entreabrindo os lábios, permitindo a passagem do mais alto, e iniciamos um beijo calmo, e posso dizer, que até mesmo terno.
Não ligava mais que dia do ano era, hora, lugar e quem pudesse estar assistindo à cena. Desconectei-me de tudo isso, enquanto aprofundava ainda mais aquele afeto, e vi-me aproximando-me ainda mais do outro, em busca de maior contato. As mãos macias e alvas de Atsushi foram parar nos meus cabelos, e só consegui voltar ao mundo real quando o beijo ficou perigosamente profundo. Aquele realmente não era o local apropriado. Com esse pensamento, desvencilhei-me do outro, empurrando-o o mais delicado que pude:
– A-Aqui não é o lugar. – Ele soltou um muxoxo de reclamação, enquanto levantava-se de seu assento, ajoelhando-se entre as minhas pernas. Meus lábios abriram-se em busca de ar, e eu levei as mãos rapidamente à boca, abafando um grito que já irrompia do âmago do meu ser. O que diabos ele estava fazendo agora?!
– Por que acha que eu escolhi o lugar mais afastado da sala? – Perguntou ele, em uma voz que mais parecia um ronronar de um felino, enquanto um sorriso malicioso brotava no canto de seus lábios.
– O-O quê?
– E que tal o filme? – Sussurrou, abrindo lentamente o zíper da minha calça, dando de ombros, em um gesto completamente descontraído. Eu já arfava à essa altura do campeonato. Ele, ao contrário, continuou a falar, utilizando o sorriso mais safado que eu já vira a vida toda:
– Não foi mera coincidência, que eu escolhi um filme dessa magnitude e “popularidade”. –olhei ao redor, deparando-me com a sala quase vazia. Tirando por um ou dois casais, que estavam bem longe de nós dois. As mãos perigosas do loiro puxaram minha intimidade para fora –esta já encontrando-se em um estado bem desperto- aproximando seus lábios entreabertos da mesma, deixando seu hálito quente roçar provocativamente pela glande. Deixei um suspiro de prazer rasgar a garganta, saindo sôfrego e rouco de meus lábios:
– N-Não faça isso a-aqui... – supliquei, sabendo exatamente que eu estava mentindo. Sei que, bem no meu interior mais perverso, havia uma parte insana implorando que ele continuasse. E que não parasse por um bom tempo. E como Atsushi parecia conhecer-me como ninguém, foi exatamente o que fez, abrindo cada vez mais os lábios, deixando a língua deslizar pela região.
Não consegui me conter, soltando um gemido mais alto do que deveria, o que fez Atsushi voltar o olhar para o meu rosto, que se enrubesceu ainda mais com o contato visual:
– Não faça tanto barulho, ou vamos ser expulsos da sala. – Ele deixou uma risada baixa tilintar em meus ouvidos, e sua provocação me fizera erguer as mãos aos lábios, tentando abafar qualquer futuro som que provavelmente soaria constrangedor.
– Bom menino. – Ele soltou uma piscadela em minha direção, voltando sua atenção ao meu membro, que pulsava, pedindo desesperadamente por atenção.
Ouvi-o respirar fundo, voltando a lamber de modo provocativo aquela minha região extremamente sensível, desde a base até a cabeça. Resolveu dar maior atenção à glande, onde colocou-a pacientemente na boca, começando uma torturante e lenta sucção, que deixou-me em estado de êxtase e insanidade. Estreitei o olhar, já sentindo os olhos úmidos, e a insuficiência respiratória abalar-me em um só golpe, que fora desferido no momento em que o loiro abocanhara-me por completo, estabelecendo um ritmo mais lento, deixando minha extensão raspar-lhe fundo na garganta. Queria perguntar onde ele aprendeu isso, e com toda a certeza o faria mais tarde, mas agora não era o momento. Deixei os lábios se abrirem o suficiente para que eu mordesse uma parte de uma de minhas mãos, na tentativa desesperada e insatisfatória de camuflar e até mesmo deter esses malditos gemidos que teimavam em escapar de minha boca!
– A-Atsushi... N-Não d-dá mais...! –Visto que eu já estava alcançando o meu limite, o desgraçado apenas aumentou o ritmo e a força com que fazia, levando-me literalmente à loucura. Em um jato potente, aliviei-me nos lábios do outro, preenchendo toda aquela cavidade cálida com o meu líquido.
– ... – Minha respiração era pesada, meu tórax realizava um movimento frenético de subir e descer, e eu ainda pude ouvir o outro, ajoelhado perante mim, engolir tudo. Até a última gota.
– Até que você conseguiu se segurar por um bom tempo. – Disse Atsushi com a voz rouca, pela falta de uso e cansaço. Lambeu os lábios de forma desejosa, deixando bem claro que o assunto entre nós ainda não havia acabado.
– C-Cale a boca... – murmurei, cobrindo parte do rosto com as mãos. Nem me tocara que as luzes haviam acendido, sinalizando que aquele filme infame havia terminado.
– Ah, vou te dar um ótimo motivo para calar-se, Aki-kun. – Ele se pôs de pé, acariciando o meu rosto, deixando um sorriso radiante dominar o rosto.
– Tch... – Fechei o zíper da calça, cruzando os braços, envergonhado. Ele revirou os olhos, rindo da minha atitude. Fez uma mesura cortês, erguendo-me uma das mãos, com um sorriso de tirar o fôlego:
– Milord. – Sussurrou, puxando-me com delicadeza do meu assento, colocando-me de pé em um salto. Resmunguei alto o suficiente para que ele ouvisse, e assim saímos do cinema, e sem perceber, ainda de mãos dadas. Oh, bem, digamos que não percebemos nada disso.
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O vento frio atingiu minha face em cheio, fazendo-me franzir o nariz. Andamos em silêncio pela pequena praça comercial, observando as luzes que enfeitavam as árvores. Apertei ainda mais aquela mão quente em meus dedos, procurando de alguma forma, roubar aquele calor para mim. Atsushi se aproximou, sussurrando rente ao meu ouvido:
– Lá em casa, ou na sua? – Aquela pergunta soou mais como uma ordem. Ele não me deixaria ir embora esta noite. Sem antes refletir sobre aquela indagação pervertida, vi meus lábios me traindo mais uma vez:
– Na sua. – E antes que eu pudesse contradizer, ele já me puxava, com um sorriso bobo no rosto, rumo à sua casa.
Que mal teria passar uma noite com ele? Estava frio, e eu sabia que meu corpo ansiava apenas pelo calor do outro, que emanava ao meu lado. Foi então que o loiro parou de andar, permanecendo estático na calçada, com os olhos arregalados:
– O que houve, sua besta? – indaguei, acompanhando a direção para qual os olhos azuis apontavam, deparando-me com uma figura familiar. Makoto nos encarava a poucos metros de distância, com a expressão fria, e os olhos queimando de raiva.
– O qu- — sem conseguir terminar, vi Atsushi andar apressadamente, abusando da força que colocava nos pés, indo em direção ao ruivo. Ouvi apenas um estrondo, e o punho do loiro acertando o rosto do outro:
– Como se atreve a aparecer novamente?! – Esbravejou Atsushi, deixando todos os espectadores da cena atônitos.
Inclusive eu.
Notas finais
Agora a história vai passar por um período um pouco "sombrio". Mas, como é comédia, não esperem nada com morte, 'kay?
Acho que a fanfic está chegando em seus capítulos finais, abububu. Depende de como minha criatividade vai ser daqui pra frente. Obrigada a todos que estão me acompanhando, e me encorajando com reviews. Quero agradecer à Hakura Tsubasa. Hm, você tem que perceber a mudança, hein, moça? -q
Ah, e eu cansei de pedir por reviews. Nada adianta mermo. |D Q Bom final de semana, e eu juro, até sexta que vem! O que será que vai acontecer?~~ teh hehe.
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