My Sweet ... Boyfriend?!
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Voltei à escrita descontraída e original. Boa leitura... Responderei os reviews em breve, sinto muito mesmo por isso.
Bem-vindos novos leitores!
O que estava acontecendo? Será que eu nunca terei um único dia normal na minha vida?! É isso o que chamam de adolescência? Porque se for isso, eu quero minha infância de volta!
- Atsushi, você quer parar com isso?! – vociferei, atirando-me sobre o loiro, e tentando afastá-lo de Makoto, que segurava o nariz, olhando-o, com o rosto mergulhado na descrença:
- Ora, ora. Então isso quer dizer que vocês estão juntos? – olhei-o, arqueando as sobrancelhas.
- O que quer dizer com iss- – nesse meio tempo, Atsushi soltara-se de mim, desferindo um golpe ainda mais forte na face esquerda do ruivo, que cambaleou para o lado.
- Como você se atreveu a voltar à essa cidade, desgraçado?! – Nunca vira o loiro daquele modo, durante todo o tempo em que o conhecia. Mesmo quando o irmão dele rasgou toda sua coleção de revistas de moda, ou quando um garoto cuspiu um chiclete no cabelo dele, na sexta série.
- Este é um país livre, e você me irritou agora. – Makoto franziu o cenho, em uma expressão irritada, e pegou Atsuhi pela gola da camisa, devolvendo os dois socos que levara até o momento, em menos de cinco segundos.
- Vocês dois, parem de criar caso na rua! – Um policial chegara ao local, acompanhado por um ajudante. Os dois homens afastaram o loiro e ruivo um do outro, segurando os braços de cada um:
- Vocês acham que podem destruir a paz com essa pouca vergonha?! Aposto que as mães de vocês três ficarão decepcionadíssimas!
- Espere um pouco. O senhor disse “três”? – indaguei, arregalando os olhos.
- Você está com eles não está? – Olhei do rosto de Atsushi, para o rosto de Makoto, e voltei a fitar os olhos negros do homenzarrão que vestia a farda da polícia. Refleti um bocado no assunto, pensando em todas as cagadas que o Atsushi me enfiou, que iam de pequenas coisas, como me derrubar da gangorra milhões de vezes, quando éramos crianças, à coisas mais sérias e comprometedoras, que incluíam me travestir.
- Oh, creio que esses dois jovens não me são conhecidos, se me dão licença, eu estou indo para casa.
- Akihiro, eu não posso acreditar que você vai me deixar aqui sozinho! – Gritou Atsushi, completamente indignado.
E adivinhem só no que isso resultou? Se você disse que agora, nós três estamos em uma delegacia, olhando um para o rosto do outro, em um silêncio completamente constrangedor, você acertou! Trate de ir buscar a sua Suzuki na fábrica mais próxima!
- É brincadeira! Você que dá a louca na rua, agride um ser que passava ali por acaso, e eu que acabo indo para a cadeia! – resmunguei, massageando demoradamente as têmporas.
- Ora, Aki-kun! Eu tive motivos concretos de ter feito o que fiz! E se eu pudesse, teria acabado com o infeliz à nossa frente!
- O infeliz, meu caro, possui um nome!
- Isso não me interessa! Você não é um ser humano, ao meu ver!
- Atsushi, calado. O nome dele é Makoto.
- Não, cale a boca você, Akihiro. – Dirigi meu olhar ao rosto do ruivo, e arregalei os olhos.
- Você está louco? Ninguém me manda calar a boca! E não lembro de ter dito o meu nome para você, quando nos encontramos na escola!
- Espera, você se encontrou com esse traste na escola?! Meu Deus, sua virgindade está intacta?! – Corei na mesma hora, desferindo um soco tão, mas tão forte na cabeça daquele loiro oxigenado, que deixaria qualquer lutador da UFC no chinelo.
- Ah, verdade. Fui eu que te desvirtuei. – O ruivo soltou um risinho, enquanto a minha vermelhidão apenas piorava seu estado. Imagine um tomate. Agora imagine um festival deles, que ocorre no meio de um mar de suco de tomate, infestado por pessoas vestidas de tomate, só que acrescente um pouco mais de vermelho. Essa era a cor do meu rosto.
- C-Cala a boca, animal! – Um dos guardas nos lançou um olhar fulminante, que automaticamente nos fez parar de gritar.
Suspirei, cansado e sabendo que meu fim estava próximo. Minha mãe iria me esquartejar e depois dançaria no meu túmulo, enquanto ainda prepararia um ritual para exorcizar minha alma para o quinto dos infernos.
Na verdade, eu esperava que ela fizesse isso, ao invés de fazer o que ela realmente faria. Vender toda a coleção de jogos que eu possuía, e vinha conquistando ao longo desses anos. Árduos anos de trabalho, sendo vendidos em menos de uma hora, por um preço ridículo, e o dinheiro obtido, gasto em alguma quinquilharia tosca para se por na sala. Me diga, deus. Por que eu?
Quando voltei à triste e insensível realidade à minha volta, deparei-me com Atsushi e Makoto se encarando de modo intenso, e se olhares matassem, os dois já estariam decapitados.
- Sakurai Akihiro. – Um dos guardas me chamara, e eu levantei de supetão.
- S-Sim?
- Você está liberado. Uma testemunha limpou o seu nome, dizendo que você não participou da briga. Me desculpe por isso.
- T-Tudo bem, e boa noite! – Eu respirei fundo, aliviado. Olhei uma última vez para o loiro, e depois para o ruivo, afinando a vista. Fui acompanhado até o lado de fora, e acenei para o policial, recomeçando a andar pelo bairro, já deserto pela hora tardia.
Ainda haviam alguns casais de enamorados, que brincavam e trocavam risinhos, completamente apaixonados. Eu poderia ter nascido normal, e ter agora uma vida simples, com uma namorada simpática e bonita. Mas não. Eu tive que complicar a minha vida, e me apaixonar por dois idiotas. Sim. Dois idiotas.
Caminhava à esmo pela rua escura, e quando dei por mim, vira um vulto escondido na penumbra. Fiquei estático onde estava, com os pelos da nuca se arrepiando de leve, ao ouvir passos vindos em minha direção.
- Oh, boa noite. – Não segurei a emoção e gritei. Não consegui fugir, pois uma mão grande e forte prendeu-me o pulso:
- Se acalme, sou eu, Makoto. – virei o rosto assustado para encarar o ruivo, perplexo:
- Porra! Como você me faz uma coisa dessas e- Espere. Como você saiu da prisão?
- Prisão? – Ele pareceu confuso por alguns segundos, mas isso tudo fora mascarado, por um sorriso gentil, que cobriu-lhe a face rapidamente. Eu conhecia aquele sorriso, de algum lugar.
- Oh sim. Mas eu fui solto pouco tempo depois. E por isso resolvi vir até aqui, para desculpar-me pelo o que eu fiz. – Olhei-o, relaxando um pouco, e desvencilhando meu pulso de seu aperto forte.
- Ah... Bom, está desculpado.
- O que é isso? Eu insisto que há alguma coisa que eu possa fazer. Vamos até minha casa, e eu lhe ofereço uma xícara de chá.
Fitei-o por um longo tempo, pensando sobre o assunto. Talvez não houvesse problema, perder uma ou duas horas, jogando conversa fora, não é? E o sorriso dele era tão sedutor, familiar...
- Onde mora? – Indaguei, devolvendo um pouco do sorriso que recebia.
- No final da rua. – disse-me, segurando meu braço com gentileza, e conduzindo-me até o destino.
- N-Não sei se devo... – murmurei, claramente sem jeito.
- Não vai demorar mais do que uma hora, hm? – Ele permanecia com o sorriso gentil na face, e aqueles dentes brancos, emoldurados por lábios finos e avermelhados fizeram-me ceder, fazendo-me acompanhá-lo até o final da rua.
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O loiro encontrava-se com a expressão impassível, atípica de sua personalidade cativante e animada. Encarava o outro jovem à sua frente, com a raiva voltando a borbulhar em seu interior.
- Eu não posso acreditar que você voltou à cidade, depois de tudo que fizera a ele.
O ruivo permaneceu com a carranca formada, brincando com o piercing que possuía em uma das orelhas, e olhava Atsushi com ar de desinteresse:
- Eu não sei do que você está falando, seu babaca. – isso fora a gota d’água. Como ele conseguia ser tão dissimulado assim? Atsushi voltou a ficar de pé, aproximando-se com passos pesados do outro, erguendo-o pela gravata quadriculada que o mesmo vestia:
- Como pode ser tão fingido assim?! Você não pode dizer como se tudo aquilo não tivesse ocorrido!
- Como se atreve a me acusar de uma coisa que eu não fora responsável?! Sei que tenho essa cara de playboy malandro e badboy, mas não sou esse tipo de gente!
- Pare de mentir! Você sabe que se aproveitou dos sentimentos do Akihiro para conseguir prazer de modo fácil!
- O-O quê? Eu não fiz absolutamente nada disso!
- Não minta! Não minta, Kurosaki-senpai! Admita que tentou violentar o Akihiro, depois dele ter-se confessado a você! – A raiva transbordava do peito do loiro, inundando os olhos azulados, e transformando-os em um mar envolto por uma tenebrosa e furiosa tempestade. Já os olhos do ruivo encontravam-se opacos, com um único lampejo de brilho.
- Não sou quem você pensa que sou. Não fui eu a fazer isso com ele, como acha que eu conseguiria? – Sussurrou, virando o rosto para o lado, mordendo os lábios:
- Foi o Makoto. Foi ele que fizera isso, e pretende fazer de novo. – Atsushi largara o tecido da gravata do mais velho, recuando alguns passos, até desabar na cadeira atrás de si, que antes ocupava. Seus olhos vagavam ao longe, perdidos em lembranças turvas:
- Quem é Makoto?
A resposta viera minutos depois, e saíra sem um sinal de vida, dos lábios do ruivo:
- Meu irmão. Meu irmão gêmeo.
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Entramos na casa – muito elegante, por sinal– e Makoto trancara a porta atrás de si, guardando a chave no bolso. O interior da residência era amplo, bonito e bem-iluminado. Mas estranhamente vazio:
- Onde está sua família? – perguntei, tirando os sapatos.
- Moro apenas com meu irmão. – Ele disse, retirando o casaco, e o pendurando em um cabide ao lado da porta. Imitei o gesto.
- É mesmo? E onde ele está? – Dei as costas ao ruivo, olhando mais ao redor, admirado com a visão que tinha da casa. Makoto se aproximou de mim, abraçando-me por trás, e sussurrando em meu ouvido:
- Ele está por aí. – Estremeci com a aproximação, e meu rosto enrubesceu no mesmo instante. Tentei me soltar do mesmo, mas isso apenas fez com que me abraçasse mais forte, conduzindo-me pela casa e me jogando no extenso sofá branco.
Makoto ficara por cima de mim, com uma expressão jamais vista no rosto inexpressivo. Os olhos queimavam em um desejo ardente, e os lábios estavam repuxados em um sorriso carregado de malícia. Seu indicador roçou por minha face ardente, tamborilando os meus lábios:
- Teremos muito tempo para brincar.
- P-Por que está f-fazendo i-isso...?! – murmurei, com toda a voz que restava em minha garganta, tentando empurrá-lo para longe, em uma tentativa falha. Como resultado, ele segurou meus pulsos acima de minha cabeça, rindo com gosto, deliciando-se ao ver minha expressão assustada.
Ele se aproximou lentamente, lambendo meus lábios cerrados, deslizando a ponta da língua até meu pescoço, onde sussurrou, com a voz rouca, rente ao meu ouvido:
- Quero ouvi-lo gritar “Senpai” mais uma vez, com essa adorável carinha de pânico.
O mundo à minha volta havia desaparecido, e eu entrara em um dos meus piores pesadelos. A única diferença era que, quando eu fechasse e reabrisse os olhos, ainda estaria lá.
Notas finais
Foi isso. Espero que tenham gostado! Ah, sim, a fic está chegando em seus capítulos finais,abubububu! ;u;
Até o próximo! Byebye ♥
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