My Sweet ... Boyfriend?!
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Não ficou como eu queria, mas acho que é o melhor que eu fiz até agora. Gomeeeen! ;A;
Agradeço à todos pelos revviews! Vou respondê-los assim que tiver mais tempo! Ah! Por favor, leiam as notas finais!
E boa leitura ♥
Sábado. As férias acabaram fazia duas semanas, e eu estava ficando preocupado. O meu primeiro ano do colegial já estava para terminar, e nada de muito novo acontecera. Ainda permanecia com sérias dúvidas na minha mente, e meu coração cada vez mais descontrolado e confuso. Muitos adolescentes normais estariam preocupados com estudos, amigos, e coisas do tipo. Eu era assim. Até um maldito moreno entrar na minha vida, e meu melhor amigo decidir que estava apaixonado por mim. Não que eu não goste de me sentir desejado... Mas eu não aguento mais essas perguntas infernais que me tomam a cabeça. Eu irei enlouquecer!
- Que tééééédio... – murmurei, largado na varanda de casa, em uma tentativa de refrescar-me do calor filho da puta que fazia. Observava minhas irmãs brincarem no quintal, atrás de libélulas. Elas eram tão fofas, livres, despreocupadas.
- Onii-chan! Onii-chan! – gritaram em uníssono.
- O que foi? – perguntei, sorrindo, ao que as duas vieram correndo até mim.
- Olhe! Capturamos uma fada! – murmurou Momoka, mostrando-me uma libélula colorida que tinha em mãos. Eu sorri.
- Uma fada é? E como você sabe que é uma fada, Momo-chan?
- Ora, onii-chan! Ela é linda, e voa de forma tão leve... Com certeza veio aqui para espalhar felicidade! – minha outra irmã, Meiko, sorriu para mim, segurando uma de minhas mãos.
- Ela é o símbolo do amor, onii-chan! – Momoka colocou o inseto na minha mão, segurando-a com as pequenas mãozinhas.
- Por isso queremos dá-la ao onii-chan! – Com isso elas saíram correndo, rindo e brincando juntas. Olhei para a pequena “fada” que tinha em mãos, suspirando e deixando-a voar novamente, livre pelos céus alaranjados de final de tarde.
- Eu espero que isso me ajude.
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Segunda-feira depois das férias. Não existe nada pior do que isso. Pra variar eu estava um caco de gente, me arrastando com cara de morto para a escola, ou melhor, prisão, que estava a poucos metros de mim. Atravessei o portão com um bocejo, e me dirigia à sala. Até ser abordado por alguém:
- Ne, eu te conheço. – virei meu rosto para trás, encontrando ninguém menos que o cara mais insano do colégio. Também conhecido como “Mizu-senpai”.
- É provável, já que estudamos no mesmo colégio.
- E-Essa falta de educação! Esse olhar esnobe... E essa pose de superior...! — ele apontava em minha direção, levando a mão desocupada ao peito. Droga. Ele ia descobrir que eu era a Akira-chan!
- VOCÊ SERÁ MEU MAQUIAVEL! -... Nani?
- E-EI! ESPERE UM POUCO! EU NÃO SEREI NADA DISSO! — ele segurou minhas mãos, com os olhos cintilantes.
- Os fins justificam os meios! – Arregalei os olhos, tentando me desvencilhar daquele psicopata. Mas outro alguém fizera isso por mim.
- Ne, Mizu-kun, não fique sequestrando os alunos mais jovens. – Eu conhecia aquela voz. Levantei o olhar para encarar o enorme loiro que estava ao nosso lado, que nesse momento, segurava o pulso de Mizu-senpai:
- S-S-Senpai! – o excêntrico artista me soltou, abraçando possessivamente o novo integrante da “conversinha”.
- O que está fazendo aqui, Erik? – indaguei, cruzando os braços. Acertou quem disse que esse é o irmão mais velho do Atsushi.
- Vim até aqui a pedido do diretor. – anunciou o alemão metido à besta, balançando a cabeleira reluzente, e empurrando o outro que estava agarrado à sua cintura.
- Falando nisso... Vocês dois se conhecem de... Onde? – perguntei, apontando para a cena patética que tinha à minha frente.
- Quando eu estava no primeiro ano, Erik-Senpai era o veterano mais admirado da escola! – sorriu, e pela primeira vez, vi tal expressão no rosto de Mizushiro. Era suave, sem vestígio de mau-humor ou algo parecido.
- Huhu, poupe os detalhes, Mizu-kun. – ele acariciou os cabelos do outro, e eu fiquei apenas olhando. Aquilo não me interessava.
- T-Todos precisam saber de como você era incrível, S-Senpai..!
- Óh, Mizu-kun! Você não mudou nada! Continua tão fofo!
- Óh, Senpai! – O irmão do Atsushi segurou o outro pela cintura, aproximando os rostos. EM PLENO PÁTIO DO COLÉGIO.
- Óh Mizu-kun!
- Óh, Senpai!
-Óh, Miz-
- JÁ CHEGA! VÃO LOGO PARA UM MOTEL! – Gritei, me irritando profundamente com aquilo tudo. Eu não quero segurar vela pra ninguém em plena segunda!
- ... – os dois olharam para mim, atônitos, e tão vermelhos quanto tomate. Pigarrearam, soltando-se e lançando olhares na direção um do outro.
- Tudo bem. Venho te buscar mais tarde, Mizu-kun. – Erik depositou um cálido beijo na testa do senpai, que corou ainda mais, se isso fosse algo possível.
- A-Até m-mais. – Ele ficou nas nuvens por um tempo, até desviar o olhar para o meu rosto:
- Tá olhando o que, ô pivete? – Ele me empurrou, mostrando a língua e dirigindo-se à sua sala.
- Mas que merda? – Ajeitei as vestes, caminhando à uma distância segura daquele cara, e finalmente chegando na minha classe, onde sentei no meu lugar de sempre.
- Bom dia! Não quero conversa, temos muito o que fazer durante a aula! Abram seus livros na página 258 e vamos iniciar a leitura! – A professora entrou, com um sorriso enorme no rosto. Gostava da Ryokko-sensei. Ela era jovem, animada, e ensinava coisas com entusiasmo. E diga-se de passagem, história da arte era extremamente interessante.
Corri meu olhar pela sala, Encontrando com Hirose sentado mais à frente. Haviam-no mudado de lugar, para ver se o idiota prestava mais atenção na aula. Continuei correndo o olhar pela classe, deparando-me com a carteira onde estava sentada Kurumi Teito, onde normalmente, era onde Atsushi sentava. Ele havia mudado de sala, e Keiko entrara na nossa no seu lugar.
Resmunguei baixinho, abrindo o livro na página que a sensei mandara, e comecei a fazer a leitura.
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O sinal soara, e a próxima aula era educação física. Eu me espreguicei na carteira. Hirose veio até mim, com o típico sorriso abobado na face:
- Ohayou, Aki-san!
- Ohayou? Olhe que horas são, Hirose.
- Ah...Tanto faz! – ele riu, coçando a nuca.
- Tudo bem, dessa vez passa. – eu disse, brincando.
- Bom dia, bando de bichinhas, hahahaha! Já para o ginásio! – A professora de educação física apareceu na porta, rindo de nossas pobres almas, e desaparecendo na mesma velocidade que entrara. Todos os alunos, inclusive eu e Hirose, fomos ao ginásio. Meninos entraram no vestiário masculino, e as meninas no feminino.
- Hahaha! Cara, você viu o programa de ontem?
- Eu vi! Aquele cara era muito engraçado!
- Seu corno, aquela piada era muito ridícula! – os meninos conversaram animadamente, enquanto trocavam de roupa. Eu estava quieto em um canto, me concentrando para não pensar em matar todos eles.
Suspirei, vestindo as roupas da educação física, e logo me dirigi ao ginásio.
- OE, VOCÊ, MINHOCA DESPROVIDA DE MÚSCULOS COM CARA DE NERD! – Olhei na direção da sensei, e percebi que eu era o tal “invertebrado”. Caminhei, com certa paciência, até ela, encarando-a:
- Sim, sensei?
- Preciso que você vá buscar uns materiais para mim! – ela me entregou a chave do depósito esportivo, com um sorriso travesso no rosto.
- Certo. – Peguei as chaves, indo até o local. Abri a porta e deixei as chaves na fechadura, adentrando o recinto. Era escuro e tinha cheiro de mofo.
- Quer ajuda, Aki-san? – Hirose apareceu atrás de mim, sorrindo.
- SEU VIADO, NÃO ME ASSUSTA ASSIM! – eu gritei, esbarrando em alguma coisa.
- D-Desculpa... Só pensei que você quisesse ajuda. – eu revirei os olhos, fazendo beicinho, e indo pegar... Espera aí. A professora não me disse o que eu devia pegar! Foi então que a porta do depósito fechara com força, e um clique metálico soara. Alguém trancara-nos lá dentro:
- HAHAHAHA! CAIU FEITO UM PATO, AKIHIRO! – a professora ria, se afastando.
- M-MAS QUE RAIOS DE PROFISSIONAIS ESSA ESCOLA CONTRATA?! – eu gritei, me desesperando. Eu estava em um depósito. Escuro. Pelo qual fora trancado à força. Pela minha própria professora. E pra pior, tinha um moreno retardado lá dentro comigo. Que por sinal, já abraçava minha cintura, beijando minha nuca:
- Aki-san... – ele sussurrou, mordendo de leve o lóbulo da minha orelha. Corei, tentando me afastar:
- O-O que você pensa que está fazendo?!
- Não é nada demais, Aki-san. – ele continuou com os beijos, desta vez, fazendo suas mãos passearem pelo meu corpo. Arfei ao sentir a língua cálida em meu pescoço:
- N-Não faça isso! Está errado!
- Doushite? – Ele sussurrou mais uma vez, utilizando um tom que eu nunca ouvira antes. E não posso dizer que não me excitei um bocado com aquilo.
- S-So é e-errado... – ele me prensou contra uma das paredes daquele lugar, me encarando, com uma expressão séria:
- Eu o amo. E não acho que isso seja algo errado. – retirou lentamente a camisa, segurando com delicadeza o meu queixo:
- Afinal, O Aki-san também me ama, ne? – Hirose abraçou-me com força, roçando seu corpo no meu, e novamente distribuindo lambidas e beijos em meu pescoço. Eu não conseguia negar. A verdade era essa. Eu o amava, amava-o tanto... E esse tanto, também pertencia ao Atsushi.
- ... – agarrei os ombros do maior com força, antes de sentir seus lábios macios nos meus, sua língua roçando de leve ali, a qual permiti a passagem, e a exploração dera-se início.
O beijo, apesar de apaixonado, tinha lá sua intensidade. As mãos do moreno passeavam pelo meu abdômen, levantando a barra da minha camisa, tentando retirá-la, e assim, ajudei-o a fazê-lo. Ele prensava-me cada vez mais contra a superfície gélida da parede, e eu puxava cada vez mais os cabelos dele, bagunçando-os com vontade. As carícias passaram a ficar mais perigosas, tanto quanto as dele e também as minhas. Deslizei a mão direita ao abdômen bem definido de Hirose, abaixando-a cada vez mais e mais.
- A-Ah, A-Aki-san... – ele gemeu, propositalmente, no meu ouvido, apertando com força as minhas nádegas.
Apertei de leve a ereção por cima do tecido dos shorts dele, passando a acariciá-la timidamente. E ouvi-lo gemer, era como um prêmio que eu nunca poderia reclamar em receber. Convencido de que o outro aprovara tudo aquilo, passei a mão por debaixo da vestimenta, e consequentemente, pela roupa íntima, acariciando-o sem pudor algum.
- Você é extremamente sexy, Hirose. – murmurei, corando mais ainda com o que dizia. Ele voltou a beijar-me, vorazmente, enquanto eu permanecia a acelerar o ritmo de minha mão.
- PARADOS AÍ! – Arregalei os olhos na mesma ora em que uma voz autoritária ressoara no estabelecimento, seguida de um estrondo metálico. Desviei meus olhos assustados à porta do depósito, que já não estava mais ali. E agora, a luz do lado de fora invadia o interior escuro do lugar úmido, e uma garota, com uma câmera nas mãos, estava bem ao centro da entrada.
- M-M-Mas será que eu nunca tenho chance?! – resmungou Hirose, tão vermelho quanto o shorts que vestia. Que por um mero acaso da vida, minha mão estava dentro dele.
- Você, Sakurai-san, vem comigo! — Kurumi entrou no lugar, não estranhando nada aquela cena muito vergonhosa e mal-vista pela sociedade atual. Pegou minha blusa, e puxou-me pelo pulso, afastando-se do local com passos largos:
- MAS O QUE V-VOCÊ ESTÁ FAZENDO?! – Eu gritava, corado, e tentando me soltar dela, como um coiote que foge da armadilha.
Ela continuou em silêncio, até pararmos em um local totalmente deserto da escola. Virou-se para mim, com os olhos cheios de lágrimas, e deu-me um tapa no rosto:
- Como você teve coragem de fazer isso com o Atsushi?! – Ela gritou, mordendo os lábios.
- H-Hã? – Eu não entendi absolutamente nada do que ela estava falando.
Fiquei encarando-a, perplexo, esperando uma explicação coerente por meio da morena, que me encarava, desapontada e até mesmo entristecida.
Afinal, o que está acontecendo?
Notas finais
Outra coisa, os nomes das irmãs do Akihiro ficaram Momoka e Meiko, não sei se eu já tinha escrito os nomes delas, mas eu não me lembrava deles. Então, serão esses daqui pra frente!
Outra coisa, vocês puderam notar um novo casal que apareceu ali? Se quiserem, eu posso fazer um cap só deles ~~ *le gostou de escrever sobre eles Q*
Mandem reviews dizendo sua opinião! u__u é sério. Kissus, até mais!
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