Notas iniciais
Yoo gente! Quanto tempo!
Sinto muito pela demora, mas eu não pude postar, porque estava estudando para as provas ( já que nas primeiras, eu fui mal pra caramba, argh).
Sei que muitos estão PUTOS comigo, mas eu estou postando.... e sei que outros tantos vão ficar ainda mais putos com esse capítulo de.... caquinha. ( é, não diga tanto palavrão, sunny Q).
Anyway, boa leitura!

O silêncio predominava de maneira estranha, e esse fator apenas piorava meu estado. Engoli em seco, libertando meu pulso das mãos da morena:

- Hã? Agora eu realmente fiquei confuso... – murmurei, na mesma hora em que lembrara do ocorrido. Minha maior inimiga havia pegado-me naquela situação completamente constrangedora.

- Como se atreve, Akihiro?! Não se faça de desentendido! – Ela estava furiosa!

- Qual o seu problema, Kurumi?!

- Você! Eu me esforcei durante todos esses anos, tendo que consertar as burradas que você tem feito!

- Como assim, sua lunática?!

- O Atsushi, seu demônio! Ele dá todas essas indiretas, dedica seu amor ao senhor, e o que você faz? Fica aos agarros com um bobalhão bronzeado que conhece apenas há um ano! UM MALDITO ANO!

Arregalei os olhos, abrindo a boca em um perfeito círculo.

- E-Espere... I-Isso quer dizer que... Espera. O QUE EU E ATSUSHI FAZEMOS NÃO TE DIZ RESPEITO!

- Diz, sim senhor! Não terá sido em vão, que eu afastei todos os outros caras por quem você tem se apaixonado! Já disse! – A aura da garota, mudou de furiosa para algo que eu não consegui identificar. Mas pelos brilhos que saíam de Kurumi, cheguei à conclusão de que era bem pior do que fúria.

- Você pertence ao Atsushi! – Ela afagou as próprias bochechas rubras, e eu fui ao chão. AGORA TINHA VIRADO PROPRIEDADE DE ALGUÉM?!

- COMO ASSIM?!

- V-Vocês! Ah! Vocês precisam se amar em paz! — ela começara a rodopiar, fazendo a saia do uniforme levantar-se um pouco- Tomar banho, dormir, nadar e “comer” juntos, se é que me entende!

- ... Mas que-

- Gyaaaaaaah! Akihiro, transforme meu sonho em realidade! – Faltava pouco para o nariz da menina não sangrar. Tive que me recompor, segurando-lhe os ombros, balançando-a e tirando-a do transe estranho:

- MAS QUE HISTÓRIA É ESSA, DE “SEU SONHO”?

- Sim! Sempre sonhei vocês dois se pegando! – Ok. Essa garota é estranha.

-... E-Eu não tenho palavras... – corei na mesma hora, largando-a e escondendo o rosto com o auxílio das mãos. Ela veio até mim, bagunçando meus cabelos:

- Sei que você me odeia, Akihiro... Mas saiba que eu te admiro muito. E sei que você ama o Atsushi tanto quanto ele te ama. Você só ainda não percebeu... – ela sorriu, como eu nunca tinha visto antes.

- M-Mas... E-Eu... Gosto do Hirose também. – fui sincero, mordendo os lábios:

- Talvez esteja certo. Pelo que vi, nas minhas pesquisas, ele também gosta de você...

-... Você falando assim parece uma maníaca, sabe?

- Besta. Só quero o melhor para vocês... Por isso... – Puxa, eu nunca imaginei que pudesse vir a gostar da Kurumi. Uma garota que eu sempre jurara odiar, sem nem ao menos conhecê-la bem... Talvez, eu possa finalmente desabafar com alguém!

- Por isso... SE AMEM LOGO E VÃO FAZER UM SEXO SELVAGEM! – TUDO BEM, ESSA GAROTA ESTÁ DEFINITIVAMENTE FORA DA MINHA LISTA DE AMIZADES!

- CALA A BOCA, NÃO FALE ALTO!

- MAS É MUITA EMOÇÃO, AKIHIRO! – Ela abraçava-me forte, me girando no ar. E eu sou mais alto que ela. De onde, diabos vem essa força? Estou com medo. Muito medo. Que tipo de espécie ela é?

- KURUMI, POR FAVOR, ME COLOQUE NO CHÃO! – Eu gritava, infelizmente, mais afeminado do que eu realmente gostaria, e ela finalmente fizera o que eu mandara.

- Me perdoe. Eu só quero o melhor para vocês... – Ela desviara o olhar, ameaçando começar a chorar.

- Kurumi, eu... – Ela é uma boa garota, apesar de tudo...

- Eu só quero que você finalmente dê para o Atsuuuuuushi! – Forças superiores, por favor, dei-me a força para nunca mais achar que esta alma impura é gente boa!

Bom, o papo estava muito bom, e pra lá de animado, mas eu senti algo extremamente duro chocar-se contra a minha nuca, e o meu rosto, poucos segundos depois, foi de encontro ao chão.

- AKIHIRO, E KURUMI! COMO SE ATREVEM A CABULAR AULA?!

Recuperando-me do desmaio, levantei-me com a mão pressionando a nuca, e uma careta de dor estampada no rosto. Ao abrir meus olhos, a megera da Kurumi já estava longe, acenando para mim. Virei-me lentamente, dando de frente com a tal professora de educação física.

- ... N-nossa! Aqui não é o ginásio, hahaha! – comecei a andar de fininho, em direção ao local, sorrindo como um idiota. Mas é claro que a sensei tinha que me parar:

- Epa, epa, epa. Onde pensa que vai?

- Pra sua aula...

- Ela já acabou! Você sumiu a aula toda! – SUA VADIA, FOI VOCÊ QUE ME TRANCOU NO DEPÓSITO CHEIO DE MOFO, SEU DEMÔNIO E-

- Desculpe por isso, sensei. – Eu teria dito umas poucas e boas pra essa daí, só que eu tenho amor à vida.

- Nem mais um piu. Vá direto se trocar, seu maricas. – ela cerrou os olhos, e eu saí correndo, rumo ao vestiário.

Sinceramente. Eu devo habitar o único lugar no mundo inteiro, que tenha garotas tão loucas. Meninas, argh. Seres bipolares, que te fazem sofrer tanto na pele quanto na mente. Uma espécie que só os loucos se arriscam a irritar. Andei, com passos pesados, e xingando até a quinta geração dessa bendita professora, até o vestiário, encontrando-o vazio.

- Mas que dia... – suspirei, abrindo meu armário e tirando meu uniforme de dentro. Baguncei os cabelos, frustradamente, enquanto tirava a camisa de ginástica e guardava-a no armário.

Estava completamente despreocupado, cantando –até um pouco mais alto que deveria- a abertura de Shugo Chara. Eu sei, eu sei. Eu não devia cantar tais músicas, ainda mais de um anime tão... Rosa quanto esse. Mas, a coisa gruda na sua cabeça e é isso aí. Foi então que eu escutei a porta se abrir:

- Ah... Perdão. – murmurou o recém-chegado, levando uma das mãos até os lábios, abafando uma risadinha. Eu ia mandar esse viadinho pra puta que o pariu, mas foi só eu COLOCAR meus MALDITOS olhos na MALDITA figura do BENDITO cara, que meu rosto corou por completo.

-... Algum problema? – Nem me toquei ao ver que o garoto, uns 15 centímetros mais alto que eu, se aproximou de mim, cutucando minha testa.

Ele, como eu já havia dito, era alto, possuía cabelos RUIVOS, bagunçados, uma pele branca, e os olhos castanhos alaranjados. Ele tinha um corpo de-

Eu me RECUSO a fazer outra descrição GAY de um outro HOMEM, entenderam? Ótimo.

- G-GYAAAAH, MAS O QUE É ISSO?! – Quando senti seu dedo cutucar minha testa, corei ainda mais, praticamente me JOGANDO para trás, e como eu sou muito esperto, caí de bunda no chão. Sabe por que você é a pessoa mais feliz do mundo? Porque você não é eu.

- Você ficou me olhando com uma cara de cu, e eu achei que você estava tendo um AVC. – ele deu de ombros, completamente indiferente.

- EU NÃO ESTAVA TENDO NENHUM AVC! – Eu gritei, articulando os braços, exageradamente, enquanto me levantava, vermelho de raiva, neste minuto:

- Bem, de qualquer forma, eu não ligo. Nem te conheço. – ele me encarou, e o “lindo sorriso” que antes detinha nos lábios, desapareceu completamente.

- EXATAMENTE! NÃO ME CONHECE! – Eu disse, um pouco ofendido, ao colocar a blusa do meu uniforme, e abotoar o blaser de qualquer jeito.

- Ei, espera aí. – Ele segurou meu pulso, virando-me para encará-lo de novo. Engoli em seco, ao perceber que o outro já aproximava seu rosto ao meu:

- Cara que eu não sei o nome...

- O-O quê? – perguntei, corando mais.

- Seu zíper está aberto.

Sabe aqueles dias em que você acorda com uma vontade tremenda de possuir os vetores da Lucy – de Elfen Lied- e matar todo mundo? Ver o sangue jorrando, as tripas voando. É isso aí...

-... VAI SE- — empurrei o patife ruivo para trás, e saí correndo, mais vermelho que uma feira de tomates. Corri tanto, mas tanto, que acabei parando no prédio sul do colégio, e me perdi por lá. Sim, dentro da minha própria escola.

-... Merda. – Encostei-me em uma das paredes externas do edifício, recuperando o fôlego que me faltava. Fui sentando devagar, tombando a cabeça para trás, olhando o céu azul. Fechei os olhos por alguns minutos, e quando os abri, lá estava aquele ruivo mal-amado, sentado ao meu lado, olhando o céu também:

- MAS QUE CARALHOS VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?!

- Pensando.

- VAI PRA TUA AULA!

- Você também devia.

Ok, nessa, ele me pegou. Suspirei, irritado, resolvendo ignorá-lo:

- Me chamo Makoto. – ele quebrou o silêncio.

- Só Makoto?

- Sobrenome é informação confidencial. – voltei meu olhar para aquela excêntrica figura, que me observava, inexpressivamente.

- Certo.

- Não vai me dizer seu nome?

- E por que eu devia?

- Eu te disse o meu...

- MAS EU NÃO PEDI POR ISSO! – gritei, realmente me irritando com ele.

- Não devia gritar com um chefe de gangue. – senti meu sangue gelar, e o suor escorria pela minha testa. Por que eu só me ferro nessa vida?! Meu Deus, por quê?!

- Me d-desculpe... – murmurei, encolhendo os ombros.

- Eu só estava brincando. – FILHO DA PUTA!

- SEU VIADO DO CARALHO! – Levantei a mão, por reflexo, para desferir um tapa na nuca do maior. Mas este pegou-a antes do ato concretizar-se, arrancando uma cara de bunda do meu rosto:

- Ou talvez eu seja.

- DECIDA-SE LOGO!

- Só sei que nada sei. – Encarei-o perplexo, soltando minha mão da dele, afastando-me um pouco. Só encontro gente estranha por esses caminhos do destino...

- É o que Sócrates dizia.

- E eu com isso?

- Foi só uma colocação. – Ele revirou os olhos, e se levantou, ajeitando as vestes.

- Bem, vou voltar a praticar meu ócio em um local menos barulhento.

- E-Eu vou para aula! Não preciso ouvir desaforos de um ruivo lunático!

- É makoto.

- Tanto faz!

- Diga seu nome.

- NÃO VOU DIZER.

- Vou te chamar de Eustácio.

- MAS QUE MERDA É UM EUSTÁCIO?!

- Você. – ele apontou para mim, erguendo levemente a sobrancelha esquerda.

- Cara, eu devo ter atirado merda na cruz. Só pode. – Levei minha mão à testa, massageando-a, pacientemente.

- Bom, até mais. Foi um prazer lhe conhecer, Eustácio.

- NÃO SOU EUSTÁCIO, SEU CORNO! – Mas, pelo o que parece, esse cara nem estava me ouvindo, já que tinha começado a caminhar, Deus sabe lá para onde.

- Tch, só tem psicopata nessa escola. – Resmunguei, levantando-me e começando a vagar, meio perdido.

Demorei dez minutos para achar o caminho para o prédio leste –onde eu estudava- mas dei uma parada no bebedouro. Tomava minha água, tranquilo e na minha, até um retardado mental dar um chute na minha BUNDA, empurrando minha cara dentro da ÁGUA. É.

- ANDA LOGO, SUA LESMA.

- CACETE, VAI SE FODER, SEU- -Terminando de secar o rosto na manga, e indo encarar, com meu olhar de macho, o sujeito em questão que empurrara-me o rosto na água, vi ninguém menos, ninguém mais, que o Makoto.

- PORRA, VOCÊ É BIPOLAR?!

- PORRA O QUE, SEU VIADINHO, OLHA A BOCA SUJA, SEU MERDA.

- ALÉM DE BIPOLAR É HIPÓCRITA TAMBÉM?! VAI PRO INFERNO!

- NÃO ANTES QUE VOCÊ, BAMBI-DÁ-BUNDA.

Ele me empurrou para a parede, lançando-me um olhar fulminante, que fizera a razão interior dizer, no meu cérebro, “você se fodeu, Akihiro. Vai apanhar até os olhos caírem”.

- Eu vou voltar pra minha aula, que ganho mais!

- TÔ NEM AÍ PRO QUE VOCÊ FAZ, SÓ SAI DA FRENTE DO BEBEDOURO. – prontamente o obedeci, corando um pouco e indo em direção à minha sala, apressado.

- A gente se vê por aí, Akihiro. – O ruivo dissera, acenando para mim, e indo na direção oposta.

- Espera aí... – Eu murmurei, paralisado. EU NUNCA DISSE O MEU NOME PRA ESSA DESGRAÇA BIPOLAR. Virei-me rapidamente na direção que, antes , ele estava, encontrando o corredor vazio.

Quem era ele e de onde ele me conhecia?

Notas finais
NHOYHONHOYHNOHY' desculpe. eu amo ruivos, e é isso aí.
Quero agradecer todos que me mandam reviews. E vi que muitos não mandam mais ;u; Juro que, depois que as provas terminarem, eu respondo todos eles.
Vamos, me façam feliz, por favor ♥ me mandem pelo menos UM review, nesse capítulo aqui. D: não sei se vocês estão gostando da história. E tem tantos leitores fantasmas... please ;u;
Eu dou um chocolate e /apanha *le subordinando na cara dura Q*
Kissus! Agora é que a história começa a se embaralhar mais! (porque eu sou uma pessoa complicada, como un jefe).
Bye! Q