My Robotic Love
3 My Revenge
Notas iniciais
Consegui postar antes *u*!!!!!!!!!!!! Sugoiii o//!
Acredito que mudei um pouco o roteiro da história que havia pensado primeiramente, é que a ideia pareceu ser a chave do enigma que faltava!!!
Muito obrigada pelos comentários o//////
Espero que gostem desse capítulo!!!
Boa leitura o/
- Jellal – chamou ela, de repente. Tinham apenas onze anos, o sol os aquecia e lhes dava a ilusão de um futuro feliz. Erza vivia olhando para as nuvens. – o que faria se eu morresse?
Jellal se assustou com a pergunta. Não queria que Erza morresse. Quem brincaria com ele?
- Eu não deixaria você morrer. – murmurou.
Erza deu um meio sorriso.
- Sabe, talvez você não possa impedir. – Erza deu de ombros. Falar sobre a morte não a incomodava. Todos morrerão um dia. E era assim que ela se conformava. – Se você não pudesse impedir, o que faria?
- Eu iria parar de perder para uma garota. – Ele riu.
Erza estirou a língua.
- Mas eu ia fazer um robô. – Jellal continuou. – Um robô igual a você.
Erza piscou os grandes olhos, interessada.
- Por quê? – perguntou ela.
- Para voltar a perder para uma garota. – Erza socou Jellal.
Jellal olhou pelo vidro. Ultear dormia profundamente e Meredy chorava. A rosada se recusava a falar com ele, até mesmo olhar para ele. Mas Ultear não tinha morrido! Então qual foi o motivo de Meredy?
Fora uma longa história. A polícia e até mesmo emissoras de tevê vieram até a mansão de Jellal. Quando viram o gênio entenderam o motivo. Outro robô assassino. Apesar de ter feito várias descobertas tecnológicas, a robótica não era para ele.
Jellal detestava as pessoas. Elas duvidavam de sua capacidade mental e física. Elas duvidavam que ele superasse Erza.
Elas estavam certas.
O vidro embaçado retratou a entrada de Natsu Dragneel e Lucy Heartfilia. Jellal suspirou. Lá vinha sermão...
- Você é um idiota, sabia? – Natsu gritou.
Eles não conheciam Ultear, mas devido à fama de Jellal Fernandes, com certeza eles viram a experiência, que ele tinha prometido abandonar, pela tevê. Como eram amigos de Erza, discordavam da “loucura” de Jellal.
- Jellal, você prometeu... – Lucy encarou o chão. Ela foi uma das pessoas que mais sofreu com a morte de Erza. Tudo bem, de longe Jellal ganhava, já que quando abaixaram o caixão, ele se jogou junto desse, pedindo para morrer com ela.
- É doutor Fernandes. – Jellal corrigiu ríspido e frio como sempre.
- Cale a boca. Até quando você vai continuar com isso? – Natsu estava furioso. Ele segurou a gola da camisa de Jellal e o prensou no vidro. Meredy e Lucy acompanharam o gesto.
- Não te interessa. E me solte. – Natsu o empurrou com mais força.
- Você não tem noção não é? Aquilo que você está fazendo é uma forma de substituir a nossa Erza! – Natsu gritava no meio do hospital. – Ela nunca será substituída! Você deveria saber disso melhor do que ninguém.
Jellal empurrou Natsu com toda a força que tinha. Natsu caiu em cima de algumas cadeiras e se levantou para atacar.
- Natsu! – Lucy falou.
- Eu sei que ela não vai voltar! – Jellal gritou. – Eu sei disso! Ela não vai voltar! Ela morreu! Foi assassinada! E ninguém fez nada a respeito dos infelizes que fizeram isso! – Jellal perdera o controle. Todos o olhavam. Um homem que sofrera. – Eu estou tentando porque eu prometi a ela! – Ele abaixou a voz. – Eu prometi a ela.
Jellal saiu do hospital logo após o pequeno discurso. Não queria mais ficar lá. Eles sim eram traidores. Eles que não sentiam a falta de Erza.
A BMW parou em frente à mansão e Jellal bateu a porta com toda a força que tinha. Do que adiantava ser rico se ele não tinha Erza?
Entrou e a encontrou parada na escada, sentada, aguardando.
- Você ficou aqui 154? – perguntou, tirando o casaco. – Depois desse tempo todo?
Erza assentiu.
- Desculpe por ter instalado dispositivos de defesa sem sua permissão. – falou.
Jellal riu sarcástico.
- Dispositivos de defesa? Defesa? Você quase matou uma mulher, Erza. Aquilo ali não era defesa.
- Ela estava te incomodando! – Erza defendeu.
- Mas isso não significa que você deve matá-la! – Jellal colocou a mão na cabeça. Aquele protótipo lhe dava dores de cabeça. – Todos me incomodam 154. Todos.
A robô se levantou e foi em direção a porta.
- Onde está indo? – Jellal perguntou.
- Vou matar todos. – Erza respondeu como se não fosse nada de mais. Jellal a segurou.
- Não vai não. – Erza o derrubou.
- Eles te incomodam. – Ela deu um soco na maçaneta e chutou a porta. Jellal ficou a encarando até que percebeu que ela realmente tentaria matar todos.
- Não, não incomodam. – Jellal se corrigiu.
- Mentiu para mim, mestre? – Ela apontou o braço para a cara de Jellal. Sem querer, ele estremeceu.
- Sim. O que fará a respeito? – Ele a desafiou com um olhar. Erza abaixou o braço.
- Nada. Não é da minha conta. – Erza colocou a porta de volta e a maçaneta, começou a consertar.
Jellal ficou de boca aberta. Certo, mulheres eram muito estranhas, mas robôs? Nem gênios poderiam compreender.
Uma lembrança o assombrou novamente. Ele olhou para Erza 154 que lutava, literalmente, contra a maçaneta para encaixá-la. Poderia usá-la...
- 154. – chamou.
Erza parou de lutar/amassar a maçaneta e o olhou, aguardando.
- Eu tenho uma pequena ordem para você. – Jellal não conseguia tirar os olhos dos braços da robô. Eles seriam sua passagem para uma vingança.
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