My Robotic Love

4 Scarlet In Everything


Notas iniciais
Yo minna o/////// Como estão vocês?-? Eu acabei de escrever o capítulo hehehe, e eu geralmente faço adiantado, mas fiquei traduzindo músicas vocaloid e legendando vídeos. Kkkk, enfim (não sei porque ri, mas ok), espero que gostem!
Muito obrigada pelos comentários! Eles me motivam muito!
É isso, boa leitura o/

O protótipo Erza 154 se mexia inquieta na cadeira. Ela era muito estranha, até mesmo para um robô. Encarava as pilhas de livros postos na mesa de carvalho. Ah... Se ela tivesse raios laser... Começou a bater a cabeça de metal na mesa. Uma, duas, três vezes. Parou e olhou. Um pequeno buraco com um formato oval na mesa. Erza espalhou os livros, tentando tampá-lo.

Jellal estava há dias tentando acrescentar armas em Erza 154, porém, não obteve sucesso. Mesmo com sua mente de gênio, ele não conseguia pensar em como Erza 154 conseguira instalar nela mesma uma arma. Foi por isso que levou todos os seus livros para Erza dar uma olhada. Ele torcia para que ela conseguisse obter mais equipamentos.

E era por isso que Erza estava trancada na biblioteca, rodeada de vários livros. Vários seria diminuir. Ela estava cercada por enormes prateleiras de livros. Não entendia como os humanos poderiam apreciar tanto esses encadernados. Aliás, ela não entendia nada dos humanos.

Ela queria sair dali. Era tudo o que mais queria. Mas tinha que obedecer às ordens de seu criador, mesmo se detestasse ordens e se este fosse um idiota.

Erza socou a mesa, quebrando a madeira. Ora essa. Desde quando um robô deveria ficar enfurnado em uma sala para aprender? Ela não era humana! Poderia simplesmente fazer uma pesquisa.

A ruiva se levantou da cadeira e saiu à procura de seu mestre. Iria dizer umas verdades para o azulado. Percorreu a enorme mansão, parando uma vez ou outra para admirar umas vigas de mármore. Não sabia como ele tinha tanto dinheiro para enfeitar uma casa como aquele.

Ao passar pelos vários corredores, Erza notou que tudo era branco, porém, sempre havia um minúsculo toque de vermelho, quase imperceptível. Poderia apenas estar na moldura, em algum detalhe do espelho, as flores. Erza olhou o falso cabelo. Era da mesma cor dele.

Chegou ao fim do último corredor, do terceiro andar. Aquele era o único lugar restrito para o protótipo. Não se importou com as palavras do mestre.

Abriu a porta devagar e entrou no quarto. Na verdade, aquele quarto era do tamanho de uma casa simples, com um closet enorme, e o carpete branco e felpudo. Um lustre pairava em cima de um tapete de cores diferentes e esquisitas. A porta do banheiro estava aberta e Erza avistou uma banheira enorme. As cortinhas abertas mostravam uma vista maravilhosa, e Erza achou o mestre olhando através das portas de vidro. A cama enorme tinha um edredom escarlate.

Era um quarto muito esquisito e maravilhoso.

Erza andou até o mestre. Ele percebeu sua presença, mas não se virou. Ficou encarando a paisagem. Por um momento Erza achou que ele iria abrir a porta e se jogar, levou a mão instintivamente e segurou a gola da camisa azul de Jellal.

- O que está fazendo? – perguntou ele, se virando. Erza avistou um retrato nas mãos de Jellal. Era ele mais novo e uma ruiva idêntica a ele. Eles sorriam um para o outro. Erza o soltou e recuou alguns passos.

Ela era apenas uma substituta.

Jellal percebeu e escondeu o retrato atrás de si. Ele aguardou alguma resposta. Nada.

- Bem, essa aqui é a Erza. – disse Jellal, decidindo mostrar o retrato. Ele olhou nos olhos da robô, que continuava a olhar fixamente para a ruiva da foto. – Ela não é linda?

Erza negou.

- Não tenho padrões de beleza. – respondeu rispidamente.

Jellal deu de ombros.

- De qualquer maneira, para os padrões de beleza humanos, ela é perfeita. – Ele parou um pouco. – Ou melhor, era.

Erza permaneceu em silêncio. Jellal se perguntava se deveria continuar.

- Eu a conheci muito pequeno. Ela era bem tímida, tinha medo de tudo, mas era forte. Não sei porque estou contando isso a você. Eu só... – Jellal parou.

- Continue. – pediu Erza.

Jellal assentiu.

- Eu só gostava muito dela. Todos o faziam. Sabiam que Erza era diferente, especial, única. Eu tinha medo que algo acontecesse com ela. Eu queria escondê-la do mundo, tinha medo que ela sofresse, que eu a fizesse sofrer. Tinha medo que ela desaparecesse. – Ele olhou para as portas de vidro. – Acho que meu medo era tanto que acabei fazendo com que ela desaparecesse.

Erza assentiu, porém, não sabia se queria ouvir o resto.

- O que aconteceu? – se forçou a perguntar.

- Ela... ela e... – Jellal não sabia como continuar. – Ela foi morta, três dias depois de nosso casamento.

- É por isso que você quer que eu mate umas pessoas não é? – Erza perguntou.

Jellal assentiu novamente.

- Eu não me importo com essa garota, nunca me importei. – Erza começou a falar. – Na verdade, eu a invejo, pois ela é real, é humana. Se fosse por ela, eu não mataria esses homens, mas eles feriram meu mestre. – Os olhos de Erza adquiriram um tom maligno. – E vão pagar.

Erza se direcionou a porta.

- Obrigado. – murmurou Jellal.

- Ah, a propósito, eu estraguei a mesa sem querer. Foi mal. – Erza fechou a porta, mas conseguiu ouvir os gritos de Jellal a amaldiçoando.