My Redemption

4 Capítulo Três — Medo de escuro?


Notas iniciais
gatos e gataaaaas, bem? a página da fanfic, pra vocês receberem spoilers e serem felizes: https://www.facebook.com/myredemptionfanfic gente, tô decepcionada, nenhum review, N-E-N-H-U-M. Eu não queria fazer isso, mas o próximo capítulo só vai ser postado se eu tiver pelo menos 3 reviews nesse, sério, desmotiva muito a gente. beijos da gio

Elena

Baby, I just ran out of band-aids

I don't even know where to start

'Cause you can't bandage the damage

You never really can fix a heart

Damon havia me contado sobre eles. Pelo incrível que pareça não fiquei assustada quando ele me disse que eram assassinos, na verdade, eles não matavam inocentes — o que me deixou muito mais tranquila — e sim bandidos que os deviam e pessoas do tipo. Eles eram muito influentes sobre a polícia, afinal, diminuíam muito os grandes crimes da cidade, eram como uma máfia. Traficavam armas, drogas e matavam.

Tyler era um primo legal e tinha pedido Caroline oficialmente em namoro, o que me deixou feliz.

Meu pai e Tyler iriam sair para resolver algumas coisas, Damon preferiu não ir, ele tinha uma rixa com o cara que eles iriam negociar. Caroline me esperava sentada em minha cama enquanto eu tomava um banho na intenção de relaxar um pouco, semana que vem iria pra escola e meu pai havia conversado com o diretor para Caroline faltar essa semana e depois poder fazer os trabalhos e provas.

Sai do banho enrolada na toalha e com o cabelo pingando água. Já havia desenvolvido uma intimidade fora do comum com Caroline, então isso era o de menos.

— Tá molhando o quarto todo, Leninha. — ela disse enquanto lixava as unhas. — Depois faça o favor de secar.

— Vou secar sim, Care. — fui até ela e beijei sua bochecha, fazendo ela rir.

Fui até o closet e peguei uma calcinha e um pijama, já eram nove da noite. Talvez um pijama um pouco curto, mas era o mais fresquinho que eu tinha para usar naquela noite de calor. Não sequei o chão do quarto. Eu e Caroline descemos para ver um filme que depois de muita insistência Damon acabou cedendo e dizendo que veria também.

— Tá gostosa, Elena. — Damon falou e deu uma piscadinha sexy. Respirei fundo enquanto encarava aqueles olhos azuis.

— Eu deveria te agradecer? — perguntei.

Caroline nos olhava maliciosa. Pronto.

— Ela agradece, Damon. — a loira disse rindo.

Damon se levantou do sofá e agarrou minha cintura por trás.

— Querido, quem te deu essa intimidade toda?

Ele sorriu sarcástico sem me soltar. Fiquei sem reação. Caroline ria também, o que me fez ficar com raiva. Grande amiga. Senti sua respiração contra o meu pescoço e arrepiei. Eu pedi a Deus que isso não acontecesse, porém quando se tem um homem muito gostoso atrás de você, é o mínimo que pode acontecer. Care pareceu perceber meu desconforto por estar sendo afetada fisicamente e mentalmente por ele e nos chamou para ver o filme. Livrai-nos do mal. O policial protagonista era bonito, muito bonito e Caroline fez questão de comentar aquilo umas doze vezes.

— Vou fazer mais pipoca. — me levantei e fui até a cozinha, peguei a pipoca e coloquei no micro-ondas.

Para minha sorte — claro que não — eu não alcançava o balde de colocar pipoca. Fui até a sala enquanto a pipoca estourava. Caroline não estava lá.

— Cadê a Caroline? — perguntei.

— Rebekah ligou. Ela terminou com o namorado, Care pediu desculpas, disse que talvez não volte hoje. — falou despreocupado.

Eu estava sozinha com ele em casa. Ótimo. O micro-ondas apitou e desligou. Não precisaríamos de pipoca, já que minha melhor amiga havia me deixado para ficar com a loira metida pra cacete. Me sentei no sofá e ficamos uns cinco minutos em um silêncio insuportável e desconfortável.

Damon resolveu se pronunciar.

— Tô subindo pro meu quarto, se quiser ir também. — me chamou sorrindo.

— Não, obrigada mesmo. — dei um sorriso falso e bufei. — Estou muito bem aqui, sem minha melhor amiga.

— Vai ficar resmungando de ciúmes da Car? — perguntou gargalhando.

— Vou. — ele se virou e subiu.

Fiquei encarando as imagens do filme, já que haviam colocado no mudo. Damon estava no meio da escada quando a luz acabou.

Sozinha com Damon e sem luz, não podia ficar melhor.

— Damon! — gritei-o. — Damon, vem pra cá. Por favor. Eu tenho medo de escuro.

Eu não tinha medo, eu tinha trauma. Quando eu era pequena e fazia bagunça, John me trancava no nosso sótão escuro até o outro dia. O escuro me trazia lembranças ruins.

Ele desceu a escada correndo e pegou na minha mão. Pelo que eu vi ele tentava segurar o riso, também, uma garota de dezessete — quase dezoito — anos, com medo de escuro era engraçado.

— Eu tô aqui. — ele falou e eu o apertei forte.

Ele se sentou no sofá e eu fiquei lá, basicamente no colo dele. Fechei os olhos tentando não me lembrar de tudo que acontecia naquele sótão. Eu suava frio.

— Você tá bem, Lena? — perguntou. — Você tá gelada.

— Tá escuro, Damon. Muito escuro. Acende a luz. — pedi assustada.

— Shh, — ele beijou o topo da minha cabeça. — Tá tudo bem. Eu tô com você.

Ele começou a cantarolar alguma música e tenho que admitir que ele tinha uma voz de anjo e eu cai no sono. Bem ali, deitada no colo de Damon, um cara que me afetava de todas as maneiras possíveis e que era bem mais velho que eu, mas com ele dele eu senti uma segurança que eu nunca tinha sentido em todos os meus dezessete anos.

[...]

Acordei com Damon me chamando. Minha vontade foi de bater nele até minhas forças acabarem, eu estava com sono e o relógio do lado da cama marcava sete horas.

— Elena. — ele agora me sacudia. Me sentei na cama e o encarei.

— Porra Damon, me deixa dormir. E porque eu tô no seu quarto? — olhei por debaixo do lençol que me cobria e eu estava com meu pijama, se tivéssemos feito algo eu estaria nua. — Damon, não me diga que-

— Não. Você dormiu no sofá. Comigo. Seu quarto estava trancado. — claro, Caroline trancou e a chave estava com ela, não me pergunte o porquê. — Só te coloquei pra dormir. Juro. — levantou as mãos em sinal de rendição.

— Acredito em você. — disse e me levantei.

— E esse seu medo de escuro, hein? — ele perguntou.

— Prefiro não falar sobre isso.

Comecei a caminhar pelo seu quarto e ele me olhava sorrindo — confirmando a teoria de que deve ter sido feito rindo — fui até sua escrivaninha e deparei-me com a foto de alguém familiar, me parecia o Stefan. Ele viu que eu peguei o porta-retratos e me olhou tenso.

— Não era para você ver isso.

— Não era? — elevei o tom da minha voz. — Você era pra ser o irmão “morto” do Stefan?

Ele se levantou, veio até mim e tirou a foto da minha mão. O encarei séria.

— Foi pro bem dele, Elena. — ele disse passando a mão pelos cabelos e depois segurando meu rosto com as duas mãos. — Pro bem dele.

— Pro bem dele? Ele passou a vida toda se lamentando por não estar naquela porra daquele carro e não ter “morrido” com você. Eu fiz esse culpa passar, Damon. — apontei pra mim. — Eu. Eu o consolei e mostrei pra ele que não era culpa dele e mesmo assim, tudo que ele queria era o irmão de volta. — seus olhos se encheram d’água, então parei de falar e o encarei.

— Elena. — agora ele estava bem próximo de mim. — Quando você entender tudo que fazemos por quem amamos, eu deixo você me julgar, mas por enquanto, você é só uma pirralha mimada.

Sai de perto dele e fui para a cozinha. Caroline estava tomando café e meu pai e Tyler conversavam animadamente.

Eu era uma pirralha mimada e ele era um irmão que talvez realmente tenha tentado proteger quem amava.

Notas finais
gostaram? não esqueçam da meta super mínima que eu coloquei viu? no próximo capítulo vai ter narração do damon e vai ter muita coisa sobre o Stefan. A música que coloquei no começo desse capítulo três vai ter muito a ver com o próximo capítulo e eu vou colocar um outro trechinho dela no capítulo quatro. então se preparem para corações partidos e muitas lágrimas