My Redemption
5 Capítulo Quatro — Pequeno Gilbert
Notas iniciais
“How could we not talk about family when family's all that we got?
Everything I went through you were standing there by my side
And now you gon' be with me for the last ride
It's been a long day without you, my friend
And I'll tell you all about it when I see you again”
Se Damon se sentia mal por ter falado daquela forma com Elena? Sim, ele se sentia. Ela não tinha ideia do que Damon havia feito por Stefan, mas ainda assim, ela não merecia ter ouvido aquilo.
Depois do acontecido com Damon, Elena passou o praticamente o dia inteiro em seu quarto e mesmo após as insistências de todos ela de lá não saiu, dormiu ás duas da tarde e acordou com o telefone tocando.
— Alô. — ela atendeu o telefone, ainda sonolenta.
— Elena. — ao ouvir a voz John se sentou na cama e esfregou os olhos. — Você realmente achou que fugiria de mim? Que não teriam consequências?
— O que você fez, John? — perguntou enquanto calçava seus chinelos, pronta para descer e falar com Alaric.
— Oh, talvez seu irmão pudesse responder por você. Se não estivesse morto.
Ao ouvir aquelas últimas palavras se sentou em sua cama novamente e cobriu a boca com as mãos. Sentiu como se tudo tivesse desabado em cima dela. Perdeu quem mais importava na vida dela. Sua única família. Seu irmãozinho. Ele seria pai. Como John teve coragem de matar o próprio filho? Que tipo de monstro ele era?
— Espero que o resto de sua vida seja de arrependimento, John. Por ter matado seu próprio filho e por querer me usar da forma que pretendia. — depois de dizer aquelas palavras desligou o telefone e permitiu-se chorar.
“— Lena não pega ninguém, ninguém. — Jeremy gritava enquanto corria de Elena, seus pequenos cabelos voavam e ele fazia língua para a irmã.
— Claro que pego. — Elena disse quando o alcançou e começou a fazer cócegas no pequeno.
Jeremy era esperto para seus quatro anos e era a única pessoa com quem Elena realmente se importava. Ela cuidava dele como se fosse a coisa mais preciosa do mundo e para a menina, ele realmente era.
— Não faz... Lena! — ele tentava gritar enquanto se contorcia e ria.
— O príncipe Jeremy vai se render dizendo que sua alteza irmã Elena é a melhor? — ela disse o segurando com uma mão e fazendo cócegas em seu pescoço com outra, eles estavam caídos no chão do jardim, algo que se a mãe deles ou John visse, renderia um belo castigo a Elena.
— Claro que sim! Ela é a melhor irmã.
Ao ouvir aquilo os olhos de Elena marejaram e ela beijou sua bochecha.”
Ela precisava contar para Alaric, mas ao mesmo tempo queria só ficar ali chorando por ter perdido o irmão. O vazio no seu peito era inexplicável. Ela fez o certo. Desceu as escadas correndo e encontrou Damon e Caroline sentados no sofá. Alaric nunca estava, assim como Tyler. Ela já havia se acostumado com isso.
— Ric saiu? — perguntou e secou algumas lágrimas.
— Sim. — Caroline respondeu. — O que houve, Lena?
Levantou-se do sofá e foi até Elena, Damon que ainda estava sem falar com ela continuou olhando para a televisão.
— Meu irmão, Care. — a morena se jogou nos braços de sua amiga, que a apertou com força. — John matou meu irmão.
Ao ouvir aquelas palavras, Damon rapidamente se levantou do sofá e literalmente tirou Elena dos braços de Caroline e a abraçou.
— Você tem certeza? Quem te contou? — ele perguntou, segurando no queixo dela.
— John me ligou. Dói tanto, Damon. Eu não consigo respirar. — ela disse entre soluços e lágrimas. — É como se uma parte de mim tivesse ido junto com ele. Eu preciso voltar, eu preciso vê-lo uma última vez.
— Elena, precisamos falar com seu pai primeiro. — Caroline interveio.
Tudo que Elena sentia era dor, ela não conseguia pensar direito. Ela precisava de colo, ela precisava do seu irmãozinho.
— Faz parar, Damon. — ela pediu, deitando a cabeça no pescoço dele e sendo envolvida por seus braços. — Faz parar. Eu preciso dele. Ele não pode ter morrido. Foi minha culpa.
Damon subiu com ela e pediu que Caroline ligasse para Alaric.
Deitou-se em sua cama com Elena e ficou com ela em seu colo por muitos minutos, sendo possível ouvir naquele quarto apenas os soluços de Elena.
Ela se sentou de frente para ele, com uma perna de cada lado de seu corpo e ele fez a menção de secar algumas lágrimas. Acariciou a bochecha da garota e ficou olhando para seus lindos olhos castanhos, até que ela começou a falar:
— Sabia que eu só vim pra cá por ele? — deu um sorriso fraco. — Ele disse pra mim que acreditar na possibilidade de um final feliz é uma coisa muito poderosa e que ele acreditava. Mas eu não acredito mais. Não sem ele.
Damon já não sabia como agir diante dela, ele nunca fora do tipo sentimental com garotas, portanto a única que ele teve de presenciar chorando foi Caroline, quando terminou com um namorado. E com Elena era diferente, ela era frágil, era imprevisível e, mesmo ele a conhecendo por tão pouco tempo, criou uma espécie de carinho inexplicável por ela — e uma atração física muito forte, não podemos deixar de acrescentar —.
— A vida segue, Elena. Você vai conseguir. — ela negou e se deitou do lado dele, com a cabeça no peito de Damon, de forma que seus cabelos ficassem espalhados por aquele mesmo local. O cheiro de morango que exalava de Elena era extasiante. Acariciou seus cabelos. — Eu consegui após perder meus pais.
— Não sei se consigo. — fungou e fechou os olhos.
Em uma tentativa de ver a morena sorrir, Damon acrescentou:
— Você cheira muito bem. — ela deu uma gargalha um pouco fanhosa, por ter chorado muito e Damon sorriu também. — Não estou mentindo.
— Obrigada. — ela depositou um beijo molhado pelas lágrimas na bochecha de Damon, que quase não resistiu ao impulso de beijar logo a boca da morena.
— Gosto de te ver assim. Sorrindo.
— Você conseguiu me fazer sorrir. Ninguém conseguiria.
Caroline adentrou o quarto apressada e quase não ligou para o jeito fofo e romântico no qual os dois se encontravam. Elena se ajeitou na cama e Damon continuou na posição que estava.
— Alaric mandou fazermos as malas. Iremos acertar as contas com John.
The love will never get lost
And when brotherhood come first
Then the line will never be crossed...
And that line is what we reached
So remember me when I'm gone.
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