My Redemption
7 Capítulo Seis — Adeus, Jeremy.
Notas iniciais

And I told you to be patient
And I told you to be fine
And I told you to be balanced
And I told you to be kind
Elena deixou os irmãos conversando na casa dos Pierce. Damon e Stefan estavam felizes, aquilo despertava a esperança nela. Ligou para Ric, que a buscou lá e a levou para a casa de Jo.
Josette Parker — Jo — era uma mulher extremamente bonita e simpática. Médica de uma cidade vizinha, estava passando as férias em Mystic Falls. Sua casa era grande, bonita e convidativa. Seus olhos e cabelos lembravam o de Damon, ela poderia se passar facilmente por sua mãe.
A morena dividia o quarto com Caroline, que já havia colocado tudo, inclusive as coisas de Elena, no lugar. Aproveitou o tempo livre para dormir e tirar da cabeça tudo aquilo que a importunava.
Damon chegou em casa um pouco depois de Elena e se empenhou em pensar em algo para fazer quando John descobrisse que Elena estava na cidade. Stefan pediu que ele dissesse para Elena não procurar Bonnie. Ela estava estranha e ia direto na casa dos Gilbert, mesmo Elena não morando lá mais e com certeza não era por causa de Jeremy.
Elena acordou e desceu direto para a sala. Encontrou todos lá, inclusive Jo, que até então não havia conhecido. Ela se levantou e abraçou Elena, o que a fez se assustar, mas depois retribuir o abraço.
— Sinto muito pelo seu irmão. — falou, mas não como se fosse uma obrigação e sim de coração. Elena sorriu.
— Obrigada.
Jo puxou Elena para a cozinha e durante a tarde, fez de tudo para mimá-la. Elena contou para Jo que queria ser médica também e então isso rendeu mais assunto do que o esperado. Ric, que não estava tendo tempo para a filha, ficou feliz que ela estava tendo alguém mais velho para reconfortá-la. Caroline também passou a tarde com elas, deixando a parte mais difícil — o plano — para os homens.
Elena ajeitou seu vestido uma última vez, Caroline a esperava na porta do quarto.
Eles iriam para o enterro de Jeremy, Elena temia que alguém de sua família se machucasse por sua causa, assim como seu irmão. Fique perto de algum de nós, foi a única recomendação que recebeu de Alaric. Ela ainda não tinha certeza se queria ver o corpo do seu irmão esticado em um caixão, ela não sabia se suportaria.
Caroline segurou a mão de Elena, que puxou a amiga para um abraço.
— Não tenho mais forças, Care. Não tenho mais nada.
Caroline secou algumas lágrimas que escorriam pelo rosto de Elena.
— Você supera. Vai precisar seguir em frente algum dia, mas esse dia não é hoje. Se permite sofrer, porque a dor não vai embora com o tempo, você só se acostuma com ela. Acostuma a ouvir o nome da pessoa que você perdeu e não chorar mais. Se torna mais fácil, porém não deixa de doer.
Elena tentou sorrir ao ouvir aquilo. Caroline estava tentando a animar, ela estava feliz com isso, feliz por ter alguém a confortando. Desceram as escadas da casa de Jo e Damon estava esperando-as na porta. Deu o braço para Elena e Caroline foi para o carro de Tyler. Ric tinha alugado três carros, para o caso de precisarem sair de algum lugar rápido. Jo estava com Ric em um carro, Damon caminhou com Elena até o único carro vazio e abriu a porta para ela, que entrou. Deu a volta e entrou no carro também.
Lá ela encontrou Anna, a namorada e mãe do bebê de Jeremy. Sua barriga estava grandinha e ela não aparentava ter mais de dezesseis anos. Elena e Damon caminharam até a menina, que chorava muito.
— Anna?
— Oi. — olhou para ela e para Damon, que apenas acenou com a cabeça. — Você deve ser a irmã dele. — sussurrou e Elena a abraçou. — Eu o amava tanto... Meu bebê vai crescer sem pai.
— Eu também o amava. Vai ficar aqui até quando?
— Irei daqui uma semana.
— Um dia antes de você ir, entrarei em contato com você. Qual seu número?
Anotou o número da menina e caminhou até o caixão de Jeremy. Ela se despediu do irmão com um beijo na testa. John a olhava, o que fez ela apertar ainda mais o braço de Damon.
— Vai ficar tudo bem, maninho. Eu sempre te amei. — se soltou de Damon e caminhou em direção ao pai, que estava em constante observação.
O abraçou e chorou — literalmente — em seu ombro. Ele acariciou suas costas e a deixou chorar. Depois que enterraram o garoto, Elena caminhou até seu túmulo e depositou uma flor que o pai havia lhe dado. As lágrimas eram impossíveis de serem controladas. Perder alguém com quem você se importa e ama é uma dor inimaginável.
Viu Bonnie sozinha, encostada em uma árvore e pediu ao pai que a deixasse ir lá sozinha. Damon tentou impedi-la, mas Ric disse que ela precisava de um tempo.
— Não sai da minha vista. — seu pai pediu e ela assentiu.
Foi até a amiga, que sorriu e a abraçou. Disse que sentia muito. Todos sentiam. Conversaram um pouco e foram caminhando até a saída do cemitério. Caroline foi andando atrás, sem que as duas percebessem, depois da recomendação de Damon sobre Bonnie, ela não queria deixar Elena sozinha com a mesma.
Foi tudo muito rápido. Bonnie tapou a boca de Elena com um pano que a fez desmaiar e a jogou dentro do carro. Caroline correu para o seu carro e foi atrás do carro de Bonnie, apertou o número dois da discagem automática e era Damon.
— Pegaram a Elena. Tô seguindo elas. Vê se consegue rastrear. — Caroline colocou o celular no viva-voz, jogou no meio de suas pernas e gritou com Damon.
— Tá. Vou falar com os outros. — disse e desligou o telefone.
[...]
Coração acelerado. Lágrimas nos olhos. Boca seca e a falta de palavras.
Caroline estava com a arma apontada para Bonnie, enquanto a própria estava com uma faca no pescoço de Elena.
— Care. Por favor! Chame ajuda. — ela gritou e Bonnie apertou ainda mais a faca contra seu pescoço.
Caroline não moveu um músculo, caso Bonnie fizesse um movimento brusco, ela atiraria. Não colocaria a vida da amiga em risco por conta de medo. Ela via o desespero no olhar de Elena, ela queria poder chamar Damon ou qualquer outro, queria poder salvar — assim poderia ser chamada, pela ligação das duas — a irmã.
De repente, Damon apareceu pelos fundos e atirou em Bonnie. Elena caiu de joelhos no chão. Viu Bonnie fechar os olhos e chorou em cima do corpo dela. Caroline colocou a arma na cintura e correu até Elena.
— Você não tinha o direito! — Elena gritou com Damon.
— Eu estava tentando te salvar! — ele também gritou. — Ou não percebeu que a sua amiguinha louca queria te matar?
Caroline colocou o indicador na boca, pedindo que Damon parasse de falar. Afagou o cabelo da garota e beijou o topo de sua cabeça.
— Ela era minha amiga. — sussurrou.
— Escuta, Elena, eu não vou me culpar por ter matado sua amiga, até porque isso é o que eu faço. Eu me culparia se algo acontecesse com você, eu me culparia se tivesse que te enterrar ao lado do seu irmão, eu me culparia se nunca mais pudesse te ver sorrir. Então, Elena, eu não vou te pedir desculpas, só espero que enxergue pelo menos uma vez na sua vida, que eu fiz o certo.
Caroline abriu a boca para dizer algo, mas fechou na mesma hora. Damon, que ainda estava com a arma na mão, colocou ela em sua cintura e quando estava saindo do galpão onde estavam, se virou e disse:
— Chegou a hora de John, Carol. Isso foi armação dele. Não vou deixar que ele machuque mais ninguém.
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