My Redemption

8 Capítulo Sete – Love Me So.


Notas iniciais
demorei? demorei. meu note estava arrumando, daí formataram ele sem me avisar e eu perdi tudooooooooo, tive que reescrever esse cap, por isso demorou, enfim, espero que gostem.

Elena

If you save me now

You can brave the doubt

You can pull me out

O barulho da chuva que caia do lado de fora me distraia tanto quanto o livro que eu lia e a música que eu ouvia. A cama de casal não estava tão quente quanto eu necessitava que estivesse e eu realmente precisava de mais um edredom.

Eu não conseguia me concentrar no livro, meus pensamentos sempre iam para Bonnie e consequentemente para Damon. Fechei-o e o coloquei na mesinha do lado da cama. Depois do ocorrido, Caroline estava dormindo com Tyler. O quarto estava tão vazio sem ela, eu me sentia sozinha. Mas eu não queria abrir a porta para ninguém, eu não queria nem descer para comer. Dois dias em que apenas meu pai vinha aqui e me entregava o café, almoço e janta. Sempre que ele tentava puxar assunto eu o expulsava.

Damon mais do que todos tentava falar comigo. Eu queria culpá-lo para não ter que culpar Bonnie, era tão difícil assim me entender?

Bateram na porta uma vez. Duas. Três. Me levantei, calcei os chinelos que estavam ao pé da cama e me encaminhei até a porta. Estava de pijama e com os olhos inchados de chorar, resumindo, horrível. Abri a porta e vi Stefan. Nunca fiquei tão feliz em ver alguém. Ele me abraçou tão forte e eu me senti tão segura. Entrou no quarto e me olhou, como se pedisse que eu falasse algo.

– Stefan... – minha voz foi um murmúrio quase inaudível. – Eu precisava tanto de você.

O abracei mais uma vez e encostei minha cabeça em seu ombro. Eu precisava dele porque ele era a única pessoa ali que me entenderia, ele me conhecia há tanto tempo. Sentou-se na minha cama e me sentei ao seu lado. Me acomodei em seu peito e ele beijou o topo da minha cabeça.

– Elena. Dói perdê-la. Dói tanto e te falo isso porque sei que me compreende. – só assenti e continuei a ouvir o que ele tinha para falar. – Se eu estivesse no lugar do Damon, eu não saberia o que fazer. Amo tanto você quanto amava ela, sabe disso. Ele não. Ele gosta de você e não queria te perder.

– Mas ele mal me conhece. – me levantei de seu peito e olhei em seus olhos.

– O tempo que vocês passaram juntos mexeu com ele. Talvez seja por conta desse seu sorriso sincero e insubstituível ou pela forma que você faz todos se sentirem bem, não sei. – sorri para ele. – A questão é que ele não a conhecia, mas ele te conhece e ele foi a pessoa certa a estar lá naquele momento, ele te salvou. Só dá uma chance para ele, por favor.

Dei um longo suspiro. Ele me salvou. Disso eu não tenho dúvidas.

– Não te garanto nada, Stef.

Bateram na porta novamente. Fechei os olhos por uma fração de segundos e Stefan se levantou da cama, logo depois fiz o mesmo. Me abraçou uma última vez e beijou minha bochecha. O acompanhei até a porta e aproveitei para ver quem me incomodava. Abri a porta e lá estava Damon. Os olhos azuis como uma imensidão de águas cristalinas me encaravam esperançosos.

– Maninho. – o tom de voz nunca mudava. Sempre com um pouco de sarcasmo. – Será que a bela princesa vai me deixar entrar desta vez?

Revirei os olhos e Stefan respondeu por mim.

– Claro que vai. – Damon sorriu para ele e o mesmo saiu do quarto, dando espaço para Damon entrar.

Entrou e fechou a porta. Contei até dez mentalmente. Ele começou a falar.

– Não quero que fique com medo de mim, eu queria te proteger, me entendeu? Se Caroline tivesse atirado você estaria assim tão nervosa? Eu sei que não. Eu gosto de você e não suportaria perder mais alguém. Você tem trazido tanta luz para minha vida. Não importa se você está nervosa ou assustada, eu não vou desistir de você. Você domina meus demônios, Elena, mesmo você não sabendo disso. Perto de você fico como um adolescente e céus, isso é tão errado. Você tem sido tão importante para mim e eu não queria tirar o que você tinha de importante, mas não teria como você se importar se estivesse morta.

– Damon... – ele levantou um dedo para mim.

– Shh... Ainda não terminei. – sorri para ele.

Um sorriso sincero em meio a toda aquela tristeza e angústia. Eu não estava acreditando que ele estava falando tudo aquilo para mim. Meus olhos marejaram, mas não de tristeza e sim de emoção. Mordi meu lábio inferior e dei mais um sorrisinho. Ele sorriu de lado e segurou meu rosto com as mãos, gesto que apreciei. Fechei os olhos e suspirei.

– Eu quero tanto que você me perdoe, porque mesmo depois de tudo que eu fiz, de tantas pessoas que já matei, quando você vem com seu jeito meigo e sua calma inexplicável eu me sinto outra pessoa, me sinto feliz, coisa que não tenho sido faz tempo. Eu preciso de você.

Preciso dizer o quão lindo foi aquilo e que tudo que eu estava lutando para manter em meus pensamentos foi por água abaixo?

– Cara, isso foi tão lindo. Espera. – juntei as mãos e respirei fundo. Eu precisava assimilar aquilo tudo. – Você é bem filho da puta, porque está me fazendo ir contra tudo aquilo que eu acredito, me fazendo desafiar todas as minhas morais e não tem como negar que meu coração está batendo mais rápido do que o normal. Eu fiquei brava com você sim, mas porque perdi muita gente em um curto espaço de tempo. Isso tem me deixado maluca. Bonnie era minha melhor amiga desde quando me mudei pra cá e isso tem muito tempo. Foi um impacto grande perdê-la, assim como foi perder Jeremy. Eu só não esperava isso de você, não esperava que você fosse fazer comigo como John fez, mas estou sendo cabeça dura pra caramba, já que poderia ser eu no lugar dela. Então me desculpa por ter te tratado assim e obrigada, foi corajoso você ter feito isso. – ele riu. – E quem sou eu pra te negar o que você precisa?

Me aproximei dele e ele desceu as mãos para minha cintura. Joguei os braços em volta de seu pescoço e fechei os olhos. Mas já ouviram falar que tudo que é bom, dura pouco? Nem tive a oportunidade de saber se era bom, já que meu pai abriu a porta. Fiquei tão vermelha que os tomates teriam inveja de mim. Damon passou a mão pelo cabelo e sorri sem graça para meu pai.

– Porra Alaric! – quando ele falou aquilo eu soltei uma gargalhada. Ele estava realmente indignado.

Meu pai abriu e fechou a boca cerca de umas três vezes, mas preferiu franzir o cenho e me encarar. Grande pai.

– É... Damon, eu estava precisando falar com você. – Damon revirou os olhos, mas assentiu.

– Tenho todo o tempo do mundo para te beijar, princesa. – sussurrou no meu ouvido, o que me fez arrepiar.

Damon

Acompanhei Ric até o escritório de Jo. Sentei-me em uma cadeira de frente para a mesa e ele na cadeira maior, que ficava atrás.

– Tyler foi até a casa de John. – o olhei preocupado. – Isobel atendeu. Ela o ameaçou e disse que Jeremy foi só o começo.

Como ela tinha coragem de dizer aquilo e ainda ajudar a matar o próprio filho?

– Elena não pode saber que a mãe está de acordo com John, Damon. Precisamos ir até ele, precisamos matá-lo sem hesitar. E sei que você é melhor nisso que qualquer outro. Enquanto Elena não estiver segura, nós não iremos descansar.

“Acontecerá hoje no baile dos Mikaelsons, será na mansão deles. Jo conseguiu convites para nós. Elena irá te acompanhar e acho que ela vai fazer questão de te ajudar. Fiquem atentos. Caroline vai distraí-lo, ficarei por perto caso aconteça algo e Tyler irá hackear as câmeras de segurança, todos vocês nós ficaremos com uma escuta, para Tyler poder nos guiar. Tentem ir para o mais longe possível na hora de matá-lo. Jo estará onde precisarem dela, é só chamá-la.”

– Eu vou matá-lo, Ric. Pode ter certeza. – ele assentiu.

– Faça-o sofrer.

Notas finais
não fiquem bravas cmg, sério, foi necessário huahsaushau enfim.. comentem, me xinguem, me amem