My Problem..
2 2. Eu não Preciso de Ajuda
Notas iniciais
Olá meus amores!
Desculpem a demora para postar este novo capitulo mas eu cá aposto que vocês vão adorar!
Boa Leitura
O ruido começou, quando este se faz sentir é sinal que aula pode ser dada como encerrada e que podemos deslocar-nos para o exterior. Andei meio perdido nos meus próprios pensamentos, caminhando por entre as paredes altas com janelas junto ao topo que permitiam a iluminação de todo um corredor, tentava encontrar o meu armário mas ficava dificil com os corpos apressados que se deslocavam em movimentos bruscos.
Caminhei mais um pouco, distraido, até que senti um leve toque sobre o meu ombro direito o que me fez voltar, era a Raven.– 'Tão meu puto? Já não te via há umas boas! — Afirmou dando-me um leve abraço, acho que já vos apresentei a Raven, com os seus cabelos cor de nuvem e um Top que nos permitia ver a sua pele tatuada, simplesmente encantadora.– Sei, mas ao que parece também tens andado entretida — Riven revirou-me os olhos e eu soltei um riso leve — não fiques assim vá..– Não sejas Parvo, aposto que o Draven já andou a meter-te cenas na carola — fiz uma careta que traduzindo por palavras dizia "O que?" — Não te faças de idiota!– Calma, ai! Que agressiva! — trocei com uma voz afemeninada para que esta relaxasse, e assim foi, começou a rir.– Geoge preciso de um favor teu — ergui uma sombracelha mas fiz-lhe sinal para que continuasse a falar — É sobre a Katarina.. — Continuou num murmurio. A Kataria é a rapariga Ruiva de que Draven me tinha falado, e que eu já havia visto na aula, ela continua a despertar em mim algum interessa. Ao longo desta semana compareceu a um numero muito reduzido de aulas e de todas as vezes que compareceu chegou sempre depois da entrada do professor. Tem um aspecto diferente do que é habitual depararmo-nos numa universidade Portuguesa, com o seu Dark Style e a sua maneira fria de falar, é bastante inteligente, não ando a espia-la nem nada sim? Simplesmente, ela fala muito pouco, mas quando o seu braço fica suspenso no ar os Professores tem algum receio de a mandar falar à primeira mas depois de a ouvirem apercebem-se que o trabalho deles ali não é completamente inutil, que alguém os está a ouvir e que está disposto a contraria-los. É incrivel, Ela consegue ser incrivel.– Oh choninhas mas estás a ouvir-me? — vi os dedos de Riven estalar a acordei do meu monte desorganizado de pensamentos– Agora estou, diz lá do que precisas pode ser que se arranje. — olhei-a com alguma desconfiança, pode muito bem ser uma lenda entre os universitários mas é manhosa.– Preciso que sejas amigo dela — Estava especado a olhar para ela, não sei se estaria bem a perceber — Ela anda sempre sozinha quando não venho, e sabemos ambos quantas vezes isso pode ser, mas ela insiste que tem de vir porque é uma treta importante e coisas do género, acho que se iriam dar bem.. — concluio finalmente e consegui perceber, Riven estava apenas preocupada com a sua amiga.Fiz um sorriso largo e com a minha voz mais masculina, depois da situação de há pouco tinha de ser, respondi:– Vou ver o que posso fazer por ti Raven — pisquei-lhe o olho e vi-a sorrir — Por agora, acho que vou para a Aula. — Virei costas e ouvi um "Obrigado" como fundo, a Riven é daquelas que não pede nada a ninguém, as coisas dela é ela que trata, desta vez vou ver o que posso fazer por ela visto que ela não viria falar comigo sem que a sua preocupação fosse algo sério.Entrei na aula de Direitos Humanos mesmo antes da professora, subi até ao fundo da sala e sentei-me retirando um lápis e um dos meus cadernos, por invrivel que seja, tirei exactamente o da disciplina certa.A professora era ruiva e baixa, parecia-nos mais alta devido aos saltos altos que calçava e que lhe deviam dar uns sete centimetros de altura, era magra e vestia um vestido que lhe chegava pouco abaixo do joelho todo em preto, tenho de admitir, para uma professora, a Miss Fortune era sem duvida muito elegante, era "gostosa" como diriam os adolescentes desesperados.Atrás dela entrou outra ruiva mas com um traje completamente diferente, Usava umas Skinny Jeans e uma camisola listrada preta e banca, usava uns vans e um gorro preto e tinha uma Mala pequena, onde por incrivel que pareça conseguia guardar imensas coisas, pendurada apenas num dos seus ombros e balançava ao andar.A aula parecia infinita, olhava para os lados e consegui ver um monte de adolescentes perto de terem um ataque de raiva e de devorarem a professora baixinha, ou simplesmente a descalçarem devido ao barulho que os seus saltos faziam ao encontrarem a madeira do chão. Dei um grande suspiro, tentava concentrar-me nas palavras que a professora atirava ao ar mas não consegui-a de maneira nenhuma, lancei um olhar para Viktor que estava concentrado no seu pequeno caderninho, demorei algum tempo até perceber que este havia feito um esboço bastante detalhado uma figura animada mas que se parecia com a Pequena Ruiva que tentava chamar a nossa atenção, olhei para ele como se não estivesse a perceber nada e ele escreveu como legenda da foto:" A ruiva mais perigosa dos Mares", agora consigo reparar melhor nos detalhes, era, de facto, a Miss Fortune naquela obra, vestia-se como uma pirata, melhor como uma Capitã de um navio pirata, segurava duas pistolas, de fundo estava esboçado um navio em alto mar, este rapaz é incrivel. Ficámos a conversa mais algum tempo, acerca dos seus fantásticos desenhos feitos no periodo de aulas em que não se consegui concentrar.
Sai e fui até ao exterior, encontrei Draven que pretendia encontrar-se com Darus visto que estes tinham trocado os almoços, pensei que isto só acontecia no básico mas com estes dois devemos sempre esperar tudo, quando o encontramos estes estavam a discutir sobre de quem era o almoço de quem e Riven dirigiu-se a mim mais uma vez:– Olá Bacano — deu um leve sorriso que me fez sentir mais confortável depois da nossa conversa de hoje, estava prestes a responder-lhe quando, por cima do seu ombro, vi dois individuos que não consegui identificar meterem-se com uma Rapariga. – Um minuto — Desviei-me de Riven e fui direito aqueles dois tipos, coloquei-me no meio, os punhos da jovem já estavam cerrados, não conseguir ver de quem se tratava mas isso era importante?Olhei para aqueles dois seres que sorriam maliciosamente, interessante, no meu tempo, isto não seria uma atitude de homem.– Desculpem cavalheiros, mas é melhor retirarem-se ou terei de demonstravos o sabor incrivel que o solo terá — Os dois olharam um para o outro e o sorriso reapareceu nas suas caras.– Então Boneca? Tiveste de Chamar o amiguinho? — Ambos troçaram, olhei-os, com o meu sorriso mais ironico estampado no rosto, senti um puxar no meu braço mas não liguei. Dirigi-me ao Rapaz de Verde que há pouco se tinha pronunciado, agarrando-o plena camisola e erguendo-o.– Desculpe o comportamento barbaro porém canalhas como você não merecem mesericordia — o sujeito mexia-se numa tentativa de se soltar, foi então o que acabei por fazer deixando-o cair ofegante no chão — Façam favor de se retirar e de nunca mais aparecerem na minha vista, obrigada. — Virei costas e vi a figura que estava parada, olhava para mim sem perceber o que se estava a acontecer, ouvi os paços atrás de mim dos dois rapazes que agora haviam ido embora.– Qual foi a tua Ideia Meu? — Gritou a pequena jovem Ruiva, sim era ela, Katarina.– Tem calma Katta ele só queria ajudar! — Ouvi Draven tentar defender-me– Eu não preciso de ajuda — respondeu de maneira fria e indiferente.– Podes usar essa energia para me servires — vi-a erguer uma sombracelha, confusa com o meu comentário — Salvei-te, por isso agora terás de me servir até que me salves, ou até um de nós morrer, aquilo que vier primeiro — ajeitei o cabelo numa tentativa de parecer snob, lançando no fim um sorriso de gozo.– Vê lá, olha que isso pode estar mais perto do que julgas — atirou para o ar e virou costas, esta rapariga confusa, mas que mulher é que não o é? O resto do dia decorreu de maneira normal, passei parte das aulas a falar com Viktor sobre os seus rabiscos no fundo do caderno, fiquei a saber que muitas das suas obras são baseadas nos alunos e que este planeia criar um novo video jogo que irá revolucionar a industria e onde estes desenhos serão os seus personagens. A Katarina não compareceu mais depois do incidente com aqueles tipos no pátio, podia realmente ter dito "obrigada". Depois das aulas, já estava dentro do carro quando Lux se pronunciou:– George, o que é que se passou com aquele tipo? — ouvia e olhei para o banco de trás encarando os seus olhos azuis que conseguiam penetrar os meus de todas as formas que consigam imaginar, olhei para o meu pai, que confuso, esperava ansiosamente uma resposta.– Estavam a meter-se com uma rapariga, não pude deixar. — respondi voltando-me para a frente, eu estava a dizer a verdade mas sentia-me culpado na mesma.Nenhum dos dois se pronunciou o resto da viagem, o rádio soava alto dentro do carro, estava a passar umas musicas brasileiras manhosas que me faziam querer criar tema de conversa para não ter de as escutar mais.Chegamos a casa bem mais lentamente do que eu realmente esperava, a minha mãe, como de costume, estava a cozinhar alguma coisa, tinha o avental sujo de farinha e estava a lavar a loiça, entrei pela cozinha dentro e dei-lhe um forte abraço e um beijo na testa, o que era fácil porque ela era mais baixa do que eu.Informou-me de que quando os bolinhos estivessem feitos ela iria chamar-me por isso, com um largo sorriso, regressei ao quarto que havia abandonado hoje de manhã e do qual sentia imensas saudades. Atirei-me para a cama e deixei-me levar pelo sono que me consumia, deixei os pensamentos de lado e enrolando-me a uma manta deixei-me dormir.
Notas finais
Entãoooo?
O que estão a achar? O que acham que vai acontecer depois desta atitude toda?
Espero que tenham gostado.
Obrigada por lerem
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