My Problem..
3 3. Afectado
Notas iniciais
Rebolava na cama, não tendo bem a noção do torbilhão de imagens que me apareciam na memória, eram sangrentas e horripilantes. Via-os mas não os sabia identificar, ouvia os gritos da mulher desesperada que gritava:
"Foge meu Filho! Foge!" E dava por um rapazinho, dentro do teu pijama verde e meio ensonado que ao se deparar com aquela imagem ficou estático, fora depois puxado por um outro rapaz, aparentava ser mais velho do que o do Pijama verde, que o temtava levar para fora da casa bastante grande, e agora que penso nisso também bastante sombria. As paredes eram velhas, tinha um longo corrimão junto as escadas feito de madeira e ao longo de toda a subida tinha retratos que pareciam seguir os dois pequenos a medida que se movimentavam rapidamente. do lado de fora tinha um jardim coberto de neve, neve era a primeira vez que ele a via, tentou correr por dentro dela, seguindo o seu companheiro mas fora apanhado por um homem, aquele homem, quem é ele? Não lhe consigo ver o rosto, as sombras tapam-no mas o surriso ergue-se e um longo grito rasga o ar.
Acordei. Saltei para a realidade, era o meu quarto, mais arrumado do que eu me lembrava que este seria mas era o meu quarto, desbloqueei a tela do telemóvel que estava sobre a mesa de cabeceira e tentei verificar as horas, já eram onze.
Esta semana mal sai do quarto, apaguei uma pequena constipação que depressa de tornou quase numa peste negra, o Dr. Heim, que é o médico da minha familia e que me acompanha desde muito pequeno, deve estar quase a chegar para me dizer se já poderei sair de casa nem nenhum perigo de ter de fazer uma visita às urgencias hospitalares.
Levantei-me da cama, ainda com a mente posta nas imagens que ha pouco vira, Deve ser desta maltida febre que me deixa a ver estrelas, ou no caso, casas assombradas. Olhei em torno e reparei que posta sobre a minha secretária estava um tabuleiro, tinha uma sandes, um copo de sumo de Maracuja que a minha mãe costuma dar-me quando quer que eu peça desculpa, uma carteirinha de comprimidos e um copo com àgua que divia "Bebe-me pois de o Tomares", soltei um leve sorriso, caminhei em direcção a este e encontrei também um Bilhete escrevito com uma letra elegante:
" Meu querido Maninho mais velho,
Estou de partida para a Universidade, levo comigo as tuas chaves (perdi de novo as minhas), a Mãe e o Pai foram a um encontro importante na editora, um livro qualquer, por isso terás de tratar de ti (Mentira néh?). Deixei a Lasanha da mãe dentro do Forno, tens de o deixar cerca de uma Hora lá dentro antes de o poderes comer. Tens de tomar os Comprimidos depois das refeições [Incluindo o pequeno almoço que te deixei, desculpa ter posto o "Sumo da Desculpa" mas não estava com vontade de ir comprar mais leite, aproveita e vai lá tu (se o Dr.Heim te deixar sair, caso contrário não saias de casa)].
Vou ter com o Viktor e pedir-lhe os apontamentos, sabias que ele desenha incrivelmente bem?
Ah pois é, o Draven Ligou, diz que vai passar ai em casa mais tarde, para falarem da Delta House? Acho que foi isso que ele disse.
Porta-te bem e nada de raparigas. xxLux "
Dei uma leve risada e comecei a morder a minha sandes enquanto ligava o computador, não sou muito de ficar sentado à frente do computador mas quando se está doente e não se pode sair a rua é mesmo o melhor a fazer. O meu ambiente de trabalho surgio, iniciando consigo o Skype que apenas tinha uma mensagem de Darius que dizia o mesmo que a Lux havia escrito no Bilhete.
Um Gole de sumo, outra dentada e por fim tomei aqueles comprimidos infernais fazendo multiplas caretas que expressavam o meu horror e que me faziam parecer uma criança, mas eu tinha de as fazer, e sentia-me bem por ninguém as ver.
Fui jogar MineCraft com uns amigos que estavam Online, e de certo estavam a faltar as aulas, para poder passar o tempo, o que ajudou bastante, já marcava quase meio dia no meu relógio digital quando decidi acender o Forno, desci as escadas lentamente e dirigi-me à cozinha que ainda cheirava a Queques, estes estavam sobre o balcão, como eu adoro a minha mãe.
Deixei-o a fazer o seu dever e dirigi-me para a sala, fiquei por breves momentos a observar a minha figura no espelho que se encontrava na parede, eu estava diferente desde a ultima vez em que me encarei. O meu cabelo estava uma miséria mas as minhas olheiras estavam menos carregadas, a minha palidez estava a desaparecer, os olhos brilhantes começavam a voltar ao normal e a deixar que o azul naturar se fizesse notar, e não um cinzento sombrio.
Decidi, para me livrar do mau aspecto visto que iria receber visitas, ir tomar um banho enquanto aguardava pelo almoço. Dirigi-me ao meu quarto uma vez mais, retirei do armário uma sweat Cinza, uma T-Shirt Preta e umas Jeans, prosseguindo depois o meu caminho para a casa de banho.
Abri o chuveiro, deixando a àgua aquecer fui deslizando do meu corpos as minhas vestes, umas calças de pijama Beje com a Sua Camisola fofinha que tinham um padrão Xadrez fazendo de seguida deslizar as minhas Boxers. Verifiquei com a mão o quão quente estaria a àgua e ao verificar que se encontrava na temperatura ideal, entrei, deixando as gotas de àgua beijarem a minha pele e permitindo-me a mim mesmo relaxar com tudo isto. Esaboar e enxaguar, acabei por levar mais tempo do que esperava nesta processo, sai apressadamente do chuveiro, desligando-o rápidamente e enrolando uma toalha azul à minha cintura, a lasanha!
Corri para a cozinha e desliguei o Forno, felizmente estava tudo bem, Retirei-a e deixei-a arrefecer enquanto fui vestir alguma coisa, não é que me importasse ficar só de toalha, mas simplesmente está um frio do caraças.
Já ia a meio do almoço quando recebo uma chamada, não reconheci o numero por isso limpei de leve a minha boca com um guardanapo amarelo e atendi:
– Está?
– "George Sou eu." — Reconheci a Voz, era a Riven.
– Sim Riven, está tudo bem? — Perguntei, questiono como é que esta terá o meu numero de telémovel e melhor o que quererá ela.
– "Está" — senti o vacilo na sua voz — "Eu queria saber como estas, se vais voltar as aulas ou se foste apanhado por um musgo extraterreste e agora estás sobre uma forma mutante e não podes sair a rua?" — Ambos começamos a rir.
– Nepia achas? Se fosse esse o caso eu estaria ai a contaminar-vos a todos — gargalhamos de novo — Se estiveres com saudades minhas podes sempe vir ver-me, o Draven e o Darius devem passar cá, porque não vens? — O silencio instalou-se, conseguia ser bastante constrangedor.
– "Hm.. Não, não me parece bem enfiar-me numa casa só com rapazes" — ouvi-a rir, mas senti que faltava qualquer coisa
– Riven, tens a certeza de que estás bem? — Perguntei e instalou-se de novo um silencio.
– "Sim" — fez uma breve pausa — "Trata de voltar, não sei como é que o fazes, mas tens de me dizer como é que se atura os Gémios" — rimos os dois, o sentimento que existia dentro de mim e que me estava a faltar alguma coisa não foi embora mas optei por não a questionar. Nunca fui muito chegado a Raven, sei que ela está em psicologia com o Draven, sei da sua história como lenda porém, embora a conheça já a alguns anos, não consigo dizer mais nada a seu respeito.
Desliguei a chamada despedindo-me educadamente dela e prossegui com o meu almoço, não me lembro a que horas é que a minha mãe me tinha avisado que o Dr.heim Viria cá ,por isso, depois de lavar a loiça que tinha sujado e de comer o meu queque com cobertura azul que tenho a certeza que a Mãe tinha preparado com todo o carinho para mim, abri o NetFlix e procurei por algum filme de comédia, apetecia-me rir, eu adoro rir é sem duvida das coisas que eu mais adoro fazer, acabei por encontrar um chamado "Spy", já tinha ouvido falar sobre ele então decidi por no play e deitar-me no sofá enrroscado na minha manta creme, deixei-me ficar, era relamente um filme fantástico sobre uma Mulher que ajudava um espião bem treinado no entanto ele morre e ela voluntaria-se para fazer um trabalho como espiã, visto que o seu rosto não era conhecido mas o de todos os outros já era devido a uma fuga, ou algo do género. Ela embarcou nisso e a partir dai, eu só me ria, gargalhava alto e doia-me o estomago de tanto que o fazia. A certa parte do filme alguém bateu a porta, estranhei, não deviam ser os Irmãos por isso deveria ser o Dr.Heim, fui até a porta e espreitei mas não consegui ver absolutamente nada. Abri por isso a porta.
– Olá Rapaz! — Era o Dr.Heim, o seu nome completo é Jonh Heimerdinger, é muito baixo e costumava ser ruivo mas com o passar dos anos, os seus cabelos de fogo tornaram-se brancos como a espuma do oceano, costuma usar uns oculos enormes e está sempre sorridente, lembro-me de que quando era mais novo adorava visitar o seu consultório pois este costumava construir coisas e se eu me portasse muito bem ele deixava-me experimentar a que eu mais gostasse.
– Olá Doutor, entre por favor! — pedi dando passagem para que o seu pequeno corpo passasse.
– Pelo que venhos já estás menos pálido, da ultima vez perguntei a tua mãe se ia examinar um fantasma. — Soltou um leve sorriso e eu ri, Jonh é realmente um amigo, não é um doutor qualquer.
– Fogo Doutor, já lhe expliquei que eu sou Um fantasma nas horas vagas — trocei da situação fechando a porta e voltando-me para ele que já estava a retirar um monte de coisas da sua pequena mala.
A Consulta prolongou-se, começou por me fazer perguntas sobre como me sentia, se tinha dores ou coisas do género, depois auscultou-me, verificou os medicamentos que eu tinha estado a tomar, perguntou ainda se eu tinha comido como deve ser e insistiu para que eu me pesa-se. Rabiscou algumas coisas no papel, com aquela letra desenhada que ninguém consegue ler e sorriu.
– Ora Ora, Lamento informar mas.. — Fez uma leve pausa e eu, receoso, olhei para o homem de estatura baixa e com um bigode já branco — Penso que já possas ter de ir despejar o lixo — soltou largando um sorriso e encarando-me com os seus olhos brilhantes.
– Nunca pensei sentir-me tão feliz por poder ir despejar o lixo Doutor. — Trocei e rimos os dois.
Continuamos a conversar durante mais uns instantes até que o toque da campainha nos interrompeu, Os Irmãos!, pensei de imediato. Levantei-me e dirigi-me para a porta, ainda completando a conversa que estava a ter com Heimerdinger.
– 'Comé meu Puto? Tasse bem? — Entrou Draven pela casa a dentro seguido de Darius que me estendeu a mão num cumprimento fiel que apenas alguns conseguem efectuar com sucesso.
– 'Tão Bacanos? Isto é assim? Pensam que tão em casa? — Começarama rir, a resposta era sim, realmente estavam — Cumprimentem ai o Dr.Heim!
– Olá meninos — deu um leve sorriso para ambos que lhe for retribuido pelos mesmos. — Lamento não poder continuar a conversa mas creio que tem assuntos a tratar e eu tenho de ver mais um paciente hoje. — Saio despedindo-se e eu acenei-lhe num gesto grato, já podia sair a rua.
Fechei a porta, entrando de novo no ambiente da minha quente casa, que em comparação com o exterior parece uma lareira, ou o Sol. Draven estava sentado no sofá, já descalço enquanto Darius procurava, penso que bolinhos da minha mãe, alguma coisa.
– A que devo a honra da vossa visita afinal? — Ri, sentando-me no sofá aguardando uma respostas destes dois destrambelhados.
– Queriamos ver o nosso Bébezinho que tá muito doentinho — gozou Draven apertando-me as bochechas, ri ironicamente e afastei o braço dele.
– E queremos falar sobre a Delta House — fez uma pausa inesperada — A Tia Susan não fez bolos? — perguntou por fim, trazendo um tom de espanto na sua frase.
– Vê no Forno! — Gritei de resposta — O que tem a tal casa? — perguntei voltando-me para a televisão passando os canais, Darius entrou finalmente na sala com dois queques, um para casa mão, um para Draven claro. Sentou-se e mastigou, aguardei silenciosamente a minha resposta visto que sei o quanto estes dois pelintras adoram os bolos da Susan.
– Na verdade.. — Começou Draven.
– Queremos que entres connosco — Completou Darius dando mais uma mordida e deixando simplesmente boquiaberto com aquilo que me pediam.
Entram para uma faternidade nunca tinha sido a minha ideia, existem há relativamente pouco tempo aqui em Portugal porém não houve nenhum incidente que nos faaça pensar duas vezes se queremos ou não entrar mas não me parecia ser o meu tipo de coisa.
– Rapazes vocês já sabem..
– Por favor George! É o nosso segundo ano na Universidade! — interrompeu Draven
– Puto não vais tar nos vinte para sempre! Tens de aproveitar já — concluio o Darius.
– Manos calma! — Pedi e o silencio instalou-se na sala, pensei por momentos até que a minha cabeça já doia — Bem, porque não néh?
Os dois pularam de alegria, Começaram a falar de tudo aquilo que já tinham ido saber. Pelos vistos a Delta House vai abrir pelo primeiro ano aqui na Universidade de Lisboa, o que nos dá a probabilidade de até podermos transformar isso no que nos vier à mente, todos os que se proposerem a participar teram de enfrentar uma semana de testes de "Qualificação" dados pelo Sr. e Sra. Smith, que são os unicos professores que estudaram em universidades estrangeiras e passaram pelo mesmo. Ao longo da semana vão sendo eliminados aqueles que não estiverem aptos a ficar, serão entre dez a quinze irmãos inicialmente, vamos ver no que dá.
O resto da nossa tarde foi à conversa, acabamos por ligar a Playstation e jogar alguns video jogos, estavam a fazer aquilo que os putos sem namorada fazem quando a porta se abre.
Voltei-me lentamente, os meus cabelos de chocolate esvoaçaram pelo ar e os meus olhos foram penetrados por um azul que só uma pessoa no mundo tinha, Lux.
Olhei para ela que trazia nos braços uma capa com diversos papeis mal arrumados lá dentro, estava linda como sompre, tinha umas Skinny Jeans e usava um top branco, calçava os seus habituais All star Pretos e tinha uma madeixa do seu cabelo loiro preso, no ombro esquerdo estava pendurada a sua mala castanha, que só deve ter rabiscos e folhas soltas, e como sempre trazia um sorriso maravilhoso no rosto.
– Olá — Pronunciou-se colocando as minhas chaves, que havia retirado, de volta no chaveiro — Como te sentes? — Perguntou deixando a mala encostada ao sofá e dando-me um abraço.
– Estou bem, o Dr.Heim disse que já estou como novo — Dei-lhe um beijo na testa — Como foram as aulas? — perguntei largando-a e esta revirou-me os olhos.
– Foram agradáveis — Fez uma breve pausa enquanto remexia nos seus papeis — O Viktor entregou-me os desenhos dele para poder fazer as histórias não é incrivel? — Vi o entusiasmo florir nos seus olhos que reflectiam o céu.
– Acho que os desenhos dele são muito bacanos, parecem que as personalidades deles também vão ser incriveis — um sorriso formou-se no seu rosto. Escrever é a grande paixão da Lux, consegue adorar cada coisa de uma maneira sonhadora e quando escreve as palavras ganham vida, são intensas e reais.
– MERDA! — Ouvimos um grito, devem ser os gémios, andei apressadamente para a sala e o Darius estavam a falar ao telémovel — Não saias dai! — Desligou a chamada e colocou o dispositivo no bolso do casaco. — Malta vou ter de ir, vemo-nos amanha fixe? — Despediu-se apressadamente, deixou um beijo na bochecha direita da Lux e saio. Que é que se estaria a passar?
Acabamos por não perceber, no entanto reparei que Draven não estava minimamente preocupado. Estivemos ali, a jogar GTA o resto da tarde e só nos apercebemos do quão tarde já era quando os meus pais entraram em casa.
– Chegamos! — Ouvi uma voz aguda seguida de um palpitar no chão, o barulho dos saltos altos a beijar o chão e a deixarem fluir o som desta dança — Oh Olá Draven certo? — perguntou não sabendo com qual dos dois é que estaria a falar, impressionantemente ela sabia como destingui-los mas nunca conseguio explicar-nos como.
– Sim, Sou eu — Sorrio o Draven levantando-se para a cumprimentar — Olá Tia — Deu-lhe dois beijos e um abraço, como já era costume. — Olá Tio — Deu um aperto de mão ao meu pai.
– Olá Rapaz, como estás? — sorrio o meu pai, com aqueles olhos brilhantes que sorriem sozinhos.
– Estou Bem Sir — Troçou, como já era habitual — Lamento não poder ficar mas acho que é melhor ir ver do meu irmão — o meu pai fez uma cara confusa mas despediram-se ambos dele e este saio, acho que devia saber onde estaria Darius e a fazer o que.
Ficaram confusos mas não perguntaram nada, já era tarde mesmo tarde para quem só tinha saido para almoçar, não tinha fome por isso desliguei o jogo na sala e desejei uma boa noite a ambos, subindo enquanto cantarolava uma musiquinha.
Já são duas da manha e não consigo dormir, que treta, está de trovoada lá fora, nunca gostei muito de trovoada nunca me deixa dormir. Voltei-me uma vez mais, enrolando-me com os multiplos cobertores que tinha posto, fechei os olhos com força dormi por breves instantes até que um toque me despertou, era suave como se não o quisesse fazer, voltei-me ensonado e sem perceber o que se passava e grunhi.
– George sou eu — ouviu-se um sussurro que encheu o quarto de hamonia
– Lu? Que fazes aqui? — Perguntei sentando-me na cama
– Achas que posso ficar contigo? Só hoje eu prometo.. — Implorou, desde novos que a Lux tem medo quer do escuro quer de trovoadas, fica atormentada pelo que existe no meio delas, ter vindo até ao meu quarto sem acender tudo já é uma grande victória. Não conseguia ver muito bem o seu rosto porém a sua expressão era a mesma à anos, o seu corpo magro, com uma pijama polar cor de rosa, era sempre cor de rosa, vestido e com uma almofada que abraçava.
Suspirei alto e sorri, mesmo que soubesse que ela não via o meu sorriso, e então lentamente respondi:
– Ainda estas ai porque? Anda, amanhã há aulas sabes? — bem depressa se colocou ao meu lado, a sua almofada junto a minha, os dois arrancados do sono por um fenomeno natural, é tão nosso.
Abracei-a, uma conchinha parecia-mos nós, segurava-me a mão com força e quando isto deixou de acontecer soube que esta dormia. Com o passar do tempo senti também os meus olhos pesarem até me deixar embalar num sono profundo.
– Podem Sair — Avisou bem alto e os seres presentes dentro da sala foram saindo — Geoge e Katarina Por favor aguardem, preciso de falar convosco — Pediu Miss Fortune, a Professora ruiva de Direitos Humanos ou a Pirata com um Passado trágico dos desenhos de Viktor.
Regressei as aulas já faz dois dias, quando cheguei a primeira coisa que fiz com os gémios foi inscrever-nos para entrar na faternidade, sei bem como isto é importante para eles. Os apontamentos de viktor eram imensos pelo que não tenho feito muito mais se não agarrar-me a eles, como é que alguém que desenha durante o periodo escolar consegue prestar tanta atenção?
– Diga — Bufou a outra ruiva presente, Hoje vinha com um Crop Top vermelho da banda 21 Pilots, as suas habituais Skinny jeans mas estava de oculos, o que lhe dava uma ar completamente diferente.
– Vocês não estavam presentes na ultima aula — começou Sarah Fortune — E eu destribui um trabalho de grupo nessa aula — prossegiu encostando-se a ponta da sua secretária — Terão de o fazer os dois visto que são os ultimos que sobram..
– Espere o que? — Perguntei despertando do que quer que seja que me estava a distrair, o que podia ser qualquer coisa.
– É isso mesmo que ouvio — respondeu com o seu tom implacavél e autoritário — o Tema é a Carta dos direitos fundamentais, tratem-no como quiserem, apresentam dois dias antes do final do semestre, podem ir — virou-se e começou a organizar os seus papeis.
Katarina e eu andamos para fora da sala ainda sem perceber o que é que tinha acontecido, seguimos pelo corredor sem nos pronunciarmos e quando finalmente obtivemos ar puro esta explodiu:
– Mas quem é que esta gaja pensa que é meu? — estaria ela a falar comigo
– A tua Professora? — Lancei uma resposta a uma pergunta de retórica, estou pronto para morrer.
– Tens cá uma Piada, deixa-me que te diga — respondeu-me com o tom de ironia mais natural de sempre.
– Podes parar de ficar assim miuda, também não pedi para ter de trabalhar contigo. — Eu sei que disse a Riven que iria tentar dar-me com ela mas não sou grande fã deste tipo de pessoas, que se acham no poder de tudo.
– hm — Lançou um suspiro — Peço desculpa, não tem sido um mês fácil — avançou sentando-se num dos bancos de pedra, não me encarando mas sim olhando de frente para os seus próprios pensamentos.
– Acho que não faz mal — Disse sinceramente, sentando-me do lado dela, querendo ou não, vamos ter de trabalhar juntos.
– Poder chamar-me Katarina, Geoge certo? — Perguntou tentando confirmar. Fiz uma cara confusa tentando perceber de onde sabia o meu nome, visto que nunca chega a horas — O Que foi? Um servo tem de saber o nome do mestre não é? — Comentou a lançou um sorriso, senti-me meio perdido até me lembrar do que tinha acontecido no outro dia com aqueles dois rapazes.
– George, quase ao seu dispor. — sorri tentando fazer uma cara de charme o que a fez rir novamente, tem mesmo um lindo sorriso, as suas maçãs do rosto ficam definidas e parece uma criança. — Gostava de saber do que te salvei, se fosse possivel senhorita — a minha curiosidade não havia morrido.
– De ser a primeira rapariga a ser expulsa da universidade por assassinato de um estudante — estava tão séria que não percebi se estava a falar a sério ou não. — Não faças essa cara, se não tivesses aparecido ia testar os meus gospes de Ju Jitso naqueles idiotas.. — Okay, ela estava a gozar
Começamos os dois a rir, estava a falar sobre como poderiamos fazer o trabalho, é interessante, ela mencionou a biblioteca publica, disse que era um dos seus locais preferidos no mundo para quase tudo, incluindo jogar. Acabamos por marcar para o fim de semana, até lá pesquisariamos o suficiente sobre o tema para nos facilitar ao máximo. A conversa ia bastante interessante até que o telémovel tocou:
– Um minuto — pediu dirigindo-se a mim — Estou? — Atendeu por fim. — Estou mas não por eles — não conseguia ouvir a voz de quem estava do outro lado mas era uma conversa muito impessoal, respostas de sim e não, sem mencionar nomes, respostas curtas — Hoje? Agora? És louco! — afirmou com toda a força até que acabou por desligar — Desculpe Mestre mas terei de ir agora — retirou um dos cadernos da sua mochila e escrever à pressa, arrancou por fim a folha e entregou-ma dobrada — Falamos sabado — pegou nas suas coisas e caminhou apressadamente na direção contrária.
Quem é esta miuda? Umas vezes Grita comigo como se tivesse cometido um dos sete pecados mortais e outras é uma pessoa adoravel, Quem és tu Katarina?
Fale com o autor