My Perfect Mistake
20 My mind
Notas iniciais
Narradora
Finn contemplava cada detalhe de Rachel, quando seus olhos pousaram na pequena e discreta montanha que começava a se formar da barriga da morena. Quando estavam no colégio, era impossível ver um rastro de gravidez, já que Rachel fazia questão de esconder a barriga com os enormes casacos que usava, mas agora, com apenas o avental do hospital ele conseguia ver a formação da barriga. Algo bateu em sua mente: É seu filho.
Sem perceber ele começava a encostar no inchaço que era a barriga da menina, acalentando o filho pela primeira vez, porém foi interrompido por uma enfermeira.
Enfermeira: Desculpe. – Sorriu, ao ver que o garoto se assustara com sua entrada repentina. – Eu vim aplicar a dieta.
Ele viu ela arrastar uma bandeja com um alguns medicamentos, agulhas e outras dessas coisas que agente prefere nem olhar. Viu ela manipular os remédios e a sonda que levava soro à veia de Rachel. Estranhou quando a mulher colocou uma sonda, que asemelhava-se muito a um cano, na boca da garota e logo um líquido de cor estranha caía dentro da boca da morena, ele entrou em desespero quando Rachel começou a emitir pequenos engasgos e olhou para a enfermeira.
Enfermeira: Fique calmo, isso é normal, logo ela estará engolindo normalmente.
E foi o que aconteceu, a dieta líquida do hospital parecia ruim, mas Rachel aceitara muito bem. Ele apenas sentia, por ela ter de estar dopada para alimentarem-ná. Por fim foram quase um litro e meio.
.........................................................................................................
Rachel Narrando
Abri meus olhos e quem me deu as boas vindas foi um teto branco, me monstrando que eu não estava em casa. Varri o cômodo com o olhar e percebi que estava em um quarto de hospital, principalmente ao sentir uma pequena dor no braço e notar o soro ali.
Fiquei por um tempo encarando o nada e depois de entender que alguém demoraria a aparecer vasculhei minha mente na tentativa de encontrar algo que eu pudesse fazer presa a uma cama de hospital.
Ideia mais que errada.
Quando se está sem nada para fazer, presa a uma cama e sem qualquer tipo de comunicação com qualquer ser humano, sua mente pode se monstrar seu maior inimigo. Maior ainda no meu caso, que fugia dos meus próprios pensamentos á quase cinco meses. Entendam, quando o mundo parece não colaborar com você, a última coisa que você quer e mais alguém que lembre de todos seus problemas e te torture mais ainda, mesmo que você pense que a dor tem um limite e que você já chegou nele.
Então, aí que você se engana.
Narradora
Sem que a menina pudesse controlar, sua mente jogava contra ela pensamentos, imagens, lembranças, problemas, momentos e tudo mais que ela conseguisse em um espaço muito pequeno de tempo. O problema, era que Rachel não estava pronta para aquele choque de realidade. As palavras apenas rodavam e sua mente.
“ Grávida, abandonada, enganada, traída, humilhada e sem rumo.”
Essas eram palavras que pudiam muito bem resumir a vida da pequena Berry.
Mas não há nada pior que não se pode piorar.
XXXXX: é bom te ver acordada. – Rachel viu a médica Heather, que sua madrinha a obrigava a visitar todos os dias. – Eu tenho algumas broncas para lhe dar, mas antes quero lhe mostrar algo.
Rachel: O que? – Perguntou com um certo desinteresse que a médica ignorou, por conhecer a situação da menina perante a gravidez.
Heather: Seu bebê. – Disse preparando-a para iniciar o ultrassom. A médica tentava de todas as formas interagir com Rachel, fazendo perguntas relacionadas a gravidez, mas a garota fazia questão de virar o rosto monstrando total descaso. Heather por fim desistiu e realizou o exame em silêncio, falando apenas coisas profissionais e sorrindo de canto quando a morena espiava o telão curiosamente.
Heather remexeu algumas vezes o aparelho sob o ventre inchado da paciente e fez uma careta enquanto fitava a imagem a sua frente. Rachel sentindo que a médica parara de deslizar o aparelho em seu ventre franziu o senho e pela primeira vez encarou-a diretamente.
Rachel: O que foi? – Heather se assustou com a pergunta repentina, mas imediatamente voltou a remexer o aparelho a procura de algo, sua espressão era de confusão e Rachel podia ver.
Heather: Ao que parece um engano. – Ela saiu da sala rapidamente deixando uma Rachel confusa e logo voltou acompanhada de sua madrinha.
Rachel: Dinda? – A face das duas médicas mostrava confusão, Heather voltou a passear pelo ventre da mais nova e a morena pode ver a espressão da médica se repetir no face da madrinha. – Alguém pode me dizer o que está acontecendo.
Sue: Querida. – Encarou a afilhada com um olhar penoso, pegando a mão da mesma em seguida.
Rachel: Por que vocês duas estão me olhando desta forma? – Agora a menina começava a ficar nervosa.
Heather: Rachel... – Começou. Ao que pareçe houve um engano. Você está grávida.... – Rachel a interrompeu.
Rachel: Eu sei e parece que vocês fazem questão de que eu não esqueça, que saco. – Ela ainda resmungou algumas coisas, mas inúteis comparadas ao que ela escutou em seguida.
Sue: De gêmeos...
Fale com o autor