Notas iniciais
GALERAAA...desculpa mesmo a demora, mas é que aconteceram algumas coisas chatas e eu também tive um surto de falta de criativdade.

Narradora

Rachel simplesmente surtou, seus braços e pernas chutavam e esmurravam quem quer que tentasse contê-la, sua tronco abandonara a maca e com uma rapidez incrível ela retirou todos os aparelhos que a monitoravam. As duas médicas com o susto demoraram a reagir, tempo suficiente para a pequena fazer um estrago no quarto do hospital.

Foi preciso mais um médico e seis enfermeiros para conter a menina, era uma situação complicada, não podiam dopá-la, pois a mesma acabara de voltar de um desmaio, mas depois da descarga de adrenalina a raiva se transformou em desespero e Rachel entrou em uma crise de choro muito forte, desconhecida até pelos profisionais presentes. Ela despencou, acabaria no chão se a madrinha não a amparasse. Seus soluços eram forte e doloridos, seu corpo sacudia conforme o choro, a respiração praticamente de castigo, ninguém ali sabia como agir, mesmo sendo preofisionais treinados, era tudo muito intenso.

Por exatos cinco meses Rachel fugiu de seus medos, trancou sua fragilidade e esqueceu que podia chorar. Por exatos cinco meses a menina transformou-se num amontoado de pedra. Por exatos cinco meses ela sepultou todas as emoções. E quando por um descuido sua muralha foi soprada para longe, tudo de que ela se protegeu a atingiu violentamente.

Não era apenas o fato de descobrir que havia duas crianças em seu ventre que desencadeara a crise, mas a situação como um todo desde que ela terminara com Finn. Sua mente estava cansada, seu corpo não aguentava mais aquela guerra, todo seu organismo desistira de lutar. O baque foi muito grande, a descarga de adrenalina e emoção foram muito forte e a pequena não estava preparada para aquilo.

Depois da crise Rachel entrou num estado letárgico, seus olhos, que ainda tinham rastros do choro, encaravam o nada perdidos no branco que era o teto. Sue tentou por várias vezes arrancar quaisquer palavras da afilhada, um murmúrio que fosse, mas parecia que a garota era surda, não respondia a nenhum estímulo, nem mesmo quando Santana tentou conversar com ela.

As coisas pereciam que tinham piorado num nível extremo.

.........................................................................................................

Dias depois Rachel havia recebido alta do hospital e caíra em uma depressão profunda, absolutamente nada era capaz de tirar a garota da cama, nem mesmo as necessadades básicas, um exemplo era que ela não comia de forma nenhuma o que obrigava sua madrinha a mantê-la no soro vinte quatro horas por dia.

Nesse momento Sue tentava mais uma vez conversar com a afilhada.

Sue: Rachel tente ao menos comer. – A mais velha estava sentada na cama da mais nova com um prato de sopa, enquanto Rachel tinha o olhar perdido e mais uma vez ignorava a madrinha.

Sue também estava perturbada, nunca vira um paciente em depressão no estado em que via Rachel. Sua mente trabalhava a todo momento tentando construir uma forma de reverter aquela situação. Suas armas tanto como profisional e madrinha já haviam se esgotado, seu desespero crescia a cada instante. Sua cabeça reproduzia alguns momentos da infância e da própria adolescência, interrompida pela gravidez, da afilhada. Ajudara o casal Berry a criar a menina , era a única imagem de mãe que a mesma tivera e agora as coisas estavam nesse ponto.

Sue: Rachel eu estou fazendo tudo que eu posso, sabe, eu não vou trabalhar a dias, tudo para ficar com você e lhe ajudar, mas parece que você não quer. – Num momento de desespero a mais velha soltou as lágrimas que estavam acumuladas a cinco meses e pela primeira vez em dias viu Rachel encarar seus olhos e abrir os lábios.

Rachel: Você não entende... – Foi imterrompida.

Sue: Não. Você é quem não entende, aliás, parece que não quer entender, não faz questão de entender que em quatro meses terão dois bebês totalmente dependentes de você. Não entende que por mais machucada que você esteja o mundo e as pessoas não hesitarão em machucá-la novamente. Não entende que isso tudo que está acontecendo com você tem apenas uma culpada que é você. Não entende que na vida nós fazemos escolhas e você fez a sua, que foi se deitar com Finn, agora assuma as consequências, chega de se trancar como se isso fosse melhorar a situação, pare de se fazer de vítima... – Ela continuaria a despejar muito mais palavras na menina, mas foi interrompida.

Rachel: CHEGA. – Gritou com a madrinha. – EU CANSEI DE TODOS FALANDO O QUE EU DEVO FAZER E COMO EU DEVO FAZER. EU ESTOU ESGOTADA DE TODA ESSA SITUAÇÃO E NINGUÉM ENTENDE ISSO. HÁ CINCO MESSES ATRÁS EU TINHA UMA VIDA, SONHOS, UM FUTURO, UM NAMORADO E UMA FAMÍLIA. AGORA EU NÃO TENHO NADA, APENAS DUAS COISAS DENTRO DE MIM QUE A CADA DIA ROUBAM MAIS COISAS DA MINHA VIDA. – Ela parou o monólogo, seu rosto ganhava uma cor avermelhada e seu peito subia e descia com a respiração pesada.

Sue: Não chame de coisas. – Mais calma, agora, ela podia sentir o peso das palavras que direcionara a pequena. – São seus filhos.

Rachel: Não, eles não são, meus filhos não fariam isso comigo.

Sue: Volte a viver. – Atraveçou o quarto segurando as mãos da afilhada. – Eu sei que você não está bem, eu poço ver e sentir isso, mas não quero que você perca parte de sua vida. Vamos aos poucos, quando chegarmos lá na frente vemos o que fazer, eu só não aguento lhe ver assim. – O abraço foi inevitável, as lágrimas acompanharam a situação e a promessa de melhora teve as paredes como testemunha.

Notas finais
Ta aí...goataram?