My Perfect Mistake
22 Good Things About Love
Notas iniciais
Narradora
As semanas passaram, Rachel aos poucos revertia sua situação, nada em sua cabeça era muito claro ainda, seus medos ainda atormentavam-lhe e ela inda não se recuperara da depressão, mas sua situação melhorara consideravelmente.
Faltando duas semanas para completar seis meses de gestação a barriga da jovem havia dobrado de tamanho, em parte pela gestação gemelar e também por ela aos poucos voltar a comer, já que por ter ficado tanto tempo sem comer direito, seu organismo parecia acortumado a ficar sem comido, o que fazia-a devolver alguns alimentos.
Sue observava cada ação e reação da afilhada, por hora preferiu o silêncio, estava pronta para agir em qualquer circunstância, mas por enquanto deixaria que as coisas acontecessem. No começo pensou que Rachel estava usando a mesma técnica de sepultar as emoções, mas depois percebeu que a menina apenas estava deixando as coisas acontecerem.
Se por um lado Sue fazia o papel de profissional , por outro desempenava o papel de madrinha babona, já que com a chegada do segundo semestre as competições de coral tornaram-se mais sérias, Rachel havia virado uma espécie de escudo aos novas direções, suas apresentações eram sempre as mais esperadas da noite e sempre que ela subia no palco a plateia perdia a sanidade com as fantásticas notas emitidas pela menina.
Não havia sido diferente essa noite, porém com o avanço da gravidez seu corpo não mostrava energia o suficiente. Por isso, agora, sempre depois das apresentações ela precisava de um tempo de descanso antes de qualquer atividade. E hoje não havi sido diferente.
A não ser por uma voz que batia na porta perguntando-lhe se havia caído no sono. Ela negou, pedindo que a voz entrasse e descobrindo ser o professor Schue acompanhado de dois homens, até entao desconhecidos.
Sr. Schue: Tudo bem Rachel? – Havia um rastro de preocupação na voz, mas nada que a empedisse de notar a alegria do homem.
Rachel: Sim, por quê?
Sr. Schue: Quero lhe apresentar dois amigos. O Ryan e o Eliot. – Ela cumprimentou os dois, ainda sem entender sua presença.
Ryan: É muito bom lhe conhecer. – Disse sorrindo ao encarar o rosto da pequena.
Eliot: Posso dizer o mesmo. – Ela sorriu, mas sua expressão de confusão não passou despercebida pelos homens.
Sr. Schue: Eles tem uma proposta para lhe fazer e creio que você gostará muito.
Eliot: Bom, eu e Ryan somos donos de uma gravadora e vendo sua potência vocal queremos lançá-la no meio musical.
Ryan: Na verdade nós temos todo um material pronto, que ficou por muito tempo na gaveta, por nós querermos alguém especial para realizá-lo e bem, nós encontramos.
Rachel: Vocês estão querendo dizer que... – Foi interrompida.
Eliot: Que queremos um contrato com você.
Ryan: Você nos daria essa honra?
Rachel: Eu não sei nem o que dizer. – Abriu um sorriso de 1000 watts, que a muito não era exibido.
Ryan: Que tal um sim. – Todos na sala compartilharam um sorriso.
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Uma semana havia passado após o convite da gravadora, Rachel se encontrava num estado mais reflexivo, gravara sua primeira música á dois dias. Ficava sozinha por horas, as vezes apenas pensando em banalidades, porém as vezes sua mente lhe questionava tantas coisas, que ela precisava de tempo para conseguir uma solução. Era assim que ela estava agora, sentada na arquibancada do colégio observando ao longe algumas líderes ensaiarem alguns passos.
Ela não viu como nem de onde, mas em um momento estava sozinha e em outro Finn estava a sua frente dando e ipnotizando-a com aquele sorriso de canto que ele sabia dar. Ela o encarou por alguns segundos até o mesmo falar.
Finn: Posso me sentar com você? – Ele perguntou meio receoso com medo que ela o mandasse embora, porém ela fez o contrário apenas sorriu sem monstrar os dentes e deu de ombros mostrando que ele poderia se aproximar.
Ela nao sabia nem mesmo entendia por que, mas não sentia mais a necessidade de afastar as pessoas. Cansara de ser arisca com todos, principalmente com aquele que ela tanto amava.
Finn: Como foi a gravação? Sei que você já disse na sala do coral, mas eu sei que aquilo foi o mais superficial posível. – Ela sorriu de cabeça baixo, era bom saber que ele ainda a conhecia tão bem ao ponto de saber que sua timidez ainda a impossibilitava de falar muito em publico. – Claro, se você quiser. – Foi assim que ela percebeu que tinha demorado muito para pensar.
Rachel: Foi totalmente incrível e novo para mim Finn, foi como um despertar, a tanto tempo eu não me sentia tão bem quanto eu me senti dentro daquele estúdio. Foi mágico. – Finn sorriu, sabia que ela estava sendo verdadeira e saber que ela voltara a sentir as coisas boas da vida era como sentir o ar voltar aos pulmões depois de um quase afogamento.
Um silêncio gostoso se instalou entre eles e ele viu ela respirar fundo se ajeitando no pequeno banco e depois levar uma das delicadas mãos a barriga, acariciando toda sua extensão.
Finn: Está sentindo alguma coisa? – Ele perguntou já se preocupando.
Rachel: Nada de mais. – Tranquilizou o rapaz. – É que as vezes um dos bebês resolve brincar nas minhas costelas, não chega a doer, mas incomoda.
Finn: É classe impossível de acreditar que tem duas crianças dentro de você, digo, você é muito pequena. – Ele riu desconfortável e ela gargalhou, como a muito não fazia.
Mais alguns minutos de silêncio até que...
Rachel: Minha madrinha começou a fazer um quarto para os bebês. – Confessou.
Finn: Isso significa que você vai ficar com os bebês? – Perguntou esperançoso.
Rachel: Eu não sei o que isso significa, eu apenas achei importante lhe falar, afinal você é o pai. – Ele sorriu, adorando a forma como a palavra ficava mais linda ainda vindo dela.
Mais uma onda de silêncio, porém essa fora desagradável.
Finn: Posso tocar? – Ele perguntou com medo.
Rachel: Vai em frente. – Ele se assustou, achando que ela iria gritar com ele, mas não perdeu tempo e pela segunda terceira vez tocou na barriga incrívelmente grande de Rachel. Ele sentiu um chute e tomou um surto ganhando uma gargalhada dela.
Rachel: Eles fazem isso o dia todo. – Tranquilizou-o.
Finn: Eu gostaria de saber se são meninas ou meninos.
Rachel: Você gostaria que fossem o quê? – Perguntou animada com a conversa, esquecendo que ele ainda acariciava sua barriga, na verdade ela até estava gostando do toque dele.
Finn: Meninos. – Respondeu meio desesperado.
Rachel: Por quê?
Finn: Porque, ser pai de uma menina já é quase uma missão impossível, imagina ser pai de duas de uma vez só. – Rachel gargalhou com a lógica dele. – Não ria é verdade e você o que quer que sejam?
Rachel: Meninos também.
Finn: Por quê?
Rachel: Pareceriam mais com você e assim eu teria duas pessoas para me lembrar de você. – Respondeu sem pensar.
Finn: Quem disse que você precisa de alguém para lembrar de mim?
Rachel: Finn...
Finn: Por favor pare de negar, eu sei que você ainda sente o mesmo que eu, o que eu não entendo e você conseguir aguentar por tanto tempo.
Rachel: Eu...
Finn: Eu te amo tanto Rachel e amo tanto essas duas pessoas que estão crescendo dentro de você. Eu só queria que você acreditasse que tudo isso é verdade...
Rachel não queria mais escutar, ela apenas seguiu seus sentimentos e juntou sua boca com a dele e logo os dois estavam se beijando, matando a saudade da boca de cada um, sentindo de novo a corrente elétrica passando por sua veias e deixando as línguas dançarem a perfeita sintonia.
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